Todo crescimento acompanha enfrentamento

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Como é de conhecimento de todos, toda sexta-feira ( Shabbat) procuro ao estudar a Torah, nas porções semanais, relacionar os acontecimentos relatados nas passagens do Antigo Testamento, vivenciadas pelos nossos profetas, com aquilo que nos dias de hoje quer no plano espiritual ou material , ou ainda, no plano pessoal ou social, com o que passamos como experiência de vida, no momento. É impressionante, como sempre existe uma relação entre uma “Parashat”, ou passagem de um trecho do Antigo Testamento, da semana, com a nossa semana atual correspondente.

Minhas interpretações pessoais da Torah, me enchem de satisfação ao saber que posso compartilha-las com você , amigo ou amiga, independentemente de religião, vez que a Torah pertence a humanidade, e não só ao povo judeu, cabendo a nós interpretá-la, e usarmos como guia do nosso dia-a-dia. Tenho profundo respeito pelos cristãos, afinal compartilhamos dos mesmos ideais, e pelas demais religiões, que nos levam a um caminho de Luz, e como toda luz, ilumina ela a escuridão da tristeza, do abandono, da pobreza , da miséria, que tem na sua raiz a incompreensão daqueles que se dizem religiosos, ou ” defensores do povo”, mas não agem de forma pró ativa como parceiros de Deus na eliminação do sofrimento alheio. Uma das razões que me fizeram romper com o marxismo foi a de cunho religioso.

O nome da Parashat desta semana é Vayetsê, e começa com Yaacov (Jacó) fugindo de Esav (Esaú) e deixando a casa dos pais para viajar a Charan, onde ficará com seu tio Lavan (Labão). Ao passar a noite no local onde no futuro seria o Templo Sagrado, D’us aparece a Yaacov no sonho de uma escada descendo do céu até a terra, na qual anjos sobem e descem. Do topo da escada, D’us promete a Yaacov que seus descendentes herdarão a Terra de Israel.

Na sua chegada em Charan, após rolar uma imensa pedra da boca do poço da cidade para que os pastores do lugar pudessem dar água aos rebanhos, Yaacov encontra a filha de Lavan, Rachel, e concorda em trabalhar para seu pai por sete anos a fim de conseguir sua mão em casamento. Quando finalmente chega a noite do casamento, Lavan engana Yaacov, substituindo Rachel pela sua filha mais velha, Lea. Após esperar uma semana, Yaacov casa-se também com Rachel, mas não antes de ser forçado a cumprir mais sete anos de trabalho.

Nos anos que se seguem Rachel permanece estéril, enquanto Lea dá à luz a seis filhos e uma filha, e Bilá e Zilpá (as criadas de Rachel e Lea, respectivamente) cada uma tem dois filhos de Yaacov. Finalmente Rachel tem um filho, Yossef. Yaacov torna-se muito rico durante sua estadia com Lavan, amealhando um grande rebanho, mesmo enquanto Lavan continuamente tenta enganá-lo por todos os vinte anos de sua permanência.

Após aconselhar-se com suas esposas, Yaacov e a família fogem de Lavan, que o persegue e o enfrenta, aborrecido por Yaacov ter ido embora sem se despedir, e arrogantemente afirmando que Yaacov roubou seus ídolos. Após Lavan infrutiferamente procurar os ídolos (que Rachel escondeu, sem que Yaacov soubesse, para impedir o pai de adorá-los), Yaacov e Lavan entram em uma acalorada discussão. Finalmente assinam um acordo, prometendo permanecer em paz, e a porção se encerra quando eles se separam.

A viagem de Yaacov de Bersheva a Charan pode ser entendida como um modelo para a jornada da vida. Chega a hora, entretanto, quando o cordão umbilical é cortado e devemos enfrentar o mundo “real” com todos seus desafios e obstáculos. A palavra Charan está associada à palavra hebraica charon, que significa “raiva”. Desafios significam enfrentamentos, temos que desenvolver a capacidade de reflexão para distinguirmos quais os melhores caminhos a trilhar, de que forma iremos nos preparar para nos defendermos dos inimigos que irão surgir nesses novos caminhos nos enganando como Lavan, nos forçando a continuar seus escravos, nos fazendo trabalhar em dobro a seu favor.

O Brasil, está vivendo um momento em que o mundo nos enxerga como um país com inúmeras riquezas, minerais, as espreitas, o desejo de domínio internacional, é uma realidade, o Brasil é alvo de cobiça, por ter água, alimentos, e energia. Como bem disse o General de Exercito José Benedito de Barros Moreira . ” Temos que colocar um cadeado forte na nossa tranca ” , e eu complementaria dizendo que temos que nos preparar para um novo caminho a trilhar e estarmos prontos para eventuais enfrentamentos com os Lavans que sempre tiveram vocação imperialista.

Fernando Rizzolo

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