Atraído pelos juros altos do BC, dólar continua em queda

O dólar fechou na quarta-feira, dia 3, a uma cotação de R$ 1,840, após atingir R$ 1,81 na segunda-feira, dia 1º, o menor valor desde 15 de agosto de 2000. E não há sinais à vista que vá ter alguma recuperação significativa, já que o BC, tanto na última ata do Copom quanto no Relatório de Inflação de setembro, sinalizou que irá manter a taxa básica de juros (selic) entre as maiores do mundo.

Os juros altos são forte atrativo da moeda norte-americana. Tanto é assim que continua a afluência de dólares no país, o que joga para baixo sua cotação. Os especuladores não querem e nem vão perder a oportunidade de multiplicar os seus ganhos. De imediato, com a própria conversão das moedas, antes mesmo de que com a atividade especulativa em si, seja com titulos públicos, seja na Bolsa. Em setembro, a Bovespa registrou um volume recorde de entrada de capital estrangeiro: R$ 3,811 bilhões.

O efeito imediato do dólar em baixa, evidetemente, se dá no comércio externo. “As importações estão ganhando espaço da produção local, e as exportações de maior valor agregado têm perdido espaço no mercado internacional. Isso se deve fundamentalmente à valorização do real diante do do dólar, que tem prejudicado a capacidade do Brasil de ampliar as exportações de qualidade”, avalia o professor da PUC-SP Antoio Correia de Lacerda.

Números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior registram que as importações continuam crescendo mais que as exportações, repetindo o que ocorreu no ano passado. De janeiro a setembro, na compração com o mesmo período do ano passado, as maiores importações foram as de matérias-primas e intermediários (US$ 42,7 bilhões), seguidos de bens de capital (US$ 17,9 bilhões). Em termos percentuais, as importações de bens de consumo cresceram 31,8% e os bens de capital, 29,7%.
Hora do Povo

Rizzolo: A política econômica do BC ditada pelo Copom, insistindo em manter o nível da taxa básica de juros (selic) na estratosfera, faz com que o “Cassino Brasil” atraia cada vez mais, capital internacional especulativo fazendo com que a cotação do dólar caia. Isso na verdade faz com que as exportações despenquem e em contrapartida, aumentemos as importações financiando empregos no exterior. Fica patente que no país da especulação, não há interesse no investimento em produção, em geração de emprego, muito pelo contrário, alguns segmentos como de calçados e outros, sentem a dificuldade em exportar em face a um real fortalecido. É claro que a indústria nacional sofre, com essa política que beneficia sim, as multinacionais que vêem a oportunidade cada vez maior de fazer suas vultuosas remessas de lucros e dividendos em dólar e ainda, sem pagar imposto de renda ao povo brasileiro. Como diz o texto, o lucro já ocorre, de imediato, com a própria conversão das moedas, antes mesmo de que com a atividade especulativa em si, seja com títulos públicos, seja na Bolsa, uma verdadeira vergonha, num país pobre que precisa gerar quatro milhões de empregos por ano aos jovens que ingressam no mercado de trabalho, e aos que perdem seus empregos.

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