Lula atribui crise financeira à política econômica dos EUA

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente nesta segunda-feira (10) o governo dos Estados Unidos devido à crise nos mercados financeiros que atingiu todo o mundo no mês de agosto, e afirmou que a instabilidade não afetará a solidez econômica do Brasil.

“É um problema da política econômica dos Estados Unidos, junto com a cobiça de alguns de seus fundos de investimento que quiseram comprar títulos de risco imaginando que estavam em um cassino”, disse Lula em Helsinque, na Finlândia, onde está em visita oficial.

“Tiveram perdas e não aceitaremos que coloquem sobre nossos ombros as perdas de um jogo do qual não participamos”, acrescentou.

Para o presidente, cabe ao governo dos EUA solucionar a crise “o mais rápido possível”, para que não tenha conseqüências negativas em ainda mais países. “No fim das contas, quem criou a lei de financiamento foi o governo americano e, portanto, quem vendeu facilidades, que assuma as dificuldades”, afirmou.

Lula disse que pediu ao presidente do Banco Central, Henrique Campos Meirelles, para enviar esta mensagem ao secretário do Tesouro americano, Henry Paulson. “Se não repartem o lucro, muito menos queremos que repartam as perdas”, advertiu.

Dinheiro fácil

Segundo Lula, o Brasil é um país “que não cresceu durante décadas, e agora não queremos perder esta oportunidade por culpa de apostadores que quiseram ganhar dinheiro fácil em vez de ganhá-lo trabalhando”.

O presidente aproveitou a entrevista coletiva para mandar uma mensagem de calma, e afirmou que a situação atual no Brasil é “tranqüila”, mas seu governo está em alerta “até que os Estados Unidos resolvam este problema”.

“É importante compreender que, neste momento, o Brasil tem uma solidez econômica que não teve durante muitas décadas”, disse.

Essa solidez é garantida pelas reservas federais, que Lula estimou em US$ 160 bilhões, e em uma balança comercial muito diversificada, na qual o comércio com os EUA representa apenas 18% do total. “Vamos continuar diversificando nossas exportações para evitar que uma crise em qualquer país possa causar dificuldades ao Brasil”, afirmou.

Da redação, com agências
Site do PC do B

Rizzolo:Uma das maiores fraquezas do neoliberalismo e em especial o dos EUA, é exatamente a liturgia usada e o conteúdo das orações que rezam aqueles que tem como seu santo padroeiro Adam Smith. A ganância dos especuladores num Estado que se diz neoliberal, onde a “liberdade” de se fazer o que quer, sem controle do Estado, deixando com que especuladores profissionais reorganizem a economia de mercado, faz com que crises financeiras surjam advindas daqueles que fazem “dinheiro” sem o mínimo senso de responsabilidade, fruto como diz Lula, da “política econômica dos Estados Unidos, junto com a cobiça de alguns de seus fundos de investimento que quiseram comprar títulos de risco imaginando que estavam em um cassino”. Ora, vamos nós pagar por uma “rodada” num cassino, em que nem participamos do jogo ? Já não basto o “Cassino Brasil, com os juros estratosféricos, que convidam jogadores a fazerem” suas apostas aqui “agora temos que encarar as roletas de lá?”.

Muito bem colocada as palavras de Lula, o Brasil é um país pobre, e temos sim que fortalecer o mercado interno, a indústria nacional, diversificar as exportações, e diminuir o juro porque dessa forma estamos criando um mercado interno forte e blindando a economia, contra o neoliberalismo econômico apregoado por “croupiers” internacionais.

Alem do prejuízo moral que a população pobre americana sofre com os irresponsáveis especuladores que davam e ofereciam de forma irresponsável crédito á vontade pra “girara dinheiro” depois tiveram que correr e “tampar o rombo” para isso sim, acreditam no “Estado Máximo”. No caso, nem os magnatas de Wall Street e de outras praças, nem a mídia ou os “teóricos” neoliberais, consideraram tamanha montanha de dólares, euros e iens uma negação do seu “Estado mínimo”.

Agora, clamam, a hora é de “estado máximo”, de acordo com o conhecido lema, muito devidamente apropriados privada-mente os lucros, ao aparecerem os prejuízos, “socialismo” neles. Wall Street anda pululando de socialistas, nos últimos dias… Como se vê, o estado só deve ser “mínimo” quando se trata de cuidar da saúde do povo, garantir educação, saneamento básico, infra-estrutura e desenvolver as áreas estratégicas da economia. Aí, haja rigor fiscal, cortes dos “gastos” e tesoura nos programas sociais que é pra gentalha não ficar mal acostumada ““.

É lógico que essa operação que não passa de uma pirâmide é uma forma de amarrar o pobre trabalhador operário americano a uma dívida que ele não teria condições de pagar. Muitos desses devedores são latinos explorados até o último fio de cabelo. Agora, aqui isso vai ter um “ganho secundário”, o Meirelles deve estar eufórico, tem motivos de sobra para a manutenção do cassino Brasil, com a desculpa da crise dos mutuários americanos.

O próprio fato da inadimplência dos pobres americanos que não possuem casa própria, já é uma prova cabal, que até no império o neoliberalismo está se autodestruindo, já está em decomposição, e isso, é claro, é bom para os democratas como Hillary que já aproveita e sublinha um discurso menos republicano egoísta, tentando resolver o problema mutuário americano.

Observe que as camadas mais pobres tanto lá como aqui são as que mais se sacrificam para manter a doutrina do “Consenso de Washington” agora consolar o pobre assalariado americano que geralmente é negro ou latino de que “entre um e três milhões de pessoas podem perder suas moradias nos Estados Unidos”, não vai ser fácil.

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