“Se quisermos acabar com a pobreza há que se dar o poder aos pobres”

Venezuela vota SÍ por Bolívar, por Chávez e pela democracia

“Vamos transferir cada dia mais poder ao povo, construir uma democracia profunda e sólida”, destacou o presidente da Venezuela

“Quando o povo venezuelano aprovar no próximo domingo, em referendo, a proposta de Reforma Constitucional votando pelo SIM, estará se colocando na primeira fileira para abrir, com a vontade do povo, com o amor do povo, com a consciência do povo, o grande caminho da Venezuela do século XXI: O caminho democrático verdadeiro, o caminho da igualdade verdadeira, o caminho que nos levará a cumprir com o sonho que Bolívar assinalava quando dizia que ‘ao povo venezuelano deve-se dar a maior soma de felicidade possível’”, afirmou o presidente Hugo Chávez, falando para milhares de pessoas que se reuniram no Estádio José Encarnación “Pachenco” Romero, em Maracaibo, no estado de Zulia, na reta final da campanha para aprovar a reforma de 69 dos 350 artigos da Constituição.

“Se quisermos acabar com a pobreza há que se dar poder aos pobres”, afirmou o presidente.

Manifestações, marchas, atos de preparação e convocação dos eleitores para garantir a vitória se realizaram em todo o país nos últimos dias. “Quando aprovarmos esta Reforma, estaremos aprovando um conjunto de instrumentos que são vitais para conseguir acertar o rumo da revolução para que não se desvie e, qual é a melhor forma para impedir que se desvie a revolução?”, questionou, para prosseguir: “Transferir cada dia mais poder ao povo. E quando falo em poder, me refiro ao poder real, concreto, não estou me referindo a uma abstração”, assinalou.

PODER AO POVO

Ele ressaltou que entregar poder ao povo “é construir uma democracia profunda e sólida, poder político, poder econômico. Poder político, para que o povo construa, desde as bases, instrumentos e espaços para a revolução democrática. Os conselhos comunais do poder popular para que fiquem na Constituição e mais ninguém venha a debilitá-los ou eliminá-los, para que não dependam nem do Presidente da República, nem dos ministros, nem dos governadores, nem dos prefeitos, mas que os conselhos comunais do Poder Popular dependam única e exclusivamente da vontade do povo”.

Esclarecendo as propostas, muitas delas distor-cidas pela oposição na tentativa de confundir a população, Chávez expressou que “propus que uma percentagem do orçamento nacional vá direto para os conselhos comunais, para as comunidades, para que vocês comecem a solucionar problemas que ainda existem lá, ameaçando o povo, afetando a vida do povo, e que os prefeitos não conseguiram solucionar, nem os governadores, nem o governo nacional”.

“Hoje como ontem volto a convocá-los”, conclamou o presidente sob coros e consignas a favor do SIM. “Há oito anos eu era candidato à presidência da República e naquele dezembro de 1998 a maioria dos venezuelanos acreditou em mim, e me escolheram pela primeira vez Presidente, para me fazer o último Presidente do século XX e o primeiro do século XXI no nosso país.

ELEIÇÕES

“Em 1999 convoquei um referendo nacional para lhes perguntar se estavam de acordo comigo ou não em eleger uma Assembléia Nacional Constituinte. A maioria do povo venezuelano voltou a confiar em mim, e disse: SIM Chávez.

“Depois, lhes perguntei se estavam de acordo com aprovar aquele projeto de Constituição, e de novo a maioria dos venezuelanos e venezuelanas voltou a confiar em mim, e disseram: SIM Chávez.

“Em 2000 fomos às eleições presidenciais e de novo, o povo venezuelano confiou em mim e me elegeu para um novo período, do ano 2000 até 2006.

“Em 2002 a oligarquia envenenada, pró-americana, lançou um golpe de Estado e me levaram prisioneiro, vocês disseram de novo: Chávez você é o Presidente e voltaram a me levar a Miraflores.

“Em 15 de agosto de 2004, quando a oligarquia e o imperialismo norte-americano lançaram de novo outra ofensiva para me tirar do governo, vocês falaram: ‘Uh, Ah, Chávez não se vá!’ E voltaram a me ratificar na presidência da República.

“Nas eleições do ano 2006 para a presidência da República, vocês não só voltaram a me escolher, agora com 63% dos votos, mas lhes expliquei durante a campanha que o 3 de dezembro não seria um ponto de chegada mas que seria um ponto de partida, ou seja, que a partir do 3 de dezembro de 2006, quando vocês me elegessem de novo, como me elegeram, começaria uma nova etapa, começaria um novo período de nossa história, e esse período eu disse a todos como se chamaria: Construção da via venezuelana para o socialismo”.

“Eu cumpro com a minha palavra, por isso logo depois que acabaram as eleições comecei a trabalhar no Projeto mais detalhado, para ir construindo o socialismo venezuelano. Aqui está. Agora o apresento a vocês”, ressaltou.

No final do ato, Chávez chamou a todos seus apoiadores a trabalhar para diminuir a abstenção, e “nocautear os inimigos, para que nunca mais essa traidora oligarquia, esses pró-americanos traidores transformem nossa querida pátria numa colônia dos EUA, nem de ninguém”.

“Quem votar pelo SIM está votando por Simon Bolívar!

Quem votar pelo SIM está votando pelo socialismo do século XXI!

Quem votar pelo SIM está votando por Chávez !”, concluiu, sob aplausos dos presentes ao estádio.

Hora do Povo

Rizzolo: As pesquisas indicam que ninguém sabe, na realidade, o resultado do referendo que aprovará ou não as as emenda constitucionais na Venezuela no dia 2 de dezembro ( domingo); como se trata de uma democracia, e que isso esteja bem claro, aos brasileiros que se dizem ” democratas” mas que não gostam de referendos, plebiscitos ou tudo que se relacione ao povo, o resultado seja qual for será respeitado.

A direita brasileira trabalha e conspira contra o desenvolvimento do povo brasileiro, haja vista, os ataques contra a democracia participativa, os convescotes para golpear o governo, o egoísmo em não compartilhar via CPMF o imposto anti sonegação, ou seja, recursos para implementação de projetos sociais. Enfim, tudo o que os chamados ” representantes eleitos ” dos dois maiores partidos elitistas, PSDB e DEM fizeram e estão ainda a fazer através da conspiração, vão na contramão do desenvolvimento do povo brasileiro. Acho isso uma tristeza num país pobre como o nosso, e o pior, esse pessoal se vale do fato do povo humilde ter outorgado o mandato na urna a eles, que agora rindo, desfecham o golpe contra o povo brasileiro, prestando vassalagem ao empresariado que visa o lucro e a sonegação. Observem que os que não querem a CPMF, e não gostam de impostos de difícil sonegação, são os que maldizem Chavez e o chamam de ditador. A que ponto chegamos, hein!

Publicado em Política. 1 Comment »

Uma resposta to ““Se quisermos acabar com a pobreza há que se dar o poder aos pobres””

  1. Rubens Leite Filho Says:

    Parabens pela retrospectiva da caminhada de Chavez Frias junto de seu povo! Realmente, todas as vezes que alguém ousa envidar esforços e fornecer meios que tirem da exclusão os desassistidos do Estado a elite morta de fome grita. Aqui mesmo neste País, em 1953, quando o ministro do trabalho de Getúlio Vargas pretendeu reajustar em 100% o salário mínimo do povo, os cães de guarda fardados lançaram um manifesto e pediram a destituição de do então João Goulart (que se tornariaPresidente golpeado pela mesma súcia de milicos em 1964 ( onde já se viu um desqualificado ganhar igual a um que tenha estudo????). É por valorosos cidadâos como o nosso (digo Nosso por ser latino americano!) Hgo Chavez Frias que sempre irei levantar a voz contra golpistas de RCTV e espanhois imperialistas que mandam-nos CALAR! Até a Vitória do SIm amanhâ na Venezuela!! Pra Frente povo Bolivariano!


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