Cisco – Americanos legitimam crime ” face a carga tributária”

No pais onde os juros altos são mantidos à revelia do desenvolvimento da nação, beneficiando aqueles que na arte de especular encontram no “ Cassino Brasil” um verdadeiro paraíso exercitando e apostando na estagnação da economia; no país onde as remessas de lucros têm superado em mais de cinco vezes a entrada dos festejados “investimentos” diretos, onde a brutal desnacionalização da economia brasileira proporciona a transferência de fabulosos recursos para o exterior, remessas essas que no ano passado, representaram 87% de todo o investimento direto que entrou no Brasil. Ou seja, quase tudo o que foi investido em 2006 retornou em forma de lucros; no pais em que remessas de lucros e dividendos ao exterior são isentas de Imposto de Renda, até 1995, essas remessas eram tributadas em 15%, estimando-se a renúncia fiscal em R$ quatro bilhões para o ano de 2006. O camarada Mark Smith, diretor-gerente, em nome da “Câmara de Comercio dos Estados Unidos, para assuntos de hemisfério ocidental” tem o atrevimento de dizer que” o crime da transnacional tem legitimidade em face a pesada carga tributária brasileira “.

Ora, isso só pode ser um desrespeito ao povo brasileiro, às normas legais estabelecidas no pais, e denota a que ponto a liberalidade dos detentores capital internacional chegaram. Não bastasse a política monetária que beneficia as transnacionais, os bancos internacionais, o capital camuflado que permeia a economia através de empresas brasileiras “laranjas,’ ainda levamos um” tapa na cara “ do Sr. Smith, com sua opinião inapropriada. Alega ainda mais, que não deveriam só punir a Cisco Systmes, e sugere, através do crime, que ogoverno faça alguma coisa em relação à carga tributária; quer dizer, alem de saquearem o país, cometem crimes tributários, ainda passam um” raspão e um pito “ no governo federal por não discutir e implementar a reforma tributária”. A Receita Federal estima uma perda de R$ 1,5 bilhão em arrecadação de impostos. De acordo com o coordenador do núcleo de inteligência da Receita, Gerson Schann, na importação de softwares os valores eram superfaturados e de hardwares, subfaturados.

Tenho cansado de falar que o Brasil precisa rever a questão dessas multinacionais no pais, precisamos construir um Brasil com uma indústria nacional forte, investir pesado em tecnologia, prestigiar o empresario nacional. O que é que hoje, o empresariado nacional não sabe fabricar ou projetar ? E se não souber, poder adquirir tecnologia no exterior ? Porque ao invés de ouvir desaforo de porta vozes de criminosos, não instituímos impostos às transnacionais para financiar nosso Parque Industrial, inclusive bélico ? A receitinha poderia ser é a seguinte: “A remessa anual de lucros não pode exceder a 10% dos investimentos líquidos registrados, com exclusão, portanto, para cálculo do percentual, do capital adicionado e originário dos lucros obtidos no Brasil. A remessa que ultrapassar essa percentagem seria considerada repatriação de capital, num máximo permito de 20% anuais. Lucros acima desse limite serão considerados capital suplementar e não poderiam ser remetidos, devendo ser reinvestidos no Brasil”. Que tal ? Fundamentalista ? Chega de humilhação, vamos ser patriotas, enquanto isso o pobre empresário nacional é um tímido em sua própria casa num mercado de 190 milhões de consumidores. Só para finalizar. Parabéns à Polícia Federal.

Fernando Rizzolo

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