Serra – Aí vem chumbo !

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Serra planeja megaprivatização de R$ 25 bi em São Paulo

O governador José Serra retomou o processo de privatizações no estado de São Paulo através da iniciativa de contratar instituições financeiras para assessorar o levantamento patrimonial de 18 estatais paulistas. A retomada do programa de privatização visa vender parte ou integralmente as empresas paulistas, entre elas o banco Nossa Caixa, a empresa de saneamento Sabesp e o Metrô.

Marcas famosas: em leilão? Segundo o jornal Valor Econômico (27/09), depositaram propostas de assessoria para o levantamento patrimonial das empresas estatais, os bancos JP Morgan, Morgan Stanley, UBS Banco, Banco Espírito santo, Citi e fator. O resultado saíra até a próxima semana. O processo está a cargo da Secretaria Estadual da Fazenda.

As 18 empresas foram reunidas em três grupos, de acordo com o potencial de venda e valor de mercado. No primeiro grupo estão o banco Nossa Caixa, a empresa de saneamento Sabesp e a empresa de energia elétrica Cesp. A Bolsa de Valores de São Paulo, que negocia ações dessas empresas, estima o patrinmônio somado de R$ 25 bilhões.

No segundo grupo estão a Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô, Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado de São Paulo – CDHU, Companhia Paulista de Trens Metropolitano – CPTM, Desenvolvimento Rodoviário S.A. – Dersa, Empresa Metropolitana de Água e energia S.A. – Emae, Companhia de Seguros do Estado de São Paulo – Cosesp.

No terceiro grupo estão a Companhia Paulista de Parcerias – CPP, Companhia de Tecnologia de saneamento Ambiental – Cetesb, Companhia de Processamento de dados do Estado de São Paulo – Prodesp, Imprensa Oficial do Estado de S.A. – Imesp, Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos – EMTU/SP, Companhia Paulista de Obras e Serviços – CPOS, Instituto de Pesquisa Tecnológia do estado de São Paulo – IPT, Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo – Codasp e a Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A. – Emplasa.

A expectativa inicial, com a possibilidade total e parcial de todas as privatizações, é alcançar cerca de R$ 30 bilhões, segundo cálculos de especialistas em mercado.Se o governador Serra retomar as privatizações neste patamar será o maior já realizado desde o período do Programa Estadual de Privatizações, realizado nos anos 1990, durante o governo Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso, que comandavam respectivamente os governos estadual e federal.

A retomada do processo de privatizações recoloca o debate político sobre a gestão pública desenvolvimentista versus monetarista, em que a primeira opta pela utilização das empresas públicas como mecanismo de avalancagem econômica e a segunda prescinde de empresas estartégicas de desenvolvimento para entregar ao mercado, as iniciativas de desenvolvimento econômico e social.

Ao optar pelas privatizações, José Serra estará contrariando sua plataforma política durante a última campanha eleitoral, em que se colocava como um desenvolvimentista e reconhecia a importância das empresas públicas e na intervenção do governo e do Estado para capacitar o desenvolvimento econômico em São Paulo. Serra chegou a apresentar um plano para criar uma agência de fomento paulista, nos moldes do BDES – Banco navcional de desenvolvimento Econômico e Social, ausente desde a privatização do Banespa, qe cumpria o papel de incenivador do sistema produtivo.

Para a oposição ao governo, a atitude de Serra é uma demonstração de seu vínculo com o programa neoliberal de gestão pública e política. “O anúncio do levantamento patrimonial das empresas é o primeiro passo para reiniciar as privatizações. Sem distinção, o governo acha que pode vender tudo, num claro retrocesso de atitude política. O governo fez um discurso durante a campanha eleitoral, com a intensão de montar um banco de fomento, retomar o desenvolvimento em bases sólidas e apoio do estado, etc, porque não conseguia defender as privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso, que foi um claro programa lesa-pátria para o país”, argumentou Nádia Campeão, presidente estadual do PCdoB/SP.

O movimento sindical reagiu com surpresa e promete uma dura contraposição contra qualquer iniciativa de privatização. Para o presidente eleito do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Wagner Gomes, a iniciativa opõe as categorias profissionais do estado ao governo. “Os metroviários reagirão a qualquer tipo de privatização e buscará com outras categorias de trabalhadores a unidade necessária para barrar esta iniciativa. Já tivemos a experiência das privatizações e sabemos bem o quanto isso prejudica a sociedade. Se preciso vamos realizar ampla campanha para denunciar a atitude e demonstrar para a sociedade que a venda é do patrimônio do povo e não go governo”, afirmou Gomes.

O movimento realizado pelo governo estadual destoa dos caminhos trilhados pelo governo Lula, que reforça o papel do Estado para implantar projetos de desenvolvimento no país. O debate sobre as privatizações surge como parâmetros anatôgicos de modelos de desenvolvimento.

Rodrigo de carvalho,
Site do PC do B

Rizzolo: Essa decisão de Serra é extremamente perigosa e vai na contramão de sua plataforma política, não existe mais espaço para as políticas neoliberais, a população hoje, vê com antipatia as privatizações em razão da excessiva pontuação na discussão entre Lula e Alckmin, este último até admitindo, para angariar votos, é claro, que não era privatista.

Serra que estava indo bem até dois meses atrás, recaiu em provavelmente face à tentação e à pressão dos grupos interessados em açambarcar empresas públicas. Muito embora, o modelo mais provável de venda a ser adotado no Estado é o parcial, aquele em que o governo fica com o controle da empresa, mas vende as ações excedentes, como aconteceu com a Petrobrás e o Banco do Brasil, vejo dois problemas próximos a serem enfrentados: primeiro a iniciativa privada quer sim ser a “dona das decisões” comprar e deixar o Serra mandar, não vai dar certo, segundo, o desgaste político, Serra ao explicar essas privatizações vai “dinamitar” seu patrimônio político com o povo, não digo a elite, alem da oposição aproveitar o tema, e outra, a Cesp, que não vai ser tão fácil, o Supremo Tribunal Federal – com a exceção do Ministro Mello, deu ganho de causa ao ex-deputado João Cunha, que moveu ação popular, Serra sabe disso só não entendi porque o presidente eleito já acrescentou ao orçamento do ano que vem a receita de R$ 800 milhões com a venda da Cesp. Contando como ovo, hein !, assim vai mal.

3 Respostas to “Serra – Aí vem chumbo !”

  1. Ricardo Says:

    Só se poderia esperar isto de um desgraçado do PSDB.

    pergunto o que falta para esses maldidos fazerem para foder mais a população?!

    paredão neles!

  2. jonathas Says:

    deveria privatizar também aqueles que votaram nesses criminosos.

  3. PSDBNuncaMais Says:

    É o Moto-Serra mais uma vez. Não fez nada na prefeitura, não fez nada no governo do Estado. Aliás fez !
    Vendeu a Nossa Caixa, quer privatizar a Imprensa Oficial do Estado, a USP, o IPT. Mas isso acho que fica para o próximo do PSDB.
    Pergunto a vocês. Melhoraram as estradas ? Em qualidade talvez. Foram por concessão. Melhorou no bolso ? Não !!! Agora pagamos 2x pela estrada. Pedágio mais impostos.

    Serra errou 2X !!! Impostos + pedágio + privatizações + ajuda a banqueiros = PSDB


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