Na falta das provas contra Renan, mídia alicia oposição para atropelar regimento

Para achacar Senado, mídia marrom reivindica casuísmo

Como nada funcionou contra Lula, ela se aferrou às acusações contra o aliado do presidente da República

A cruzada da mídia golpista contra o senador Renan Calheiros já dura três meses. Diariamente, são artigos, manchetes, sueltos e até colunas sociais – que, como todos sabem, são incorruptíveis diante dos poderosos de ocasião.

Apesar disso, e da devassa na vida do senador, não apareceu uma única prova. Há aqueles que estranham tal afirmação. Como é possível tal enxurrada de tinta e papel – para não falar na TV – sem uma única prova? No entanto, nada revela com mais exatidão o caráter fascista dessa mídia do que esse fato: todas as acusações contra o senador foram sistematicamente desmentidas. No entanto, isso não fez com que eles desistissem da cruzada, pois seu objetivo jamais foi dizer ou revelar a verdade.

É sintomático que, às vésperas da votação no plenário do Senado, essa mesma mídia tenha se dedicado a propalar a necessidade de rasgar o regimento da instituição. É isso o que significa a gritaria em torno da “sessão aberta”.

REGIMENTO

O regimento do Senado – que tem força de lei, aliás, é uma lei aprovada pela Casa – determina que as votações para cassação ou não de um senador sejam em sessão fechada. O objetivo desta prerrogativa é evitar a pressão indevida, a coação e chantagem, sobre os senadores. O que, de forma geral, é inteiramente justo. Basta ver o que ocorreu, até mesmo no STF, recentemente. Se no Supremo, presumível altar da Justiça, ministros votaram “com a faca no pescoço”, pode-se imaginar o que não fariam sobre o Senado.

Isso, evidentemente, não torna os julgamentos do Senado mais injustos. Como se viu no caso Luís Estevão, existindo provas, nada impede os senadores de punir um seu colega. Até porque os senadores não são alienados mentais que ignorem o efeito de absolver quem é culpado. Diria o falecido senador ACM que somente a então senadora Heloísa Helena seria capaz de tal façanha. Ela desmentiu que houvesse votado contra a cassação de Estevão. Ainda que possa ter dado um mau passo, realmente a sua maior especialidade não parece ser a de absolver senadores culpados, mas a de acusar senadores inocentes.

A tentativa de atropelar o regimento do Senado é a demonstração derradeira da falta de provas contra o senador Renan Calheiros. Por que querem a sessão aberta? Porque acham mais fácil coagir os senadores se a sessão for aberta. E por que coagir os senadores? Exatamente porque não há razões reais, ou seja, provas, para que o Senado condene o seu presidente. Há apenas a cruzada de certa mídia, que, com a tentativa de achaque aos senadores, confessa, mais uma vez, o seu caráter – ou falta de caráter – golpista.

Porque, evidentemente, o objetivo é atingir Lula. Daí a insistência diante da inconsistência do caso. Essa mídia tentou derrubar Lula com o conto do mensalão. Não conseguiu. Inventou escândalos, com a ajuda inconsciente de alguns aloprados. Tentou responsabilizar o presidente até por um desastre aéreo. Nada funcionou. Assim, aferrou-se às acusações contra Renan, como se algo pudesse surgir do nada, desde que se atingisse a honra alheia. Não há diferença entre isso e o que Hitler, Goebbels e quadrilha faziam. Também naquela época houve quem preferisse acreditar neles – ora, como seria possível mentir tanto? No entanto, era exatamente o que os nazistas faziam, mentir por atacado. Triste o destino dos que acreditaram neles.

Em pronunciamento no Senado, Renan listou uma seqüência de 10 mentiras surgidas, uma após a outra, contra ele. Apontou o senador que essa profusão de acusações insustentáveis era a conseqüência do desmascaramento de uma após a outra. Realmente, isso é uma demonstração de que nada de verdadeiro há contra ele. Se pelo menos uma dessas acusações fosse verdadeira, não haveria necessidade de passar para outra rapidamente, tão logo uma semana se encerra e outra se inicia.

A outra demonstração é a espécie de acusadores que essa mídia arrumou: uma mulher ressentida que não consegue disfarçar nem minimamente o oportunismo, um vadio que queria ser sustentado pela ex-esposa, um usineiro de passado mais do que nebuloso, amargando sua derrota nas urnas. Por pouco Al Capone não é exumado para acusar Renan em nome da moral e dos bons costumes.

“Essas mentiras foram, uma a uma, demolidas com documentos. Repito, com documentos. O que restou de tantas acusações? Viraram pó”, lembrou Renan no pronunciamento que mencionamos. “Os senadores conhecem a minha prática, fui eleito pela unanimidade da Casa e reeleito com grande votação”, salientou. “Não vou permitir que aja pressão sobre os senadores. Eles vão decidir livremente, de acordo com suas consciências, de acordo com os autos, e com absoluta tranqüilidade”.

O presidente Lula também opinou, em entrevista a rádios, no final da semana passada, sobre o julgamento de Renan Calheiros. “Muitas vezes as pessoas são condenadas antes de serem julgadas, o que é muito ruim”, disse. “O Renan, como todo e qualquer cidadão, tem o direito de se defender”.

DIREITO

Lula afirmou ainda que quem acusa “deve se desculpar quando, depois, o acusado é inocentado”. “As pessoas atacam, mas não têm a humildade de pedir desculpas”, disse. “As pessoas querem um julgamento de uma forma em que não tenha que ter justiça, não tenha que ter advogado. É julgar e condenar na hora”, denunciou. “Não pode ser assim”, defendeu. “Nós já vimos esse período no Brasil e não foi bom para ninguém. Não foi bom. É importante que as pessoas tenham o direito de se defender”.

A tentativa de rasgar o regimento do Senado é a última tentativa de impedir que Renan se defenda e que a Casa ouça a sua defesa e julgue de acordo com as provas. Mas não por acaso querem impedir a defesa e o julgamento de acordo com as provas. Porque estas são todas favoráveis a Renan.

SÉRGIO CRUZ

Hora do Povo

Rizzolo:Eu diria que a palavra cruzada é extremamente apropriada para o intento da mídia golpista que, como já disse anteriormente, quer sim atacar Lula através de Renan. Existe um desejo por parte da mídia deletéria de um “acerto de contas” em face a coalização feita em torno de lula. Como cidadão e como Advogado afirmo, não há provas de absolutamente nada, e, evidentemente a mídia sabe disso, não podendo contar com o esteio probatório que na realidade é frágil e débil, passam a utilizar expediente “processual”, desta feita, tentando rasgar o regimento interno do Senado, transformando em sessão aberta, assim conseguiriam o que na realidade são “experts” , coação, sim coação, coagir os senadores, a votar o que eles determinam, submetendo o senado ao seu desiderato; uma verdadeira ditadura da mídia. Impressionante, hein !

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