Tales Faria: “A vulgarização das representações do PSOL”

Está nos jornais que o PSOL entrou na quinta-feira (6) com a quarta representação contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Desta vez, por causa de reportagens das revistas Veja e Época nas quais o ex-marido de uma assessora de Renan acusa o presidente do Senado de ter participado de um esquema de desvio e lavagem de dinheiro em ministérios comandados por seu partido.

por Tales Faria*

Está nos jornais que o PSOL entrou na quinta-feira (6) com a quarta representação contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Desta vez, por causa de reportagens das revistas Veja e Época nas quais o ex-marido de uma assessora de Renan acusa o presidente do Senado de ter participado de um esquema de desvio e lavagem de dinheiro em ministérios comandados por seu partido.

Antes, o PSOL entrou com representação motivada por outra reportagem da revista Veja segundo a qual Renan teria promovido ações não identificadas dentro do governo para beneficiar a cervejaria Schincariol, que teria dívidas com o INSS, já que a empresa comprou uma fábrica de refrigerantes do deputado Olavo Calheiros, irmão de Renan.

Antes ainda, o PSOL entrou com outra representação, também tendo como base apenas uma reportagem da revista Veja acusando Renan de ter usado seu filho como laranja na comprta de uma rádio.

E, antes de tudo, teve a tal representação baseada em mais uma reportagem da revista Veja dizendo que a empreiteira Mendes junior pagava a pensão da filha do presidente do Senado com a jornalista Mônica Veloso

Do caso da Mônica Veloso resultou um processo no qual em nenhum momento se acusa mais Renan de ter usado a empreiteira para pagar a pensão. Quanto ao caso da Schincariol, não há um só senador que leve a sério; o caso da rádio também é cheio de imprecisões; e este último, do ex-marido da assessora, idem, idem… Mas não vou ficar aqui fazendo a defesa do presidente do Senado. Ele tem quem faça isso por ele.

Apenas estou achando curioso o papel do PSOL. O partido resolveu que bastou a Veja escrever qualquer coisa que a legenda vai entrar com representação no Conselho de Ética. É curioso ver a maneira como os jornais e a maioria dos comentaristas políticos tratam o tema co naturalidade.

Duvido que, em qualquer outro caso, concordassem com essa vulgarização de representações que o PSOL está promovendo. A ex-senadora Heloísa Helena (AL), o deputado Chico Alencar (RJ) e demais representantes do partido estariam sendo xingados de demagogos e, provavelmente, ia-se parar de noticiar suas representações.

Curiosos essse nossos tempos, em que parte da direita e da extrema esquerda resolvem fechar uma aliança…

*Tales Faria é jornalista e escreve no Blog dos Blogs, onde este comentário foi publicado originalmente.
Site do PC do B

Rizzolo: Já comentei várias vezes que acho esse comportamento do Psol “trotskista” muito estranho, aliança com a burguesia em determinadas circunstâncias é típica do Stalinismo e mesmo assim tem um sentido de avanço nos conquistas sociais, contudo, ao que tudo indica. o Psol faz uma aliança sem sentido apenas para “no vácuo” das denúncias vazias da Veja ter um pouco de notoriedade, e para se mostrar “ética” para a elite incauta. Fazer o jogo da direita para ser confundida com esta e ganhar uns “pontinhos” deve no mínimo fazer Trotsky se mexer no túmulo e ganhar talvez o arrepio da ala Morenista do PSTU. Coisa feia, hein !

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