Construção de Angra 3 será retomada no primeiro semestre de 2008, afirma Othon Pinheiro

O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, afirmou que a construção da usina Angra 3 será retomada no primeiro semestre do próximo ano. “A gente tem fundadas esperanças de estar, no primeiro semestre do ano que vem, recomeçando fisicamente as obras. Sem dúvida isso vai ocorrer”, disse Othon ao encerrar, no Rio de Janeiro, o 1º Workshop sobre Geração Nuclear e a Matriz Energética Brasileira, promovido pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan).

De acordo com Othon – almirante reformado e criador do programa nuclear da Marinha – até o final de janeiro o Ministério de Minas e Energia deverá concluir o processo de revisão dos custos da obra, seguindo relatório de custos que está sendo elaborado por uma empresa de auditoria. “Logo depois que eles entregarem o relatório, nós vamos reiniciar as negociações de contrato”.

Com potência de geração de 10,9 milhões de megawatts/ano, a construção de Angra 3 proporcionará ao complexo nuclear localizado na cidade de Angra dos Reis (RJ) capacidade para abastecer 80% do consumo de energia de todo o estado do Rio de Janeiro. A nova usina deverá entrar em operação em 2014.

Mesmo após a revisão dos custos, a construção de Angra 3 não ficará muito além dos R$ 7,2 bilhões previstos anteriormente pela Eletronuclear, conforme estimativa de Othon Pinheiro da Silva.

ARGENTINA

O presidente da Eletronuclear considerou positivo o desenvolvimento de um programa nuclear conjunto entre o Brasil e a Argentina. “Em energia, não há por que não compartilhar”, declarou Othon. Durante o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente eleita da Argentina, Cristina Kirchner, foi decidido a criação de uma comissão bilateral para discutir o assunto, que se reunirá em fevereiro. “Para atender a sazonalidade de cada local, a integração é interessante”, afirmou Othon, destacando que a Eletronuclear mantém intercâmbio com a estatal nuclear argentina Enarsa. O objetivo é transformar o intercâmbio técnico em um convênio já a partir do próximo ano.

Hora do Povo

Rizzolo: Quando se fala em energia nuclear não podemos nos esquecer que o Brasil possui a sexta maior reserva de urânio. Leia artigo meu sobre Energia Nuclear.

Soberania e Energia Nuclear

Muito se tem falado sobre a reestruturação das nossas Forças Armadas, os que não a desejam, assumem publicamente que a culpa da necessidade dos investimentos, está no fato do governo Venezuelano estar investindo maciçamente em armamento, e por esta razão devermos fazer o mesmo. Os democratas relativos, no fundo querem argumentar e ter na discussão um “ganho secundário duplo”; o primeiro seria chamar Chavez de ditador e belicista, tentando incutir na opinião pública, um terrorismo baseado na premissa de que Chavez se arma para se sobrepor ao Brasil, a segunda seria que se destruirmos o poder político de Chavez, tudo estaria resolvido, e nem mais pensaríamos em reequipar as Forças Armadas , deixando, como querem os anti patriotas, um Brasil desarmado, vulnerável, passivo, e dependente dos EUA, nos moldes da diretora-executiva do Instituto Venezuelano de Estudos Sociais e Políticos (Invesp), Francine Jácome, uma legítima representante dos interesses norte americanos.

Não é possível pensar num Brasil, com a extensão territorial que temos, com a quantidade de minérios, alimentos, florestas, sem uma Força Armada à sua altura. A Venezuelana jamais pensou em se armar visando conflitos com o Brasil, só um idiota, ou um oligofrênico poderia imaginar que existe pretensão imperialista no governo Chavez, na verdade, a Venezuela reestrutura suas Forças Armadas face ao abandono que o neoliberalismo impôs à defesa da soberania venezuelana, preparando terreno para uma eventual invasão norte americana, que não é nada improvável.

Precisamos deixar a hipocrisia de lado, e enfrentarmos nossa realidade como país, temos sim que ter uma atitude pró ativa, e abrir a discussão sem receio sobre a necessidade de desenvolver nosso submarino nuclear, de acordo com o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva , ex chefe do programa nuclear da Marinha, com a conquista da tecnologia para o enriquecimento do urânio, temos a possibilidade técnica da conclusão do submarino nuclear, que já se encontra em adiantada fase de construção – tanto o reator nuclear quanto o protótipo do submarino já foram realizados, faltando apenas a criação de laboratórios que permitam testar o reator em condições operacionais.

Para o almirante Othon, a política de investir em submarinos convencionais não é a mais apropriada aos interesses da defesa do país. Nas condições tecnológicas da guerra atual, somente submarinos nucleares poderiam garantir a defesa diante de inimigos do país que já possuem, há muito, belonaves desse tipo. Daí a sua formulação de que a construção do submarino nuclear é um “gesto de independência”. Ademais, face à nossa extensão temos que ter um submarino de propulsão nuclear por questões de autonomia, e isso tudo, nada tem a ver com a Venezuela, ou com Chavez, e sim a um desenvolvimento técnico nuclear visando nossa defesa e a nossa soberania.

Por que não poderíamos desenvolver a tecnologia nuclear num país com a nossa extensão, com um nível de vulnerabilidade tão alto ? O Brasil deveria abandonar o tratado de não-proliferação de armas nucleares (TNP), não é possivel imaginar um mundo seguro se apenas os EUA e países como Índia e Paquistão dominarem a tecnologia nuclear necessária para construir armas. Ficou patente o servilismo do ex presidente Fernando Henrique Cardoso aos EUA quando assinou o TNP, vez que a proliferação de armas nucleares poderia inibir o poder unilateral dos EUA, que impõem o o acordo para exercer seu poder unilateral, e amoral.

Compartilho da corajosa opinião do secretário de Política, Estratégia e Relações Internacionais do Ministério da Defesa, general de Exército José Benedito de Barros Moreira quando afirma da necessidade do Brasil desenvolver tecnologia para a Bomba Atômica, segundo ele, “Temos de ter no Brasil a possibilidade futura de, se o Estado assim entender, desenvolver um artefato nuclear. Não podemos ficar alheios à realidade do mundo “.

Temos que pensar na defesa da nossa soberania, e ter a noção de patriotismo e soberania como os nossos vizinhos da América Latina e parar de uma vez por todas de fazer valer os desígnios de Washington. Enfim como diz o general ” Vamos colocar um cadeado forte na nossa tranca “, e eu complementaria, chega de hipocrisia !

Fernando Rizzolo

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