Putin propõe globalizar o acordo sobre mísseis de curto e médio alcance

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O Presidente russo, Vladimir Putin, no encontro com secretária de Estado norte-americana, Condoleeza Rice e o ministro da Defesa, Robert Gates , avisou hoje os Estados Unidos de que o seu país poderá abandonar um tratado sobre mísseis de curto e médio alcance se não for alargado de modo a impor restrições de armamento a outros países.

“ Se não conseguirmos este objetivo, dificilmente poderemos nos manter no âmbito de esse acordo, enquanto outros Estados , que se encontram muito perto das nossas fronteiras estão desenvolvendo estes sistemas de armamento”, disse, segundo Ria-Novosti.

O presidente russo disse que é preciso outros países assumirem as mesmas obrigações que foram assumidas pela Rússia e pelos Estados Unidos.

As advertências de Putin não são vãs. A Rússia já tinha causado algum alarme no Ocidente quando disse que vai suspender o cumprimento de outro tratado do tempo da Guerra Fria, sobre forças convencionais na Europa.

Putin também quer os EUA se absterem do escudo antimíssil na Europa de Leste. Comentando o tema da defesa antimíssil que será debatido nestas negociações , Putin manifestou a esperança de que os EUA “ se absterem de forçar os acordos atingidos anteriormente com os países da Europa do Este “ ( Polónia e República Checa).

A intenção dos EUA é colocar sistemas antimísseis na Polónia e República Checa para prevenir possíveis ataques por parte de Irã e Correia do Norte. Moscou se opõe a este plano e sugere a alternativa de explorar em conjunto o radar situado em Gabalá em Azerbaijão.

Por Lyuba Lulko
Pravda.Ru

Rizzolo:Fica claro que não é interessante nem para os EUA tampouco para a Rússia, um tom acentuado nas críticas bilaterais, contudo, não houve nenhum avanço nas negociações entre os dois países no tocante à política americana de instalação de antimísseis na Polônia e República Checa para prevenir possíveis ataques por parte de Irã e Correia do Norte. Todos sabemos, inclusive Putin, que isso ( a instalação de misseis ) é puro pretexto para eventualmente atingir a Rússia, prova disso é posicionamento refratário do governo americano em elaborar esse projeto em conjunto com a Rússia. A contra – revolução na URSS, que fora promovida por irresponsáveis, contra-revolução essa que teve seu ponto de partida em 1956, no XX Congresso do Partido Comunista da URSS, PCUS, sob a batuta do renegado Nikita Khrushev foi um marco triste na história, a partir dali, os avanços na construção do socialismo conquistados com heroísmo pelo povo soviético passaram a ser revistos e anulados, hoje, a Rússia se vê nas mãos de verdadeiros grupos mafiosos de todo o tipo; todavia, nem por isso, se abatem, tentam se reerguer com o espírito de políticos como Putin, que com certeza não se deixa de forma alguma ser manipulado pelos EUA, e faz com que o governo americano “não levante a crista” da forma que gostaria. Porque bobo o povo russo não é. E isso já deu para eles perceberem, nas pontuações políticas bilaterais.

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EUA ajudaram indústria farmacêutica a pressionar o Brasil

Telegramas da embaixada americana revelam pressão contra uma quebra patente de remédios para aids

GENEBRA – Telegramas internos da embaixada dos Estados Unidos em Brasília sobre as negociações entre o governo e as empresas farmacêuticas nos últimos três anos revelam a pressão da Casa Branca para evitar a quebra de patentes, as ameaças, o envolvimento direto do governo George W. Bush com as multinacionais e ainda as divisões internas no Planalto.

Os documentos liberados não abrangem a decisão inédita do governo brasileiro, em maio deste ano, de quebrar a patente do Efavirenz, produzido pela Merck, o que permite a importação de versões genéricas e a fabricação do remédio no País.

O governo justificou a medida pela necessidade de assegurar a viabilidade financeira do programa de atendimento a pacientes com aids.

Os telegramas foram enviados ao Departamento de Estado, em Washington, e tratam das negociações entre 2004 e 2006. Entre as empresas envolvidas estão a Roche Holding AG, Abbott Laboratories, Gilead e Merck.

As comunicações mostram a embaixada americana em Brasília em constante contato com empresas, além de uma coordenação em Washington.

Uma das principais revelações dos telegramas é a pressão feita pelo governo americano contra uma quebra de patentes.

Os documentos mostram também a pressão americana, também revelam as divisões dentro do governo brasileiro. Segundo um telegrama de junho de 2005, o Ministério da Fazenda e o Itamaraty não tinham inclinação por quebrar patentes.

A embaixada americana não esconde, na comunicação, que precisaria mostrar os prejuízos que uma quebra de patentes causaria à economia brasileira e à saúde pública.

O Estado de São Paulo

Rizzolo: A quebra da patente foi tomada porque a Merck, detentora da patente do Efavirenz, além de impor preços abusivos ao Brasil, um dos maiores compradores mundiais do medicamento, não aceitou a proposta de redução de preços feita pelo governo brasileiro, embora cobre valores inferiores pelo mesmo remédio em outros países.

“A proposta era que o laboratório praticasse o mesmo preço pago pela Tailândia que é 0,65 centavos de dólar por comprimido de 600 mg, enquanto que o Brasil paga 1,59 dólar. A diferença entre os preços praticados pelo mesmo laboratório para os dois países é de 136 por cento”, denuncia o comunicado do Programa Nacional de DST/Aids, do Ministério da Saúde.

Atualmente, 38% dos doentes utilizam o remédio nos seus tratamentos terapêuticos. Estima-se que até o final deste ano, 75 mil das 200 mil pessoas farão uso do Efavirenz. O Ministério espera economizar, até o final do ano, cerca de R$ 60 milhões. Foi uma decisão acertada, e corajosa, enquanto o governo americano conspirava contra a quebra, o governo da França declarava apoio à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de quebrar a patente do Efavirenz, remédio utilizado no tratamento contra a Aids.]

Como destacou o ministro francês das Relações Exteriores, Philippe Douste-Blazy, o preço do genérico é três vezes menor do que o medicamento produzido pela transnacional ianque Merck, e, por isso, com a decisão será possível tratar “um número maior de pessoas”.

Philippe Douste-Blazy destacou ainda que a iniciativa do governo brasileiro está amparada na Organização Mundial do Comércio (OMC), segundo a qual “cada Estado tem o direito de atribuir licenças compulsórias, e a liberdade de determinar os motivos pelos quais essas licenças são emitidas”. Os EUA não estão interessados na condição subumana dos doentes com aids nos países em desenvolvimento, além disso, os documentos obtidos pela Knowdlege Ecology International (KEI), através dos telegramas oficiais entre a Embaixada Americana em Brasília e as empresas Farmacêuticas, desnuda o posicionamento não patriótico de alguns ex-ministros como Luiz Fernando Furlan (Desenvolvimento) e Antonio Palocci (Fazenda), que eram refratários a quebra de patente, segundo o ex- ministro da Saúde Humberto Costa insinua segundo o texto, que “não era que os mesmos fossem contrários, mas, digamos “, “ só estavam preocupados com os efeitos de uma quebra de patente no relacionamento com os EUA “. Ora, preocupados com o relacionamento com os EUA enquanto milhares de doentes de aids nos pais estavam” morrendo a mingua “. O mais engraçado é que os defensores do capital internacional americano no Brasil, são entregues por organismos do próprio EUA, desnudando suas posturas de representantes do capital americano e não do povo brasileiro”.

“O Che hoje, com certeza, seria amigo de Chávez, de Lula, Evo e Rafael Correa”

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Alberto Granado, amigo de Che Guevara:

“Ernesto foi, é e continuará sendo um exemplo a seguir. Recebo este aniversário de sua morte com a tristeza de não o ter ao lado, e com a alegria de que está cada dia mais vivo na memória coletiva”, afirmou Alberto Granado, grande amigo do Che, com quem viajou junto pela América do Sul em 1951, aventura imortalizada no filme “Diários de Motocicleta”, do diretor brasileiro Walter Salles.

Em entrevista ao jornal argentino El Clarín, Granado, aos 85 anos, demonstra boa saúde e entusiasmo. Conta sobre a “Poderosa”, apelido da moto que usaram para percorrer lugares que marcaram a vida dos dois, e sobre a situação social em que viviam os povos do Chile, do Peru e da Venezuela. Revelou, rindo, que o médico lhe recomendou evitar beber rum. “Mas não lhe faço muito caso”, reconheceu.

Depois da viagem com o Che, instalou-se na Venezuela, onde trabalhava como bioquímico e ajudava no leprosário de Cabo Blanco. Ao triunfar a revolução cubana, se mudou para a Ilha, convidado pelo amigo.

À pergunta de “onde estaria agora o Che? O que estaria fazendo? O que é que pensaria da situação política atual?”, respondeu sem duvidar: “Ernesto estaria lutando contra o imperialismo, onde quer que ele estivesse”.

Continuando o jogo de suposições, o jornalista questionou: “Com que olhos acredita que o Che observaria o mapa político na América do Sul?”. “Acho que cai de maduro. Não é a mesma América Latina de antes, quando estava governada por ditadores impostos pela CIA. Hoje o Che com certeza seria amigo de Chávez, de Lula, Evo e de Correa. E de todos os que estejam trabalhando contra o imperialismo”, afirmou.

Disse ainda que “Cuba está linda” e que acabou de chegar da Itália, onde proferiu uma série de conferências sobre o Che.

Sobre a morte do Che, Granado lembrou que “estava em Santiago de Cuba dando aulas de bioquímica na escola de medicina. Quando o assassinaram mandaram me chamar urgente desde Havana para identificar as fotografias de seu corpo. Desgraçadamente era verdade. Fui para minha casa, disse que queria estar sozinho. E queria estar sozinho. Pedi que me conseguissem uma passagem para voltar para Santiago. Isso foi o que senti. Depois percebi que tinha que seguir em frente e trabalhar para que as idéias do Che se mantivessem, como aconteceu até agora”.
Hora do Povo

Rizzolo:É bom lembrar que Che esteve oficialmente no Brasil em agosto de 1961, quando foi condecorado pelo então Presidente Jânio Quadros com a Grã Cruz da ordem Nacional do Cruzeiro do Sul. A outorga dessa condecoração foi o desfecho de uma articulação diplomático, iniciado pelo Núncio apostólico no Brasil, monsenhor Armando Lombardi, seguindo às instruções da Santa Sé, solicitando a ajuda do governo do Brasil para fazer cessar a perseguição movida contra a Igreja Católica em Cuba.

Jânio Quadros solicitou a mediação de Che junto a Fidel. Guevara atendeu ao pedido de Jânio e concordou em ser o intermediário do apelo do Vaticano junto ao governo cubano, não há dúvida que existe um folclore em torno da vida de Che, umas vidas românticas, que foi muito bem relatado no filme “Diário de Motocicleta” um filme de 2004 produzido pela Argentina, Brasil, Chile, Reino Unido, Peru, Estados Unidos da América, Alemanha, França e Cuba, dos gêneros aventura e drama biográfico, com direção de Walter Salles.

Ernesto Guevara Lynch de la Serna, seu nome real, foi um revolucionário da sua época, hoje, não tenho a menor dúvida estaria alinhado com a integração da América Latina ao lado daqueles que já cansados estão de sonhar com um desenvolvimento e união dos povos latinos americanos.