Lula: “PIB cresce 5,4% por força do mercado interno”

“O crescimento da economia hoje é exatamente resultado do mercado de massas”, completou o presidente, destacando o aumento da renda, do crédito e do consumo das famílias brasileiras

A economia nacional cresceu 5,4% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, segundo divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa mostrou que o crescimento da economia vem sendo impulsionado pelo mercado interno com aumento do consumo das famílias, sustentado pela elevação da massa salarial real, pela oferta de crédito e pela redução dos juros. Os dados do IBGE dão conta de que o consumo das famílias cresceu 5,7% no segundo trimestre sobre o mesmo período do ano passado.

O resultado reflete os investimentos decorrentes do Programa de Aceleração da Economia (PAC). “Eu sonhei a vida inteira em fortalecer e criar um mercado de massas no Brasil. Todo economista de esquerda da década de 70, na década de 80 falava da necessidade de se criar um mercado de massas no Brasil, ou seja, que o povo pudesse comprar. Se você analisar o crescimento da economia brasileira hoje, você vai perceber que é exatamente resultado do mercado de massas”, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista a emissoras de rádio.

Lula destacou a ampliação do crédito, lembrando que “nós saímos de 300 bilhões de reais de crédito para mais de 800 bilhões de reais de crédito. Nós saímos de 2 bilhões, na agricultura familiar, para 12 bilhões na agricultura familiar. Nós saímos de um Banco do Nordeste que emprestou 300 milhões de reais, em 2000 e pouco, para emprestar 6 bilhões agora. Veja a carteira do BNDES com a massa salarial crescendo e com os acordos salariais todos feitos acima da inflação. Isso significa o quê? O povo está podendo comer mais, o povo está podendo comprar mais e isso vai fazendo com que mais gente adentre a classe média, e melhore a vida de todo mundo”.

CRESCIMENTO

Em doze meses encerrados em junho, a economia cresceu 4,8% na comparação com igual período do ano passado. No primeiro semestre deste ano, o PIB expandiu 4,9% sobre os primeiros seis meses de 2006. “O Brasil está no caminho de se transformar numa grande economia, o Brasil está no caminho de ter uma economia sólida e respeitada no mundo inteiro, o Brasil está a caminho de ser um país que possa, definitivamente, fazer parte do rol dos chamados países ricos. Nós temos possibilidade de ter um longo período de crescimento sustentável. Para isso, o mercado interno é extremamente importante. Não queremos abdicar ou diminuir o impacto do mercado externo, mas nós achamos que o mercado interno é a mola propulsora da sustentabilidade do modelo econômico e do crescimento econômico”, disse o presidente Lula.

Todos os setores da economia registraram crescimento, com destaque para a indústria com alta de 4,9% nos seis primeiros meses do ano, seguida do setor de serviços, que aumentou 4,7% e a agropecuária, com acréscimo de 0,2%. No segundo trimestre em comparação com o mesmo período de 2006, a indústria expandiu 6,8%; os serviços cresceram 4,8% e a agropecuária, 0,2%.

NOVO CICLO

“Eu chamo esse novo ciclo de social-desenvolvimentismo porque é um crescimento que ocorre concomitantemente ao aumento da renda da população, aumento do poder aquisitivo e fortalecimento do mercado de massa. É um novo tipo de crescimento que o Brasil nunca trilhou”, afirmou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Segundo a gerente de Contas Trimestrais do IBGE, Rebeca Palis “ao juntar juros menores, maior crédito e câmbio mais baixo você impulsiona os investimentos e leva a este crescimento da economia. A gente tinha uma economia baseada à bem pouco tempo nas exportações brasileiras, mas desde o primeiro trimestre de 2006 que estamos vendo uma inversão nas causas desta expansão. Hoje o crescimento está muito mais baseado na demanda interna, principalmente no consumo das famílias e nos investimentos – pois o setor externo atualmente já contribui negativamente para a formação do PIB”.

Como destacou o ministro da Fazenda, ao aumento do poder aquisitivo e o barateamento e a expansão do crédito “impulsiona o mercado consumidor brasileiro”. Guido Mantega chamou atenção para o aumento também verificado nos investimentos. “Estão crescendo especialmente os investimentos dos brasileiros que estão apostando no futuro do país”, disse o ministro. A pesquisa do IBGE mostrou também que em julho a produção nacional de bens de capital em cresceu 17%, e a importação de bens de capital vem crescendo a uma taxa de 30% ao ano. “Tem muita empresa comprando máquinas e equipamentos e fazendo investimentos no país”, afirmou Mantega.

O aumento na taxa de investimentos também foi destacado pela gerente do IBGE, com crescimento de 13% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2006. “A formação bruta de capital fixo é o nosso grande destaque neste segundo trimestre. Há vários fatores hoje na economia que favorece este crescimento na taxa de investimentos: o dólar baixo vem levando ao incremento das importações de máquinas e equipamentos com reflexo direto na taxa de investimentos; a queda sistemática das taxas de juros no país; e o aumento do crédito para pessoa jurídica, cuja taxa cresceu 23%”, disse Rebeca Palis.

LUIZ ROCHA

Hora do Povo

Rizzolo: O aumento do PIB em 4,5 % em relação ao mesmo período do ano passado é um dado excelente, isso mostra que o mercado interno cresce. Só com um aumento do mercado interno é que teremos condições de blindarmos a nossa economia em face as irresponsabilidades dos agiotas internacionais que dominam os EUA; e para isso precisamos baixar os juros, o que geraria crescimento, e conseqüentemente aumentaria o mercado interno, como diz o economista Paulo Nogueira Baptista Jr, ” A estabilidade não deve se converter em estagnação. Ou seja, o que queremos é a estabilidade da moeda nacional, mas não a estabilidade dos níveis de produção e de emprego (e desculpe, leitor, a homenagem ao Conselheiro Acácio). A aceleração do crescimento não parece trazer grande risco para o controle da inflação. Ela não tem nada de excepcional. O Brasil está se recuperando de um longo período de crescimento econômico quase sempre medíocre, inferior à média mundial e bastante inferior ao de quase todos os principais emergentes (com exceção do México, outro país que tem se notabilizado por combinar estabilidade e estagnação). Ainda temos margens substanciais de capacidade produtiva não utilizada”

As taxas de desemprego e subemprego cederam, mas continuam elevadas; contudo precisamos lembrar que crescer demanda infra-estrutura, principalmente energia, e no nosso caso não há energia melhor e mais limpa do que a nuclear somos a sexta reserva de urânio no mundo, agora agüentar “grupos ecológicos” que estão a mando do governo americano, que não gosta que ninguém desenvolva nada do que é nuclear, e ainda se prestam de “inocente úteis”, não dá né? Para os EUA vender ecologia significa preservar seus interesses financeiros e manter as economias estagnadas. Vamos crescer com a energia nuclear, quanto a esses grupos, se juntarmos todos cabem numa Kombi.

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