Parlamentares contestam compra de 160 mil hectares na Amazônia por sueco

O aumento indiscriminado da compra de terras por estrangeiros, sob os mais diversos pretextos e inclusive com o recurso da grilagem, tem mobilizado o governo e Congresso Nacional. É o caso da aquisição de 160 mil hectares da floresta amazônica pelo sueco Johan Eliasch, em discussão na Comissão da Amazônia da Câmara, e que será investigada pelo Ministério Público Federal, a pedido do deputado Asdrúbal Bentes (PMDB-PA). “A suspeita é de se tratar de uma terra grilada, ou seja, totalmente irregular”, disse o parlamentar.

SOBERANIA

O deputado Fernando Ferro (PT-PE) defende um aumento rigoroso da fiscalização e a criação de uma CPI. “Há muitos motivos para preocupação. Isso pode significar a expansão da fronteira agrícola. Em outros casos, sob a idéia simpática de renovação de áreas desmatadas, pode-se colaborar com a biopirataria, para os estrangeiros pesquisarem e registrarem patentes na nossa casa”, frisou.
Este caso, entre outros apontados pela matéria “Terra estrangeira” da revista CartaCapital, é bem ilustrativo do avanço do capital estrangeiro. Bentes solicitou ao Ministério da Justiça informações sobre a documentação da propriedade, mas nada foi encontrado. O milionário sueco foi convidado pela Comissão da Amazônia no dia 9 de agosto para esclarecer sobre a transação, porém não respondeu se irá comparecer. Eliasch é o mesmo que, junto com o deputado britânico Frank Field, arrecada dinheiro no sítio da Ong Cool Earth para compra de terras na Amazônia, sob o altruísta e desinteressado pretexto de evitar derrubada da vegetação.
Segundo CartaCapital, há cerca de dois meses, representantes da Casa Civil e dos ministérios da Agricultura e Desenvolvimento Agrário e Incra se reuniram, entre outras coisas, para discutir a revisão de um parecer da Advocacia Geral da União (AGU), de 1994, que facilitou a compra indiscriminada de terras por estrangeiros. Feito de encomenda para os açambarcadores do patrimônio público nas privatizações, o parecer também acabou com as restrições para a posse de terras: bastaria criar uma empresa no Brasil – mesmo com 100% de capital estrangeiro – para comprar um número ilimitado de hectares de terra. “Não se trata de xenofobismo, mas de colocar limites. Num fenômeno internacional de disputa de terra, aquecida pela mudança de matriz energética, a quem vamos destinar o território nacional? Como os agricultores vão competir?”, questionou o presidente do Incra, Rolf Hackbart.

SOROS

Até especuladores tipo George Soros estão comprando terras. Esse adquiriu uma usina de álcool e 12 mil hectares em Monte Belo (MG), além de outras três propriedades no Mato Grosso do Sul.
“Isso coloca os produtores em uma situação fragilizada. Muita gente vende terra porque precisa pagar os bancos”, sublinhou o deputado federal Homero Pereira (PR-MT), presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso.
Outro caso significativo foi o da compra de 45,7 mil hectares pela sueco-filandesa Stora Enso, no Rio Grande do Sul, supostamente para reflorestamento, alvo de investigação da Polícia Federal.
Hora do Povo

Rizzolo: Observem que existe uma verdadeira invasão de investimentos especulativos em terras brasileiras, já existe até uma cumplicidade entre os proprietários de terra no caso do Etanol com os investidores internacionais em Usinas, precisamos regulamentar essa questão, é interessante, quando era para criar “agências reguladoras” como as que foram criadas na época do FHC a elite correu e emprestou seu apoio incondicional, agora quando há necessidade patriótica de analisarmos de perto essa questão que já de há muito tempo sabida, fica-se no aguardo. Está mais que na cara que o internacionalismo se faz através de empresas brasileiras “laranjas”, isso é tão óbvio quanto o contraventor de jogo do bicho que tem sua banca na padaria, agora esse sueco comprar 160 mil hectares da floresta amazônica , é uma brincadeira, esse camarada sueco chamado Johan Eliasch vem com essa conversa mole de ” evitar derrubada da vegetação” de maneira desinteressada, não é, digamos que ele é um ” ecologista exótico” ora, o negócio é tão bom que o papa quando esteve aqui pediu a Lula que acolhesse os ” missionários” que de missionários nada tem . Vamos mandar esse pessoal embora, gente, vamos acordar ! Será que eu sou o unico que insisto nisso ? Cade os patriotas ?

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