Parceria aeroespacial Brasil e China deixa EUA em pânico

O governo dos Estados Unidos está pressionando o Brasil na tentativa de inviabilizar a parceria aeroespacial com a China. Além do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – que está sendo pressionado para não lançar o satélite Amazônia-1 (100% nacional) a bordo de um foguete chinês em 2010 –, empresas brasileiras que participam da construção do satélite sino-brasileiro CBERS estão sofrendo sanções e impedimentos para importar peças dos EUA, mesmo em projetos que não tem qualquer relação com o desenvolvimento de satélites. Por sua vez, empresários norte-americanos estão sendo ameaçados de prisão e multas milionárias caso realizem negócios com o Brasil.

É o caso da Opto, sediada em São Carlos (SP), que está montando a câmera do CBERS-3. A empresa do interior paulista foi impedida de comprar um componente da norte-americana IR, cancelando um contrato de US$ 45 mil e atrasando em seis meses o projeto. “O departamento jurídico disse ao nosso contato lá que, se ele exportasse, poderia pegar nove anos de cadeia e multa de US$ 1 milhão”, denunciou Mario Stefani, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Opto.

O diretor da Opto relatou ainda que a empresa teve um software voltado para instrumentos ópticos médicos travado remotamente a partir dos EUA, em pleno uso, sob a justificativa de que o equipamento também poderia ser usado em satélites. “A empresa viu no nosso site que nós trabalhamos no CBERS e seus advogados mandaram bloquear o programa”, completou Stefani. Outra empresa que está sendo impedida de importar componentes dos EUA para o CBERS é a Mectron, de São José dos Campos (SP).

O diretor do programa CBERS, Ricardo Cartaxo, informou que o Brasil está buscando novos fornecedores para não comprometer os cronogramas de lançamento. “Um lote de componentes está sendo comprado agora. Fizemos a escolha dos fornecedores alternativos e vamos manter o cronograma”.

O programa CBERS (Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres) foi assinado em 1988, sendo que o primeiro satélite foi lançado em 1999. Já foram colocados em órbita mais dois satélites no âmbito deste programa. O CBERS-2 foi lançado em outubro de 2003 e o CBERS-2B foi lançado no último dia 19 de setembro e está em fase de testes.

A parceria com a China possibilitou ao Brasil o ingresso no restrito grupo de países que detém a tecnologia do sensoriamento remoto.
Hora do Povo

Rizzolo:Quando digo que precisamos desenvolver a indústria nacional em todos os setores, é em face a essa “canalhice” mercadológica, e de sonegação de informação por parte dos EUA. Precisamos de parceiros como a China, Rússia, que na realidade entendem o sentido “lato” da palavra parceria, e não dominação. Imaginem ficarmos na situação que estamos hoje, em relação aos componentes para manutenção da nossa força tecnológica operacional militar, totalmente nas mãos dos EUA. A qualquer momento, não se enganem, irão boicotar peças sobressalentes para aviões e equipamentos de toda ordem. A Venezuela procurou parceria na área militar com a Rússia, face a esses problemas com os EUA, e o Brasil precisa fazer o mesmo, alias já estamos fazendo, na verdade, com a China, mas o boicote já começou, precisamos nos preparar, e termos o mínimo de senso patriótico para enxergar de longe o que vai nos suceder. Como dizem os budistas, ” atenção plena ” !

3 Respostas to “Parceria aeroespacial Brasil e China deixa EUA em pânico”

  1. rotto Says:

    Esse Problema o Brasil já deveria ter percebido e resolvido a muito tempo. É hora de desealienar dos Estados Unidos, pais egoista, que trava o progresso de todos os demais. Fazer parceria com a Russia urgente. No caso de Alcântara os EEUU não deveriam pisar lá. Dizem que o caça sueco Gripen, há montão de peças americana, provavelmente não haverá transferência de tecnologia neste. É hora de começar a viver sem os americanos.Também, ensinar límgua russa nas escolas, já começar no fundamental. Avante China e Brasil.

  2. Sr Isidoro Teixeira de Oliveira Neto Says:

    Brasil,pais emergente,com todas etnias possiveis,com religiões ainda maior, um povo sem outro igual,neste chão migrão e imigrão tudo e todos,qualquer coisa,fato ato é possivel no Brasil…

  3. cesar augusto Says:

    Tendo em vista este e outros boicotes sofridos pelo Brasil na area atomica é que devemos nos dar conta de como sera no caso da aquisicao de avioes pra nossa forca aerea. Devemos sim buscar parcerias em que possamos desenvolver nossa propia tecnologia, com nacoes realmente democraticas e que nos permitam progredir tecnologicamente. grande abraco a todos


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