Europa e América Latina perdem mercado nos EUA

As mudanças macroeconômicas dos últimos meses já estão alterando o padrão de compras externas norte-americanas. Ao longo do ano de 2007 todas as regiões do mundo aumentaram suas exportações para os EUA, menos a América Latina. Nos últimos três meses, porém, os dados mostram que as importações norte-americanas estão caindo rapidamente em relação à zona do euro e, em menor intensidade, em relação a alguns países da Ásia, como o Japão. O grande ganhador desse cenário parece ser a China.

No terceiro trimestre, as importações norte-americanas vindas da zona do euro registraram quedas mensais: de US$ 24,1 bilhões, em julho, para US$ 23,2 bilhões em agosto e US$ 20 bilhões em setembro. No mesmo período, a China vendeu US$ 28,5 bilhões, US$ 28,4 e US$ 29,3 bilhões, de julho a setembro.

O déficit com a China cresceu 5,5% em setembro, para US$ 23,8 bilhões, o segundo maior já registrado. Neste ano, a China mandou mais produtos para os EUA do que o Canadá, maior parceiro comercial americano.

“Os europeus foram duramente afetados pela valorização de sua moeda”, disse Nigel Gault, economista-chefe para os EUA da Global Insight. Só neste ano, a moeda única européia acumula uma valorização superior a 11% ante o dólar. Isso tende a causar problemas para as empresas européias mais voltadas à exportação, reduzindo a competitividade de seus produtos.

As autoridades da União Européia aparentemente vêm acusando o golpe, voltando o foco para a China. Na semana passada, por exemplo, o comissário de Comércio, Peter Mandelson, reclamou da falta de valorização do yuan.

Mas não são só os europeus que perderam espaço. As vendas do Japão para o mercado americano mostram também um declínio do começo para o fim do trimestre: de US$ 12,8 bilhões para US$ 11,4 bilhões. A América do Sul também registrou uma tendência parecida. As exportações para os EUA ficaram entre US$ 11,3 bilhões e US$ 12,1 bilhões no terceiro trimestre, com baixa em setembro.

Projeção de perdas

Segundo um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, o Brasil perdeu para a China mais de US$ 1 bilhão em exportação para os EUA. A entidade estima que, em dez anos, o país pode perder para os chineses metade do que vende aos norte-americanos.

Para os EUA, entretanto, o mês de setembro não foi apenas de aumento do déficit comercial em relação aos chineses: o déficit comercial total diminuiu 0,6%, para US$ 56,4 bilhões, o nível mais baixo dos dois últimos anos. Após um déficit de US$ 56,804 bilhões em agosto, a maioria dos analistas esperava que o déficit comercial subisse em setembro para US$ 59,3 bilhões. Entre janeiro e setembro deste ano, os EUA registraram déficit comercial de US$ 527,5 bilhões, comparado aos US$ 581,6 bilhões do mesmo período de 2006.

Impulsionadas pela intensa desvalorização do dólar, as exportações dos EUA subiram 1,1% em setembro.

Fonte: Valor Econômico

Rizzolo:É claro que a política econômica é a responsável por isso, com o yuan desvalorizado fica realmente difícil para qualquer economia fazer frente à China. Com a valorização do Euro, a prejudicada Europa não exporta na quantidade devida, e na América Latina e mais precisamente ao Brasil, a política do BC impede que as nossas exportações se expandam. Não há dúvida que com os juros estratosféricos, a quantidade de especuladores no mercado, inundam de dólares a nossa economia, fazendo com que o dólar se valorize. Temos que urgentemente promover a queda dos juros, e de alguma forma intervir no câmbio, para que as nossas exportações progridam e recuperem segmentos que hoje vivem estrangulados face à valorização cambial.

Precisamos gerar 4 milhões de empregos por ano, e por mais que as entidades patronais, e sindicais insistam no erro da política econômica, a banca internacional quer ” segurar o país” auferindo lucros financeiros que de nada acrescentam à economia brasileira, vez que esse dinheiro não é injetado nos meios de produção. Assim subsidiamos indiretamente, empregos na China, e o pobre empresário brasileiro é mais uma vez esquecido, e como troféu recebe alguns “prêmios de consolação” como esses recursos que visam recompensar segmentos prejudicados pela valorização cambial. Uma vergonha !

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