Pesquisa mundial revela que maioria apóia retirada imediata do Iraque

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A maioria das pessoas que participaram de uma pesquisa mundial sobre a ocupação militar no Iraque defende a saída imediata ou a curto prazo das tropas estrangeiras. Cerca de 39% das pessoas ouvidas pela “BBC” em 22 países quer que as tropas saiam já. A população dos principais países que fazem parte da coalizão no Iraque é favorável à retirada dos soldados em, no máximo, um ano. Nos Estados Unidos, 61% dos entrevistados pensam desta forma. A maioria da população de dois países latino-americanos também demonstra este desejo: 68% dos mexicanos e 54% dos brasileiros são favoráveis à saída imediata das tropas de coalizão.

Uma pesquisa encomendada pelo Serviço Mundial da BBC indica que 67% das 23 mil pessoas ouvidas em 22 países querem que as tropas estrangeiras que estão no Iraque deixem o país em um ano.

As entrevistas, feitas inclusive no Brasil, foram realizadas entre os dias 29 de maio e 26 de julho pela empresa de pesquisas GlobeScan, em parceria com o Programa sobre Atitudes Políticas Internacionais da Universidade de Maryland.

O levantamento indica que 39% são a favor da saída imediata dos soldados, enquanto que 28% acham que a retirada tem se ser feita de forma gradual, durante um ano.

Apenas 23% acham que os soldados devem permanecer no Iraque até que a situação de segurança melhore.

Avaliação

A pesquisa está sendo divulgada dias antes de o comandante militar americano no Iraque, David Petraeus, e o embaixador dos Estados Unidos no Iraque, Ryan Crocker, apresentarem sua avaliação ao Congresso americano sobre os resultados do aumento do número de tropas no Iraque promovido desde fevereiro deste ano.

Analistas acreditam que a apresentação dos dois possa influenciar as decisões do governo americano sobre os próximos passos a ser tomados no Iraque.

A administração Bush está sendo cada vez mais pressionada pela oposição democrata e por alguns integrantes do próprio Partido Republicano a estipular um prazo para a retirada das tropas americanas do Iraque, e a pesquisa divulgada nesta sexta-feira revela que esta é também a vontade da opinião pública.

O consultor-sênior sobre Iraque e diretor de Segurança do Gulf Research Center, nos Emirados Árabes Unidos, Mustafa Al-Ani, diz não ter ficado surpreso com o resultado da pesquisa.

“A opinião pública percebeu que esta é uma guerra que não pode ser vencida e que necessita de intermináveis recursos financeiros e humanos. As pessoas perderam a confiança no governo americano, porque não acreditam mais que a guerra possa trazer resultados positivos.”

Retirada imediata

A população dos principais países que fazem parte da coalizão no Iraque é favorável à retirada dos soldados em, no máximo, um ano.

Nos Estados Unidos, 61% dos entrevistados pensam desta forma, sendo que 24% querem que as tropas voltem para a casa imediatamente, enquanto que 37% preferem uma retirada gradual.

Na Grã-Bretanha, 65% da população quer que seus soldados voltem em um ano, e na Coréia do Sul e na Austrália, 63% partilham desta opinião.

O presidente da GlobeScan, Doug Miller, diz que os resultados da pesquisa mostram que “grande parte da opinião pública, inclusive da opinião americana, é contrária à atual política da administração Bush de deixar as condições de segurança ditarem o prazo da retirada das tropas americanas”.

Ao comparar os resultados da mais recente pesquisa com outra divulgada em fevereiro de 2006, o apoio à permanência das tropas estrangeiras no Iraque até que a segurança no país melhore caiu pela metade entre a população dos países do oeste da Europa e da América do Norte, incluindo os Estados Unidos.

Os países muçulmanos são os que se mostram mais ávidos pela retirada imediata dos soldados estrangeiros do Iraque: 65% pensam assim na Indonésia, 64% na Turquia e 58% no Egito.

Por outro lado, a maioria da população de dois países latino-americanos também demonstra este desejo: 68% dos mexicanos e 54% dos brasileiros são favoráveis à saída imediata das tropas de coalizão.

Leia mais sobre os resultados da pesquisa no Brasil

Impulsividade

Na opinião de Al-Ani, as pessoas são muito influenciadas pelo imediatismo da televisão, que veicula notícias sobre a situação atual no Iraque e, portanto, acabam reagindo de forma impulsiva nas respostas, sem pensar nos resultados em um longo prazo.

“O problema é a alternativa para uma retirada imediata das tropas. As pessoas não pensam estrategicamente. A saída de 170 mil soldados vai criar um vácuo impossível de ser preenchido, o que pode ter conseqüências desastrosas”, explica Al-Ani.

Embora os países do oeste europeu tenham feito várias críticas à política externa dos Estados Unidos, a pesquisa mostra que apenas uma pequena parte da população quer a retirada imediata das tropas: 34% na França, 33% na Alemanha, 27% na Grã-Bretanha e 28% na Espanha.

Por outro lado, a maioria dos europeus quer que a coalizão se comprometa com um prazo para a retirada.

Permanência constante

Em relação aos planos futuros dos Estados Unidos no Iraque, a maioria de apenas 5 países dos 22 pesquisados acredita que os americanos irão deixar completamente o país quando a situação de segurança se estabilizar.

Quase metade de todos os entrevistados (49%) acredita que os Estados Unidos pretendam manter bases militares permanentes no Iraque, ante 36% que crêem na retirada total das forças americanas.

As porcentagens mais altas foram registradas no México (75%), na Itália (73%), no Egito (68%) e na Turquia (64%).

O consultor iraquiano também acredita que os Estados Unidos “possam até deixar as ruas, mas não deixarão o país”.

“E não acredito que a opinião pública vá fazer qualquer diferença na decisão dos Estados Unidos neste assunto. O governo vai fazer o que ele quiser, talvez com a justificativa que tem de continuar lutando contra a Al-Qaeda e outros grupos insurgentes”, afirmou Al-Ani.

O cientista político acha, no entanto, que a opinião pública deve influenciar as decisões da administração Bush em relação à retirada dos soldados das ruas.

“As eleições estão chegando e neste momento a opinião pública conta muito”, afirmou.

Fonte: BBC

Rizzolo: O mundo não pode mais conviver com a política belicista americana de domínio e de imposição à sua ideologia neoliberal perversa. A prova esta aí, hoje os Estados Unidos é um maior Estado terrorista do planeta, como diz Noam Chomsky, os democratas com uma visão mais humanista e menos neoliberal avançam nas pesquisas, contudo, Bush o maior alienado da face da terra insiste, em manter seu “status” de “guerreiro”, o arrogante Texano permanece insensível a um acordo com a Coréia do Norte, que permanece em estado de guerra com o vizinho do sul desde 1953, diz Bush que o acordo só poderá ser obtido quando o país comunista comprovar o fim de seu programa nuclear, para ele o conflito com a Coréia ainda não terminou. George W. Bush, que participou do Foro Ásia-Pacífico (Apec) confundiu o Fórum de Cooperação Econômica (Apec) com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), transformando as tropas australianas em austríacas, para vc ver como as inversões e as contradições habitam a mente do republicano. Apesar de estarem levando uma verdadeira “lavada” como no Vietnã, insistem, apesar da opinião pública contra, em “apanhar mais” ; o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush evocou a “tragédia do Vietnã” para alertar sobre as conseqüências de uma retirada apressada das tropas americanas do Iraque, o que é uma grande besteira, porque ambas tem, conteúdo ideológico e para isso os EUA não estão preparados, ou eles pensam que os mercenários pagos na guerra terceizirada de Bush tem alguma ideologia, uma coisa é uma guerrilha urbana de conteúdo ideológico, outra são apenas de ocupação. Melhor ir embora, viu !

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