Investir na América Latina, hora de avançar

A pequenez do pensamento de alguns políticos brasileiros, aliada a propagação dessas idéias tendenciosas pela mídia golpista dos Jornalões, nos faz deparar nesse domingo chuvoso com advertências apocalípticas de Sarney ao aterrorizar os leitores contra a Venezuela do “Bicho Papão Chavez”, que no seu ponto de vista “prepara uma corrida armamentista perigosa ao Brasil” Depois, ao folharmos outros jornais observamos a mesma retórica protocolar, em causar pânico em relação ao “temido Chavez” justificando um aumento nos gastos para reequiparmos nossas Forças Armadas. Nada disso é verdade. O que está ocorrendo na América Latina é apenas um ajuste social, apenas uma nova modalidade de democracia que é baseada nos desígnios populares, na Consulta Popular da aplicabilidade dos recursos do Estado, que poderíamos chamar de democracia participativa. O que é muito natural em face à inclusão da enorme população pobre que agora na América Latina, vive sim uma tempestade de esperança, e participação política.

Chavez reequipa suas Forças Armadas não para “invadir o Brasil”, ou “implementar o socialismo”, isso é uma besteira absurda; a Venezuela estrutura sua Forças Armadas, porque estavam sucateadas pelo neoliberalismo, como estão as nossas aqui no Brasil. Reequipa suas Forças Armadas para manter a soberania nos seu território visando sim uma eventual invasão norte americana. Argumentos sem o menor conteúdo probatório, que tem apenas por objetivo o terror, trazem no bojo a intenção maior, que é a desintegração da união na América Latina. Admiro empresário como Jorge Gerdau que afirmou a necessidade de investirmos na América Latina sem medo, para marcarmos nossa posição. Já que estamos perdendo mercado no nosso próprio território quando empresas espanholas com a OHL, subsidiadas pelo governo espanhol, nos arrancam do solo brasileiro deixando as empresas nacionais sem condições de competir em igualdade, numa demonstração do governo federal de pouco patriotismo e de descaso com o empresariado brasileiro. Os subsídios se referem ao Fundo de Comércio Financeiro, a principal ferramenta para estímulo à compra de ações de companhias e participação em licitações públicas no exterior por empresas espanholas. Essa política de subvenção, alvo de investigação pela Comissão Européia, explica a ofensiva econômica de conglomerados ibéricos sobre a América Latina e os Estados Unidos, mercados promissores no setor de infra-estrutura de transportes.

Como afirmou o Ministro Nelson Jobim, temos que desenvolver nossa tecnologia militar, e para isso precisamos mudar a Lei de Licitações, onde o que impera é o menor preço. Nem sempre o menor preço é o indicado, hoje, para o Brasil o melhor preço é a soberania, a possibilidade de absorvermos a tecnologia e não dependermos dos outros. Isso na verdade serve como esteio na analise do que estamos procurando nesse momento no nosso país, precisamos desenvolver nosso parque industrial nacional, prestigiarmos nosso empresariado, sim, como os espanhóis o fazem, seja lá qual forma adotar. Criarmos ambiente de harmonia na América Latina é essencial para que possam fluir investimentos brasileiros nos paises vizinhos, agora gerarmos tensão, terror, intriga, medo , tudo extamamente à pedido dos EUA, em nada leva o povo brasileiro e o empresariado nacional a avançar politicamente e economicamente na América Latina.

Infelizmente no Brasil, o empresariado nacional ainda se impressiona com opiniões de políticos, via Jornalões, que querem sim, perpetuar seus laços com políticas norte americanas republicanas que por sinal já estão chegando ao seu fim, bastam as declarações do novo embaixador americano na Venezuela, Patrick Duddy, ponderadas, amigáveis, conciliadoras, uma nova postura americana em relação ao país de Chavez que os políticos brasileiros ainda não descobriram, ou porque não gostam dos democratas, ou porque não lêem inglês.

Fernando Rizzolo

Publicado em Política. Tags: . 1 Comment »

Uma resposta to “Investir na América Latina, hora de avançar”

  1. Fernando Says:

    De fato o Chaves é uma pessoa crível que defende a soberania da Venezuela.
    Vamos convidá-lo a visitar nosso congresso.
    Papai Noel existe e a cegonha também.
    Este cara nunca deveria ser admitido no mercosul e o brasil deveria manter distância do dito cujo.
    De preferêcia de cujus.
    O Brasil é uma padra no caminho megalomaníaco do tipo.
    Tata-se de um cara desgegador, pesadão como um elefante em loja de porcelana, não respeita ninguém e ainda tira sarro da cara do nosso presidente.
    O Brasil tem que se rearmar comprando, inicialmente, o que há de melhor no mercado para ter poder de dissuasão.
    Na segunda fase vamos pensar em desenvolver tecnologia ou uma boa infra estrurura para a industriia bélica.
    O brasil precisa modernizar os 53 F5 e os mirages imediatamente.
    Independentemente do cara lá da Venezuela


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