Venezuela responde ao Secretário de Defesa americano

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Respondendo ao Secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, que afirmou que Chavez é “uma ameaça à estabilidade na região”, o Vice Presidente Venezuelano Jorge Rodriguez afirmou que, “realmente Hugo Chavez é uma tremenda ameaça” para “os impérios do mundo” e assumiu o compromisso de que irá continuar sendo “a grande ameaça” àqueles que só visam o lucro, e a exploração humana; disse ainda, “è claro, que Chavez é uma ameaça à estabilidade dos impérios do mundo, aqueles que se consideram” os policiais “da humanidade, e que se acham no direito de invadir nações, e assassinar populações indefesas” concluiu o Vice Presidente da Venezuela à recente declaração feita por Robert Gates em sua visita a El Salvador. O Secretario de Defesa americano fez a declaração em El Salvador na Segunda feira passada, durante duas horas de visita aquele país.

Rizzolo: O presidente de El Salvador, o camarada Antonio Saca, é um “puxa saco” do governo americano, que na tentativa de agradar os EUA enviou até tropas ao Iraque. Agora esse Secretário palpiteiro Gates, já é conhecido com suas intervenções e suas “pérolas”; de acordo com Gates, numa postura de “conselheiro” e moço ajuizado, disse que “Chavez ao invés de ser generoso oferecendo recursos aos povos de outros países no mundo, deveria se preocupar com o povo Venezuelano aliviando os problemas econômicos da Venezuela. Ora, só pode ser uma brincadeira, né, a Venezuela cresce 12,5% a cada trimestre, a economia está superaquecida, o povo está tendo acesso a tudo o que nunca teve, e o camarada Gates sem nem conhecer os avanços da Venezuela, vem com esse palpite inapropriado.

No fundo, o mal estar está associado a uma aproximação de Chavez com o” suposto inimigo dos EUA “o Presidente Iraniano Mahmoud Ahmadinejad que esta fazendo maciços investimentos na Venezuela e incrementando o comercio entre os dois países. Ahmadinejad se encontrou semana passada com o Presidente da Venezuela depois de sua primeira visita à Bolívia para se encontrar com o Presidente Evo Morales. Ele também se encontrou com Rafael Correa do Equador, e Daniel Ortega da Nicarágua.

É, os EUA não sabem o que fazer para restabelecer seu domínio na região. No domingo passado, ainda quando eu estava na Venezuela, em Caracas, estive com membros da Comunidade Judaica local, do Beit Chabad, que me disseram que os judeus da Venezuela “não tem sofrido nenhum problema e nenhum constrangimento com Chavez, e o melhor estão ganhando muito dinheiro em face ao desenvolvimento econômico” Teve um que foi mais longe, me disse que preferia Chavez a Lula.

Como já disse anteriormente, o Brasil, está perdendo uma oportunidade de fazer negócios com a Venezuela, quem está lucrando são os Argentinos, infelizmente parte dos políticos do Congresso sabem disso, e devem gostar muito de Buenos Aires, o melhor que poderiam fazer é fazer o que fiz; mergulhei na sociedade Venezuelana conversando com pobres e ricos, membros do governo e oposição, pelo menos sei do que estou falando.

Atraído pelos juros altos do BC, dólar continua em queda

O dólar fechou na quarta-feira, dia 3, a uma cotação de R$ 1,840, após atingir R$ 1,81 na segunda-feira, dia 1º, o menor valor desde 15 de agosto de 2000. E não há sinais à vista que vá ter alguma recuperação significativa, já que o BC, tanto na última ata do Copom quanto no Relatório de Inflação de setembro, sinalizou que irá manter a taxa básica de juros (selic) entre as maiores do mundo.

Os juros altos são forte atrativo da moeda norte-americana. Tanto é assim que continua a afluência de dólares no país, o que joga para baixo sua cotação. Os especuladores não querem e nem vão perder a oportunidade de multiplicar os seus ganhos. De imediato, com a própria conversão das moedas, antes mesmo de que com a atividade especulativa em si, seja com titulos públicos, seja na Bolsa. Em setembro, a Bovespa registrou um volume recorde de entrada de capital estrangeiro: R$ 3,811 bilhões.

O efeito imediato do dólar em baixa, evidetemente, se dá no comércio externo. “As importações estão ganhando espaço da produção local, e as exportações de maior valor agregado têm perdido espaço no mercado internacional. Isso se deve fundamentalmente à valorização do real diante do do dólar, que tem prejudicado a capacidade do Brasil de ampliar as exportações de qualidade”, avalia o professor da PUC-SP Antoio Correia de Lacerda.

Números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior registram que as importações continuam crescendo mais que as exportações, repetindo o que ocorreu no ano passado. De janeiro a setembro, na compração com o mesmo período do ano passado, as maiores importações foram as de matérias-primas e intermediários (US$ 42,7 bilhões), seguidos de bens de capital (US$ 17,9 bilhões). Em termos percentuais, as importações de bens de consumo cresceram 31,8% e os bens de capital, 29,7%.
Hora do Povo

Rizzolo: A política econômica do BC ditada pelo Copom, insistindo em manter o nível da taxa básica de juros (selic) na estratosfera, faz com que o “Cassino Brasil” atraia cada vez mais, capital internacional especulativo fazendo com que a cotação do dólar caia. Isso na verdade faz com que as exportações despenquem e em contrapartida, aumentemos as importações financiando empregos no exterior. Fica patente que no país da especulação, não há interesse no investimento em produção, em geração de emprego, muito pelo contrário, alguns segmentos como de calçados e outros, sentem a dificuldade em exportar em face a um real fortalecido. É claro que a indústria nacional sofre, com essa política que beneficia sim, as multinacionais que vêem a oportunidade cada vez maior de fazer suas vultuosas remessas de lucros e dividendos em dólar e ainda, sem pagar imposto de renda ao povo brasileiro. Como diz o texto, o lucro já ocorre, de imediato, com a própria conversão das moedas, antes mesmo de que com a atividade especulativa em si, seja com títulos públicos, seja na Bolsa, uma verdadeira vergonha, num país pobre que precisa gerar quatro milhões de empregos por ano aos jovens que ingressam no mercado de trabalho, e aos que perdem seus empregos.

Conheça o PAC que vai injetar R$ 4,7 bilhões só em cultura

Está lançada uma iniciativa que promete revolucionar a cultura no Brasil. Trata-se do programa Mais Cultura, que investirá R$ 4,7 bilhões na área até 2010. No lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Cultura, ocorrido na quinta-feira (4), o governo divulgou uma pesquisa que mostra a falta de acesso do brasileiro à produção cultural. Foram esses números que subsidiaram as políticas públicas do Mais Cultura.

A grande novidade que a iniciativa traz em sua essência é o compartilhamento de responsabilidades. Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ação não ficará a cargo só do Ministério da Cultura (MinC). “O Mais Cultura é de todos os ministérios em conjunto com a sociedade. É do Brasil!”

A pedido do MinC, foram cruzados dados de uma pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) feita em janeiro deste ano com um levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgado em setembro último. Segundo a pesquisa, apenas 13% dos brasileiros freqüentam o cinema ao menos uma vez por ano, 93,4% nunca foi a uma exposição de arte e 78% nunca assistiu a um espetáculo de dança.

Dessa forma, a garantia do acesso aos bens culturais, a qualificação do ambiente social das cidades e a geração de oportunidades de trabalho, emprego e renda são as diretrizes do Mais Cultura. Inserida na Agenda Social que o governo federal está implementando para a redução das desigualdades no país, o programa reconhece a cultura como essencial para o desenvolvimento socioeconômico e como uma necessidade básica da população brasileira.

“Há muito ansiávamos por este dia — o momento em que o Estado brasileiro, pela primeira vez em sua história, incorpora a cultura como dimensão essencial ao ser humano e como uma política pública essencial ao desenvolvimento”, declarou Gilberto Gil, no lançamento do Mais Cultura.

“Ampliamos o conceito de ‘cultura’, abandonamos a prática de fragmentação e do clientelismo, implementamos nossas ações por meio de políticas públicas, criamos novos programas, alcançamos públicos até então excluídos”, resumiu o cantor-ministro.

Objetivos

Uma das metas é fazer com que empresas adotem um vale-cultura, que funcionaria aos moldes de um vale-refeição. Para tanto, o governo deve subsidiar um valor na forma de isenção tributária. A empresa empregadora entraria com uma parte em dinheiro e o trabalhador pagaria uma cota mínima para desfrutar de espetáculos ou comprar livros.

Após a formatação do sistema na Receita Federal, a novidade pode ser anunciada no próximo mês. Outra prioridade do Mais Cultura é ”zerar o déficit” de bibliotecas em 600 municípios, sendo 440 na região Nordeste.

Além dos R$ 4,7 bilhões repassados até 2010, o ministério espera ter, ainda neste ano, cerca de R$ 190 milhões liberados. Lula afirmou que ainda é possível conseguir cerca de R$ 1 bilhão em recursos para o próximo ano, por meio das Emendas Orçamentárias que foram propostas, recentemente, pelo ministro Gilberto Gil a parlamentares. A Controladoria Geral da União (CGU) auxiliará no desafio de gerir os recursos de forma eficiente e transparente.

A atuação do Mais Cultura deve ocorrer em 1.700 municípios, em regiões com alto índice de violência e com baixos indicadores de saúde e educação, além de territórios de quilombos e em reservas indígenas. São essas as localidades com menor acesso à produção cultural — e menor condição de produzir cultura local.

Ousado e inovador, ele assegura, amplia e aprofunda a política pública para a área praticada pelo Ministério da Cultura, nos últimos cinco anos, em suas três linhas de ação: Cultura e Cidadania (que aborda a cidadania, as identidades e a diversidade); Cidade Cultural (que visa à qualificação do ambiente social e o direito à cidade); e Cultura e Renda (que focaliza a ocupação, a renda e o financiamento da cultura).

Apenas no lançamento do programa, foram assinados 26 acordos de cooperação entre o Ministério da Cultura e diversas instituições. Confira abaixo os principais acordos.

— O ministro da Justiça, Tarso Genro, assinou acordo para a implantação de 384 Pontos de Cultura, oito Pontões de Cultura, sete bibliotecas multiuso e museus comunitários nos territórios com os maiores índices de homicídios no país;

— O presidente do Conselho Nacional do Sesc, Antônio Oliveira Santos, firmou acordo para a implantação de 15 Pontos de Difusão e de 150 cineclubes exibidores da Programadora Brasil;

– Orlando César da Costa, presidente da Codevasf, firmou acordo de cooperação para o desenvolvimento de ações conjuntas nos vales do São Francisco e do Parnaíba;

— O presidente da Funai, Márcio Meira, assinou acordo para a implantação de cem Pontos de Cultura Indígena;

— O secretario Nacional de Juventude da Secretaria Geral da República, Beto Cury, assinou acordo para a capacitação de mediadores culturais e de jovens nas áreas técnicas e artísticas;

— O desenvolvimento de ações conjuntas nas áreas de fomento, crédito e microcrédito foi o objetivo do Protocolo de Intenções assinado por representantes dos bancos da Amazônia, BB, BNB, BNDES, e CEF;

— O representante da Unesco, Célio da Cunha, assinou Memorando de Entendimento que visa, entre outros objetivos, à promoção de ações conjuntas que enfoquem a transversalidade da área; à criação de intercâmbio de conhecimentos; à disseminação de informações, em âmbito nacional e internacional; e à promoção de publicações que tratem dos temas-foco da parceria;

— O secretário executivo do MDA, Marcelo Cardona Rocha, assinou portaria interministerial para implantar Pontos de Cultura nos Territórios Rurais de Cidadania;

— O Ministério do Meio Ambiente, por meio de seu secretário-executivo, João Paulo Ribeiro Capobianco, firmou acordo para conectar as políticas públicas culturais e de meio ambiente para assegurar os saberes culturais;

— O Ministério da Saúde, por meio de sua secretária-executiva, Márcia Bassit Lameiro, firmou acordo para a criação de espaços culturais em unidades hospitalares;

— O secretário-executivo do MinC, Juca Ferreira, assinou Protocolo de Intenções com o gerente executivo de Comunicação Institucional da Petrobras, Wilson Santos, para estabelecer metas de investimento da empresa da ordem de R$ 1,2 bilhão em Cultura nos próximos três anos.

Da Redação, com Folha Online e MinC
Site vermelho

Rizzolo: A triste realidade da periferia, das favelas, das comunidades mais pobres, é a falta de oportunidade na inserção cultural. Quando me refiro à inserção cultural, é o desenvolvimento das artes que dizem respeito à realidade brasileira, o cinema nacional esta agora renascendo, o teatro ainda tímido, são uma ferramentas de conscientização que devem ser mais bem explorado. Um Pac da cultura, que envolva as deferentes artes é extremamente importante, hoje, a referencia cultural e ideológica é planificada pela mídia que apenas se atém ao que é importado, ou seja, cultura americana, ou européia, pouco são as iniciativas da arte e da cultura brasileira, que é muito rica.

Não se trata de xenofobismo, ou antiamericanismo, mas sim de desenvolver, um cinema, um teatro que fale da realidade brasileira, e que ao mesmo tempo leve a uma reflexão do que somos e pra onde vamos. Hoje, uma entrada num cinema é proibitiva à população pobre, um jovem que convida a sua namorada a ir a um cinema pagará no mínimo R$ 40,00 reais, e olha que, esse negócio de dividir a despesa, ou dividir a entrada, é coisa da classe média, pobre da periferia paga sozinho, pra ele e pra namorada, existe sim um componente de orgulho em pagar, o que a classe média já não tem. Precisamos viabilizar a cultura à população pobre brasileira, senão, ficarão à mercê da programação do Globo, que de cultura e interesse nas questões do pobre povo brasileiro, nada tem.
Pac da cultura neles!

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