Monsanto monopoliza a venda de semente de milho no Brasil

A compra da Agroeste pela Monsanto aumentou o domínio das sementes de milho da transnacional na área plantada brasileira. De acordo com estudo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, antes da aquisição 30% da área de cultivo de milho no Brasil já era monopolizada pela empresa norte-americana sediada em Saint Louis, através das marcas Dekalb e Agroceres, adquiridas na década de 90.

A Agroeste Sementes, comprada por cerca de US$ 100 milhões na semana passada da família Vacaro, com sede em Xanxerê (SC), detinha 10% do mercado, segundo a própria Monsanto.

“Vamos aproveitar todas as oportunidades que surgirem para consolidar nossa posição no mercado de sementes de milho, assim como foi feito nos EUA”, afirmou Christian Pflug, gerente de biotecnologia e licenciamento de milho da Monsanto do Brasil, sobre a nova política da transnacional para o Brasil.

Tendo entrado no mercado brasileiro através do contrabando realizado por sua subsidiária na Argentina – com a anuência do governo Fernando Henrique, a empresa é conhecida pelas falsificações de pesquisas e intimidação de cientistas, além da compra de autoridades governamentais, como foi comprovado pelo governo da Índia. Nos EUA, a “consolidação no mercado” resultou em condenação por invasão de propriedade, negligência, supressão da verdade e ultraje.

Pelo mundo afora a ação monopolista da transnacional angariou dezenas de denúncias. Entre os casos mais emblemáticos está o de Michael Taylor, que era advogado da Monsanto e depois se tornou diretor da FDA (agência que deveria controlar a qualidade dos alimentos, medicamentos e cosméticos comercializados nos EUA), quando modificou as regras para a aprovação da comercialização de transgênicos que beneficiou a empresa. Ao sair da FDA, Taylor voltou para a Monsanto, onde assumiu o cargo de vice-presidente.

Antes da aquisição da Monsanto, a Dow AgroSciences, subsidiária da The Dow Chemical Company de Indiana, comprou a Agromen, o que permitiu à empresa dobrar a sua participação no segmento de sementes de milho, para algo próximo a 20%.

A DuPont, dona da marca Pioneer, já em 2006 detinha 33% do mercado de sementes e fechou acordo com a Monsanto para utilizar a tecnologia transgênica Guardian, tão logo fosse aprovada pela CTNBio.

Hora do Povo

Rizzolo:Observem que em todas as áreas as transacionais atuam de forma compassada, todos nós sabemos o “modus operandi” das mesmas, se adentram no território estrangeiro protegidos com legislação vende-pátria, e aí começam as monopolizações espúrias como lemos no artigo do HP. Não podemos conviver com a destruição das empresas nacionais que são compulsoriamente compradas pelas transnacionais que “deitam e rolam” aqui no “Cassino Brasil”.

Depois aparecem os defensores do livre comércio dizendo que “precisamos ser competitivos” que o “governo é ineficiente” e por aí afora, já percebemos que o que representantes do capital internacional querem é: Aproveitar o máximo o mercado brasileiro de 190 milhões de consumidores. Monopolizar mercados. Fazer remessas de lucros vultuosas, só para se ter uma idéia, em maio, o Banco Central registrou a entrada de US$ 501 milhões referentes ao chamado investimento direto estrangeiro, ao mesmo tempo em que as transnacionais instaladas no país enviaram US$ 2,632 bilhões para suas matrizes no exterior a título de lucros e dividendos

Esses dados são relativos à questão da produção, não englobando os capitais meramente especulativos, atraídos pelos juros altos. O fato das remessas de lucros terem superado em mais de cinco vezes a entrada dos festejados “investimentos” diretos demonstra, mais uma vez, que a brutal desnacionalização a que foi submetida à economia brasileira tem proporcionado a transferência de fabulosos recursos para o exterior. Depois impedem e alegam seus governos que o Brasil, nas rodadas de Doha e outras “milongas”, nã é competitivo e barram nossos produtos com taxas protecionistas absurdas, para que, as mesmas transnacionais que aqui nos exploram, não sejam importunadas pelo Brasil nos seus mercados.Tudo para eles! Nada para nós! É uma verdadeira farra.

Temos que rever essas remessas, fazer a indústria nacional crescer, desenvolver nossa indústria bélica, promover crédito aos empresários nacionais, coibir empresas e negociações ” fajutas ” onde ” laranjas são utilizados” burlando nossa legislação, proteger nossa soberania com nossos satélites, não os da “Star One”, vamos negociar o protecionismo deles com o nosso protecionismo. Vamos ser patriotas, ou melhor, na pior das hipóteses nós vamos aprender a ser mais patriota com eles, porque na hora de defender os interesses deles, representantes aqui é o que não falta. Tenho pena do povo brasileiro, viu! E ainda reclamam e xingam o coitadinho que ganha uma Bolsa Famíia para alimentar crianças. ” Precisa ensinar eles a pescar ” como dizem eles da elite; agora pergunto aos evangélicos que podem me ensinar: Isso é ser cristão ? Tenho certeza que eles vão dizer , não, não é.

Publicado em Política. 3 Comments »

3 Respostas to “Monsanto monopoliza a venda de semente de milho no Brasil”

  1. André Queiroz Says:

    a Monsanto comprou as autoridades americanas para fazerem lobby aqui no Brasil, e forçar o Brazil a respeitar uma lei DELES de patentes que existem apenas para enrriquecer ELES. O governo festeja os 500 milhões de dólares que entraram aqui do extrangeiro. Porém, fecha os olhos para os 3 bilhões de dólares que esses mesmos estrangeiros levaram daqui, no mesmo período. Depois ficam querendo recriar a cpmf por falta de recursos a saúde. O nosso governo não pode ceder as imposições arbitrárias da Monsanto e dos governantes norte-americanos comprados pela Monsanto. Os produtos da Monsanto não são devidamente testados, e seus efeitos colaterais negativos quando descobertos são ignorados pela multinacional. Além disso, a Monsanto usa o governo norte americano para forçar os pequenos produtores dos países emergentes a enviarem importantes recursos a população destes mesmos paríses a Monsanto, como royalties indevidos.
    A Monsanto é uma organização criminosa! e deve ser expulsa do Brasil como tal, já como está acontecendo em outros países avançados.

  2. Luis Esteban Says:

    O brasil continua deitado em berço (que era) esplendido. Já levaram daqui muito e o restante deve ir embora nos proximos 20 anos. O brasileiro de fato é bonzinho, roubam tudo dele e ele continua pulando carnaval. A solução é alugar o Brasil como dizia o Raul no inicio dos 80.
    Precisamos de politica e de politicos, de orgulho nacional que virá qdo nas escolas se ensine a verdadeira historia nacional, de culhoes para sair para quebrar o que tem que ser quebrado. Cada brasileiro tem que fazer da sua atividade seja qual for um campo de batalha onde os vencedores serao nossos filhos e netos

  3. Ane Says:

    Gente!! O Brasil somos nós e enquanto estivermos comprando coisas de multinacionais, estamos financiando e favorecendo essa usurpação do nosso patrimônio. E aí é muito fácil protestar tomando Coca Cola, comendo Nestlé, usando Unillever e outras.
    Vamos fazer um boicote a esses parasitas da nossa pátria amada Brasil.
    hehehehehe…


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