Profetas do modelo estagnacionista

Notícias de hoje vindas dos EUA, confirmam que a economia americana registrou um crescimento (anualizado) de 3,9% no terceiro trimestre, segundo estimativa inicial divulgada nesta quarta-feira pelo Departamento do Comércio. O resultado foi o maior desde o registrado no primeiro trimestre do ano passado, quando o PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 4,8%. Ou seja, a economia dos EUA, ao contrário do que afirmam os “profetas do modelo estagnacionista”, está sim aquecida. Contudo, a decisão de hoje do Federal Reserve de cortar a taxa básica de juros, nos leva a uma reflexão. Uma economia em aquecimento com políticas de cortes de juros, estará correta ? Is there something wrong ? Depende, se depender dos comentários, dos profetas do modelo estagnacionista que vivem no Brasil, mas trabalham em Wall Street, isso não serve para o Brasil.

Segundo eles, temos sim que fazer ao contrário, para que o capital internacional se beneficie e o modelo estagnacionista se implante definitivamente no Cassino Brasil. Economistas que trabalham para esses grandes grupos que querem o “marasmo” econômico brasileiro; alegam através do terrorismo inflacionário, que temos que continuar com os juros nesse patamar, que é necessário insistirmos no “travamento” da nossa economia, alegando altas em alguns setores, para embasar a pobre argumentação do “superaquecimento”, do medo da volta da inflação, que na realidade é uma grande balela, que serve apenas para visar seus interesses não patrióticos.

Segundo números da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), vinculada ao Ministério da Fazenda, de janeiro a setembro o volume de capital estrangeiro para especular no mercado financeiro (renda fixa e ações) foi de US$ 35,794. No mesmo período do ano passado, o total foi de US$ 9,051 bilhões. Ou seja, houve um aumento de quase 300%.
A título de comparação no período, o saldo da balança comercial, por exemplo, foi de US$ 30,938 bilhões. O que mostra que a enorme quantidade de dólares que entra no país, jogando sua cotação para baixo, se dá em função da taxa de juros, que se encontra em um patamar ainda bastante alto.

Não é preciso ser economista, nem tampouco palpiteiro, para se inferir a má intenção dos membros do COPOM, que mais parece uma “Febrabam versão americana”, composta por representantes de bancos internacionais, para perceber que, o que se faz nos EUA, não se pode fazer aqui. E o pior, esses “profetas do estagnacionismo” ainda culpam o governo argumentando que ao invés de apregoar a diminuição das taxas de juros estratosféricas, o governo deveria “promover um programa de reforma”, como cortes nos gastos públicos e outros meios de contenção, sem a menor preocupação com o povo brasileiro que necessita da geração de 4 milhões de empregos por ano, e desenvolvimento do nosso parque industrial nacional.

Culpar os economistas, culpar o COPOM, culpar os “profetas do estagnacionismo”, de nada adianta, se não nos dermos conta de que os 58 milhões de votos a Lula, envoltos num discurso desenvolvimentista, a favor de maior distribuição de renda, e de crescimento, nada mais era do que uma pílula dourada mais ou menos reluzente com os dizeres “In Gold we trust”.

Fernando Rizzolo

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