Papa fala em Viena de ‘arrependimento’ católico pelo Holocausto

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O Papa Bento 16 prestou uma homenagem silenciosa nesta sexta-feira às vítimas do nazismo durante visita de três dias à Áustria.
No memorial da praça Judenplatz, de Viena, Bento 16 disse que sua visita é uma expressão de “tristeza, arrependimento e amizade” em relação ao povo judeu.

Ele esteve acompanhado do principal rabino de Viena, Paul Chaim Eisenberg. Segundo o enviado especial da BBC à Áustria, David Willey, o papa havia dito a jornalistas a bordo do avião que o levou para a Áustria que não se encontraria com outros líderes religiosos.

Antes da Segunda Guerra, Viena abrigava uma das maiores comunidades judaicas do mundo. A população de quase 200 mil judeus foi reduzida para cerca de sete mil.

Atualmente, a Igreja Católica enfrenta uma crise devido à perda de fiéis, afirma o enviado da BBC. Apesar de menos católicos terem deixado a Igreja no último ano, em comparação com os anos recentes, a tendência de queda no número de fiéis continua forte no país.

O Vaticano diz que dois terços dos austríacos ainda fazem parte da Igreja Católica, mas pesquisas independentes publicadas no país indicam que os números são menores. Um dos estudos afirma que 15% dos católicos freqüentam a missa aos domingos, segundo o enviado especial da BBC.

A Igreja Católica austríaca foi abalada recentemente por escândalos sexuais envolvendo duas altas autoridades.

O pontífice, que cresceu na região alemã da Bavária, também vai visitar alguns altares católicos em homenagem à Virgem Maria na Áustria.

BBC Brasil

Rizzolo: Existe atualmente um arrependimento tardio em muitas questões na Igreja Católica; quanto ao Holocausto, a omissão da Igreja na época foi incompreensível, a Igreja foi de uma conivência absurda e o silêncio praticamente consentia as barbáries da Alemanha nazista, contudo, como já se passou, precisamos não nos arrepender no futuro de sermos coniventes com outros tipos “holocaustos” que ocorrem no mundo, como a injustiça social, a miséria, a fome, e falta de oportunidade, quanto a isso, quando o papa esteve no Brasil, eu ouvi muito pouco em termos de solidariedade em relação a esse tipo de questões sociais, que enfrentamos no Brasil. Ouvi sim dizer o Papa, que quem não é católico é seguidor de “seitas”, uma verdadeira afronta e um tapa na cara dos evangélicos, que merecem o nosso respeito. Quem sabe a Igreja Católica se arrependerá dessas declarações também daqui a 50 anos, e se verá também arrependida de não defender os humildes como pregava um judeu chamado Jesus.

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