Lula responsabiliza países ricos pela pobreza africana

O presidente Lula afirmou na segunda-feira, durante visita a Burkina Faso, estar convencido de que a emenda constitucional que prorroga a vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) será aprovada pelo Senado Federal. “Eu estou convencido de que vai passar, como passou na Câmara”, afirmou.

Ele disse que a aprovação da CPMF é “do interesse da nação” e não só do governo, lembrando que “todo o dinheiro está no mesmo cofre”. “Nós temos 504 bilhões de reais colocados no investimento de infra-estrutura e se você não pode utilizar esse dinheiro, você vai ter que mexer em dinheiro de outras áreas do governo”, argumentou.

Respondendo a uma pergunta sobre se a licença de Renan Calheiros alteraria alguma coisa na votação, ele disse que “o fato de o presidente Renan pedir licença não altera nada”. “Ultimamente, eu acho que o Senado votou todas as coisas que nós queríamos que fossem votadas, a Câmara votou todas as coisas que nós queríamos que fossem votadas, e somente agora chegou para votar no Senado. Não tenho dúvida que será aprovado”.

Lula falou também sobre os acordos de cooperação técnica no setor algodoeiro entre Brasil e Burkina Faso, país da África ocidental. “A aproximação entre nossos países já começa a se refletir no nosso comércio bilateral. Mas as cifras ainda estão muito abaixo do que podemos almejar”, disse. “Nas negociações comerciais multilaterais, estamos juntos na luta contra os subsídios dos países ricos”, lembrou Lula. “Burkina Faso, junto com Mali, Chade e Benin, atua na OMC em sintonia com o G-20, no combate aos subsídios aos produtores de algodão nos países desenvolvidos. Tais subsídios deprimem os preços do produto no mercado internacional e ferem diretamente a economia de países pobres da África”, denunciou Lula. “Por isso”, prosseguiu, “a vitória brasileira no contencioso do algodão na OMC foi também uma vitória de Burkina Faso”.

Falando sobre o sucesso das concessões das estradas federais, realizadas na semana passada, Lula disse, em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente, desta segunda-feira, que “o leilão de concessão de rodovias federais muda a história dos leilões no Brasil, no que concerne a concessões de estradas”. “O que aconteceu foi uma demonstração inequívoca de acerto e arrojo do governo em mudar os critérios das concessões”, afirmou.

Hora do Povo

Rizzolo:A comportamento refratário dos países ricos nas negociações, não abrindo mão dos subsídios agrícolas, ao mesmo tempo em que cobra uma participação das indústrias multinacionais no nosso mercado, e nos mercados dos países emergentes, demonstra a capacidade de defender apenas seus interesses e não querer negociar, tampouco estão interessados em promover desenvolvimento a estes paises pobres. Quanto ao “leilão de concessões” que nada mais é do que “privatização das rodovias” Lula demonstrou que é capaz de fazer um discurso visando votos, desmoralizando a oposição, e depois, promover privatização, talvez até pior do ponto de vista contratual do que aquela feita pelo Tucanato, vez que a do governo federal muito embora seja o custo por KM mais baixo, não é dotada da “outorga,” ou seja, um valor em obra ou dinheiro, que o concessionário adianta ao Poder Público, mas Direito Contratual à parte, Lula comprovou sua vocação privatiza. E falar uma coisa na campanha e fazer outra depois, é muito feio, viu ! E o pior, a esquerda exceto os trotskistas, ficaram quietinhos. E eu não sou trotskista, hein !

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