Ministério da Justiça quer repatriar dinheiro que foi embolsado por Cacciola

O governo brasileiro oficializou junto à embaixada do Principado de Mônaco, em Paris, na terça-feira, o pedido de extradição do ex-banqueiro Salvatore Cacciola, condenado pela Justiça brasileira a 13 anos de cadeia por desvio de dinheiro público.

Com informações privilegiadas recebidas de integrantes da equipe econômica sobre a desvalorização do real, Cacciola embolsou R$ 1,5 bilhão dos cofres públicos, ao se acertar com diretores do Banco Central para que este adquirisse de seu banco, o Marka, em 1999, dólares sobravalorizados. A operação foi realizada durante o governo Fernando Henrique Cardoso.

Com o objetivo de reaver o dinheiro doado pelo BC e embolsado por Salvatore Cacciola, o governo brasileiro está negociando acordos de cooperação internacional. O Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, afirmou que está se empenhando para identificar não só os locais nos quais o ex-banqueiro aplicou o dinheiro como também a quantia investida. “Nós vamos atrás do dinheiro com certeza”, disse Tuma Júnior. “O importante é não só bloquear como também repatriar o dinheiro”, acrescentou. Segundo Tuma, vários acordos estão sendo negociados, pois além de Mônaco devem ser incluídos outros governos.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, acredita que até o final do mês a Justiça e o príncipe de Mônaco decidirão sobre o futuro do ex-banqueiro. “Se depender da previsão feita pelo diretor-geral da Justiça de Mônaco, até o dia 15, a Corte de Apelação decide. Entre 15 e 30, já haverá a decisão do monarca”, disse Tarso.

Cacciola está preso em Mônaco desde 15 de setembro, quando foi detido pela Interpol. Ele era procurado pela polícia brasileira, após fugir do país ao ser libertado por um mandato de segurança expedido à época pelo ministro do STF, Marco Aurélio de Mello. Além de desvio de dinheiro público, o ex-banqueiro foi denunciado também por gestão fraudulenta e favorecimento de informações sigilosas.

Na quarta-feira, os advogados de Cacciola entraram com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele aguarde em liberdade o julgamento de um recurso apresentado à Suprema Corte contra sua condenação. Cacciola quer revogar o mandado que resultou na sua prisão preventiva no dia 15 de setembro no Principado de Mônaco.

Hora do Povo

Rizzolo: O Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, é o homem certo no lugar certo, e me sinto muito à vontade para afirmar isso, até porque é meu amigo e o conheço bem. Como policial e homem público da melhor estirpe, é determinado e com certeza se empenhará na identificação do local onde esse dilapidador do patrimônio público aplicou o dinheiro, assim como as quantias. Como bem disse Tuma Junior, “O importante é não só bloquear como também repatriar o dinheiro”.

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