Chávez media acordo entre Uribe e Farc para pacificar a Colômbia

Chávez encontra Uribe e busca acordo das FARC com governo da Colômbia

No Palácio Presidencial na cidade de Bogotá, Hugo Chávez e Álvaro Uribe, presidentes da Venezuela e da Colômbia, mantiveram um encontro que teve como objetivo avançar nas gestões para conseguir um acordo entre o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, FARC. Na reunião, no sábado, dia 1° de setembro, Chávez foi oficialmente nomeado como mediador para auxiliar nas negociações que incluem a troca de aproximadamente 45 políticos, militares e policiais detidos pelas FARC por 400 guerrilheiros presos.

“Conseguir a paz na Colômbia é um passo decisivo na integração do nosso continente. Eu venho com toda minha alma, com toda minha fé posta em poder contribuir na troca humanitária, na busca da paz que é paz para todos, e nisso os dois países teremos sempre um papel imenso que jogar. Venezuela e Colômbia são uma só, filhas de Bolívar”, afirmou o presidente Hugo Chávez.

Uribe ressaltou que a relação construída pelos dois governos “é estimulada pela história próxima de nossos países e pela franqueza, sinceridade e amizade do presidente Hugo Chávez”.

Sob o pretexto de combate ao narcotráfico, o país limítrofe da Venezuela sofre uma aberta ingerência dos Estados Unidos. O Pentágono implantou bases militares e tropas por conta do mal denominado ‘Plano Colômbia’.

Sobre os resultados das conversas, o líder bolivariano assinalou que sente plena confiança de parte do mandatário colombiano para agilizar as gestões pertinentes e ter condições de mediar entre ambos os pólos.

Também destacou o primeiro sinal da direção das FARC, produzido horas antes de chegar a Bogotá, e disse que isso mostra “um bom começo”. Manifestou que confia em que o emissário proposto pela organização em armas para iniciar os diálogos em território venezuelano, será alguém, “do secretariado, que tenha capacidade de tomar decisões” para abonar o caminho para uma saída da crise. “Tomara seja Marulanda” acrescentou, se referindo ao histórico líder guerrilheiro.

Em entrevista ao jornal mexicano La Jornada, o dirigente das FARC, Raúl Reyes, destacou que “o encontro entre Chávez e Marulanda é factível, mas devemos organizá-lo, não é simples”. A organização guerrilheira foi formada 43 anos atrás, em 1964.

Hora do Povo

Rizzolo: Temos que encontrar uma saída para que a América Latina viva de forma harmoniosa, e Hugo Chavez se propõe ao dialogo como intermdiador entre as Farc e o governo Uribe. Todos nós sabemos que Álvaro Uribe, esta cercado de elementos que querem o confronto e não o entendimento, o próprio chanceler colombiano, Fernando Araújo, durante sua passagem pelo Brasil nesta semana, conseguiu demonstrar que o presidente Alvaro Uribe não representa o que há de mais reacionário em seu país. Essa referência pertence a ele próprio, Araújo disse com todas as letras que só vê o uso da força contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) como solução para o conflito em seu país. De qualquer forma Hugo Chavez tenta direcionar ao diálogo e isso é muito proveitoso.

Em conversação telefônica ocorrida na segunda-feira, dia 3, o presidente Luis Inácio Lula da Silva expressou a Hugo Chávez seu apoio às gestões em busca de um acordo humanitário para conseguir a libertação dos guerrilheiros colombianos presos e de políticos, efetivos militares e policiais retidos pelas FARC, como ponto de partida para a construção de caminhos para a paz nesse país.

De acordo com jornal HP, Lula ofereceu a Chávez toda a colaboração política e diplomática em sua delicada tarefa. O sucesso da mediação venezuelana “se reveste de uma estratégica importância para o Brasil, cujas fronteiras têm sido objeto de freqüentes problemas derivados do Conflito interno da nação irmã”, afirma nota emitida pelo Ministério da Comunicação e Informação – Minci.

No telefonema, “que foi muito amistoso e durou cerca de 40 minutos, os dois chefes de Estado acertaram se reunir em Manaus, capital da Amazônia brasileira, na quinta-feira, dia 20 de setembro para tratar da agenda bilateral, acordos e outros assuntos de interesse comum”, informou o Minci.

Nesse encontro, se discutirá o intercambio econômico-comercial e a questão energética, em cujo contexto o presidente Lula manifestou ao líder venezuelano especial interesse em imprimir maiores avanços no projeto do gasoduto sul-americano sob o enfoque da integração da América Latina e da dinâmica da política internacional, comunicou o documento do ministério.

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