O reequipamento das Forças Armadas e a Venezuela

O mais interessante na discussão sobre o reequipamento das Forças Armadas no Brasil, é que setores conservadores na ânsia de desqualificar Chavez, e na orientação da teoria conspiratória, se apropriam de uma questão de soberania, que já deveria ter sido sanada há muito tempo pelos governos neoliberais, e descarregam a essência da necessidade na reestruturação das Forças Armadas na Venezuela. Ora, o que a Venezuela está fazendo, nada mais é do que já deveríamos ter feito, e não há, de forma alguma, nexo causal, como querem insinuar os conspiradores de plantão.

Pelos planos em reestudo nas três Forças no Brasil, o reaparelhamento pode ter investimentos de R$ 15,71 bilhões. Seriam R$ 3,61 bilhões para a Marinha, em 10 anos – R$ 1 bilhão só para o programa nuclear, montante a ratear ao longo dos próximos 8 anos. Outros R$ 6,7 bilhões para o Exército, em até 14 anos, e mais R$ 5,4 bilhões para a Aeronáutica, em um período um pouco menor, de 6 anos, por causa do grau de demanda tecnológica da Força e da exigência imposta pelo sucateamento atual.

A Venezuela como o Brasil, assim como os demais países da América Latina, devem estar do ponto de vista militar, à altura para uma eventual resposta imperialista quer ela americana, ou não. Quando digo imperialista me refiro a países como os EUA que de forma contumaz usam a força para implementar sua política externa. Afirmar que Chavez, pretende afrontar o Brasil, ou, intimidar países vizinhos, é no mínimo uma visão esquizofrênica de ganho secundário neoliberal.

O caráter pueril persecutório , desses profetas do belicismo, denota que estão sim a serviço daqueles que querem mobilizar a opinião pública, fazendo o jogo de Washington. Pura besteira, pura infantilidade. Precisamos reequipar nossas Forças Armadas na defesa da nossa soberania, sem acusar os nossos vizinhos e usa-los como pretexto, se hoje precisamos adequar nosso potencial bélico, é porque os neoliberais destruíram nosso parque industrial militar, que um dia já foi respeitado e grande fornecedor dos países árabes. Destruíram a pedido de quem?

Fernando Rizzolo

2 Respostas to “O reequipamento das Forças Armadas e a Venezuela”

  1. Fabricio Bomjardim Says:

    Posicionamento Brasileiro na América do Sul

    Desde o final da Ditadura militar, desde o início da redemocratização até os dias atuais as forças armadas brasileiras, teve suas verbas cortadas, a participação do PIB nacional destinada a modernização e manutenção é insuficiente. Na América do Sul, a Venezuela vem com projetos de longo prazo para modernização de suas forças armadas.

    Não apenas voltando nossos olhos para o continente sul-americano, mas para o cenário internacional, dentro dos BRIC’s, o único país que não trata de assuntos de defesa com maior atenção é o Brasil, embora as forças armadas brasileiras são as que mais participaram das operações de paz da Organização das Nações Unidas – ONU, e sua atuação no Taiti, com muitas críticas favoráveis e desfavoráveis, as questões de segurança precisa de uma atenção maior no centro de tomada de decisões do governo brasileiro e um programa de modernização de suas forças armadas.
    A Rússia, após o colapso soviético no final da década de 1980, teve suas formas militares entrando em estado de sucateamento por falta de verba. No séc. XXI, o país vem com uma economia sendo recuperada, principalmente pelo petróleo como elemento principal, e as forças armadas russas teve uma boa distribuição de verbas para voltar as operações que antes estavam paradas e modernização. Os exercícios militares conjuntos com a Venezuela é uma amostra do ressurgimento da Rússia como potência militar.

    Para se mostrar forte no cenário internacional, não basta o Brasil se preocupar apenas com assuntos econômicos e sociais, também precisa ter uma Força Militar modernizada e de peso para atender as necessidades de defesa nacional e Internacional.

  2. Douglas Mendonça Says:

    Os governantes brasileiros em geral acha que para o brasil superar as dificudades é preciso criar varias CPI´s. ha ha ha. Que vergonha uma nação em fase de cresimento que ñ moderniza suas forças armadas, alias as Forças (Des)armadas esse é o verdadeiro nome. Todos da alta cupula do governo parece que esqueceram a 4ª Frota Naval dos Americanos, que dia apos dia vem nos observando e sondando nossas fraquesas. Lembre-se do Pre-sal nossa maior reserva de petroleo do mundo, lembre-se que a Venezuela hoje é nosso aliado e amanha???? Resaltando o nosso patriota o General Augusto Heleno “hoje as forças (des)armadas do brasil usa 1 modelo de fusil com + de 35 anos de uso.


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