Argentina inicia campanha por nacionalização do petróleo

Assinatura de 1 milhão de argentinos. É a partir desse número grandioso que setores da sociedade civil do país pretendem algo ainda mais impactante: nacionalizar o petróleo e o gás de seu território, e assim, retomar a soberania energética perdida com as privatizações neoliberais.

A campanha é promovida pela Federação de Trabalhadores da Energia da República Argentina (FeTERA), Auto-convocados pelo Petróleo e o Gás, Comissão pelo Centenário do Petróleo Argentino (Cocepa) e Movimento pela Recuperação da Energia Nacional Orientadora (Moreno). Organizações sindicais, sociais, de direitos humanos e pessoas de todo o país podem aderir ao movimento. Como parte dela, no próximo 1º de setembro, às 10 horas, será realizado o 2º Encontro Federal pela Recuperação do Petróleo e do Gás, no Anfiteatro da ATE Nacional, na cidade autônoma de Buenos Aires.

Os movimentos estão conscientes da necessidade de continuar na luta pela recuperação dos recursos naturais estratégicos e, por isso, “seguimos denunciando o aprofundamento da entrega do petróleo, através de leis que beneficiam os monopólios petroleiros experimentados na depredação e exibindo ao público os fios secretos de suas manobras, além de continuarmos levantando nossa voz na rua”, diz um dos documentos.

Durante o 1º Encontro Federal pela Recuperação do Petróleo e do Gás, realizado no ano passado, as organizações apresentaram pontos de luta: nacionalização integral do petróleo, do gás e de todos os recursos energéticos; reestatização da Repsol-YPF e Gás do Estado; anulação dos recentes convênios entre Enarsa e petroleiras; contra a prorrogação de contratos e anulação da licitação de áreas; suspensão imediata da exportação de gás e petróleo.

Fonte: Agência Adital
Rizzolo:Depois que as políticas entreguistas pilharam as economias da América Latina, os movimentos de recuperação e de nacionalização de setores como o petróleo é imprescindível. Já a Shell e a Esso anunciaram que provavelmente irão se retirar da Argentina. Por trás dos rumores da partida da Esso estão os confrontos que o governo do presidente Néstor Kirchner mantém com as companhias de combustíveis. A Argentina, afirmam analistas, teria se transformado em um lugar com várias incertezas para as companhias de combustível, que foram alvos de freqüentes pressões do governo atual. O temor é que as pressões poderiam continuar nos próximos quatro anos, caso a primeira-dama e senadora Cristina Fernández de Kirchner vença em outubro as eleições presidenciais, na realidade essas companhias sempre fizeram o que queriam no exterior sem dar maiores satisfações, a Shell, por exemplo, aumentou seu preço como medida de desafiar Kirchner. Querem ir embora? Pois vão, na minha opinião seria um favor.

Publicado em Política. 1 Comment »

Uma resposta to “Argentina inicia campanha por nacionalização do petróleo”

  1. Paulo Silva Says:

    Visite o Blog Política Econômica do Petróleo http://politicaeconomicadopetroleo.blogspot.com/


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