Lula é bom no nordeste, quero saber no Brasil

Pesquisa Datafolha mostra que Lula ajuda a prefeitos a se elegerem no nordeste, já no sul e no sudeste acaba atrapalhando mais que ajudando. Não há dúvida que existe uma rejeição ao governo operário nas regiões acima mencionadas, mas também, por outro lado não é tão difícil compreender. Lula possui um ” dialeto próprio” de cunho nordestino, o que no Sul já não é tão aceito.

Ademais, o nível de escolaridade das pesoas nas regiões Sul e Sudeste é mais elevado, o que de certa maneira ” filtra” algumas colocações superficiais do presidente. Sempre dei meu apoio à Lula, contudo, como tenho dito, estou um tanto decepcionado face à sua postura com os pobres, com os desvalidos; hoje a política ” justiceira” de Lula é baseada na priorização da condição econômica brasileira na financeirização dos meios de produção, esse não é o Lula que deveria estar preocupado e priorizando os pobres.

Contudo, vamos ver como se portará em 2008, o governo petista, um ano difícil ao meu ver, e que será pontuado por um crescimento não tão acentuado como em 2007. Resta saber, se o ” justiceiro” continuará beneficiando os Bancos e as grandes empreiteiras em detrimento do coitado do trabalhador brasileiro. Vamos ver , e torcer para um Brasil mais inclusivo. Lula é bom no nordeste, mas quero um Lula bom para o Brasil. E tem mais, podem me chamar de ” judeu esquerdista ” à vontade ! Sou patriota, e penso no povo pobre brasileiro. Não recebo salário de ninguem para escrever no meu Blog, alem disso, nunca me candidatei a nada. Não aceito injustiça social , nem traição ao povo brasileiro, muito menos vindo daqueles que se “alçam da esquerda “, mas que na verdade, fazem o jogo torpe da direita brasileira. Quero ficar longe deles, viu !

Feliz 2008 !

Fernando Rizzolo

Criar um Anjo bom ?

Certa vez, há muito tempo, na Hebraica de São Paulo, asssiti uma palestra de um rabino de Israel cujo nome não me lembro. Estava como assim dizer, perambulando pelo clube, quando soube que um rabino especialista no assunto, iria falar sobre anjos. Anjos ? Sim anjos, ou melhor Arcanjos, que seriam teoricamente o ” chefe dos Anjos”. Anjos existem e são emissários de D´eus. Mas porque acordei com vontade de falar em anjos hoje? Pensei comigo, logo ao me levantar; logo descobri: dormi com o doce barulho do mar.

Mas você poderia pensar. O que tem a ver o mar com Anjos? No meu entender tudo, pois não há nada que mais leve à Deus do que a demonstrção de força da natureza, da tempestade, do mar, do vento, e da bondade divina. Os arcanjos como dizia o rabino, sempre nos visitam, e uma das informções mais intrigante nas afirmações do rabino, foi a de que: nós podemos criar anjos bons, ou ruins. Quando falamos mal de alguém, que em hebraico significa Lashon Hará, criamos uma anjo ruim, que se materializa como uma energia ruim, falar mal conduz a uma conexão espirital na qual uma energia ruim ” cria” uma entidade ” ruim que seria , em tese um anjo ruim.

Dos Arcanjos, existem alguns mais importantes como o Arcanjo Michael, Gabriel , Uriel e Raphael. Podemos imaginar que entre alguns blogueiros a prática de Lashon Hará , corre à solta ( risos..), mas de tudo isso , o importante é tentar descobrir mais a fundo, o porque eu acordei pensando em anjos e arcanjos. Talvez fosse o barulho do mar, ou talvez, quem saiba, algum Arcanjo me deu essa dica.

PRECE EM HEBRAICO PARA INVOCAÇÃO DOS ARCANJOS

Bom para Ano Novo, hein !

Obs. Já deu para perceber que Socialismo Judaico não exlui anjos ( risos..)

Fernando Rizzolo

Operação Condor e a punição, uma ficção jurídica

O governo italiano requer atávés de carta rogatória, a citação dos brasileiros envolvidos na Operação Condor. Com efeito, existe legitimidade no pedido, vez que os cidadão vítimas eram italianos. Até aí, a legitimidade do pedido é válida, contudo, existe um problemo jurídico- político interno que afeta parte da demanda, que é a Lei de Anistia. O governo alegará a requerida Lei, para embasar o não consentimento da extradição.

Muito embora, como já afirmei , o pedido é legítimo, não é salutar rever e novamente levar essa questão adiante. As indenizações em relação aos danos causados às vítimas, estão sendo pagas, o dano moral e material está sendo compensado, de forma que no meu entender, o governo constrangido não acatará o pedido. A democracia demonstrou que o povo sabe conduzir os desígnios de prosperidade da nação de forma pacífica, temos que nos preocupar em aprofundar a democracia participativa e deixar o passado para que a história julgue.

Obs. O calor do Guarujá, a praia, e os colaboradores do Blog, como o inglês Chivas Regal, tem me deixado sonolento, mas continuo escrevendo.

Fernando Rizzolo

A construção de um líder

400px-edwin_long_002.jpg
A filha do Faraó encontra Moisés no Nilo

Como de costume, todo Sábado procuro não escrever textos que não estejam relacionados com o Shabbat, e com o estudo da Tora. Sem ter a intenção de dar uma conotação pessoal religiosa ao que escrevo, me permito dirigir me a você, que acompanha minhas reflexões diariamente, e de uma forma humilde, compartilhar com o amigo(a) esses momentos de introspecção dos meus estudos no Shabbat, que se iniciam todas às sextas-feiras, quando me recolho duas horas antes da primeira estrela surgir no céu, numa Sinagoga ortodoxa que freqüento em São Paulo.

Como já disse anteriormente, tenho profundo respeito por todas as crenças, religiões, e acima de tudo sou um brasileiro patriota, amo meu país e o povo brasileiro, e tenho sim, uma grande satisfação espiritual em ao estudar a Parashá (Porção da Tora semanal) relacioná-la ao que vivemos nos dias atuais. Como é uma reflexão de estudo pessoal, baseada na introspecção, recomendo a todos que acompanhem no Antigo testamento (Torah ) os comentários aqui expostos, para que possamos ter uma semana de paz, e que através dos estudos judaicos, possamos compreender nossas vidas e encontrar formas de superar as adversidades na visão de Hashem (Deus), para que possamos construir um Brasil cada vez mais digno e com mais justiça social, que é a base do Judaísmo, do Cristianismo e de todas as religiões.

A Parashat desta semana que inicia o segundo livro da Torá, começa citando os nomes dos filhos de Yaacov enfatizando suas gerações por terem se conservado fiéis aos ensinamentos dos Patriarcas, apesar de habitarem no Egito, uma nação idólatra.

O faraó governa o Egito, esquecendo os benefícios que trouxe Yossef para o país, que o tornou rico e próspero. Leis cruéis que visavam o enfraquecimento do Povo de Israel através da aflição e sofrimento foram decretadas pelo seu impiedoso poder.

Duas parteiras judias, Shifrá e Puá negam-se a cumprir o plano do faraó de matar todo menino judeu recém-nascido, dispostas a sacrificar a própria vida. Foram recompensadas em sua descendência formada por cohanim, leviim e reis.

Nasce Moshê que é lançado por sua mãe nas águas do Rio Nilo para que sua vida fosse poupada. A filha do faraó, Batia, estende seu braço que alonga-se milagrosamente e salva o menino. Moshê sofre com o trabalho escravo do povo judeu e acaba matando um egípcio em um episódio onde este golpeava covardemente um judeu. Moshê foge para Midian e acaba conhecendo Yitrô e casa-se com sua filha, Tsipora.

D’us se revela para Moshê através do fogo na sarça ardente e lhe incumbe a missão de libertar o povo judeu do Egito. D’us promete a Moshê que estenderá Sua mão e ferirá o Egito e por haver ainda temor por parte de Moshê, D’us lhe mostra Seu poder através de milagres; transforma um bastão em cobra e novamente em bastão; a mão de Moshê fica com a doença de tsahará e torna a ficar sã, novamente.

Moshê, acompanhado de sua família, segue para o Egito a fim de salvar seu povo. Mas ao ver que tornou-se ainda maior a ira do faraó impondo mais intensamente sua crueldade sobre os judeus, Moshê clama a D’us que lhe responde que com mão forte ferirá todo o Egito.

Um dos fatos mais marcantes nessa Parashat é o papel das mulheres parteiras cujo nome era Shifrá e a outra Puá, elas resistiram e não obedereceram as ordens dos Faraó. Não há dúvida que num povo ou numa nação, as mulheres tem um papel essencial na formação ética. A pergunta que poderíamos fazer seria: Estaríamos nós, no Brasil, reconhecendo o papel da mulher na sociedade ? A fugura da mulher nessa Parashá é de suma importância, pois foi através delas que surgiu Moisés, que foi resgatado por uma outra mulher, a filha do Faraó, e que procurou quem o amamentasse, e o criou. Moisés é fruto do amor das mulheres pelos seus filhos, sejam eles de que etnia forem.

Outra questão desta Parashat, é a formação de um líder; Moises sempre foi uma pessoa indignada com as injustiças sofridas pelo povo judeu, muito embora criado com o Faraó , desde pequeno tinha em sua personalidade algo de libertador. Um líder geralmente vem do povo, e via de regra alguem pobre, que por indiganção, se lança em defesa dos oprimidos por amor ao seu povo. Temos um exemplo nos grandes líderes que do seio do povo vieram, como Gandhi, e até certo ponto o nosso presidente que foi pobre , veio do sertão e procura, à sua moda, é claro fazer justiça, como já disse mais um justiceiro que um socialista.

Moisés era uma figura cativante, tinha problemas com a dicção, mas falava com o coração, sua vida é marcada no ideal de libertação do povo judeu, libertação da escravidão decretada pelo Faraó. Quando pensamos em escravidão no Egito, temos que ter em mente quantos verdeiros Egitos existem dentro de nós mesmos. Temos que libertar os Egitos que habitam nossas vidas, e quantos os são, não é ? No Brasil temos que libertar o povo brasileiro da escravidão do servilismo, da subserviência, da exploração, e até agora os esboços de Moisés que surgiram, acabaram sempre sevindo mais aos Faraós do Brasil do que ao verdadeiro povo brasileiro.

Deus orientou Moisés na libertação do povo judeu, nos deu uma lição de que apenas com determinação e sofrimento é que vem a verdadeira libertação, e o lider, geralmente, vem do povo, do igual, não dos poderosos, não dos Faraós que impõe decretos injustos aos corações calejados de sofrimento. Eu diria que nessa Parashá existem duas figuras tem seu devido destaque: as mulheres, e o nosso líder maior , Moisés, aquele que conduziu o povo a se libertar. Agora precisamos nos nos inspiraramos em Moisés e de coração amar o povo brasileiro e libertá-lo, de plano dos falsos Moisés, e em seguida dos tiranos da exploração humana, ao mesmo tempo temos que nos preocupar com as condições das mulheres brasileiras, pobres, que na sua maioria criam de forma solitária seus filhos, e numa demonstração de amor vão em frente mesmo tendo um Estado mínimo muito aquem de sua dignidade.

Reflexão Judaica

Por que Moshê merecia converter-se no líder de Bnei Israel ?

Apesar de ter-se criado no Egito, Moshê se aproximou de seus irmãos e compartilhou de sua dor.
Quando viu que um escravo judeu era golpeado, quase assassinado pelo capataz egípcio, matou o egípcio para salvar seu irmão judeu, pois amava a todos de seu povo.

Mais tarde, Moshê viu um judeu a ponto de golpear outro; repreendeu o rashá (malvado), dizendo-lhe: “Como se atreve a golpear seu irmão?” Salvou-o, pois realmente se importava com cada um deles.

Ao chegar ao poço de Midian, Moshê viu que as filhas de Yitrô eram empurradas na água pelos pastores malvados. Essas moças foram resgatadas por Moshê que realmente se preocupava com todas as pessoas criadas por D’us.

E quando cuidou das ovelhas de Yitrô, um cordeiro sedento se aproximou em busca de água. Ao vê-lo, Moshê disse: “Sem dúvida, deves estar cansado”. Levou-o até o rebanho para pô-lo a salvo, pois realmente se preocupava com todas as criaturas de D’us.

D’us disse: “Moshê, porque te preocupas com todas as criaturas que fiz e tratas a todas tão bem, quero que sejas o pastor de meu povo, o líder do Povo de Israel.”

Fonte Beit Chabad

Shabbat Shalom

Fernando Rizzolo

O discurso de Lula e o ano de 2007

Foi difícil, mas depois de muito trânsito chego ao Guarujá, litoral de São Paulo; estarei por aqui alguns dias, do alto do prédio, ligo meu computador e como num filme de muitas cenas me passa o Brasil que vivemos no ano de 2007. Nos jornais, o discurso de Lula, leio a íntegra e concordo com muita coisa, o Brasil cresceu, um crescimento estima-se, quase 5% maior em relação à 2006, a esquerda já não pode mais falar sobre o FMI, o Brasil nada deve, nem tampouco ao Clube de Paris. Desde a posse de Lula em 2003, 20 milhões de brasileiros migraram das classes D e E da população para a C. É muita gente. Continuam pobres, mas já não são miseráveis. O brasileiro compra, nunca se vendeu tanto a chamada linha branca.

O discurso da direita, se desmoraliza, a argumentação de que o crescimento se deve a fatores externos, perde o fôlego com a crise do ” subprime” nos EUA. Não, o Brasil cresce independentemente de crises externas, e isso é muito salutar. Ainda diziam que Lula era um homem de sorte face à economia mundial, pura falácia, procurem outro argumento. Contudo, uma coisa não me agrada, aliás nada me agrada, nem o bem estar dos petistas vendidos, nem a incompetência da direita nas suas pueris argumentações vazias, e sem compromisso, o que me incomoda, é o fato de que Lula esta mais para um justiceiro do que para um socialista.

As alianças com o poder econômico, o colúio com o grande capital que ” sacou” através de Lula que a manipulação do pobre é valida quando se oferece uma Bolsa Família e consente-se os lucros abusivos dos bancos e do capital internacional. Descobriram que atraves do indispensável e urgencial, como o Bolsa Família, pode-se cooptar eleitores, para que se perpetue a miséria. O programa Bolsa Família é essencial, porem a segunada fase não virá, ou seja, o desenvolvimento da economia gerando 4 milhões de empregos por ano, isso esta nas mãos do Banco Central que é por aberração no Brasil ” autônomo e manipulado pelos banqueiros.

Temos que fazer uma reflexão, crescer assim em parceria com o capital é bom ? Estamos em direção à inclusão social de fato ? Nâo será tudo isso uma manobra eleitoreira, esvaziando a esquerda ? Tenho para mim, que estamos observando um crescimento artificial. A coluna vertebral do Estado continua enfraquecida, as privatizações tão combatidas estão em pauta no jogo de interesses com as grandes empreiteiras. A direita perde tempo com bobagens e não propõe nada, a ao ser a cartilha rasgada do neoliberalismo falido, e o governo Lula, tem por esteio os bancos, as empreiteiras e as multinacionais.

O empresário brasileiro acompanha o crescimento mas não ” abocanha” o principal, paga proporcionalmente mais tributto, sente mais a carga tributária, e é um tímido na sua própria casa, um mercado de 190 milhões de consumidores. As Forças Armadas sucateadas e esquecidas, o que se ve são apenas conjucturas, intenções, mas política pública de soberania , nada. É lógico, não interessa um Brasil soberano. Dom Cappio disse que Lula sobrevive sua popularidade com esmola. Não chegaria a tanto, mas que a Bolsa Família tornou-se instrumento de domínio dos banqueiros e dos poderosos, não resta a menor dúvida.

Para finalizar diria que a única certeza para o Brasil é um Estado forte, uma coluna vertebral de um Estado provedor aos pobres , inclusivo, e que pouca relação tenha com o capital e os interesses internacionais. E cuidado, não é um discurso antigo, retrógado, como dizem aqueles que querem perpetuar a miséria do povo brasileiro, é um discurso atualizadíssimo, vejamos a Europa, em que todos os países tem sim um Estado muito forte atendendo e suprindo as necessidades da população, basta ir lá e conferir. Mas como aqui é o quintal dos EUA, falar em Estado forte é feio né ? Falar em hospital Público é atraso, né ? Lula falou do Brasil, e disse que está tudo bem, e eu liguei o computador direto das Pitangueiras e disse que não está nada bom, até porque os pobres continuam desamparados, e mais uma vez, como disse Dom Cappio, Lula morreu, quem está no poder é Luis Inácio.

Fernando Rizzolo

O pobre vendedor e a Saúde Pública no Brasil

Não faz muito tempo que num jantar junto ao empresariado paulista, o Dr. Jatene colocou seu dedo em riste, e fazia ali uma manifestação pessoal contra o fim da CPMF, dizia ele em bom-tom, que os ricos precisavam aprender a pagar impostos; com muita propriedade sustentou a contribuição, como essencial à saúde pública no Brasil. Foi derrotado.

Pouco mais de um mês, somos surpreendidos com um incêndio num dos maiores hospitais públicos do Brasil, o Hospital das Clínicas em São Paulo. Vítima do incêndio, falece um pobre vendedor que estava internado com câncer, desde novembro; segundo informações, o vendedor foi submetido a uma cirurgia para a extração de um tumor no esôfago, e desde então estava em estado grave no pós-operatório do centro cirúrgico.

Esse incêndio, uma fatalidade, desnuda a condição da nossa saúde pública, dos nossos hospitais, da falta de estrutura, da falta de manutenção, do desrespeito ao cidadão simples que não tem a quem recorrer, a não ser ao Estado raquítico brasileiro, como diz o economista Pochmann da Unicamp. O HC é uma autarquia, portanto autônoma para gerir os recursos. Dirigida por ” Catedráticos” que se posicionam em ” departamentos ducados “, fazem o que bem entendem na gestão pública do orçamento, lá impera a política, e não a excelência na gestão. Dos R$ 16,9 milhões orçados pelo governo do Estado para obras de adequação, ampliação e aparelhamento do Hospital das Clínicas neste ano, 17,83% – R$ 3.013.281,00 – foram empenhados, de 1º de janeiro até 18 de dezembro. E R$ 2.667.806,00 (15,79%) foram realmente pagos aos prestadores de serviços ou em compra de materiais e equipamentos. Todo o circo político que envolve a administração do HC já fora denunciado pelo médico Waldemir Rezende em seu livro Estação Clinicas.

Quanto ao problema principal, que é a saúde pública brasileira, o fim da CPMF nada significa, para o nosso presidente. Promete ele, ” dar uma volta por cima ” e ainda afagando os poderosos, menti ao dizer que não aumentará impostos, nem tampouco criará novos tributos. Nos resta uma perguntar: Porque Lula não diz a verdade? Repor R$ 40 bilhões que seriam destinados à saúde, apenas cortando gastos? Isso não é verdade, a reforma tributária prevê minimizar a quantidade de impostos, mas não a arrecadação. Não podemos apenas contar com a calmaria do mercado, na evolução das condições econômicas que por si só aumentam a arrecadação, precisamos de um Estado forte, que disponibilize infra estrutura para o desenvolvimento de uma política digna de saúde pública no Brasil.

O Senado rejeitando a prorrogação da CPMF, barganhou o que pode, e não outorgou aquilo que o pobre mais precisa, recursos. Precisamos ir além das mesquinharias políticas de ocasião, e enfrentarmos o problema da saúde pública de frente. O governo repete qual mantra os mesmos sofismas, fazendo acreditar que apenas com ” ajustes e cortes” resolverá o problema causado pelo rombo da CPMF.

Lula não quer um enfrentamento com as elites, e dessa forma, faz uso de todas as milongas para devagar desmentir o que jamais deveria ter dito, que está tudo bem, e que tudo se resolverá, num afago àqueles que por interesses políticos nunca consternaram com as crueldades infligidas ao povo pobre, que só ao Estado pode se socorrer. O vendedor morreu, no dia de Natal, e muitos nessa noite, no Hospital das Clínicas, se desesperavam ao som das sirenes das ambulâncias, enquanto a elite e os Senadores, brindavam de forma emblemática a essência do cristianismo, numa Noite Feliz.

Conheça os bastidores do HC – Estação Clínicas

Fernando Rizzolo

Coréia Democrática denuncia planos militares dos Estados Unidos

coreadelnorte_pyonyang1.jpg

Pyongyang, 25 dez (PL) A Coréia Democrática denunciou hoje os planos agressivos dos Estados Unidos para lançar um ataque preventivo contra seu território, depois da aparência de dialogar com as autoridades do norte da península.

Um comentário do jornal Rodong Sinmún, órgão do Partido do Trabalho da Coréia (PTC), diz que esse diálogo, ao mesmo tempo que prepara o confronto, não é mais que uma opção militar para desarmar mentalmente à República Popular.

O rotativo recorda que recentemente a força aérea norte-americana realizou manobras na península numa operação coordenada, durante as quais despregaram aviões F A-18 e KC-130 com base no estrangeiro.

O propósito desses exercícios foi atacar objetivos terrestres, brindar apoio aéreo, travar combates aéreos e realizar ataques intensivos com o deslocamento de formações de aparelhos.

Rodong Sinmún opina que estes ensaios para lançar um ataque contra a República Popular Democrática da Coréia (RPDC) lançam a dúvida sobre se Washington realmente deseja o diálogo ou não.

Os dois países participam desde 2003 em Beijing nas conversas a seis bandas sobre a desnuclearização da península coreana, e servidores públicos de alto escalão de ambos governos sustentaram vários encontros bilaterais nos recentes meses.

É a intenção dos conservadores de linha dura dos Estados Unidos de pressionar à atual administração para suspender o diálogo com a RPDC e tensionar a situação para deixá-la mais complicada, estima o jornal.

O comentário adverte que Pyongyang está disposta a responder ao diálogo com o diálogo, mas também a contra arrestar a força com a força.

Prensa Latina

Rizzolo: Bom, isso é bem provável, toda esse cortejamento americano, tem em sua raízes, lançar bases à uma oposição republicana sedenta de sangue. Contudo, a Coréia do Norte não é o Iraque, a China continental não admitirá qualquer agressão a Pyongyang , e aí a coisa ficará preta. Segundo o presidente norte-americano George W. Bush, a Coréia do Norte faz parte de um “eixo do mal”. Para Bush, os três países que constituem esse eixo -Coréia do Norte, Irã e Iraque possuem armas de destruição em massa e patrocinam o terrorismo regional e mundial.