Record News estréia para abalar “monopólio” da Globo

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O Teatro Record foi palco, na noite desta quinta-feira (27), da cerimônia que marcou o início das transmissões do canal de notícias Record News. Na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador de São Paulo, José Serra, o bispo Edir Macedo, concessionário da Record e fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, atacou a Globo no discurso inaugural.

“Nós fomos injustiçados por muitos anos por um grupo de comunicação que tinha e mantém o monopólio da notícia no Brasil. Daí nosso desejo de dar um fim a esse monopólio”, afirmou. A referência indireta à emissora carioca é a justificativa para a criação do “primeiro canal exclusivo de notícias 24 horas da TV aberta”. À Folha Online, ao ser perguntado sobre o prazo para quebrar o monopólio da Globo, Macedo comentou: “A gente vai cutucando o fígado até cair”.

A cerimônia começou a ser transmitida às 20 horas com imagens do auditório e do palco do Teatro Record. O evento reuniu o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), entre outras autoridades. Edir Macedo e Lula acionaram o botão que deu início oficial às transmissões do canal – que ocupa o lugar da Rede Mulher, transmitida em São Paulo no 42 UHF.

No início da cerimônia, o apresentador Celso Freitas lembrou a história da Record, que completou 54 anos nesta quinta e que já esteve, em 1989, à beira da “falência”. Freitas citou que a emissora é “a segunda assistida do Brasil” e que está “a caminho da liderança”. Em seguida, Macedo fez seu discurso, agradeceu a presença das autoridades e citou o objetivo do Record News de “levar informação de qualidade, de graça”.

Lula, exclusivo

Ainda na cerimônia, o presidente Lula defendeu a democratização do acesso à comunicação. “Estou certo que todos os envolvidos na criação da Record News têm competência e dedicação para trabalhar em prol do avanço e maior democratização da comunicação no Brasil”.

Segundo o presidente, a emissora está “trabalhando para levar aos brasileiros, de forma independente e equilibrada, as informações e os debates mais relevantes para o presente e o futuro da sociedade”. Lula pediu para a Record News levar um jornalismo independente e pluralista para a população. “E para refletir em sua programação jornalística toda a pluralidade dos pontos de vista e ideais presentes em nossa nação.”

O presidente encerrou seu rápido discurso com um trecho do Hino à Proclamação da República: “Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós!”. Antes disso, Lula enalteceu a iniciativa dos donos da Record de contribuir para a democratização do acesso à comunicação por levar para a TV aberta algo que só havia antes nos canais por assinatura.

Em entrevista exclusiva e especial para o novo canal, após a cerimônia, Lula não poupou críticas ao seu antecessor Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a quem acusou de não se comportar adequadamente como ex-presidente. “Somos amigos desde 1978. Isso perdurou até ele deixar a Presidência da República e não se comportar adequadamente como um ex-presidente”, respondeu Lula, ao ser questionado sobre o motivo de nunca ter convidado FHC para tomar um café.

O presidente afirmou ainda que chegou a perguntar ao ex-presidente norte-americano Bill Clinton sobre a relação dos democratas com a ação de George W.Bush no Iraque. “Ele me disse que, nos Estados Unidos, os ex-presidentes não dão palpite em tomadas de posições de atuais presidentes. FHC não soube se comportar. Deu palpite o tempo inteiro.”

Lula disse que fez no seu governo o FHC não quis fazer. “E não foi por incapacidade porque ele é intelectualmente preparado. Talvez porque a conjuntura política não tenha permitido ou porque ele não soube aproveitar oportunidades”, disparou. “Se tem alguém que deveria estar feliz era ele. Eu consegui fazer o Brasil que ele não conseguiu.”

O novo canal

Nem só de briga pela audiência vive uma emissora de televisão. Apesar de ser a mais empenhada em ganhar público, a Record se embrenha por um caminho pouco explorado na TV aberta brasileira, ao lançar a Record News. Foram gastos US$ 7 milhões em equipamentos e infra-estrutura.

De acordo com o vice-presidente comercial da TV, Walter Zagari, o “empresário Edir” está empenhado em apostar mais ainda no canal de notícias. Mesmo assim, aproveitou boa parte da estrutura da emissora e os mil jornalistas de que dispõe para tocar o novo projeto, com o reforço de mais 200 repórteres. “Agora vem o investimento em conteúdo e pessoal”, diz o presidente da Record, Alexandre Raposo.

A idéia do diretor de Jornalismo Douglas Tavolaro e sua equipe é fazer um trabalho diferente daquele dos canais abertos e noticiosos da TV paga. “A cobertura das emissoras é insossa, apática e superficial”, criticou ele, referindo-se principalmente à Rede Globo. “Nosso foco vai ser a informação.”

Paulo Henrique Amorim, Celso Freitas, Britto Jr., Christina Lemos e Lorena Calábria estão entre os escalados para ancorar jornalísticos de entrevistas e temáticos no canal. De todos, o primeiro a ter patrocínio foi o de Amorim, Entrevista Record, com tom de entretenimento, exibido na faixa das 22 horas. “Estou bem animado com o programa novo”, contou o apresentador. “Dá para conciliar com a Record sem problema nenhum.”

A previsão de lucros é polpuda, segundo o presidente da Record: R$ 100 milhões de faturamento no primeiro ano. O investimento da emissora na área de jornalismo engrossou nos últimos meses. A Record investiu pesado na compra dos direitos das Olimpíadas de 2012, que pela primeira vez estarão fora da Globo. “O caminho da liderança nunca esteve tão claro para nós”, disse Zagari, reiterando o “mantra” da emissora da Barra Funda. “Quem não é o primeiro tem de procurar ser o melhor.”

A única indefinição na estréia da Record News é a exibição do canal pela Net. Está acertado o sinal na TV aberta e com a TVA, que garantiu a transmissão. “A Net não é obrigada a transmitir o canal, mas esperamos que exiba, porque vai ser cobrada para isso”, afirmou Alexandre Raposo. “Se não exibir, não vou querer mais assinar.” A Net alega que a transmissão da Record News ainda está em negociação e que, portanto, pode não ocorrer.

Da redação, com agências
Site do PC do B

Rizzolo: A estréia da Record News é um novo passo e um avanço, para que o monopólio da Globo fique um pouco mais restrito. Originalmente, Edir Macedo, vem de uma camada social popular, à parte o fato religioso, e seu carisma com a população pobre, sua ascensão deu-se dé forma diferente dos demais proprietário de concessões; Silvio Santos fez- se sobre bases comerciais desde o início de sua ascensão na mídia, Roberto Marinho, através da representatividade da elite, já Edir Macedo sempre dialogou com a população pobre com uma fundamentação ideológica religiosa; o que é bem diferente. O discurso ideológico seja ele político ou religioso percorre outro imaginário nos mais humildes, não é através da compra, nem tampouco da emoção da novela, mas sim de algo espiritual. Talvez, seja este o motivo da opção de “liberalidade democrática” e de visão da realidade social brasileira, mais aguçada. Aqueles que são “contra a inclusão dos 49 milhões de pobres” ficarão de fora do processo de desenvolvimento intelecto econômico brasileiro, e no futuro não mais haverá espaço para estes.

Ademais, os evangélicos, ainda são no Brasil católico, estigmatizados; sempre que posso, muito embora não sou católico, nem evangélico, defendo o caráter de massa dos evangélicos, não posso aceitar que o Papa venha no nosso país, e classifique os evangélicos como “seita”; essa idealização católica em achar que a razão do mundo esta com eles é absurda e já trouxe tragédias comprovadas pela história, como a inquisição, onde milhões de judeus forma mortos. De qualquer forma entendo que os evangélicos têm um papel redentor social que num futuro próximo se revelará através de posturas e posições políticas mais progressistas, ou mais cristã na acepção da palavra.

” Chega de corrupção e rolo, para Deputado Federal Fernando Rizzolo PMN 3318 “

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