Renan diz que parlamentares ficam “expostos” em votação aberta

da Folha Online, em Brasília

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta terça-feira que, no caso do voto aberto nas sessões do Conselho de Ética da Casa, as pessoas ficam expostas à pressão. No entanto, ele negou que faça campanha pelo voto fechado.

“O voto aberto difere do fechado, porque o aberto expõe a pessoa à pressão do poder econômico, do poder política e de setores da mídia. Se faz o voto fechado justamente para que isso não aconteça”, disse Renan.

Na sexta-feira, o senador Almeida Lima (PMDB-SE), um dos mais fiéis defensores de Renan no Senado, ingressou com um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal). Na ação, Lima pede que os senadores votem secretamente nas sessões do Conselho de Ética. Amanhã, será discutida e votada a segunda denúncia contra o presidente do Senado.

Renan evitou hoje opinar sobre a decisão da ministra Carmen Lúcia, do STF, que analisa o pedido e decidirá sobre a votação. “É uma decisão do Supremo. Em relação ao voto aberto ou fechado há muita polêmica”, disse o peemedebista.

Segundo a oposição, ele faz campanha pelo voto secreto, que o beneficiaria, uma vez que os senadores não se sentiriam pressionados, mas o peemedebista negou: “Eu nunca falei sobre isso”.

No processo que será julgado nesta quarta-feira no Conselho de Ética, Renan é acusado de trabalhar para reverter dívida de R$ 100 milhões da Schincariol no INSS em troca da empresa ter comprado uma fábrica de seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), por preço acima do mercado –o deputado também é alvo de investigações no Conselho de Ética da Câmara.

Na terceira representação, Renan é acusado de usar laranjas para comprar um grupo de comunicação em Alagoas com recursos não declarados à Receita Federal. Por fim, o peemedebista ainda responde à denúncia de que teria participação em um esquema de desvio de dinheiro em ministérios comandados pelo PMDB.

A expectativa é que o presidente do conselho, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), opte pela unificação das acusações em um único processo. A medida pode apressar o julgamento das representações que recomendam a perda de mandato de Renan.

Rizzolo: Abaixo transcrevo um artigo meu publicado na Agência Estado sobre a CPMF.

A quem interssa o fim da CPMF ?

A cobrança da CPMF gera uma arrecadação de cerca de R$ 37 bilhões por ano. Recurso que será implementado no PAC, a quem interessa o seu fim ?

Autor: Fernando Rizzolo

A cobrança da CPMF gera uma arrecadação de cerca de R$ 37 bilhões por ano, sendo destinados constitucionalmente cerca de R$ 15 bilhões para a saúde, R$ 8 bilhões para o Fundo da Pobreza (que, segundo o ministro, paga parte do Bolsa Família), R$ 8 bilhões para a Previdência e o restante para utilização do governo, fica patente que os que não tem interesse no social , ou os que entendem que sua utilização no desenvolvimento social é ” dinheiro jogado fora “, são os mesmos que atacam o governo Lula , e teem com santo padroeiro Adam Smith.

FHC sempre foi a favor da CPMF agora é contra, CPMF a quem tanto defendeu, mas atualmente ele não quer, e não é de se estranhar o fato e o receio, vez que o homem que fala a fala do povo como ele mesmo diz, pode vir a utiliza-la e gasta-la em projetos que agradem a massa que não é letrada, pode ser que o homem que fala e gesticula os modos do povo faça da CPMF uma espécie de transferência de renda promovendo desenvolvimento social, isso le não quer.

Podemos paulatinamente reduzir a CPMF mas não no momento de implementação de medidas de interesse social que dependem do tributo. Ao invés de reduzir a CPMF poderiamos como diz o Mantega, pensar sim na desoneração da folha de pagamentos.
No fundo, os que são contra, são contra a aplicação social do tributo e não na essência do fato gerador. Pura política !

Lula e Bush podem acelerar retomada de Doha, diz Amorim

Bruno Garcez
Enviado especial a Nova York

Para Amorim, negociação agrícola está ‘envolta em nuvens’
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o encontro desta segunda-feira entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush, em Nova York, permite acelerar o processo de retomada das negociações da Rodada de Doha.

Amorim disse ver “sinais positivos” de que os americanos estariam dispostos a realizar concessões no que diz respeito aos subsídios que oferecem ao seus produtores agrícolas.

Os sinais positivos aos quais se refere foram dados pela delegação americana junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) na semana passada.

O coordenador das negociações agrícolas da OMC, Crawford Falconer, recomendou a redução dos subsídios para uma faixa-limite de US$ 16 bilhões a US$ 23 bilhões por ano ao setor por parte dos Estados Unidos.

Os americanos mostraram disposição para acatar o texto sobre concessões agrícolas desde que o Brasil fizesse o mesmo em relação ao que o documento da OMC prevê para a redução de tarifas de produtos industrializados.

“No caso dos produtos industrializados, você sabe exatamente quanto custa para quem. No caso agrícola, tudo está envolto em nuvens.”

Amorim frisou que está otimista em relação a possíveis concessões por parte dos americanos no setor agrícola. “Está melhorando, a proposta do G20 era de US$ 12,5 bilhões”, disse o ministro, referindo-se ao valor que o grupo havia proposto como teto para os subsídios agrícolas nos EUA.

Portanto, segundo o chanceler, o grau de concessões que os Estados Unidos estariam dispostos a fazer estaria próximo do que é contemplado pelo Brasil e o grupo do G-20.

Segundo Amorim, retomar Doha deverá ser o tópico central no encontro entre os presidentes Lula e Bush.

Embora se mostre otimista, o chanceler disse que mantém cautela em relação a uma possível oferta americana.

“Eu sou muito cauteloso em relação a isso. As iminências acabam sendo falsas iminências.”

O ministro das Relações Exterioes prevê que um acordo básico tendo vistas à retomada de Doha possa ser estabelecido até outubro e, com isso, a rodada poderia ser concluída até o ano que vem.

BBC Brasil

Rizzolo: Esse “sinal positivo” de concessões dos EUA é na realidade uma “perola dourada” apenas para adentrarem ainda mais no mercado brasileiro. Ora, se o governo americano dificulta a exportação dos nossos produtos através dos subsídios agrícolas, temos que aprender a negociar com o que temos de melhor aqui, ou seja, temos um mercado consumidor de 190 milhões de consumidores, uma quantidade enorme de multinacionais que aqui se beneficiam com vultuosas remessas de lucro e dividendo e que nem sequer pagam Imposto de Renda ao povo brasileiro, destruindo nosso parque industrial nacional, bancos internacionais que concorrem no nosso mercado, se beneficiando com juros estratosféricos. E ainda querem mais ? Diminuem um pouquinho os subsídios e querem que nós entregamos e ampliamos mais ainda a participação deles no nosso mercado? Não, vamos negociar com as que já estão aqui, vamos aprender a ser patriota como eles, mas parece que Lula e o governo se entusiasmam à toa, com conversa mole e tapinha nas costas, mas esquecem que o empresário nacional não é tolo e sabe que temos como negociar sem ter que abrir mais. Será que temos que fazer cursinhos em Harvard para saber e aprender como explorar os outros ? Chega de abrir o mercado brasileiro para essa gente !

Emir Sader: Quem tem medo de Lula e Chávez?

Pânico nos arraiais da direita – a cabocla e a globalizada: Lula e Hugo Chávez se entendem. Depois de acalentar tanto as desavenças – saudá-las, aumentá-las, extrapolá-las –, volta o alarme. “Recaída populista, chavista de Lula?” “O Brasil se rende à petrodiplomacia venezuelana?” “Estamos cutucando onça com vara curta?” – entendendo por onça a águia do império estadunidense.

Um coro que vai da direita a setores da ultra-esquerda, acalenta os conflitos entre o Brasil e a Venezuela. Os dois representariam estratégias contraditórias, incompatíveis, quanto mais conflitos houver, melhor. Se frearia a liderança de Hugo Chavez no continente, para uns; se revelaria o caráter direitista do governo Lula, para outros.

Na reunião de Manaus, foram retomados acordos pendentes, que se referem à refinaria Abreu Lima, em Pernambuco, e à exploração do campo de Carabobo, na faixa venezuelana do Orinoco, pela Petrobrás e pela PDVSA, com 60% e 40% de capitais de uma e outra, em cada um dos investimentos. Assumiram também compromissos para acelerar a construção do gasoduto continental, já iniciado na sua primeira parte, que vai até Belém e Recife, bem como em relação ao ingresso da Venezuela no Mercosul – desmentindo que haveria resistências mútuas insuperáveis.

Quem ganha e quem perde com o entendimento entre o Brasil e a Venezuela? Como reafirma sempre Hugo Chávez, o interesse primordial em dividir o bloco sul-americano é dos EUA, de sua política imperial de tratados de livre comércio, de militarização dos conflitos, de dividir para tentar manter sua dominação. Perdem os EUA.

Perdem os setores empresariais intrinsecamente vinculados ao livre comércio, à exportação para os mercados centrais, os que se opõem à prioridade da integração regional, os que temem a unidade do continente, os que se subordinam à política imperial dos EUA. Perde a direita, interessada em desfazer a frente do Mercosul e de outros espaços de integração relativamente autônomos diante dos EUA, que privilegiam o Sul do mundo.

Perdem os que querem agudizar as diferenças entre Hugo Chávez e Lula, que levaria à divisão do bloco sul-americano e ao fortalecimento da ofensiva pelos tratados de livre comércio por parte dos EUA. Ganharia a política estadunidense, ganhariam as elites empresariais do continente que se incomodam e têm interesses seus contrariados pelos processos de integração regional.

Continuam temas pendentes entre os governos do Brasil e da Venezuela. Continuam a haver políticas econômicas diferentes – de ruptura com o modelo neoliberal de parte da Venezuela e de manutenção, ainda que com adequações, por parte do Brasil. Os dois participam do Mercosul, a Venezuela também participa de uma forma superior de integração – a Alba.

No entanto, os dois têm em comum – assim como o Uruguai, a Argentina, a Bolívia, o Equador, Cuba, Nicarágua, Paraguai – privilegiar a integração regional, em detrimento dos tratados de livre comércio com os EUA. Mais do que isso, os acordos reafirmados na reunião entre Lula e Hugo Chávez, estendem a integração regional para o plano energético. Acordos e bom entendimento entre os governos da Venezuela e do Brasil, que têm que ser saudado por todos os que entendem que a integração regional é um espaço de autonomia em relação à hegemonia dos EUA e aos projetos de livre comércio, apontando para a construção de um mundo multipolar, integrado e solidário.

Fonte: Agência Carta Maior

Rizzolo: Não há como instigar uma relação entre os dois governos baseados em ideais comuns de justiça social, e na integração da América Latina; os EUA deveriam compreender que ao invés de fomentar a intriga através da influência que possuem na mídia brasileira e em segmentos empresarias, melhor seria promover a inclusão dos países da América Latina no seu mercado, diminuindo seu protecionismo. Somos um país pobre, precisamos exportar, gerar emprego, abrimos todo o nosso mercado de 190 milhões de consumidores, às multinacionais que se deliciam em lucros há décadas, representado pelas vultuosas remessas de lucros e dividendos que nem sequer pagam Imposto de Renda ao povo brasileiro

Fizemos de tudo, tentamos vender etanol, mas ouvimos um “tremendo não” ao tentarmos uma “consternação americana” em redução de taxas ao etanol, e nada, é impressionante, é tudo para eles e nada para nós. Até quando? Com isso, temos que repensar a América Latina de dentro pra fora, e saber que podemos contar apenas com parceiros novos, comprometidos com os nossos ideais. Agora, quanto a esses representantes do império, o melhor que poderiam fazer, já que gostam tanto dos EUA pelas vantagens auferem do governo americano, seria lutar pelo povo brasileiro, e demonstrar que tudo que tínhamos pra dar já foi dado, patriotismo seria cerrar fileira em favor da nossa economia, e não ficar difamando o Chavez, até porque democracia participativa é isso, Chavez foi às urnas sete vezes e venceu todas. Agora, esse pessoal não esta acostumado com a democracia plena, e sim a restrita aquela que quem determina o jogo são os interesses americanos. Esse tempo já passou e isso não volta mais, viu !

Obs. Esse texto foi escrito antes de rever minhas posições políticas em relação a Chavez

Obstrução contra o país

Por Flávio Dino*

As últimas quatro semanas, embora de intenso trabalho, foram quase perdidas na Câmara dos Deputados se as avaliarmos em termos de resultado prático. A Casa não conseguiu votar quase nada, impedida por uma obstrução parlamentar sem limites e sem trégua promovida pelos deputados da oposição, como se houvesse direito ilimitado na democracia.

Havia uma série de medidas provisórias que precisavam ser votadas com urgência para destrancar a pauta do Plenário e permitir, assim, a votação da CPMF, bem como, de projetos de lei e outras proposições nascidas na própria Câmara. Dentre essas MP’s estavam a 379, que altera o Sistema Nacional de Armas, a 380, que institui o Regime de Tributação Unificada, e a 383, que cria o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, o Pronasci. Ou seja, todas abordando temas de grande interesse da sociedade.

Mas a importância nacional dos temas não mudou a postura dos deputados da oposição. Em alguns dias ficamos até as duas horas da madrugada discutindo o nada, paralisados em discussões em torno do regimento interno da Câmara.

O objetivo central dessa obstrução relacionava-se diretamente com a prorrogação da CPMF. Respeito, e é totalmente legítimo que a oposição exerça seu direito de manifestar-se contra essa proposta, de ir à tribuna protestar e tentar mobilizar a sociedade nesse sentido. Não se trata aqui, portanto, de deslegitimar a atuação da oposição.

Nosso apelo é pela racionalidade no embate parlamentar: o resultado da votação, 338 votos a 117 a favor da prorrogação da CPMF, por si só demonstra que não havia sentido em se adiar por tantas semanas o que uma maioria tão clara já havia definido. É uma questão matemática: a oposição, em minoria, não tinha como superar esses votos. Nesses momentos, nosso parâmetro precisa ser o ônus para a Câmara e a sociedade; não podemos impedir indefinidamente a votação de outras matérias importantes.

Justificou-se a aceitação de tantas obstruções com a legitimidade da minoria política. Mas é preciso lembrar que a minoria não tem poderes divinos nem ditatoriais para impor a sua vontade e paralisar o processo decisório na Câmara dos Deputados. A obstrução parlamentar é um mecanismo legítimo utilizado em todos os Parlamentos do mundo, só que ela não se dá sem regras, sem freios nem limites. Por exemplo, nos Estados Unidos, o “fillibuster” – prática de obstrução parlamentar – cessa quando 60% do parlamento solicitam o encerramento da discussão, o que viabiliza a votação da matéria em debate.

É verdade que a maioria não pode esmagar a minoria. Mas é verdade também que a minoria não pode sabotar a maioria que se estabeleceu no Congresso Nacional pela vontade do povo. Maioria e Minoria, nem um nem outro podem tudo. O que define os limites de cada um são as regras do jogo, que não legitimam o vale-tudo.

O que justifica a apresentação sucessiva de requerimentos de adiamento, de retirada de pauta, de quebra de interstício para votação nominal e vários outros artifícios para impedir as votações? De outra face, o que justifica judicializar-se a disputa interpretativa acerca dos regimentos internos das Casas parlamentares, contrariando jurisprudência de décadas? Talvez o propósito de paralisar a discussão dos temas reais, evitando-se, assim, que o Parlamento decida para, artificialmente, dar a idéia de que nada funciona, que a crise política voltou e que o governo Lula não governa.

Só que a conseqüência de tudo isso é a deslegitimação e a descrença na política e na própria instituição parlamentar. Precisamos ter a grandeza de fazer a disputa parlamentar, mas colocando em primeiro plano o interesse do Brasil. Por isso, apelamos para que, na próxima semana, a oposição não repita a mesma tática em relação às 65 emendas que já existem à proposta da CPMF.

Temos uma agenda a cumprir, em nome da população que quer e precisa que o serviço público funcione. Vamos, então, com essa consciência, ao debate de conteúdo e de mérito das proposições que aguardam na pauta, sejam elas medidas provisórias ou não. Não podemos ignorar a magnitude de temas como a saúde, a defensoria pública ou a reforma política, que aguardam votação. Não podemos concordar com obstruções contra o país.

* Flávio Dino é deputado federal e ex-juiz federal
Site do PC do B

Rizzolo:A obstrução parlamentar consiste na utilização de recursos regimentais para evitar que se aprove uma proposição, agora, a obstrução parlamentar sem limites denota a vocação autoritária e o desrespeito à democracia, essa minoria não tem o direito de sabotar a maioria que se estabeleceu no Congresso Nacional pela vontade do povo. Esses artifícios de cunho político obstruem o andamento do Congresso e na realidade estão na contramão do Brasil. Não há limites à imaginação dos líderes empenhados em obstruir o processo legislativo: pedidos de inversão da pauta, requerimento de urgência ou preferência para outras proposições, pedido de adiamento da votação, verificação de quorum, e, por fim, a retirada em massa das bancadas, a fim de reduzir o número de presentes a níveis abaixo do quorum constitucional ou regimental para deliberar. Uma obstrução sem regras, como essa que presenciamos, sem medidas, é antipatriótica e não podemos conviver com os “caprichos” da oposição golpista, muito mais preocupada com seus interesses do que os do povo brasileiro.

Charge do Aroeira feita para o Dia

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Como será a guerra com Irã?

Os políticos tratam de adivinhar em que desembarcaria o atual agravamento da situação na zona petrolífera do Oriente Médio. Pela sua parte os especialista em temas de economía não têm dúvidas que o início de hostilidades provocará instantáneamente uma forte subida de preços de petróleo crudo.

Os militares enfocam o problema sob seu póprio prisma. Segundo um analista do jornal russo Trud , se o Pentágono realmente acreditasse em obtenção possível duma vitória rápida e fácil sobre Irã , desde há muito desencaderia a guerra.

Mas os generais norte-americanos estão conscientes das consequências que pode provocar o ataque à República Islâmica. Sendo incapazes de destruir a máquina bélica norte-americana no campo de batalha os iranianos, no obstante, poderiam ocasionar fortes estragos à economoia dos paises ocidentais.

O ponto mais vulnerável é o estreito de Ormuz, de 54 quilómetros de largura, por o qual cada 10 minutos passam petroleiros com destino à Europa, Japão, e EUA. Até 80 % do crudo procedente dos países do Golfo Pércico fornecem os mercados mundiais por esta via.

Aos iranianos não vão custar muito para instalar no estreito um sistema de minas. Já foi isso praticado pelo Irã em 1987, no os acessos aos portos de Kuwait e Arábia Saudita. Naquela altura chocou com uma das minas um superpetroleiro norte-americano, e sendo os outros navios detiverem sua passagem pela essa via, foi desencadeada uma crise petrolífera mundial.

Recordamos que Teerã dispõe também de mísseis balísticos Shehab-3 com um alcánce de até 1.500 quilómetros que podem bater objetivos no território de Israel, assim como bases norte-americanas localizadas em Iraque. Há um ano o Irã testou o novo torpedo que desenvolve a velocidade superior a 100 quilómetros por hora.

O torpedo é suspeitamente parecido com o torpedo soviético Chkval , elaborado nos anos 60 do século passado. Também recordamos outro armamento do Teerã. Particularmente o recentemente constituido o corpo de kamikadzes ( 40 mil efectivos) que pela primeira vez apareceram em público durante um desfile militar no passado 13 de fevereiro.

Tradução Lyuba Lulko
Pravda.RU

Rizzolo: Uma invasão ao Irã não seria uma tarefa fácil, a resposta seria dada à Israel, do ponto de vista estratégico uma guerra de boicote teria possibilidade de se expandir, iriam sim instalar no estreito um sistema de minas. Isso já ocorreu em 1987, impedindo os acessos aos portos de Kuwait e Arábia Saudita. Naquela época, um superpetroleiro norte-americano chocou-se com uma das minas, e outros navios também sofreram conseqüências, foi então desencadeada uma crise petrolífera mundial. Não acredito numa invasão em curto prazo, a desmoralização do governo Bush não lhe dá correlação de forças para isso no momento.

O Presidente do Irã em visita hoje, dia 24, os EUA, disse que não existe nenhum conflito com os EUA em andamento, e que o Irã jamais teve interesse em possuir armamentos nucleares, ao que parece quem está interessado no conflito é a França, através das declarações de seu Ministro das relações exteriores Earlier Bernard Kouchner, que afirmou que “o mundo precisa se preparar para o pior com o Irã”, e o “bobo” do Nicolas Sarkozy, que agora afirma que houve mal entendido e que a França jamais quis esse conflito. O Presidente do Irã esta nos EUA para ir às Nações Unidas.

Chávez bate recorde com programa de mais de oito horas seguidas

Caracas, 23 set (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, bateu hoje o recorde de transmissão de seu programa dominical “Alô, presidente!”, com pouco mais de oito horas consecutivas, alguns minutos a mais que as oito horas do dia 6 de agosto.

“Se quiserem, podemos começar outra vez”, brincou, quando o relógio marcava 19h10 (21h10 de Brasília). A edição do seu programa tinha começado às 11h.

Em seus discursos, ele acusou setores da imprensa e do Congresso do Brasil de atacar o seu Governo, alinhados a uma estratégia imperialista contra a unidade regional. Além disso, afirmou que recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva o apoio ao desejo da Venezuela de fazer parte do Mercosul.

Os Legislativos do Brasil e do Paraguai ainda precisam aprovar a entrada da Venezuela. Caso isso não aconteça, segundo Chávez, será “uma vitória do império americano, que está por trás de tudo, fazendo suas jogadas”.

“Mas eu sou do tipo que sabe aceitar derrotas e transformar em vitórias. Saibam os brasileiros que está em andamento uma grande campanha para evitar a união entre nossos países. Pelo menos, Lula está consciente de tudo. Muita gente acaba achando que Chávez é inimigo do Brasil. É uma estratégia do império. Para que? Para impedir nossa união e para continuar nos dominando”, denunciou.

Foram mais de oito horas de comentários, felicitações e críticas sobre diversos assuntos nacionais e internacionais, políticos, econômicos, militares, sociais e outros. O governante também recitou poesias, entre elas uma do poeta chileno Pablo Neruda, e cantou.

Algumas canções, revelou, fazem parte de um disco que será lançado em breve.

No dia 6 de agosto, quando tinha estabelecido o recorde anterior, ele já havia cantado a primeira estrofe do sucesso “Adelita”. Desta vez, preferiu hinos militares e músicas dos “habitantes das planícies”, zona rural de onde veio.

Entre os temas de política externa que abordou hoje, confirmou que “nos próximos dias” receberá na Venezuela mais uma vez o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. E garantiu que nenhum dos dois países está construindo bombas atômicas.

“Isto é revolução petroquímica, não bombas atômicas. Agora que Ahmadinejad nos visitará, dirão por aí que avançamos na construção de bombas atômicas”, disse Chávez, sobre a ampliação de instalações petroquímicas em Maracaibo.

Chávez também revelou que o presidente da Bolívia, Evo Morales, esteve nas últimas horas na Venezuela.

Além disso, anunciou que aceitou o convite do seu colega francês, Nicolas Sarkozy, para visitar a França, mas não informou datas. E destacou que outros Governos europeus que se dizem de esquerda, que não identificou, alertam que é preciso ter “cuidado com Chávez”.
folha online

Rizzolo: Muito embora representantes do governo americano no Congresso Nacional Brasileiro, não aceitem a democracia participativa e apregoam sim a “relativa”, o empenho do governo em ampliar uma discussão e integrar a América Latina repensando-a de dentro fora é uma iniciativa louvável. Os mesmos “democratas” se arrepiam quando se fala em aprofundamento da democracia participativa, através de seus instrumentos, declarados no artigo 14 da Constituição: o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular. Isso eles não querem, muitos representantes do povo – os políticos eleitos – não vêem com bons olhos a democracia participativa, pois enxergam nela uma espécie de “usurpação” de seus poderes. Nesse encontro um das questões pautadas sobre os quais seguramente conversaram, foi sobre a Telesur, um canal de notícias sobre a América Latina, uma espécie de CNN em espanhol, só que financiado pelo Governo da Venezuela. Atualmente o Brasil é o único país da América Latina em que a Telesur não entra. Ao contrário que diz a mídia que odeia Chavez, o clima de amizade entre os dois Presidentes nunca esteve tão bom, querem sim desqualificar a democracia da Venezuela.

Grande parcela da classe social mais abastada e melhor instruída também não simpatiza com essa idéia de democracia, por sentir certo desprezo pela opinião do povo pouco instruído e sem posses. Para essa classe social é mais cômodo investir e eleger os seus próprios pares que farão a defesa de seus interesses no âmbito parlamentar. Chamar Chavez de não democrata é no mínimo argumento pobre e inconsistente de políticos que deveriam se preparar melhor para um embate argumentativo, vez que Chavez foi sete vezes às urnas e venceu todas. E agora? Como os “democratas do PSDB e do DEM” encontrarão subsídios argumentativos para um debate rico baseado num fato que nasce da essência da democracia, que é o poder emanado do povo?

E agora? Os democratas de verdade, aqueles que respeitam o desejo popular jamais poderão se opor a instrumentos de Poder Popular inclusive contemplado na nossa Constituição, a não ser que façam uso daquilo que “ os democratas relativos do PSDB e do DEM” são especialistas, experientes e ardilosos, obstruir votação para a regulamentação do Projeto de Lei do artigo 14 da Carta Magna, aí sim, e se algum parlamentar deles os trair votando a matéria de interesse popular, num rompante de “democracia” expulsam o do Partido, pois na visão deles precisam aprender melhor as lições de Adam Smith.

E depois dizem que Chavez precisa aprender democracia. Realmente eles precisam se preparar melhor para os embates, defender o capital é tarefa árdua num Estado verdadeiramente democrático.

Ricos da América Latina

A riqueza acumulada pelos milionários da América Latina aumentou mais do que em qualquer outra região do mundo em 2006, apontou um relatório compilado pela Merrill Lynch, empresa de consultoria americana.

Segundo o 11º Relatório Mundial de Riqueza de 2007, a fortuna acumulada por milionários latino-americanos – pessoas com mais de US$ 1 milhão (R$ 1,86 milhão) – cresceu 23,2% em relação a 2005, ficando à frente de outras regiões que também apresentaram forte crescimento, como a África (14%) e a Ásia (10,5%), e da média global, de 11,4%.

Isto se deve, em parte, aos preços recordes do petróleo produzido na região e de outras commodities, avalia o relatório. A riqueza acumulada dos milionários da Amérca Latina foi estimada em US$ 5,1 trilhões.

A estimativa é de que haja 400 mil milionários na região, um crescimento de 10,2% em relação ao ano anterior.

Argentina, Brasil, Peru e Chile são os países que teriam puxado esse crescimento. Outra razão para os bons resultados da América Latina apontada pelo relatório é o crescimento de 4,8% no PIB da região no ano passado.

Apesar de ser mais alto do que a média global (8,3%), este número é inferior ao da África, (12,5%) e do Oriente Médio (11,9%). O relatório diz que o total de milionários em todo o mundo em 2006 é de 9,5 milhões. Eles concentraram riquezas no valor de US$ 37,2 trilhões.

Segundo o relatório, o Brasil também verificou um aumento no número de milionários, passando de 109 mil em 2005 para 120 mil em 2006, um salto de 10,1%.

No âmbito dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia e China), o crescimento do número de milionários no Brasil foi maior do que o da China (7,8%), porém menor do que o da Índia (20,5%) e da Rússia (15,5%), que figuraram entre os dez primeiros no ranking dos países que mais aumentaram o número de milionários.

O país que registrou o maior aumento no número de milionários foi Cingapura, seguido por Índia, Indonésia e Rússia. Segundo o relatório, o aumento de investimentos externos e as baixas taxas de inflação contribuíram para os resultados atingidos pelo Brasil.

Pravda.Ru

Rizzolo: A melhor distribuição de renda na América Latina é fator essencial para o desenvolvimento, as negações das políticas neoliberais avançam, e a pontuação nos diferentes meios de distribuição de renda tem que ser implementada, o dado que a riqueza acumulada pelos milionários da América Latina aumentou mais do que em qualquer outra região do mundo em 2006, é preocupante e nos leva a uma reflexão sobre o distanciamento entre ricos e pobres. Podemos sim focar uma política tributária e social mais justa aos pobres da América Latina, até porque como podemos inferir, os mais abastardos “tem ainda muita gordura pra queimar”.

Ciro diz que CPMF é assunto de branco que não quer pagar imposto

O deputado federal e ex-ministro Ciro Gomes (PSB) fez ontem uma forte defesa da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), que o governo federal tenta prorrogar no Congresso. Para ele, “a CPMF é assunto de branco que não quer pagar imposto, para que o povo perca o Bolsa Família”.

“Se acabar a CPMF, acaba o Bolsa Família. Isso é o que eles [a oposição] querem e não têm coragem de dizer”, afirmou Ciro, em Teresina.

Ciro fez uma palestra na Assembléia Legislativa do Piauí em homenagem aos 60 anos de fundação de seu partido, o PSB.

A jornalistas ele voltou a admitir que pode ser candidato a presidente em 2010, mas rechaçou que se inicie a discussão sobre sucessão presidencial agora, por faltar ainda mais de três anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva pela frente.

“Eu não seria sincero em afirmar que não sou candidato, mas, com a experiência que tenho, também não seria justo falar de sucessão presidencial, já que estamos apenas nos primeiros nove meses do segundo mandato do presidente Lula, e nosso objetivo é contribuir para que ele faça um bom trabalho”, disse.

Ciro já foi candidato a presidente em 1998 e em 2002 e disse que isso por si só demonstra seu desejo de governar o país. O deputado tem viajado por vários Estados para fazer palestras sobre a conjuntura nacional e lidera, no Congresso, um bloco formado pelo PSB, PDT, PC do B, PRB, PHS e PMN, que discute uma candidatura própria em 2010, independentemente do PT.

Ainda assim, ele voltou a rechaçar a antecipação do debate presidencial: “Acho absurdamente um desserviço ao país se discutir eleição quando o presidente não inteirou nem nove meses de quatro anos de governo”, afirmou. .

Folha online

Rizzolo: Ciro é um forte candidato à presidência, no tocante à afirmação, de que “CPMF é coisa de branco que não quer pagar imposto” concordo, porém não só de branco, mas de negros, pardos e de todas a etnias que ganham dinheiro como empresários, se aproveitam do crescimento do Brasil, e não querem compartilhar com os 49 milhões de brasileiros que passam fome, que são desnutridos, desassistidos, onde mais da metade dos domicílios brasileiros (51,5%) não dispõe de rede de coleta e tratamento de esgoto, pessoas e famílais que vivem no total desalento.

Os insensíveis, não gostam da CPFM, porque é difícil de fugir e de sonegar, por outro lado é fácil de arrecadar, muito acima de não querer pagar imposto, existe uma coisa chamada falta de patriotismo e compaixão pelo o outro brasileiro, o brasileiro pobre que ainda não conhece a cidadania. Ciro em entrevista à Carta Capital disse que “FHC foi o presidente que mais fez mal ao Brasil. Com ele, quebramos”. E eu completaria , também com ele destruimos empresas que eram patrimônio do povo brasileiro, uma vergonha !

Estadão usou nota sobre o filho de Lula para demitir César Giobbi

Corre nos bastidores a versão de que a direção do jornal O Estado de S. Paulo teria usado como argumento para demitir o colunista social Cesar Giobbi uma nota publicada na coluna Persona informando a compra, por parte de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de uma casa em Iporanga, no Guarujá. Os diretores do Estadão teriam se irritado com a falta de fundamentos da notícia, que ainda não foi de fato comprovada. Outra versão corrente é de que Giobbi foi demitido a pedidos, em função de sua vinculação com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB). Pior: a pressão teria partido de correligionários do ex-governador. Tudo somado, é possível até que as duas .

do Blog entrelinhas.

Rizzolo: Não há mais espaço para que alguns jornalistas, ligados à elite paulistana, usem suas “colunas sociais” para golpear o governo ao mesmo tempo em que faz de suas colunas, verdadeira panfletagem de movimentos como o “Cansei”, completamente estranhos e sem o apoio do povo brasileiro. A antiga e famosa “coluna social” onde empresários na maioria descompromissados com o social aparecem por querer aparecer, esta se tornando coisa do passado. Hoje não há como um empresário ético aparecer sem estar sim vinculando sua imagem a algo superior, a uma ação de cidadania, a um projeto social, a uma instituição, aparecer em coluna social só para futilmente se ver na manhã seguinte no jornal, denota falta de vinculação social, alto narcisismo, futilidade e o desconhecimento da realidade pobre do Brasil. Temos que fazer uma reflexão e repensar a forma de divulgarmos a participação da elite nos eventos da sociedade brasileira.

Greenspan confirma que a guerra contra o Iraque “é pelo petróleo”

Antigo e dedicado funcionário de donos dos maiores monopólios de petróleo e de bancos do mundo, Rockfeller e J. P. Morgan, o ex-presidente do Fed, Alan Greenspan, sabe do que está falando

O ex-presidente do Federal Reserve (o BC dos EUA), Alan Greenspan, que foi colocado lá depois de servir os magnatas das famílias dos Rockefeller e dos Morgan, afirmou em seu recém-lançado livro de memórias: “Algo que todos sabem: a guerra do Iraque é em grande parte acerca do petróleo”.

De fato, todos sabem mas Bush jura que não e uma afirmação da parte de alguém como Greenspan não deixa de ser interessante por demonstrar a profundidade do atoleiro em que o usurpador da Casa Branca mergulhou, sob o chumbo da Resistência dos patriotas iraquianos.

Quanto a armações, golpes de Estado, crimes e guerras por petróleo, Greenspan, conhece bem. Presidiu exatamente um dos tentáculos do reinado de Rockefeller sobre o óleo. Entre outros cargos, foi presidente da Mobil, uma das principais partes do que havia sido a Standard Oil – dividida em 33 empresas em 1911 depois que a Suprema Corte dos EUA considerou a empresa um monopólio. O que de fato era, e assim continuou depois da “divisão”. A Standard controlava 90% de toda a produção de petróleo e derivados nos EUA. Em dezembro de 1998 as duas maiores dentre as empresas originárias da Standard Oil; a Exxon e a Mobil se fundiram para formar a maior empresa do setor no país, a ExxonMobil.

Parece que nem mesmo um dos principais prestadores de serviços da casta dominante do Império aceita o opróbio que já envolve o texano e seu comparsa Cheney.

Agora, o chefe do Fed na maior parte dos governos de Bush, que prestou serviços por décadas aos monopólios do petróleo, dos bancos e da indústria de armamentos ajudando a carrear o dinheiroduto que tirava dos contribuintes e repassava para os cofres daquelas famílias, em outra parte do livro, condena a perda da “disciplina fiscal” por parte do governo Bush. “Os gastos estão fora de controle”, adverte Greenspan. O que ele não diz é se está se referindo à orgia de US$ 2 trilhões direcionados para a invasão e ocupação do Iraque e do Afeganistão e o caminho que o dinheiro faz pela via dos gastos com a guerra para os cofres desses monopólios, ou sobre a generosa redução nos impostos a serem pagos por seus empregadores.

Em meio ao crash das pirâmides financeiras montadas com as hipotecas dos cidadãos americanos e da subseqüente derrama de dinheiro para sustentar os bancos com o nariz fora d’água, quando eles ameaçam quebrar depois que a bolha pipocou, o ex-presidente do Fed intitula o livro com o sugestivo nome de “A Era da Turbulência: aventuras por um mundo novo”.

O tipo de “aventura” pela qual o autor é atraído não é outro senão ajudar seus patrões a seguir montando monopólios, estabelecendo cartéis. “Quando Alan Greenspan foi indicado para presidente do Federal Reserve em 1987”, descreve Milton Moskowitz, no livro Everybody’s Business, “teve que renunciar ao conselho do Morgan”.

“O Conselho Internacional do Morgan”, prossegue, “tinha membros que incluíam os presidentes da General Mills, Robert Bosch, Peaugeot, Olivetti, Deere, Nestlé, Akzo e Societé Generale de Belgique”.

Aliás, o Morgan, para se tornar o monopólio financeiros que é hoje nos EUA, trilhou, por gerações sucessivas, os caminhos que tanto estimularam Greenspan. Sobre J. Pierpont Morgan, que chefiou o clã até 1913, Doctorow escreve em seu livro Ragtime: “Ele controlava 741 diretorias em 112 corporações. Usando trens privados e iates para se locomover cruzou todas as fronteiras. Era o monarca do invisível, da reino transnacional do capital cuja soberania se garantia em tudo que é canto. Comandando riquezas que empobreciam fortunas reais, deixava aos presidentes e reis o território e tomava-lhes o controle de ferrovias e linhas de navegação, bancos e trustes, fábricas e empresas públicas”.

NATHANIEL BRAIA
Hora do Povo

Rizzolo:Para o Greenspan dizer que a economia americana esta desorientada, com os gastos fora do controle, é porque realmente a situação é critica. Não há dúvida que a aventura americana no Iraque contribuiu na sua essência para isso. Agora chegar a desnudar, e afirmar claramente que a guerra contra o Iraque “é pelo petróleo”, é tudo que a gente já sabia. A Inglaterra e os EUA sempre insistiram de forma descarada que a guerra nada tinha a ver coma questão do petróleo. Bush sempre afirmou cinicamente que o objetivo era sim, desarmar o Iraque de armas de destruição em massa e o fim de Sadam, que na visão americana promovia o terrorismo. Tudo conversa pra boi dormir, era por petróleo mesmo. Vergonha, hein ! Que democracia, hein ? E o ditador é o Chavez, que foi sete vezes ás urnas e venceu todas, sem fraude, viu!

Mantega defende atual sistema de cobrança de impostos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, fez na sexta-feira (21), em cadeia nacional de rádio e televisão, a defesa do atual sistema de cobrança de impostos. “Está acontecendo uma transformação positiva em nosso sistema tributário, que já beneficia milhões de brasileiros e milhões de empresas”, disse o ministro, após apresentar resultados da política econômica, com melhorias na distribuição de renda, maior oferta de crédito e a população sentindo os resultados do crescimento verificado nos últimos quatro anos e meio.

“O governo do presidente Lula trabalha para cortar impostos, melhorar a fiscalização e combater a burocracia e a sonegação”, prosseguiu. Segundo o ministro, o governo conseguiu estimular a economia e aumentar a arrecadação, ao mesmo tempo em que cortou R$ 36 bilhões em tributos. Entre as medidas para estimular a economia, Mantega citou a redução de impostos “em vários setores estratégicos para o desenvolvimento econômico e para o barateamento de produtos essenciais”.

Em seu primeiro pronunciamento em rede nacional, Mantega também disse que o governo reduziu tributos para máquinas e equipamentos, livros, alimentos da cesta básica, material de construção e até para computadores. “Em todos esses produtos, você paga hoje menos impostos”, disse. Lembrou que o governo revisou duas vezes a tabela do Imposto de Renda e já aprovou correções anuais nesta tabela até 2010.

“Outro instrumento muito importante é o Simples Nacional, que foi implantado este ano através da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas”, comentou. O Simples Nacional unificou oito tributos – Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ); Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS); Contribuição para o PIS/Pasep; Contribuição para a Seguridade Social (cota patronal); Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); e o Imposto sobre Serviços (ISS).

E, segundo Mantega, simplificou a vida do micro e pequeno empresário porque agora ele só tem que preencher um único formulário e ressaltou que o novo sistema já recebeu a adesão de 2,7 milhões de empresas. “O Simples Nacional também estimula o fim da informalidade e a legalização das empresas, o que dá segurança a trabalhadores e fornecedores”, defendeu.

Para o ministro, graças ao crescimento atual, com conseqüente aumento de arrecadação, o governo tem recursos para ampliar o Bolsa Família e outros programas sociais, além de garantir as aposentadorias e priorizar áreas como saúde e educação: “Conseguimos a maior queda na taxa de desemprego, a maior diminuição da miséria e a maior alta da renda dos brasileiros”.

A arrecadação de impostos somou R$ 381,4 bilhões de janeiro a agosto e, a cada mês, registra um novo recorde. O governo atribui esse crescimento ao bom desempenho da economia e às medidas – citadas por Mantega em seu pronunciamento – adotadas para melhorar a fiscalização e combater a sonegação de impostos.

O ministro não defendeu a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que nos últimos tempos tem ocupado os espaços de debate no Congresso Nacional. A proposta de emenda à Constituição (PEC) que prorroga a cobrança da CPMF até 2011 foi aprovada em primeiro turno na Câmara de Deputados – ainda faltam o segundo turno e duas outras votações no Senado Federal.

Na quinta-feira, Mantega havia afirmado que “o problema será no Senado, onde me parece que existe uma objeção maior”, e adiantado que “até onde eu puder conversar, eu estarei dialogando”. Ele também não citou, no pronunciamento, a proposta de reforma tributária que o governo pretende encaminhar ao Congresso Nacional.

Agência Brasil

Rizzolo:Não basta cortar impostos se na outra ponta, como a fiscalização, não for implementada visando o combate à sonegação. Temos que ser incisivos no combate à sonegação de tributos, e repito, o melhor imposto anti-sonegação é a CPMF, talvez este seja o motivo de tanta resistência por parte de determinados segmentos. O governo cortou R$ 36 milhões em tributos, estimulando setores estratégicos. Esta fazendo sua parte, agora querer boicotar a CPMF, recurso indispensável no momento para o desenvolvimento social, não é nada patriótico.

América Latina não precisa de um líder, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em uma entrevista exclusiva ao jornal americano The New York Times que a América Latina “não está tentando procurar um líder” nem “precisa de um líder”.
Segundo o jornal, Lula descartou sugestões de que ele deva ser um contraponto ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que “tem agressivamente atraído as atenções na região com seus acordos na área de energia e suas manobras políticas em favor de candidatos de esquerda”.

“O que nós precisamos fazer é construir uma harmonia política, porque a América do Sul e a América Latina precisam aprender a lição do século 20”, disse o presidente, que se encontrou com Chávez na quinta-feira em Manaus.

“Nós tivemos a oportunidade de crescer, nós tivemos a oportunidade de nos desenvolver, e nós perdemos essa oportunidade. Por isso nós ainda somos países pobres.”

Gasoduto e banco

Em uma coletiva após o encontro com Chávez, Lula já havia dito que “não existe disputa” entre Brasil e Venezuela por um suposto papel de liderança na região, nem divergências entre os dois líderes.

Leia mais: Lula e Chávez confirmam projetos conjuntos de Energia

Mas, segundo o The New York Times, “as relação entre Brasil e Venezuela ficaram por vezes estremecidas (…), com o Brasil parecendo se distanciar de algumas propostas de Chávez para maior integração regional”.

Na entrevista ao jornal, Lula reiterou seu apoio a um projeto defendido por Chávez nesse sentido, o Banco do Sul, que financiaria projetos de desenvolvimento.

Mas com relação a outro projeto, o gasoduto que o venezuelano quer que seja construído entre Venezuela e Argentina, passando pelo Brasil e pela Bolívia, Lula se mostrou mais cético.

De acordo com o The New York Times, Lula disse que uma questão crucial é se haverá gás suficiente para tornar o projeto viável.

“Resiliente”

Na entrevista de 1h15 ao jornal americano, publicada com o título Um líder resiliente proclama o potencial do Brasil em agricultura e biocombustíveis, o jornal destaca o fato de que Lula parece não estar sendo afetado por problemas domésticos do Brasil, como a crise aérea ou os escândalos de corrupção.

“Essas preocupações praticamente não parecem deixá-lo preocupado”, descreve o autor da entrevista, Alexei Barrionuevo, que diz que Lula desenvolveu uma “notável resiliência política” devido ao bom momento econômico vivido pelo Brasil e à sua popularidade.

Barrionuevo também abordou na entrevista os planos de Lula para além de 2010.

O presidente voltou a deixar claro que não teria vontade de permanecer no poder e que espera voltar a viver em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, onde começou sua trajetória política.

Falando de sua “aposentadoria” como presidente, Lula também aproveitou para, indiretamente, ironizar Fernando Henrique Cardoso.

“Eu não vou participar de um programa de estudos para graduados na Universidade de Harvard”, afirmou Lula, se referindo a uma atividade regular do ex-presidente tucano.

BBC Brasil

Rizzolo:Ao mesmo tempo em que a mídia americana e brasileira tenta gerar intrigas ou simular desavenças entre Lula e Chavez afirmando de forma ardilosa que “as relações entre Brasil e Venezuela ficaram por vezes estremecidas (…), com o Brasil parecendo se distanciar de algumas propostas de Chávez para maior integração regional”, envolve Lula como sendo um líder “mais democrático”, demonstrando e aprovando sua “volta por cima, sua flexibilidade”, um recado a Chavez que no entender de Bush não é democrata. Mas o que Bush quer na verdade, é fazer com que os EUA participem mais da nossa economia, e em contrapartida oferecem o de praxe e costume: nada. Vamos pensar em desenvolver nossa indústria nacional, e negociar o protecionismo americano não abrindo mais nosso mercado, mas impondo a dimensão do que somos hoje em termos de mercado consumidor, e negociar sim, abrindo um amplo debate sobre uma coisa que eles não gostam, imposto sobre remessa de lucros, coisa que não existe desde 1995. Que tal? Vamos negociar !

Após a invasão, Bush assaltou US$ 9 bilhões do Iraque para encher as burras da corriola

“Um mês depois da invasão do Iraque, aviões dos Estados Unidos repletos de dinheiro passaram a voar para Bagdá. Entre abril de 2003 e junho de 2004, um total de 12 bilhões de dólares foram enviados. Pilhas de cem dólares empilhados em estrados foram levadas a aviões de carga rumo à capital iraquiana”, destaca a jornalista Amy Goodman ao iniciar uma entrevista com Don Barlett e Jim Steele editores da revista Vanity Fair, publicada no site Democracy Now.

Logo no início do depoimento James Steele esclarece que as pilhas de dinheiro pertenciam de fato aos iraquianos e na seqüência da entrevista esclarece que o mesmo foi desviado e depois açambarcado pelas empresas norte-americanas premiadas por Bush e seu pessoal com contratos bilionários e sem licitação após a invasão. Uma parte foi para subornar os colaboracionistas iraquianos. “O dinheiro que voou para o Iraque consistia de fundos confiscados. Ativos iraquianos do tempo de primeira Guerra do Golfo, dinheiro do petróleo que estava sob o controle da ONU e confiado ao governo dos EUA na sede do Federal Reserve, em Nova Iorque”.

“O dinheiro saiu do depósito – a 16 quilômetros de Manhattan – em caminhões de oito rodas”, relata Steele.

Don Barlett acrescentou que “logo que chegou ao Iraque, despareceu todo e qualquer controle, supervisão. Logo tudo foi distribuído e grande parte do dinheiro foi para as mãos dos contratados norte-americanos e para contratados iraquianos”.

“Tudo”, diz ainda Barlett, “na base do leva-o-que-você-pode-levar. Os caras foram metendo o dinheiro em seus bolsos”.

O assalto ao dinheiro iraquiano, “passou sem que se estabeleça qualquer processo de auditoria para controlar o dinheiro”, como informa Barlett.

Os jornalistas descrevem que toda a orgia com o dinheiro iraquiano se deu com o apoio do pró-cônsul Paul Bremen, instalado por Bush no Iraque assim que começou a ocupação. “Quer dizer que com a Autoridade Provisória da Coalizão [a que estava encabeçada por Bremen] não havia contabilidade”, questionou Amy, ao que Barlett resondeu: “Não. E a APC é literalmente uma agência ilegal. Não existe um documento formal que a tenha estabelecido. Foi financiada com os dólares do contribuinte americano sem nunca ter sido criada pelo Congresso dos EUA”.
Hora do Povo

Rizzolo:Agora que a desmoralização do governo Bush chegou ao auge, os podres começam a surgir; isso já era por se esperar, atrás da falsa legitimidade para a ação, os aproveitadores de plantão, se deliciaram. E o pior, tudo passado ao povo americano, ingênuo e manipulado, como ações legítimas em face à “luta contra o terrorismo”. Dessa forma o dinheiro que voou para o Iraque de fundos confiscados, também legitimados em nome da famosa “democracia americana” era na realidade dinheiro de petróleo, e destinado a negociatas. Ainda bem que o povo americano esta acordando, e com certeza os democratas terão que arrumar a casa. Vamos torcer!

Hoje Yom Kippur

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Hoje sexta- feira dia 21 por volta das 17:40 se dará inicio ao Yom Kippur término dia 22 às 18:46

O nome Yom Kipur – Dia do Perdão – nos informa de um aspecto apenas de sua significação. “Porque neste dia se fará expiação por vós para purificar-vos de todos os vossos pecados; Perante Ad-nai ficareis purificados (Lev.XVI,30).

Isso é Yom Kipur, perdão e purificação, esquecimento dos erros e extirpação das impurezas da alma. Nobres conceitos que se tomam em sua acepção mais ampla. Não se trata unicamente do perdão Divino, que se invoca mediante a confissão das faltas e as práticas de abstinência, mas, também, do perdão humano, que exige o desprendimento da vaidade e contribui para a elevação moral. Quando chega Yom Kipur, cada judeu deve estender ao seu inimigo uma mão de reconciliação, deve esquecer as ofensas recebidas e desculpar-se pelas feitas aos outros, pois, limpo de todas as suas escórias físicas e morais, deve comparecer perante o Tribunal de D`us. Durante um dia inteiro ele permanece diante desse Tribunal numa ampla confissão de suas culpas, em humildade e arrependimento, não com o fim de rebaixar sua dignidade humana, mas para elevar-se acima de suas misérias morais e apagar toda sombra de pecado em seu interior. E assim, depurado, vislumbrar com mais claridade os caminhos do bem.

Yom Kipur é data de jejum absoluto que se interpreta não somente como uma evasão do terreno, mas como uma prova de nossa força de vontade sobre os apetites materiais que tantas vezes conduzem ao pecado. Por último, o jejum nos faz sentir na própria carne os padecimentos de tantos seres humanos que, por falta de meios, sofrem fome e sede.
Isaac Dahan

Lula e Chávez combinam rotina de reuniões periódicas

Durante o encontro desta quinta-feira (20) em Manaus, representantes dos governos brasileiro e venezuelano não chegaram a firmar nenhum acordo oficial. Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez, no entanto, acordaram que integrantes dos governos dos dois países irão se reunir pelo menos quatro vezes por ano para intensificar a aliança e discutir temas de interesses bilaterais.

“Decidimos que Venezuela e Brasil vão fazer quatro reuniões por ano, duas na Venezuela e duas no Brasil, para que a gente não permita que os adversários da aliança estratégica Venezuela e Brasil interfiram nas nossas alianças com boatos. Os boatos serão dirimidos com a nossa conversa pessoal”, disse Lula. O primeiro desses encontros está previsto para a primeira quinzena de dezembro, em Caracas.

Lula negou haver qualquer divergência entre ele e Chávez, e voltou a reafirmar o interesse do governo brasileiro de integrar, o quanto antes, a Venezuela ao Mercosul.

“Sabe, Chávez, em política, quando dois dirigentes passam muito tempo sem se encontrar, começa a surgir entre eles uma série de inquietações, de insinuações”, disse o presidente brasileiro diretamente ao venezuelano, no momento em que faziam uma declaração à imprensa. “As pessoas começam a falar em divergências, em disputas de lideranças. As pessoas começam a falar uma série de coisas que eu tenho a consciência de que não passam pela sua cabeça e não passam pela minha cabeça. É importante dizer que o Brasil está trabalhando, que o processo está no Senado, e nós esperamos que o mais prontamente seja votado para que a Venezuela seja definitivamente um país membro do Mercosul.”

Mercosul

Para a Venezuela se tornar membro definitivo do Mercosul, os Senados do Brasil e do Paraguai ainda precisam aprovar a sua adesão. Em julho, Hugo Chávez chegou a estabelecer um prazo fixo para que os Congressos dos dois países aprovassem a entrada da Venezuela no bloco econômico, afirmando que, do contrário, se retiraria do processo.

Em declaração à imprensa, o presidente Lula reforçou a importância de Brasil e Venezuela intensificarem suas relações: “É importante que todos saibam que Brasil e Venezuela têm uma relação estratégica – estratégica por interesses geopolíticos, estratégicas por interesses econômicos, comerciais, de desenvolvimento, de investimento na área de ciência e tecnologia, até porque nós estamos convencidos de que a vida do povo da América do Sul e da América Latina só irá melhorar quando nossos países desenvolverem e tiverem riquezas para distribuírem para o seu povo”.

Lula acrescentou, ainda, que tem na pessoa de Chávez um companheiro para os “bons e os maus” momentos. “Para festejar as coisas boas e enfrentar as coisas difíceis. Porque nós sabemos que na nossa querida América Latina, e na nossa querida América do Sul, muitas vezes as pessoas não querem aceitar que exista um governo progressista, que exista um governo preocupado com as pessoas mais pobres. E eu estou convencido, Chávez, que essa aliança estratégica entre Brasil e Venezuela pode ajudar a Bolívia, pode ajudar o Paraguai, o Uruguai e o Equador, que são os países considerados mais pobres da nossa querida América do Sul”, concluiu.

Agência Brasil

Rizzolo: Muito embora representantes do governo americano no Congresso Nacional Brasileiro, não aceitem a democracia participativa e apregoam sim a “relativa”, o empenho do governo em ampliar uma discussão e integrar a América Latina repensando-a de dentro fora é uma iniciativa louvável. Os mesmos “democratas” se arrepiam quando se fala em aprofundamento da democracia participativa, através de seus instrumentos, declarados no artigo 14 da Constituição: o plebiscito, o referendo e a iniciativa popular. Isso eles não querem, muitos representantes do povo – os políticos eleitos – não vêem com bons olhos a democracia participativa, pois enxergam nela uma espécie de “usurpação” de seus poderes. Nesse encontro um das questões pautadas sobre os quais seguramente conversaram, foi sobre a Telesur, um canal de notícias sobre a América Latina, uma espécie de CNN em espanhol, só que financiado pelo Governo da Venezuela. Atualmente o Brasil é o único país da América Latina em que a Telesur não entra. Ao contrário que diz a mídia que odeia Chavez, o clima de amizade entre os dois Presidentes nunca esteve tão bom, querem sim desqualificar a democracia da Venezuela.

Grande parcela da classe social mais abastada e melhor instruída também não simpatiza com essa idéia de democracia, por sentir certo desprezo pela opinião do povo pouco instruído e sem posses. Para essa classe social é mais cômodo investir e eleger os seus próprios pares que farão a defesa de seus interesses no âmbito parlamentar. Chamar Chavez de não democrata é no mínimo argumento pobre e inconsistente de políticos que deveriam se preparar melhor para um embate argumentativo, vez que Chavez foi sete vezes às urnas e venceu todas. E agora? Como os “democratas do PSDB e do DEM” encontrarão subsídios argumentativos para um debate rico baseado num fato que nasce da essência da democracia, que é o poder emanado do povo?

E agora? Os democratas de verdade, aqueles que respeitam o desejo popular jamais poderão se opor a instrumentos de Poder Popular inclusive contemplado na nossa Constituição, a não ser que façam uso daquilo que “ os democratas relativos do PSDB e do DEM” são especialistas, experientes e ardilosos, obstruir votação para a regulamentação do Projeto de Lei do artigo 14 da Carta Magna, aí sim, e se algum parlamentar deles os trair votando a matéria de interesse popular, num rompante de “democracia” expulsam o do Partido, pois na visão deles precisam aprender melhor as lições de Adam Smith.

E depois dizem que Chavez precisa aprender democracia. Realmente eles precisam se preparar melhor para os embates, defender o capital é tarefa árdua num Estado verdadeiramente democrático.

CPMF arrecada R$ 23,8 bi no ano e bate recorde

BRASÍLIA – A Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) registrou recorde de arrecadação entre janeiro e agosto, com R$ 23,79 bilhões e alta real deflacionada pelo IPCA de 11,19%. A variação ficou acima dos 10,88% apurados para a arrecadação global de tributos e contribuições federais no período, que atingiu R$ 385,83 bilhões.

O secretário-adjunto da Super Receita, Carlos Alberto Barreto, atribui o aumento na arrecadação tributária ao crescimento econômico. Isso porque não só a CPMF, mas praticamente todos os demais tributos acusaram elevação no mesmo intervalo.

Entre os tributos com maior variação nos primeiros oito meses de 2007 destaca-se o Imposto de Renda Pessoa Física, com alta real de 36,33%. Maior controle da fiscalização sobre transações imobiliárias e também também o aumento nos rendimentos com ações por incremento de negócios na Bovespa ajudaram a elevar os ganhos de capital por alienação de bens.

Também há destaque para o Imposto de Renda das empresas, com variação real de 12,76% no período. Entre os setores que mais contribuíram estão a fabricação de veículos automotores com alta de 106%, telecomunicações com 56%, os bancos com alta de 43% e seguros e previdência complementar com recolhimento adicional de 41% sobre igual intervalo de 2006.

Do lado da produção, o IPI-outros teve alta real de 16,83% ” refletindo o bom resultado apresentado pela indústria ao longo de 2007 ” , afirmou Barreto. Maiores contribuições partiram dos setores de máquinas e equipamentos (alta de 17,4% no recolhimento), veículos automotores (10,3%) e metalurgia básica.

Ele chamou ainda a atenção para o crescimento no ano de 14,74% no Imposto de Importação, em consequência dos aumentos de 27,97% no valor em dólar das importações tributadas. O incremento de empréstimos gerou adicional de 11,15% no Imposto sobre Operações Financeiras e a expansão da receita previdenciária em 12,25% teve o peso de maior recolhimento das empresas cadastradas no Simples.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

Rizzolo: O aumento da arrecadação tem relação direta com o desenvolvimento da economia. O problema é que aqueles que tentam golpear vão com certeza utilizar esse argumento do aumento como uma justificativa para os ataques. O que eles não se conformam é que parte desse dinheiro vai para o pobre, vai para alimentar as crianças principalmente do nordeste, vai para projetos de saneamento, para o PAC, para o desenvolvimento das Forças Armadas, e não como querem eles, para Miami, ou para as “Offshore” da vida. A CPMF é um imposto moderno, ele incide direto no bolso do contribuinte sem o que em Direito Tributário chamamos de ” fato gerador ” e o sonegador tem “rebolar” para sonegar, e isso eles não gostam.

Os defensores ferrenhos do fim da CPMF entendem e sabem muito bem para onde o governo aplica os recursos, para o povo, como diz um artigo no HP, “se essa oposição quer diminuir os impostos, poderia, por exemplo, lutar para que o limite de isenção do Imposto de Renda não seja tão baixo – o que força a inclusão de boa parte dos trabalhadores entre seus contribuintes – ou propor que a tabela de correção desse mesmo imposto tivesse uma atualização maior. Ou, até mesmo, que só pagasse Imposto de renda quem tivesse renda”.

Poderia, também, lutar para que os impostos sobre as empresas nacionais fossem mais justos, ou que os bancos e o capital especulativo estrangeiro começassem a pagar impostos – o que permitiria a redução da carga fiscal e/ou tributária de vários setores da população. Porém, nada que afete o pagamento de juros aos bancos, ou os privilégios fiscais que estes desfrutam, faz o gênero dessa oposição. Ao contrário: em relação a bancos, multinacionais e especuladores em geral, essa oposição quer sempre diminuir o que eles contribuem para a coletividade sob a forma de impostos.

Atualmente, os tributos sobre o consumo representam 67% da arrecadação total, o imposto sobre a renda, 29%, e os impostos sobre o patrimônio, apenas 4%. Nos países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ocorre o contrário: a arrecadação de impostos sobre o consumo é menor do que a arrecadação de impostos sobre a renda, enquanto 7% recaem sobre o patrimônio. ( www. oecd.org )

Outra razão para o aumento da arrecadação foi congelamento da tabela do Imposto de Renda, que deixou de ser corrigida no período de 1996 a 2001. Com isso, milhares de trabalhadores passaram pagar IR. Ora, o rendimento do cidadão comum baseado no trabalho é taxado em até 25%, enquanto o rendimento dos donos do capital é isento ou sofre uma incidência “suave” e nem é submetido à tabela progressiva. Outra aberração são os lucros e dividendos distribuídos aos sócios ficaram isentos, já os rendimentos e ganhos de capital são tributados com alíquotas de 15% ou no máximo 20%. Isso é um tributarismo que atua como um Robin Hood às avessas, como diz a auditora fiscal Clair Hickmann. Não vejo a oposição falar dessas questões, a reforma tributária não passa pelos pobres, no topo da lista de privilegiados pelo sistema tributário.
brasileiro, estão as grandes corporações, das quais a oposição são seus representantes.

Mas é a CPMF, destinada ao financiamento da saúde pública e dos programas sociais, que é o seu alvo “uma vergonha!”.

Ibope de Lula oscila de 50% para 48%

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A aprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva oscilou 2 pontos para baixo, dentro da margem de erro, segundo a pesquisa CNTI-Ibope divulgada nesta quinta-feira (20). Os entrevistados que consideram o governo ”bom” ou ”ótimo” passaram de 50% para 48% em relação a junho. Os que responderam ”ruim” ou ”péssimo” foram de 16% para 18%. Conforme o levantamento, 36% acham que o segundo governo de Lula está melhor que o primeiro, 40% responderam que está igual e 22% que está pior.

Esta foi a 20ª pesquisa CNI-Ibope sobre a imagem do governo Lula na opinião pública e a sexta mais favorável ao governo em percentual de avaliações positivas. Veja o gráfico ao lado: nas cinco últimas pesquisas da série, os números oscilaram dentro da margem de erro, exceto a sondagem de desembro passado, a primeira desde as eleições de 2006, quando o governo atingiu o seu pico de aprovação, 57% de ”bom” e ”ótimo”.

”Popularidade permanece em patamar elevado”

A aprovação pessoal do presidente também oscilou negativamente. Dos entrevistados, 63% disseram aprovar a maneira como Lula governa, queda de 3 pontos percentuais, e 33% desaprovam, alta de 3 pontos na comparação com a pesquisa de junho.

A parcela dos que dizem confiar em Lula saiu de 61% em junho para 60% agora. Já a proporção dos que não confiam subiu de 35% para 37%.

Questionados sobre que nota dariam ao trabalho do governo, os entrevistados atribuíram em média 6,6. Em junho, a média era de 6,7.

O relatório CNI-Ibope sintetiza: ”Os principais itens de imagem (avaliação do governo, maneira do presidente Lula governar e confiança no presidente) registram leve queda, enquanto a maioria das avaliações das áreas específicas de atuação do governo sofre variação negativa mais expressiva. De maneira geral, a popularidade do governo Lula permanece em patamar elevado, mas várias de suas ações sofrem, neste momento, uma avaliação mais crítica.”

Mulheres passaram a ser mais pró-Lula

A segmentação dos resultados mostra que Lula perdeu terreno entre os homens e ganhou (4 pontos) entre as mulheres. Pela primeira vez Lula tem uma imagem mais positiva entre as eleitoras: 48% de ”bom” e ”ótimo” contra 18% de ”ruim” e ”péssimo”, enquanto os eleitores lhe deram 47% e 19% respectivamente.

Na segmentação por faixas de renda, a pesquisa mostra que a perda de popularidade de Lula se concentrou fortemente na camada mais pobre, com renda inferior a um salário mínimo: houve aí um recuo de 12 pontos, enquanto nas outras faixas os resultados foram -2, +1, +1 e -4 respectivamente.

Mesmo assim o governo Lula mantém sua popularidade rigorosamente concentrada entre os mais pobres, reduzindo-se à medida que sobe a renda, embora mantenha em todas as faixas uma imagem predominantemente favorável. O saldo positivo (”ótimo” e ”bom” menos ”ruim” e ”péssimo”) por faixa de renda, segundo a CNI-Ibope, é:

Menos de 1 salário mínimo – 42 pontos positivos;
Mais de 1 a 2 mínimos – 37 pontos positivos;
Mais de 2 a 5 mínimos – 28 pontos positivos;
Mais de 5 a 10 mínimos – 19 pontos positivos;
Mais de 10 mínimos – 8 pontos positivos.
Os fatores Renan Calheiros e CPMF

A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 18 de setembro, logo em seguida à votação no Senado que absolveu Renan Calheiros. O relatório da pesquisa admite que o episódio não tem relação com a atividade do governo, mas influiu negativamente sobre os resultados das entrevistas. O Caso Renan foi o mais citado (34%) entre as ”notícias sobre o governo do presidente Lula”. Seguiram-se a crise nos aeroportos (9%) e as viagens de Lula (7%).

O noticiário da mídia foi avaliado como desfavorável ao governo por 39% dos entrevistados, contra 19% que o consideraram favorável. O noticiário predominantemente negativo na mídia contrasta fortemente com a avaliação positiva feita pelos cidadãos.

Esta edição da pesquisa CNI-Ibope perguntou também sobre a CPMF, já que a prorrogação do chamado Imposto do Cheque até 2011 está tramitando no Congresso Nacional. Dos entrevistados, 54% acham que a CPMF deve ser extinta em dezembro, como prevê a legislação atual; 12% acham que deve ser prorrogada mas com valor menor que o atual; outros 12% que deve ser extinta gradativamente; e apenas 5% que deve ser prorrogada com o valor atual (0,38%), conforme propõe o governo. Os que não sabem ou não opinaram somaram 18%.

O Ibope fez 2.002 entrevistas em 142 municípios, contratado pela Confederação Nacional da Indústria. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Com CNI-Ibope
Site do PC do B

Rizzolo:É claro que com um trabalho mais acirrado, e orquestrado da mídia contra o governo, o resultado não poderia ser diferente, a “impregnação” vem dos meios de comunicação. Agora, na medida em que a oposição dificulta a implementação dos programas, a popularidade também é afetada. Já disse várias vezes que existe uma certa passividade de Lula contra a mídia golpista, a esquerda toda junta “não dá conta” de pontuar os ataques, o governo deve abandonar a idéia de conciliação típica de sindicalista, no poder muitas vezes não há como conciliar vez que a parte adversa não quer o acordo e sim a derrubada. Mesmo assim a popularidade de Lula é muito alta, e a resposta aos ataques deve também seguir esse patamar, deve ser à altura.