Palpiteiros internacionais não querem Brasil enriquecendo urânio

E impressionante a quantidade de palpiteiros que surgem se opondo ao desenvolvimento social e tecnológico brasileiro. Desta feita, surgiu no Brasil, o ex-inspetor da Organização das Nações Unidas (ONU) para armas nucleares, Hans Blix afirmando que “não faz sentido” para o Brasil ter um programa de enriquecimento de urânio. Passando uma imagem de pessoa contraditória, que ora afirma que não havia encontrado evidências de que o regime de Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa, tem também um discurso de compreensão tecnológica. Como generoso que é, defende o uso de energia nuclear e diz não ver risco do desenvolvimento de uma arma nuclear na Venezuela. Apóia também, ainda num rompante maior de generosidade técnica, a ampliação do número de usinas nucleares no Brasil.

O que o diplomata sueco que hoje coordena um centro contra a proliferação de armas nucleares não quer, é que o Brasil desenvolva o projeto de enriquecimento de urânio. Dessa forma poderíamos construir armas atômicas, não é ? Isso não ! E aí, como diz o caipira, ” ele vira um bicho”. Ora, ele como um bom representante daqueles que não querem e não gostam de um Brasil soberano, disfarça e afirma estar preocupado com “o impacto de hidrelétricas e do etanol na floresta amazônica”, mas na verdade o que ele não quer é ver o Brasil dominando totalmente o ciclo de produção de energia nuclear que ocorrerá em 2010, quando o país então, não dependerá mais de outras nações para enriquecer urânio.

Com efeito, alem dos problemas da Amazônia, o camarada Blix provavelmente de forma velada, também esta preocupado com o fato do Governo investir R$ 1 bilhão nos próximos dois anos, no desenvolvimento do projeto nuclear brasileiro, sendo que para o próximo ano está previsto um primeiro investimento de R$ 130 milhões, como afirmou o comandante da Marinha, o almirante Júlio Soares de Moura Neto, e mais, segundo o almirante poderemos gaseificar o “yellow cake” a partir de 2014.

Não podemos deixar de desenvolver nosso potencial nuclear, o Brasil possui, hoje, a 6ª maior reserva geológica de urânio do mundo. Parte do povo brasileiro vive em miséria absoluta sobre uma das maiores jazidas de urânio, escondida sob a vegetação seca e os mandacarus da caatinga do sertão do Ceará. Ali está a jazida de Itataia, uma montanha cheia de pedras avermelhadas.Já surgem, além de palpiteiros, os privateiros, aqueles que querem ” de mansinho ” se apropriarem das enormes jazidas de urânio do país, querem sim acabar com o monopólio de exploração do urânio no país, cuja detentora é a INB (Industrias Nucleares do Brasil).

O Brasil pode estar dormindo, mas eu não, e tenho certeza que muitos, cidadãos, militares, engenheiros, advogados, patriotas como eu, também estão bem acordados, principalmente em relação às preocupações ecológicas do camarada Hans Blix.

Fernando Rizzolo

2 Respostas to “Palpiteiros internacionais não querem Brasil enriquecendo urânio”

  1. Rússia fabrica novo avião de caça da quinta geração « Blog do Rizzolo Says:

    […] Rizzolo: Uma das características dos aviões de quinta geração fabricados na Rússia, é a sua capacidade de manobra. A Rússia esta cada vez mais desenvolvendo sua indústria bélica, coisa que nós deveríamos estar implementando no Brasil, se não fosse os não patriotas que insistem num Estado raquítico e vulnerável do ponto de vista de soberania. Aliás não só a indústria bélica, mas também o desenvolvimento de todo processo de energia nuclear, aliás já comente isso em um artigo. Veja em : Palpiteiros internacionais não querem Brasil enriquecendo urânio […]

  2. Fernando Gonzales Says:

    É isso aí Fernando, na verdade os europeus e americanos querem manter o domínio sobre as outras nações, custe e que custar.
    Não existe o medo de “bombas atômicas”, na verdade existe é o medo da guerra comercial, quanto mais o Brasil se desenvolver tecnologicamente, mais ameaçará eles no comércio. Se o nosso país se destacar nos campos da energia nuclear, petróleo, agricultura, espacial entre outras, isso significa a quebra dos oligopólios deles, pois o Brasil lidera de certa maneira os países em desenvolvimento e isso reverte em mercado. Assim como a China, Índia e a Rússia o Brasil também esta em franco desenvolvimento e isso é uma grande ameaça para as tradicionais economias que lideram o mundo, se estas quatro nações chegarem ao topo no ranking das economias, vai mudar com certeza o atual sistema vigente no mundo que foi implantado pela dobradinha Europa-EUA e é claro eles vão fazer o diabo pra que isso não aconteça.


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