Marco Aurélio explica que soltou Salvatore Cacciola porque “é um direito natural fugir”

O banqueiro Salvatore Cacciola, ex-dono do banco Marka, condenado a 13 anos de prisão pelo escândalo que gerou um prejuízo de R$ 1,6 bilhão aos cofres públicos, vai utilizar em sua defesa a declaração do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio de Mello. A informação é do advogado do banqueiro no Brasil, Carlos Ely Eluf.

O ministro Marco Aurélio de Mello disse na segunda-feira que não se arrepende de ter concedido um habeas corpus em 2000 a Cacciola, permitindo que ele fugisse para a Itália. “Sustento que o acusado, enquanto a culpa não está formada mediante um título (sentença) do qual não caiba mais recurso, tem o direito natural de realmente fugir”, doutrinou o juiz do STF. Marco Aurélio é primo de Fernando Collor, que o nomeou para o STF.

“Já enviei as declarações do ministro em um relatório a Mônaco. Será parte da documentação da defesa de Cacciola”, comemorou o advogado do banqueiro.

Ainda na segunda-feira, o ministro Marco Aurélio de Mello concedeu liminar soltando 15 bicheiros e bingueiros presos na Operação Furacão, entre eles os contraventores Ailton Guimarães Jorge (Capitão Guimarães), Aniz Abrahão David (Anísio) e Antonio Petrus Kalil (Turcão), que só continuarão detidos porque são alvos de outros mandados de prisão.

Cacciola foi condenado por desvio de dinheiro público e gestão fraudulenta no ano de 2005. O crime ocorreu no processo de desvalorização do real em 1999, quando o banco Marka e FonteCindam tiveram um prejuízo e receberam um presente de R$ 1,6 bilhão do então presidente do BC, Francisco Lopes. Além de Cacciola, Francisco Lopes, a diretora de Fiscalização do BC, Tereza Grossi, Cláudio Mauch, Demóstenes Pinho, Luiz Augusto Bragança, Luiz Antonio Gonçalves e Roberto José Steinfeld também foram condenados à prisão. Na época (99), Fernando Henrique e o então ministro da Fazenda, Pedro Malan, alegaram que não haviam sido informados pelo presidente do BC que iria doar mais de 1 bilhão e meio de reais para dois bancos falidos de fundo de quintal. Entretanto, soube-se que na véspera da liberação do dinheiro houve uma reunião entre Francisco Lopes, Malan e FHC.

A política do período de FHC estimulava a especulação com títulos do governo, favorecendo o aparecimento de uma corriola de banquinhos de primeiro andar que se projetavam da noite para o dia, como o Marka, FonteCindam, Opportunity – que se locupletou com a política privatista de FHC – etc.). Isso sem falar do farto amparo que os banqueiros tiveram no início do governo tucano quando 22,8 bilhões de reais do Proer (só no primeiro ano) foram torrados para salvar bancos falidos.

PRISÃO

A juíza da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, Simone Schreider, expediu um novo pedido de prisão preventiva para o dono do banco Marka, Salvatore Cacciola, numa ação proposta pelo Ministério Público Federal.

A prisão cautelar do banqueiro já havia sido decretada pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que condenou Cacciola por crimes contra o sistema financeiro, mas na época Cacciola já tinha fugido para a Itália.

Por ter cidadania italiana, o país não podia extraditá-lo.

Com isso, o pedido de prisão preventiva da 6ª Vara não foi cumprido. A juíza Simone Schreider destacou no seu despacho na terça-feira que, com a prisão em Mônaco, “ficou viável” o pedido de extradição de Cacciola.
Hora do Povo

Rizzolo: Talvez o que o Ministro tenha se referido é o fato de que fugir é sim um direito do preso, contudo, o “hábeas corpus” concedido na época ao banqueiro, no meu entender como Advogado, não foi uma medida sensata, vez que por si só, sendo ele possuidor de dupla nacionalidade, a presunção de fuga estava patente. Foi uma medida temerária. O Ministro é conhecido como um “liberal” nas concessões de liminares.

“Chega de corrupção e rolo, para Deputado Federal Fernando Rizzolo- PMN 3318”

AGU revê parecer liberando venda de terras a estrangeiros sem limite de área, diz Toffoli

Brasília – A Advocacia-Geral da União (AGU) está preocupada com a compra de terras por estrangeiros na Região Norte do país, principalmente na Amazônia.

A informação é o ministro da AGU, José Antônio Dias Toffoli, que participou hoje (20) de entrevista coletiva a emissoras de rádio parceiras da Radiobrás.

Ele informou que a AGU está revendo um parecer emitido há dez anos pelo próprio órgão, que libera a venda de terras sem limite de área a estrangeiros.

Segundo ele, naquela época, a AGU entendeu que a Constituição de 1988 não manteve uma lei da década de 70 que limitava a venda de terras a estrangeiros.

“Essa questão é uma análise que ainda estamos fazendo. Estamos verificando se realmente esse parecer está correto ou não. Ainda não chegamos a uma conclusão”, ponderou.

De acordo com o ministro, são preocupantes as informações da imprensa de que estrangeiros compram terras da Amazônia e vendem o terreno pela internet com a proposta de preservação da região.
“Há uma preocupação com a aquisição de terras por estrangeiros. Há uma preocupação constante com a grilagem de terras, que aí não envolve só estrangeiros”, acrescentou Toffoli.

Agencia Brasil

Rizzolo:Observem que existe uma verdadeira invasão de investimentos especulativos em terras brasileiras, já existe até uma cumplicidade entre os proprietários de terra no caso do Etanol com os investidores internacionais em Usinas, precisamos regulamentar essa questão, é interessante, quando era para criar “agências reguladoras” como as que foram criadas na época do FHC a elite correu e emprestou seu apoio incondicional, agora quando há necessidade patriótica de analisarmos de perto essa questão que já de há muito tempo sabida, fica-se no aguardo. Está mais que na cara que o internacionalismo se faz através de empresas brasileiras “laranjas”, isso é tão óbvio quanto o contraventor de jogo do bicho que tem sua banca na padaria, houve até um caso de um sueco que comprou 160 mil hectares da floresta amazônica, o negócio é tão bom que o papa quando esteve aqui pediu a Lula que acolhesse os “missionários” que de missionários nada tem, estão a mando de grupos internacionais ” bisbilhotando ” a Amazônia. Agora, a AGU precisa chegar a um posicionamento o mais breve possível, isso é uma questão crucial, de soberania nacional. Vamos mandar esse pessoal embora, gente, vamos acordar! Será que eu sou o único que insisto nisso? Cadê os patriotas ?

Estudante é atacado com choques elétricos e preso após referir-se à fraude eleitoral de Bush

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Veja o VIDEO Andrew Meyer questiona John Kerry
Obs. Imagens chocantes !

O estudante de telecomunicações Andrew Meyers, de 21 anos, da Universidade da Flórida, foi atacado por cinco policiais da instituição, imobilizado e eletrocutado por armas tasers e levado para a cadeia após questionar ao senador democrata John Kerry, durante palestra na segunda-feira, 17, sobre a possibilidade de destituição do presidente Bush pelas fraudes eleitorais ocorridas nas eleições de 2004 nos estados de Ohio e na própria Flórida. A direção da Universidade da Flórida é indicada pelo governador, o republicano Charlie Crist.

Após deixar a prisão, Meyers enfrentará julgamento que pode levá-lo a cinco anos de cadeia pela acusação de “resistência à prisão”. Já os choques elétricos e as agressões da polícia do campus a um estudante desarmado que participava de um debate, na democracia da era Bush, não parece merecer nenhum reparo por parte do governo.

No dia seguinte, o campus da Universidade da Flórida teve manifestações em solidariedade a Andrew Meyers e em defesa do direito de expressão.

O diálogo entre o estudante e o senador ocorreu da seguinte forma:

Meyers: “Gostaria de recomendar ao senhor um livro. É chamado Armed Madhouse, do Greg Palast. Ele é o maior jornalista investigativo dos EUA”.

Kerry: “Eu tenho o livro. Já o li”.

Meyers: “Neste livro o autor afirma que foram cinco milhões de votos e que o senhor venceu as eleições. Como o senhor pôde conceder a eleição naquele dia?”

O estudante questionava o senador as razões pelo qual o Congresso não levou adiante um processo de impeachment. Quando o seu tempo para as perguntas foi ultrapassado, cinco policiais da Universidade pularam sobre ele, o jogaram no chão e atiraram nele com armas teasers. O senador democrata ficou espantado diante da covarde agressão ao estudante.

“Lamento enormemente que uma boa discussão tenha sido interrompida”, disse Kerry hoje, acrescentando que tentava responder às perguntas de Meyer quando o estudante foi detido. “Só soube que utilizaram a pistola elétrica quando deixei o local”.

DESCADRASTAMENTO

Em sua página na internet, o jornalista Greg Palast afirmou que “admira Meyers, especialmente porque enquanto estava sendo atingido por armas elétricas, não largou o Armed Madhouse”. O escritor acrescentou ainda que “não estava surpreso pela prisão do estudante na cidade de Alachua, Flórida, onde, seis anos antes, descobri um descadastramento massivo, sistemático e completamente ilegal de eleitores negros – ordenado pelo governador Jeb Bush pouco antes das eleições de 2000”.
Hora do Povo

Rizzolo: A democracia “relativa” de Bush já está promovendo agressões ao próprio povo americano. Não bastasse a mídia norte americana ser totalmente controlada, agora se inicia a ofensiva contra o debate democrático nas Universidades. Esse é o modelo republicano de democracia que tantos no Brasil admiram e tentam implantá-lo. É a truculência da direita, que se inicia com os ataques midiáticos, como já está ocorrendo aqui, e terminam nos moldes da “cristalnacht” de Hitler. As imagens são impressionantes, o rapaz apenas estava perguntando ao democrata, qual era a sua opinião em face às denúncias de fraudes eleitorais ocorridas nas eleições de 2004 nos estados de Ohio e na própria Flórida, e porque o Congresso não levou adiante um processo de impeachment de Bush. Foi atacado com choques elétricos. Que bela democracia, hein!

Oposição quer o fim da CPMF para acabar com a saúde pública e programas sociais

E também para que certos caixas 2 não despertem a atenção do fisco. Perdeu na primeira por 338 a 117

PDSB e DEM boicotam a CPMF porque ela atende à população

Tentaram adiar mais uma vez e fracassaram

Os recursos arrecadados pelo governo com a Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) têm, basicamente, dois destinos: o Fundo Nacional de Saúde e o Fundo de Combate à Pobreza. O primeiro é responsável por financiar todo o atendimento médico e paramédico à população. O segundo é responsável pela luta contra a fome – o conjunto de programas sociais que compõem o Fome-Zero, que atende milhões de brasileiros e é a principal causa da redução da pobreza e diminuição da concentração de renda, ocorridas no governo Lula.

Pois é exatamente a prorrogação desse imposto que a oposição tucano-expefelista quer boicotar no Congresso. Se essa oposição quer diminuir os impostos, poderia, por exemplo, lutar para que o limite de isenção do Imposto de Renda não seja tão baixo – o que força a inclusão de boa parte dos trabalhadores entre seus contribuintes – ou propor que a tabela de correção desse mesmo imposto tivesse uma atualização maior. Ou, até mesmo, que só pagasse Imposto de renda quem tivesse renda.

Poderia, também, lutar para que os impostos sobre as empresas nacionais fossem mais justos, ou que os bancos e o capital especulativo estrangeiro começassem a pagar impostos – o que permitiria a redução da carga fiscal e/ou tributária de vários setores da população.

Porém, nada que afete o pagamento de juros aos bancos, ou os privilégios fiscais que estes desfrutam, faz o gênero dessa oposição. Ao contrário: em relação a bancos, multinacionais e especuladores em geral, essa oposição quer sempre diminuir o que eles contribuem para a coletividade sob a forma de impostos.

Mas é a CPMF, destinada ao financiamento da saúde pública e dos programas sociais, que é o seu alvo. Poucas vezes ficou tão clara a opção dessa gente: tudo para os bilionários, sobretudo os estrangeiros, tudo para os parasitas da especulação. Estes, se pudesse, ela isentava de impostos.

Já em relação ao povo, ao seu atendimento e à sua fome, a atitude desses boicotadores é – coerentemente, não há dúvida – a oposta: que passem fome ou que não tenham atendimento médico-sanitário, não importa a eles. Pelo contrário, acham que o Estado e o governo não devem se preocupar com os pobres, isto é, com o povo, com a população que sustenta esse Estado. Para eles o Estado não deve ser um instrumento da sociedade, não deve servir ao povo, mas ser, pelo contrário, uma agência de extorsão dos recursos do povo, para que esses recursos sejam drenados para meia dúzia de magnatas.

Somente isso é capaz de explicar o ódio que neles desperta a CPMF e sua tentativa de impedir sua prorrogação no Congresso.

PRETEXTOS

Interessante, ainda que algo nauseantes, são os pretextos para conseguir esse fim. Na sessão do Senado na tarde de quarta-feira, depois de passar o tempo numa discussão fiada cujo único objetivo era jogar no lixo o acordo feito horas antes com a liderança do PT, durante a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (ver matéria nesta página), os senadores da oposição – e aqui estamos nos referindo especificamente a três deles: Virgílio, Agripino e Jereissati – declararam-se subitamente “em obstrução”.

Como observou o senador Wellington Salgado, é uma curiosa “obstrução”, na qual todos os “obstrutores” continuam dentro da sala de sessões, falando e fazendo exatamente a mesma coisa que antes, mas declarando-se “ausentes”. Por definição, “obstrução” é a manobra parlamentar caracterizada pela saída de uma ou mais bancadas do plenário, para que o quorum e a sessão caiam, impedindo que seja aprovada a matéria que está na ordem do dia. Mas, segundo Jereissati, hoje em dia é diferente: basta que alguém diga que está “em obstrução”. Pode até continuar no plenário e até participar dos debates, pois a saída é “simbólica”. Em suma, o que sai do plenário é a alma. Logo, o corpo pode ficar no recinto, ainda que desalmado.

Nessa sessão, com a oposição de corpo presente, a matéria em votação era a nomeação do ex-senador matogrossense Luís Pagot para a direção-geral do DNIT. Sobre isso, eles não levantaram objeções. Segundo disseram, o motivo da suposta “obstrução” seria a permanência do senador Renan Calheiros na presidência do Senado e do Congresso. Eles não se conformam com a decisão democrática da maioria. Assim, não querem “obstruir” para impedir que seja aprovada alguma matéria de que discordem. Não se trata, portanto, de uma verdadeira obstrução, mas de chantagem. Daí, dizem que vão “obstruir” até que seja colocada em votação a emenda constitucional que transforma de secreta em aberta a votação para cassar os mandatos de seus colegas. Mas, como já mencionamos, depois de estabelecer um acordo com o PT para votar essa questão, Virgílio, Agripino e Jereissati foram os primeiros a rompê-lo.

No entanto, o que demonstra de forma cabal a falsidade do pretexto é que na Câmara, onde Renan não é presidente, nem membro da casa, os tucanos e ex-pefelistas também resolveram “obstruir”. Lá a matéria era, exatamente, a prorrogação da CPMF, e eles conseguiram postergá-la por 13 horas, numa sessão quase infinita (v., também, matéria nesta página). E prometem que vão “obstruir” a votação dos destaques, isto é, das propostas de modificação ao texto-base. É verdade que não têm força para impedir sua votação, apenas para aporrinhar os demais deputados.

Uma das acusações que ainda não fizeram ao senador Renan, que se saiba, é a de ser deputado. Mas os tucano-expefelistas disseram-se em “obstrução” também na Câmara, e se puseram a usar de todas as filigranas e entrelinhas regimentais, não regimentais e contra-regimentais para impedir a CPMF.

HIPOCRISIA

Bem disse o senador Calheiros que “não há obstrução contra ninguém. Há obstrução em razão de uma pauta que tem de ser negociada pelos partidos e líderes. Isso não cabe ao presidente do Senado. Ao presidente do Senado cabe presidir o Senado”.

Realmente, cabe às bancadas, e particularmente aos seus líderes, enfrentar o problema, até porque não se trata de obstrução legítima, mas de locaute parlamentar ilegal.

Não iremos aqui perder nosso tempo – e o do leitor – com as tergiversações, negaças, hipocrisias e cinismo desses senhores. Já apareceram argumentos de fazer os frades e os devassos corarem.

Resta apenas apontar que a CPMF é hoje o único imposto do país que é à prova de sonegação. Exceto se o sujeito guardar seu dinheiro debaixo do colchão, não tem como a raça de sonegadores escapar ao fisco e negar o que deve à sociedade. Não por acaso, esse aspecto da CPMF desagrada profundamente essa oposição, para não falar de sua mídia. Naturalmente, são os herdeiros de uma casta que desde que Cabral aqui chegou está acostumada a crer – e, mais do que crer, praticar – o princípio (!?) de que só o povo deve pagar impostos, jamais os potentados e seus apaniguados, sejam eles senhores de escravos, oligarcas da lavoura, bancos, multinacionais ou donos de jornais, revistas e Tvs.

Mas, o que demonstra a aprovação da prorrogação, na mesma quarta-feira, na Câmara, é que isso vai acabar.

Hora do Povo

Rizzolo: A oposição tucano-expefelista quer boicotar no Congresso a prorrogação da CPMF, elencando motivos não sustentáveis; a natureza jurídica do imposto em pauta é moderna, vez que não existe o “fato gerador tributário” incidindo ele, diretamente nas transações, por isso, difícil é são sonegação, e por esta razão, os árduos defensores devem lá ter seus motivos para que na defesa e no clamor, exortem de forma tão apaixonada, seu fim. Qualquer pessoa sabe, que esse imposto atualmente é necessário para que programas sociais possam ser implementados, e é exatamente por essa questão, à parte a questão da dificuldade operacional em sonegá-lo, que a oposição não o quer em sua prorrogação, como diz o texto, se essa oposição quer diminuir os impostos, poderia, por exemplo, lutar para que o limite de isenção do Imposto de Renda não seja tão baixo – o que força a inclusão de boa parte dos trabalhadores entre seus contribuintes – ou propor que a tabela de correção desse mesmo imposto tivesse uma atualização maior. Ou, até mesmo, que só pagasse Imposto de renda quem tivesse renda.

Ao invés de reduzir a CPMF poderíamos como diz o Mantega, pensar sim na desoneração da folha de pagamentos. No fundo, os que são contra, são contra a aplicação social do tributo e não na essência do fato gerador. Só pra terminar na Inglaterra, uns países ricos, que não há mais necessidade de tanta intervenção Estatal, a carga tributária é de 37%, ora, no Brasil um país onde existem 45 milhões de pessoas que vivem da Bolsa Família, por que não tem o que comer, a nossa carga tributária é de 40 %, e os representantes da elite acham a carga um absurdo, é sim um absurdo, mas para o pequeno e médio empresário nacional esse sim precisa ser contemplado, vez que a carga para esse segmento é proporcionalmente maior.

Jabor para PRESIDENTE DO PI (PARTIDO DA IMPRENSA)

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O deputado Fernando Ferro (PT-PE), vice-líder do partido na Câmara e membro da Comissão de Ciência e Tecnologia, fez nesta quarta-feira, dia 19, na tribuna da Câmara dos Deputados o seguinte discurso:

“Os jornais de ontem trouxeram uma notícia sobre o mensalão mineiro. É curioso o tratamento dado aos diversos partidos. Quando é o caso do Partido dos Trabalhadores, eles falam mensalão do PT; quando é o caso dos tucanos e do DEM, ex-PFL, chamam genericamente de mensalão mineiro. Além da imprecisão jornalística, a meu ver, é uma injustiça às Alterosas, que tem tanta gente boa, de boas lembranças — Carlos Drummond de Andrade, Juscelino Kubitschek, Pelé, Milton Nascimento — , ser lembrada pelo mensalão mineiro. A imprensa deveria ao menos dar tratamento igual. Não que eu desconheça as mazelas que parte do PT cometeu e não quero que isso seja esquecido.

Entendo que a imprensa não pode assumir a postura política de oposição ao Partido dos Trabalhadores, ao Governo. Essa situação reflete o embate político que estamos vivendo, no qual parte da imprensa assumiu a condição de partido político. Sugiro ao Sr. Arnaldo Jabor que assuma a presidência desse partido, Míriam Leitão, a Secretaria Geral, Diogo Mainardi, a Tesouraria. Esse povo constituiria um bom partido político. Alguns viriam a este plenário debater, até porque poderiam fazer um confronto mais eficiente com o PT.

Sr. Presidente, pesquisa realizada recentemente mostra que o PT tem a imagem mais positiva de todos os partidos: 43,9% consideram-no o mais adequado para os trabalhadores. O índice que define os trabalhadores chega a 63%; no que se refere à defesa do interesse dos mais pobres, o índice é de 57%. O PT tem referência, respeito, depois de todo o bombardeio de críticas.

Sabemos evidentemente que muitas dessas críticas foram justas, porque houve mazelas, corrupção, envolvendo gente do nosso partido.

Isso mostra que o PT tem um saldo muito mais positivo e que é muito maior do que as traquinagens, as delinqüências que alguns fizeram. O partido sobrevive e mostra claramente que é uma referência política muito maior do que alguns pensam.

Essa tática de bater no Presidente Lula e no PT pode não ser eficiente, até porque a formação política chamada Partido dos Trabalhadores tem raízes na sociedade brasileira, tem base social e tem respeito pela população — que é inclusive beneficiada pelo programa Bolsa Família e tem uma identificação com o partido — segmento social com o qual tínhamos pouco diálogo, que está incorporando gradativamente nosso projeto político.

Reconhecemos que isso faz parte da disputa política, mas apelo a essa parte da mídia para que deixe de dar tratamento desigual. Se ela fala do mensalão que envolveu o PT, por que não fala do mensalão tucano do Sr. Eduardo Azeredo, do Sr. Aécio Neves e de outros políticos que são, de repente, esquecidos do jogo? Esse não é um bom jornalismo. Tem de tratar todos de forma igual, na crítica e no elogio.”
do Conversa Afiada
Paulo Henrique Amorim

Rizzolo: Fica patente que o Partido da Mídia faz uso diferenciado ao tratamento dos mensalões. É lógico que a referência por parte da mídia deletéria aos atos ilícitos cometidos por Tucanos é revestida de uma “minorização delitiva” fazendo com que a opinião pública enxergue o “Mensalão do PT” como aquele de potencial efeito lesivo, e o “Mineiro”, ora, o mineiro foi cometido por mineiros em geral, nada condenatório aos tucanos e do DEM, ex-PFL. Quanto ao Jabor, esse camarada faz uso de meios de comunicação reacionários para difamar parlamentares chamando-os de “canalhas”, de tudo faz para aparecer, para garantir seu “empreguinho” prestando vassalagem aos oligarcas da mídia, apenas para ganhar “uns pontinhos”.

Segundo o site Vermelho. org., Jabor fez com que a rádio CBN fosse condenada a pagar 50 salários mínimos de indenização por danos morais para a Igreja Universal. O motivo foi um comentário considerado ofensivo feito por Jabor em fevereiro de 2003. A decisão é da 2ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo e dela ainda cabe recurso. Para o relator, desembargador Boris Kauffman, a responsabilidade civil é da empresa, e não do comentarista.

Em seu comentário, Jabor falava de viagem que fez à Bahia, da Universal e de seu movimento contrário ao Candomblé. “Há um grande problema acontecendo em Salvador que exige uma atitude das autoridades. Para a Bahia, se mudaram charlatãs, mentirosos, falsos profetas da Universal do Reino de Deus, aquela seita de executivos que usam Jesus para botar redes de milhões de dólares em TVs, palácios em Miami e outras malandragens com os 10% dos dízimos que eles tiram dos pobres. Até aí nada se pode fazer, a não ser alertar as pessoas do conto do vigário”, comentou Jabor na CBN. Ora, isso é uma afronta e um tapa na cara dos evangélicos, é uma acusação que tenta desqualificar de forma a atingir a idoneidade de um segmento religioso e devemos rechaçar isso no Brasil. Tudo, mas tudo, para preservar seu “empreguinho”.

Lula vai oferecer Brasil para reunião entre Chávez e as Farc

Brasília, 19 set (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai sugerir nesta quinta-feira ao seu colega da Venezuela, Hugo Chávez, que considere o Brasil como possível sede para um encontro com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), anunciou hoje o porta-voz presidencial.

O porta-voz oficial Marcelo Baumbach revelou detalhes da reunião entre Lula, Chávez e o presidente equatoriano, Rafael Correa, nesta quinta-feira, em Manaus. Ele afirmou que o Brasil se oferecerá como sede para as negociações sobre a libertação de 45 reféns das Farc.

Baumbach antecipou que o Governo brasileiro “já ofereceu a possibilidade de um encontro entre as Farc e Chávez em território brasileiro”.

“O presidente Lula apóia o esforço de mediação do presidente Chávez e confia nele Chávez como mediador”, acrescentou.

Chávez, após uma recente reunião com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, assumiu o papel de mediador entre o Governo da Colômbia e as Farc.

O líder máximo da guerrilha, Pedro Antonio Marín, conhecido pelos pseudônimos de Manuel Marulanda e Tirofijo, aceitaria um encontro com Chávez em território colombiano. Mas Uribe é contrário à idéia e exige que a reunião se realize no exterior.

O governante venezuelano se reunirá com o porta-voz das Farc, Raúl Reyes, no dia 8 de outubro, provavelmente em Caracas, segundo a senadora colombiana Piedad Córdoba.

Em Manaus, Lula, Chávez e Correa discutirão projetos de integração regional no setor energético, a criação do Banco do Sul e a adesão da Venezuela ao Mercosul, que enfrenta oposição no Congresso.
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Rizzolo: Temos que encontrar uma saída para que a América Latina viva de forma harmoniosa, e Hugo Chavez se propõe ao dialogo como intermdiador entre as Farc e o governo Uribe. Todos nós sabemos que Álvaro Uribe, esta cercado de elementos que querem o confronto e não o entendimento, o próprio chanceler colombiano, Fernando Araújo, durante sua passagem pelo Brasil, conseguiu demonstrar que o presidente Alvaro Uribe não representa o que há de mais reacionário em seu país. Essa referência pertence a ele próprio, Araújo disse com todas as letras que só vê o uso da força contra as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) como solução para o conflito em seu país. De qualquer forma Hugo Chavez tenta direcionar ao diálogo e isso é muito proveitoso.

Em conversação, o presidente Luis Inácio Lula da Silva já havia expressado a Hugo Chávez seu apoio às gestões em busca de um acordo humanitário para conseguir a libertação dos guerrilheiros colombianos presos e de políticos, efetivos militares e policiais retidos pelas FARC, como ponto de partida para a construção de caminhos para a paz nesse país.

Lula ofereceu a Chávez toda a colaboração política e diplomática em sua delicada tarefa. O sucesso da mediação venezuelana “se reveste de uma estratégica importância para o Brasil, cujas fronteiras têm sido objeto de freqüentes problemas derivados do Conflito interno da nação irmã”, afirma nota emitida pelo Ministério da Comunicação e Informação – Minci.

Essa intenção de aproximação, esta agora se materializando na medida em que vai sugerir ao seu colega da Venezuela, Hugo Chávez, que considere o Brasil como possível sede para um encontro com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), como anunciou hoje o porta-voz presidencial.