Para arautos da elite, governo Lula é governo moleque

É impressionante a disposição que a direita tem em desestabilizar o governo Lula. Como se não bastasse a cabeça baixa de Lula frente ao golpe da CPMF, ao negociar o acordo com o objetivo de acertar a data de votação em segundo turno da DRU (Desvinculação do Recursos da União), o governo ainda ouviu de um dos arautos do tucanato, o Senador Arthur Virgílio, afirmar que, ” não negocia com governo moleque “, ao se posicionar contra a recriação da CPMF.

Face ao grave fato dos Senadores da oposição terem retirado da noite para o dia R$ 40 bilhões de recursos advindos da CPMF, o desrespeito a um governo eleito com 58 milhões de votos é descabido e insensato, e deveria ser rechaçado sim, com declarações do presidente Lula à altura do ato de lesa pátria que tais golpistas impuseram ao pobre povo brasileiro. Não é com a postura de ” estender a mão “, que o governo vai, enfim, conseguir levar adiante a expectativa de reaver parte dos recursos perdidos e destinados ao povo brasileiro. Falta ao governo coragem para o embate, e o pior, a direita representada pelo tucanato e ” democratas”, já perceberam essa debilidade e fraqueza governamental.

Desmentir Mantega, passar pito em Ministro, dizer que com ” paciência” enfrentaremos tudo, afirmar que, perder R$ 40 bilhões de uma só vez são ” coisas da democracia”, isso não mais convence ninguém. O povo brasileiro espera respostas à altura ao dano causado. Antipatriotismo se resolve com patriotismo e firmeza! Ou os 58 milhões de votos não serviram para nada?

Fernando Rizzolo

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Contra fatos, não há argumentos

A intenção do Brasil de investir até U$ 1 bilhão na Bolívia, em acordos celebrados entre os dois países, vem de encontro a uma política honesta de integração entre os demais membros da América Latina. Na verdade, existe uma ressaca das diretrizes neoliberais que foram implementadas durante muitos anos nesses países, patrocinadas pelos governos dos EUA. Nada existe de mágico, ou de conspiratório, como muitos alegam a solidariedade latina ao povo Boliviano, e ao governo de Evo Morales, por conseqüencia. Se tomarmos como exemplo a Bolívia, em 1996, os 20% mais ricos ficavam com 56% da renda nacional; em 2001, ficavam com 58%. Nas mesmas datas a porção da renda destinada aos 20 % mais pobres caiu de 4,2% para somente 3,2 %.

Com todas as diferenças, que são significativas, Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Nicarágua, Uruguai e Venezuela tomam rumos que os distanciam das diretrizes norte-americanas e criam vínculos de integração, de relações comerciais, energéticos, e financeiros como o Banco do Sul. O que ocorreu na Bolívia, foi que a imensa população indígena sempre fora esquecida, discriminada, viviam numa exclusão social e política imensurável; o que Evo Morales trouxe ao povo boliviano, foi a auto estima, e a interpretação real de que as riquezas minerais, os hidrocarbonetos, riqueza esta existente na terra boliviana, pertence aos bolivianos. Ora, num país paupérrimo, onde a exploração das riquezas sempre foram feitas e costuradas nas relações sombrias entre a elite e o capital internacional, nada mais natural, que, ao ressurgir com força a democracia participativa, os povos indígenas encontrassem o direito justo e nobre de serem os protagonistas dos desígnios de seu país e de suas riquezas. Costumo dizer que antes tudo ia bem, mas esqueceram os neoliberais do mais importante, da maioria indígena, e este foi o grande erro.

Muito embora a direita raivosa brasileira, que fala muito, mas absolutamente sem base, sem conhecimento, sem dados, abomine a idéia de uma integração entre os países latino americanos, ela caminha com vigor, da direção da inclusão das 230 milhões de pessoas que vivem na linha da pobreza. Os enfrentamentos com as elites quer no Brasil, como nos demais países acontecerão, mas numa visão otimista, faltará, como sempre, na contra argumentação destes separatistas, a cultura, o estudo, o aprofundamento, e o senso crítico discernitivo, e isso a direita no Brasil não tem, haja vista, os blogs de direita financiados pela elite, desprovidos de conteúdo argumentativo, de dados, confusos , aproximando-os mais a um formato das revistas “Caras” e “Quem”. E aqui, não estou acusando ninguem, contudo, contra fatos , não há argumentos, como se diz em bom Direito.

Fernando Rizzolo

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Rússia fabrica novo avião de caça da quinta geração

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O comandante-chefe da BBC, coronel Alekcandr Zelin comunicou ao jornalista na quarta-feira que, a Rússia terminou o trabalho sobre o projeto da construção do avião de caça da quinta geração e este documento está nas mãos dos engenheiros da fábrica que, já deram início a criação do modelo deste avião, segundo a Interfax.

O projeto do futuro avião de caça deveria ser a amostra central do salão de aviação Maks-2007, mas a sua exibição foi proibida. Todavia, o diretor do centro do instituto aerodinâmico, Vladimir Kargopoltsev disse que, o projeto da construção do novo avião de caça baseará em quatro ou cinco critérios. Primeira exigência será a questão da rapides de colagem e aterragem, uma vez que o avião de caça transporta munições, e estes devem ser escondidas dentro da fuselagem. Os novos aviões de caça distinguirão também pela sofisticação de manobra.

Terá uma velocidade supersónica – também “um dos elementos que diferenciará a quinta geração dos anteriores”. A construção do motor do novo avião de caça – é uma questão a parte. Sobre este detalhe contou a revista “Expert” diretor do “Saturn” Iuri Lastothikin. Segundo ele, a temperatura do motor da quinta geração atingira 2100 graus.

Tradução Dério Nunes
Pravda.Ru

Rizzolo: Uma das características dos aviões de quinta geração fabricados na Rússia, é a sua capacidade de manobra. A Rússia esta cada vez mais desenvolvendo sua indústria bélica, coisa que nós deveríamos estar implementando no Brasil, se não fosse os não patriotas que insistem num Estado raquítico e vulnerável do ponto de vista de soberania. Aliás não só a indústria bélica, mas também o desenvolvimento de todo processo de energia nuclear, aliás já comente isso em um artigo. Veja em : Palpiteiros internacionais não querem Brasil enriquecendo urânio

“Chega de corrupção e rolo, para deputado federal Fernando Rizzolo- PMN 3318”

Visita de Lula leva Petrobras a investir US$ 1 bi na Bolívia

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Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Evo Morales assinaram nesta segunda-feira (17) acordo que prevê investimento de US$ 750 milhões a US$ 1 bilhão da Petrobras em novos campos de gás na Bolívia. Antes, os dois presidentes e a chilena Michelle Bachelet destinaram US$ 1 bilhão à construção do Corredor Interoceânico – complexo rodoviário unindo Bolívia, Brasil e Chile. Os acordos, que coincidem com uma crise política na Bolívia, fortalecem as posições do governo Evo.

Desde o sábado, quatro departamentos do Oriente, com governadores que integram a oposição de direita, proclamaram unilateralmente a “autonomia” dessas regiões, e contestaram a Carta Constitucional recém-aprovada pela Assembléia Constituinte. A visita dos presidentes dos dois países vizinhos melhora as condições do governo central boliviano para fazer frente ao desafio dos quatro departamentos, onde se concentram as jazidas de petróleo e gás – principal riqueza natural da Bolívia.

Após conflito, acordo de 30 anos

O Itamaraty não oculta que “a Petrobras e o governo boliviano já tiveram posições conflitantes na questão do gás”, a partir da nacionalização. Relata, porém, que “depois de muitas negociações” ficou acertada a permanência da estatal brasileira na Bolívia por mais 30 anos.

O site do ministério das Relações Exteriores do Brasil reproduz declarações onde a diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster,avalia que o gás bolivianol é extremamente importante para o Brasil em uma visão de longo prazo. “No nosso planejamento até 2012, contabilizamos 30 milhões de metros cúbicos diários de gás boliviano”, afirma ela. “Então, precisamos considerar a continuidade de desenvolvimento dessa produção porque a Bolívia é nossa parceira, nossa vizinha e porque sabemos trabalhar naquela região”, conclui Maria das Graças.

Resposta indireta

Os acordos e os documentos assinados nas rodadas diplomáticas não fazem referência à crise política boloviana, vista como um assunto interno. Entretanto, representam indiretamente um golpe nos intentos “autonomistas”, que os partidários de Evo Morales encaram como potencialmente separatistas. Respondem igualmente aos setores da oposição brasileira que desde 2006 acusam o governo Lula de “fraqueza”, por não impor retaliações à nacionalização do gás e petróleo bolivianos.

A Visita de Estado de Lula impressionou pela comitiva que o acompanhou: participaram os Ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim, da Justiça, Tarso Genro (que sofreu um desmaio devido à altitude de La Paz), da Defesa, Nelson Jobim, de Minas e Energia, Nelson José Hubner, do Ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, General Jorge Armando Felix, e do Secretário-Executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, além de importante delegação empresarial.

Declaração conjunta tem 39 itens

Outra expressão do “espírito de fraternidade e a convergência de visões” está nos 39 itens da extensa declaração conjunta assinada por Lula e Evo. Veja a íntegra:

“Declaração Conjunta”
“Brasil-Bolívia: Avançando em direção a uma parceria estratégica”

“1. Os presidentes expressaram seu firme compromisso com o fortalecimento das relações bilaterais em benefício dos povos do Brasil e da Bolívia, atores centrais da integração regional, e coincidiram na importância de seguir trabalhando dentro de um ambiente de amplo e cordial entendimento. Todas as ações desenvolvidas terão como objetivo central avançar em direção a uma parceria estratégica, mantendo a tradição histórica de amizade e cooperação e a vizinhança geográfica comum.

Conseqüentemente, reafirmaram seu indeclinável compromisso com a promoção da paz, a defesa do sistema democrático, o crescimento econômico sustentável com a necessária redução das assimetrias existentes, a justiça social, a superação da extrema pobreza e o respeito aos direitos humanos.

2. Expressaram sua disposição de reforçar o diálogo político entre os seus governos e povos para incrementar as relações bilaterais de cooperação, sobretudo na área social, educacional, agrícola, de defesa, comercial, de integração energética e de integração física.

3. Reafirmaram o seu compromisso de dar impulso decidido ao processo de integração da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL), adotando ações necessárias para concluir com êxito o processo de negociação do Tratado Constitutivo que será adotado na 3ª Cúpula Sul-Americana. Manifestaram igualmente seu apoio aos trabalhos que visam à criação do Parlamento da UNASUL. O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou seu apoio à escolha da cidade de Cochabamba, Bolívia, como sede do Parlamento.

4. Ressaltaram igualmente a importância de continuar trabalhando para o fortalecimento do Mercosul e da Comunidade Andina, que são essenciais para consolidar o processo de integração sul-americano.

5. Coincidiram na necessidade de fortalecer o multilateralismo mediante reforma das Nações Unidas e democratização das instâncias decisórias multilaterais.

6. Destacaram, também, a importância da reforma do Conselho de Segurança das Nações Unidas, de forma a torná-lo mais democrático e representativo, com a presença de países em desenvolvimento na categoria de membros permanentes.

7. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva agradeceu ao presidente Evo Morales Ayma o apoio do governo boliviano à candidatura brasileira para ocupar uma vaga permanente em um Conselho de Segurança reformado e ampliado.

8. Os presidentes expressaram seu apoio às ações desenvolvidas pelos países membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica e destacaram a sua responsabilidade soberana para promover o desenvolvimento sustentável, a melhora da qualidade de vida de suas populações e a defesa do imenso e rico patrimônio natural da Amazônia, zelando sobretudo pela conservação do meio ambiente e dos recursos naturais.

9. Assinalaram a importância da cooperação com a Representação Regional da FAO com o objetivo de erradicar a fome e a desnutrição. Para tanto, o Brasil e a Bolívia vêm trabalhando conjuntamente no âmbito da Iniciativa América Latina e Caribe sem Fome 2025.

10. O presidente Evo Morales Ayma informou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva do processo de conversações mantidas com o Chile, no âmbito da “agenda sem exclusões” e dentro do mais amplo espírito de fraternidade hemisférica. O Presidente do Brasil expressou sua satisfação com o fato de a Bolívia e o Chile estarem mantendo um diálogo com essas características.

Integração Energética

11. Os dois presidentes destacaram a importância da assinatura do Memorando de Entendimento em Matéria de Hidrocarbonetos entre os Ministérios de Minas e Energia do Brasil e de Hidrocarbonetos e Energia da Bolívia, que permitirá iniciar uma nova fase de cooperação, intercâmbio de informações, transferência de tecnologia e capacitação de recursos humanos.

Cooperação Financeira

12. Ambos os presidentes expressaram satisfação pela assinatura do Convênio de Crédito que prevê recursos de 35 milhões de dólares norte-americanos, em bases concessionais, permitindo à Bolívia adquirir bens de capital, maquinários, equipamentos e implementos agrícolas e de irrigação, o que constitui contribuição fundamental para a modernização dos processos produtivos agrícolas na Bolívia, com ênfase nas pequenas organizações camponesas.

13. Coincidiram, também, na necessidade de estabelecer condições para que o Brasil viabilize crédito a projetos de infra-estrutura do Plano Nacional de Desenvolvimento de Bolívia, considerando as melhores condições financeiras dos mecanismos oficiais de crédito e de garantia brasileiros, e de garantias de pagamento pela República de Bolívia através dos mecanismos do Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos (CCR) da Aladi. A respeito, acordaram realizar encontro bilateral em Brasília na segunda quinzena de janeiro de 2008.

Integração em Infra-estrutura

14. Ressaltaram a importância do fortalecimento da cooperação na área de infra-estrutura, em especial a realização de trabalhos técnicos conjuntos, para o desenvolvimento e o bem-estar em ambos os países. Nesse contexto, destacaram a importância do projeto Hacia el Norte e o trabalho realizado pelos Ministérios de Obras Públicas e de Transportes. O financiamento dos trechos e das obras a serem definidos será viabilizado de acordo com o parágrafo 13 da presente Declaração Conjunta. Manifestaram ainda satisfação com a futura construção pelo Brasil da Ponte Guajaramirim-Guayaramerín.

15. Expressaram seu firme compromisso em promover todas as iniciativas que viabilizem, a curto prazo, a concretização do corredor interoceânico prevista na Declaração de La Paz, firmada conjuntamente com a Presidente do Chile, Michelle Bachelet, em 16 de dezembro de 2007.

16. Ressaltaram a assinatura do Acordo para a Construção de Ponte Internacional sobre o Rio Rapirrã pelo governo do Brasil, satisfazendo aos anseios das populações fronteiriças de Plácido de Castro, no Brasil, e de Montevidéu, na Bolívia, de contar com uma via de ligação que garanta segurança e eficiência ao trânsito de pessoas e veículos.

17. Os presidentes determinaram aos representantes dos órgãos competentes de seus respectivos governos que, durante a próxima reunião do Comitê Intergovernamental da Hidrovia Paraguai – Paraná, realizem as necessárias gestões com vistas à adoção das medidas adequadas que permitam melhorar a navegabilidade e uso do Canal Tamengo para transporte de carga.

Fortalecimento do Comércio Bilateral

18. Destacaram os resultados positivos alcançados na 3ª Reunião da Comissão de Comércio Brasil-Bolívia, realizada em 4 de dezembro de 2007. Na ocasião, o governo do Brasil reiterou o compromisso de tornar o mercado brasileiro um destino crescente para as exportações bolivianas, tomando as medidas necessárias com vistas a facilitar o acesso da oferta exportável boliviana, no âmbito do Programa de Substituição Competitiva de Importações (PSCI) do Brasil.

19. Nesse sentido, receberam com satisfação a adoção de uma agenda de promoção comercial programada para o primeiro trimestre de 2008, que incluirá uma missão comercial de importadores brasileiros à Bolívia; uma flexibilização do regime de origem em benefício dos pequenos e médios produtores do setor de confecções boliviano, assim como medidas concretas que facilitarão as exportações desse setor ao mercado brasileiro; e os avanços alcançados entre os órgãos governamentais competentes em matéria de medidas sanitárias e fitossanitárias.

20. Saudaram a decisão do governo do Brasil de considerar financiamento a novos projetos que venham a ser apresentados pelo governo da Bolívia com vistas ao incremento do comércio e dos investimentos entre ambos os países.

Cooperação Técnica

21. Reafirmaram a decisão de levar adiante um programa de cooperação conjunta no campo social, que inclua atividades no campo da saúde e da educação, bem como nas áreas de agricultura, turismo e outras definidas de comum acordo. Nesse contexto, determinaram às respectivas Chancelarias coordenar a implementação desse programa.

22. Os presidentes se congratularam com a assinatura dos Ajustes Complementares dos Projetos de Cooperação Técnica sobre “Fortalecimento Técnico e Institucional do Serviço Nacional de Saúde Agropecuária e Inocuidade Alimentar da Bolívia”; “Apoio ao Fortalecimento da Gestão Pública Florestal”; e “Apoio ao Programa Multissetorial Desnutrição Zero”. Reafirmaram igualmente sua decisão de aprofundar a cooperação técnica como elemento fundamental das relações bilaterais.

23. Nesse contexto, acordaram a realização de visita à Bolívia de uma missão interinstitucional brasileira organizada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) no primeiro trimestre de 2008. Em coordenação com a parte boliviana, a ABC fará o acompanhamento de todos os projetos de cooperação técnica acordados e obterá informações com vistas à formulação de novos projetos.

Cooperação Educacional

24. Ambos os mandatários congratularam-se com a assinatura do Acordo sobre Educação Superior, que permitirá incrementar a cooperação educacional entre os dois países e capacitar recursos humanos cada vez mais qualificados, de acordo com o desenvolvimento científico e tecnológico global. Nesse sentido, o governo Brasileiro convidou a Ministra de Educação da Bolívia a visitar o Brasil a fim de aprofundar as relações bilaterais na área de educação.

Cooperação no domínio da Defesa

25. Destacaram a importância do Acordo Bilateral, firmado em 14 de fevereiro de 2007, e a intenção de iniciar um novo ciclo de aprofundamento das relações bilaterais na área de defesa a partir de 2008. Nesse sentido, ressaltaram o encontro dos Ministros da Defesa, realizado nesta data, ocasião em que se decidiu retomar as atividades de cooperação previstas na Ata da Reunião Brasil-Bolívia, firmada em 25 de abril de 2006, durante a visita a La Paz da Missão Especial de Cooperação do governo Brasileiro.

Defesa Civil

26. Os dois presidentes destacaram a disposição de promover ações conjuntas com vistas à prevenção e à gestão de riscos e desastres naturais. Para tanto, o governo da Bolívia propôs firmar um acordo de cooperação nessa área, que será examinado pelo governo do Brasil.

27. Para iniciar ações concretas de cooperação, acordou-se estabelecer programa de atividades específicas nas seguintes áreas: incêndios florestais, inundações, secas, gestão de abrigos e prevenção para emergências com produtos químicos.

Integração da Fronteira

28. Os dois Presidentes coincidiram na importância de reativar os trabalhos dos Comitês de Fronteira e determinaram as suas Chancelarias preparar um Plano de Desenvolvimento Fronteiriço, que promova ações concretas para atender às principais demandas sociais das populações fronteiriças, incluindo estudo para a implementação de escolas técnicas bilíngües.

Turismo

29. Renovaram seu apoio às atividades de cooperação para o desenvolvimento do turismo sustentável e à defesa do patrimônio natural e cultural do Brasil e da Bolívia. Manifestaram também seu respaldo às iniciativas no âmbito do processo de integração regional e à promoção e crescimento do turismo sul-americano, incluindo o projeto da rota Pantanal – Pacífico, que busca aproximar, entre outros países, o Brasil e a Bolívia.

Luta contra o Narcotráfico

30. Ambos os presidentes ratificaram a disposição de seus governos de enfrentar firmemente o problema mundial das drogas, fortalecendo a cooperação bilateral no marco da soberania nacional, da democracia, do respeito aos direitos humanos, da observância das convenções internacionais e do princípio da responsabilidade compartilhada.

31. Expressaram satisfação com a realização da 5ª Reunião da Comissão Mista Brasil-Bolívia sobre Drogas e Temas Conexos na cidade de La Paz, nos dias 6 e 7 de dezembro de 2007, ocasião em que a Delegação da Bolívia apresentou o documento “Estratégia de Luta Contra o Narcotráfico e Revalorização da Folha de Coca”. Definiram-se ainda iniciativas conjuntas nas áreas de controle fronteiriço, luta contra o narcotráfico, desenvolvimento integral e prevenção do consumo de drogas.

32. Nesse contexto, ressaltaram o compromisso de implementar plano de coordenação entre os serviços de controle fronteiriço. Esse plano permitirá a instalação de interconexões ponto a ponto via rádio das unidades do Brasil e da Bolívia que participam da Operação Brabo, em 14 pontos da fronteira comum. A interconexão facilitará a troca de informações entre postos de controle, delegacias policiais e centros regionais de inteligência.

33. Reiteraram o compromisso de buscar pontos de convergência no tratamento multilateral do problema do narcotráfico, em especial no âmbito do Mercosul, da Cicad-OEA, do Mecanismo de Cooperação ALC-EU e das Nações Unidas, ressaltando o princípio da responsabilidade compartilhada.

34. Os dois Presidentes coincidiram na necessidade de continuar implementando as decisões da Comissão Mista sobre Drogas por meio dos órgãos responsáveis de cada país, bem como de avaliar, até o final do primeiro semestre de 2008, os avanços da cooperação em matéria de prevenção do consumo de drogas e de luta contra o narcotráfico e delitos conexos.

Grupo de Trabalho Binacional

35. Ambos os Presidentes coincidiram na necessidade de implementar um “Plano Integral de Luta Contra o Narcotráfico e Delitos Conexos, como o tráfico de armas, de pessoas e de lavagem de dinheiro, assim como o Contrabando de Madeira e Outros e o Roubo de Veículos nas zonas de fronteira”. Determinaram ainda a conformação de um Grupo de Trabalho Binacional, encarregado de elaborar o Plano no prazo mais breve possível.

Migração

36. Os dois Presidentes destacaram a decisão de seus governos de estabelecer mecanismos adequados para a efetiva implementação do Acordo de Regularização Migratória, de forma a beneficiar o maior número de cidadãos brasileiros e bolivianos protegidos pelo Acordo. Nesse sentido, assinalaram a importância de implementar plenamente as decisões da reunião do Grupo de Trabalho sobre Assuntos Migratórios, realizada em La Paz, em 6 de dezembro de 2007, e determinaram a adoção, no prazo mais breve possível, das medidas administrativas pertinentes.

37. Os Presidentes destacaram o início dos entendimentos bilaterais com vistas à assinatura de um acordo para o intercâmbio de experiências entre os serviços de remessas postais internacionais, que terá por objetivo beneficiar as populações dos dois países em suas operações de remessas financeiras.

Assentamentos de Brasileiros

38. Com relação aos assentamentos das famílias brasileiras na zona de fronteira do Departamento do Pando, acordaram que o governo boliviano apresentará ao governo brasileiro, no prazo de 45 dias, documento contendo opções concretas e viáveis sobre o tema, estabelecidas com base nos entendimentos mantidos entre os dois países.

39. Com referência ao anúncio da FIFA sobre a restrição de praticar esportes em cidades localizadas a mais de 2.750 metros, ambos Presidentes reiteraram o caráter universal do futebol e ratificaram o direito de praticar o esporte nos lugares onde se nasce e se vive.

Ao término de suas conversações, os dois Chefes de Estado salientaram o alto nível das relações históricas que unem seus povos e países, ressaltaram o ambiente de amplo e cordial entendimento e reafirmaram o propósito de avançar e estreitar uma parceria bilateral mutuamente benéfica, sustentada nos princípios de solidariedade, benefícios compartilhados e confiança mútua, com o objetivo comum de promover o bem-estar e a inclusão social dos povos do Brasil e da Bolívia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou seu profundo agradecimento pela hospitalidade do governo e do povo da Bolívia.”

Da redação, com agências
Site dp PC do B

Rizzolo: À revelia daqueles que desejam a discórdia entre os países da América Latina, o Brasil está na direção da integração. Muito embora, os EUA nos anos 90, através do FMI, do Banco Mundial, e da OMC tentou plantar políticas de ” ajuste estrutural” na América Latina, ajuste estes, que culminaram na implementação de um conjunto de diretrizes que promoveram a queda do valor real dos salários, a precarização das relações de trabalho, o aumento do desemprego e do trabalho informal; a privatização de serviços públicos como fornecimento de água, eletricidade e telefonia, com o conseqüente aumento de tarifas. Hoje as políticas neoliberais são rejeitadas na maioria dos países latino americanos, e existe sim uma forte disposição para o desenvolvimento baseado num Estado forte e desenvolvimentista. A Declaração conjunta dos 39 itens, corrobora o”espírito de fraternidade e a convergência de visões” assinada por Lula e Evo.

O neoliberalismo na América Latina fez com que o número de latino-americanos abaixo da linha de pobreza aumentasse, aproximando-se de 230 milhões, ou seja, 40% da população do continente. Em 2006, na América Latina, os 10 % mais ricos, da população concentraram 48% da renda total, e os 10% mais pobres, apenas 1,6%. Para finalizar, Lula disse que algumas pessoas queriam que eles brigassem, mas que isso não vai acontecer. “Não viramos adversários e muito menos inimigos. Viramos companheiros”.

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Os pobres aos olhos de Deus

Não faltarão argumentos contrários, em qualquer decisão econômica tributária do governo, em recuperar os 40 bilhões de reais evaporados da noite para dia, face a uma articulação maldosa entre PSDB e DEM, sob o fundo musical da Fiesp. Nobre foi a postura do governador Serra, ao atender o pedido do governo, e ao compreender da necessidade dos recursos que seriam aplicados à saúde

Como já comentei em um artigo meu, existe um elenco de impostos que poderiam ser utilizados para ” tapar o buraco” deixado pelo fim do imposto, mas o que gostaria de refletir aqui, é o fator ético que assola essa questão; diria que imposto, seja ele qual for, sempre passa por uma transferência de renda, do rico para o pobre, e quando falamos em assistir aquele que pouco possui, falamos também no próximo, na mão estendida, nas lições de cristianismo, de judaísmo, constantes nos livros espíritas, e em todas as religiões.

Não há como sobrepor argumentos de “eficácia”, “eficiência de gestão nos gastos públicos “, ” de rigor fiscal ” sobre os conceitos de ajudar o nosso semelhante em momentos de urgência social, que em judaísmo chamamos de Tsedaká (caridade). Vivemos num país onde existem 45 milhões de pessoas que vivem na linha da miséria, crianças que quando doentes são desassistidas pelo Estado, e isso ninguém melhor para falar do que a Cláudia Bonfiglioli, Presidente da Casa Hope, que por iniciativa própria criou a maior instituição de apoio a crianças com câncer no Brasil. Temos, além disso, hoje, 8 milhões de famílias que ainda vivem na idade da pedra, sem luz elétrica em sua pobres e humildes moradias, e só políticos de espíritos revanchistas, imbuídos dos mais mesquinhos princípios éticos, seriam capaz de arregimentar um Senado para golpear recurso aos pobres.

Saber que os recursos iriam para pobres, eles sabiam, tinham consciência; saber que existiam lideranças lúcidas como o governador Serra e Aécio também tinham ciência, porem, preferiram ignorar a tudo, num gesto pouco cristão. Riram, se confraternizaram com a derrubada, amaldiçoaram o imposto, beberam e brindaram a retirada de uma enorme quantia aos necessitados, viraram as costas para o povo pobre brasileiro, e foram para casa, no aconchego das suas famílias abastadas.

A energia ruim criada, pela essência ética do tributo derrocado, não deixará impune a consciência daqueles que ao se voltarem às coisas de Deus, irão se deparar com algo maior, num futuro divino acerto de conta. Pode parecer o texto, carregado de religiosidade, mas não de utopia, mas não de princípios éticos, prefiro-o assim, como um lamento na incompreensão dos atos que destituem os pobres de uma vida melhor. Tenho pena do povo brasileiro.

Fernando Rizzolo

FHC está por trás da rejeição da CPMF, diz Tarso Genro

O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse na sexta-feira (14) que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está por trás das articulações para rejeitar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) no Senado. Segundo o ministro, a atitude do ex-presidente não foi boa para o país.

“É visível que por trás desse movimento tem a sombra do Fernando Henrique, que não admite que Lula é melhor presidente do que ele, que o governo do presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] retirou o país da estagnação e é muito mais respeitado internacionalmente do que o governo dele”, afirmou.

Genro fez a declaração após solenidade de encerramento do curso de formação da Polícia Federal, em Brasília.

Sobre a nota divulgada na quinta-feira por Fernando Henrique Cardoso, que pede a reconciliação entre governo e oposição para a votação da reforma tributária, deixando de lado as “picuinhas”, Genro afirmou que o texto demonstra que o ex-presidente estava fazendo uma revanche.

Para o ministro, a suposta represália ocorreu porque Fernando Henrique estaria inconformado com a derrota do candidato do PSDB nas últimas eleições presidenciais, Geraldo Alckmin, e porque Lula, segundo Genro, tirou o país do atoleiro deixado pelo antecessor.

“Isso demonstra que o Fernando Henrique estava fazendo picuinha política, ou seja, não estava atento às necessidades do país e fez um movimento de oposição. Os partidos agiram legitimamente, o governo vai respeitar, mas essa atitude do Fernando Henrique demonstra que ele estava era fazendo uma revanche”, declarou Genro.

Quanto ao chamado do ex-presidente Fernando Henrique para a retomada dos diálogos entre governo e oposição, Tarso Genro disse que Lula decidirá se é conveniente entrar nessa discussão.

Em relação aos recursos para o Ministério da Justiça em 2008, Genro disse esperar não haver cortes porque o orçamento da pasta é proporcionalmente pequeno em relação ao dos demais ministérios. Ele, no entanto, admitiu que algumas adaptações precisarão ser feitas.

“O presidente Lula orientou o ministro Paulo Bernardo que preserve o PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e preserve as políticas sociais do governo. A nossa política de segurança pública está integrada às políticas sociais”, argumentou Genro.

Os maiores prejudicados com a extinção da CPMF a partir de janeiro, segundo o ministro, serão a saúde pública e os investimentos. Apesar disso, Genro disse acreditar que a derrota do governo não interfere no desenvolvimento do país.

“A derrota da CPMF não causa nenhum terror no governo. Dá uma tremida no telhado, mas os alicerces do país são sólidos, fortes, profundos, enraizados na consciência popular e na consciência da cidadania brasileira”, destacou.

Correio do Brasil

Rizzolo: Não resta a menor dúvida que os motivos que alicerçaram a sede de derrotar a CPMF, foi advinda do inconformismo de FHC frente aos avanços do governo Lula. Não podemos conceber que uma picuinha política baseada na inveja, possa atrapalhar a disposição do governo de implantar as devidas políticas sociais.

Por sorte temos ainda no PSDB, políticos com lucidez como Serra e Aécio que cerram fileiras com o governo, e deixam as questões pessoais para um segundo patamar, sendo priorizado os interesses do povo brasileiro. Em especial, o governador Serra, tem dado uma demonstração de inconformismo coma direita Tucana, e como já disse anteriormente, a melhor coisa que poderia ele fazer , é se distanciar da UDN Tucana, para que, enfim, ele possa ser ele mesmo, e ter a possibilidade de dar seu quinhão ao desenvolvimento do nosso país.

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A ética acima dos interesses políticos

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José revela sua identidade aos seus irmãos

Como de costume, todo Sábado procuro não escrever textos que não estejam relacionados com o Shabbat, e com o estudo da Tora. Sem ter a intenção de dar uma conotação pessoal religiosa ao que escrevo, me permito dirigir me a você, que acompanha minhas reflexões diariamente, e de uma forma humilde, compartilhar com o amigo(a) esses momentos de introspecção dos meus estudos no Shabbat, que se iniciam todas às sextas-feiras, quando me recolho duas horas antes da primeira estrela surgir no céu, numa Sinagoga ortodoxa que freqüento em São Paulo.

Como já disse anteriormente, tenho profundo respeito por todas as crenças, religiões, e acima de tudo sou um brasileiro patriota, amo meu país e o povo brasileiro, e tenho sim, uma grande satisfação espiritual em ao estudar a Parashá (Porção da Tora semanal) relacioná-la ao que vivemos nos dias atuais. Como é uma reflexão de estudo pessoal, baseada na introspecção, recomendo a todos que acompanhem no Antigo testamento (Torah ) os comentários aqui expostos, para que possamos ter uma semana de paz, e que através dos estudos judaicos, possamos compreender nossas vidas e encontrar formas de superar as adversidades na visão de Hashem (Deus), para que possamos construir um Brasil cada vez mais digno e com mais justiça social, que é a base do Judaísmo, do Cristianismo e de todas as religiões.

A Parashat desta semana chama-se Vayigash começa com a súplica ardorosa de Yehudá ao poderoso governante egípcio (Yossef ainda disfarçado) pela vida de Binyamin, alegando que Yaacov certamente morreria de dor se perdesse seu filho mais jovem. Yehudá se oferece para permanecer no Egito como escravo no lugar do irmão mais novo.

Yossef, incapaz de se segurar por mais tempo, revela sua identidade a seus atônitos irmãos, perdoando-os por vendê-lo como escravo tantos anos antes, declarando que enviá-lo ao Egito era parte do plano Divino de preparar a sobrevivência da escassez.

Yossef então os envia de volta para a Terra de Israel carregados de presentes pedindo que tragam Yaacov e sua família de volta ao Egito onde viverão na província de Goshen. Antes que Yaacov saia de casa, D’us aparece a ele reafirmando-lhe que Ele estará com eles e que ao final retornarão à Terra de Israel como uma grande nação. Após vinte e dois anos de separação, Yaacov finalmente se reúne com seu amado filho Yossef, e são levados ao encontro do Faraó.

A porção termina descrevendo como Yossef usou seus vastos poderes para amealhar quase toda a riqueza do Egito para o tesouro do Faraó.

Uma das questões mais intrigantes desta Parashá, é a capacidade de Yossef (José) de entender que a maldade feita pelos seus irmãos jogando-o no poço, e depois tendo-o vendido aos árabes, foi uma vontade divina para que ele chegasse aonde chegou, e graças à ajuda de Deus, providenciasse implementações e recursos visando acabar com a fome na região. Observem que o nobre fim prevaleceu sobre o meio maldoso, imposto pelos seus irmãos. Yossef compreendeu, que a missão social em preparar a sobrevivência da escassez, superou o sofrimento dele, e atribuiu a ação dos irmãos, como sendo instrumentos desse plano, não demonstrando revanche, ódio, nem disputa com os mesmos.

Temos esta semana, um clássico exemplo dessa questão revelada na postura da oposição ao governo. Como instrumentos da inveja, com os devidos ressentimentos da derrota nas eleições presidenciais, a direita brasileira, tentou e tenta boicotar todos os planos de ajustes sociais, planos esses, que beneficiam os pobres do nosso país. Ao contrário de José, que aceitou e perduou a humilhação imposta pelos seus irmãos, e que jamais deixou-se contaminar pela inveja, pelo ódio, a oposição fez, e continua fazendo tudo para conspirar contra o governo, baseado na revanche, no troco, prejudicando o povo brasileiro.Com certeza, se estivessem no lugar de José, teriam sim, se vingado e aniquilando todos os demais irmãos, num ato de ” vendeta”, pois para eles, o que vale é a desforra, não pensam como José num bem maior, no povo, nos alimentos para o povo.

Outra demonstração clara nessa Parashá, é sobre a questão ética, todos sabemos o tão importante que é para o povo judeu a ética, Yossef usou seus vastos poderes para amealhar quase toda a riqueza do Egito para o tesouro do Faraó, nunca se beneficiou ou prevaleceu sua condição em beneficiar sua família que regressou ao Egito, ou a si próprio, nunca transformou pessoas em escravos, mas as dirigiu quando da intensidade da fome as acometia, para outras regiões no Egito. Quantas vezes na vida precisamos nos portar como Yossef ? Quantas vezes temos que optar entre o ódio perseguindo nosso inimigo, ou perdoa-lo, cerrando fileira para alcançar um bem maior. Quantas vezes temos que perdoar nossos irmãos ? Isso foi o que José fez, pensou não no seu passado e no seu problema, mas sim, no que esse fato se desdobrou, beneficiando um povo, pensando nos seus irmãos. Infelizmente a oposição não se sensibilizou, aproveitou o poder de ser maioria no Senado, e acabou vingando a derrota eleitoral e o prestigio que o nosso presidente alcançou, ceifando em conjunto R$ 40 bilhões aos pobres do Brasil, por pura inveja, por não pensar nos pobres, e fazendo uso do momento de poder político no Senado para apunhalar o povo brasileiro.

Tenha um Sábado de Paz.

Fernando Rizzolo

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CPMF – O feitiço contra os feiticeiros

As comemorações dos articuladores da oposição, estão sendo pautadas com um discurso em que querem desta feita, com a vitória nas mãos, fazer sentar à mesa o governo, para mostrar a força que possuem; a oposição já fala em recriar a CPMF ” do jeito deles”, em 2008, vinculando essa disposição, a uma reforma tributária, também da ” maneira deles “, para desonerá-los ainda mais. Não seria trágico mas até cômico, que aqueles que tanto lutaram pela derrota da CPMF, visando os interesses dos poderosos, se vissem agora numa segunda fase, não vislumbrando uma retaliação, mas tendo que pagar uma conta caríssima pela demonstração de insensatez, derrubando o imposto.

Em economia, em contas públicas, a aritmética pode parecer complexa, mas obviamente se resume em ter ou não ter dinheiro suficiente para pagar os gastos, no caso, públicos. As possibilidades de suprir o oxigênio de R$ 40 bilhões de reais, retirados da noite para dia não são muitas, mas de uma coisa podemos ter certeza: quem continuará pagando os R$ 40 bilhões de reais, não mais será a totalidade do povo brasileiro, mas agora os empresários, os donos das maiores fortunas, as multinacionais, os especuladores, enfim, todos aqueles que de uma forma ou de outra, estão vinculados a instrumentos tributários, capazes de serem utilizados para repor a oxigenação perdida.

O famoso ” tiro no pé “, frase essa de advertência ao presidente da Fiesp por membros do governo, se concretizará, como uma profecia. Com efeito, a derrota levara àqueles que eram contra, a eles mesmos pagarem a conta do oxigênio. Senão vejamos como:

Podemos rever nosso imposto de renda, atualmente, os tributos sobre o consumo representam 67% da arrecadação total, o imposto sobre a renda, 29%, e os impostos sobre o patrimônio, apenas 4%. Nos países da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ocorre o contrário: a arrecadação de impostos sobre o consumo é menor do que a arrecadação de impostos sobre a renda, enquanto 7% recaem sobre o patrimônio. ( www. oecd.org )

Outra razão para o aumento da arrecadação foi congelamento da tabela do Imposto de Renda, que deixou de ser corrigida no período de 1996 a 2001. Com isso, milhares de trabalhadores passaram pagar IR. Ora, o rendimento do cidadão comum baseado no trabalho é taxado em até 25%, enquanto o rendimento dos donos do capital é isento ou sofre uma incidência “suave” e nem é submetido à tabela progressiva.Outra aberração são os lucros e dividendos distribuídos aos sócios ficaram isentos, já os rendimentos e ganhos de capital são tributados com alíquotas de 15% ou no máximo 20%. Precisamos rever isso.

Na verdade, isso é um tributarismo que atua como um Robin Hood às avessas, como diz a auditora fiscal Clair Hickmann. Interessante observar, não vejo a oposição falar dessas questões, a reforma tributária não passa pelos pobres, no topo da lista de privilegiados pelo sistema tributário brasileiro, estão as grandes corporações, das quais a oposição é seus representantes. Num país como o Brasil, onde de acordo como Atlas da Exclusão Social – os ricos no Brasil (Cortez, 2004) apenas cinco mil famílias controlam 45% de toda a riqueza, nada mais justo do que voltarmos a rever essas distorções tributárias.

Outra fonte de receita que precisamos rever, são as remessas de lucros e dividendos, apesar de pouco divulgado, as remessas de lucros e dividendos ao exterior são isentas de Imposto de Renda. Até 1995, essas remessas eram tributadas em 15%. Estima-se a renúncia fiscal em R$ 4 bilhões para o ano de 2006. Esse benefício estimulou a remessa de lucros e dividendos ao exterior pelas transnacionais, batendo recorde em 2005, no valor de 12,7 bilhões, maior montante desde 1947, segundo dados do Banco Central. Sem dúvida é uma receita que jamais poderíamos abrir mão, passiva de ser revista.

Temos também os já comentados possíveis aumento como o da, IOF, ( Imposto sobre Operações Financeiras ), do IPI ( Imposto sobre produtos industrializados ), da CSLL ( Contribuição Social sobre o Lucro Líquido ), e PIS/Cofins. Mas o príncipe do instrumento tributário, irmão da CPMF, que habita na órbita do universo da capacidade contributiva, é o famoso Imposto sobre Grandes Fortuna o (IGF), esse imposto príncipe, esquecido propositalmente, esta previsto no artigo 153, VII, da nossa Carta Magna, deverá agora, ser lembrado com força total, até porque esta previsto na Constituição.

Desde a promulgação após quase 20 anos, o IGF permanece, sintomaticamente, o único imposto de previsão constitucional não instituído. Aliás, a idéia original da CPMF, ainda quando era considerada IPMF, era exatamente ” dar um deixa pra lá” na IGF. Agora, por ironia do destino, os mais eloqüentes membros da oposição, que argumentavam que a CPMF desrespeitava o princípio de capacidade contributiva, têm em mãos o príncipe dos impostos previsto na Constituição, o IGF.

Na sua natureza, o IGF incidiria anualmente sobre o patrimônio líquido de pessoas físicas que ultrapassasse algo em torno de R$ 6 milhões em valores atualizados (valor esse que poderíamos também rever). As alíquotas obedeceriam a uma tabela progressiva, variando a uma tabela progressiva, variando entre 0,3% e 1%, sendo tanto maior quanto maior fosse a fortuna. Poderíamos chamar de uma complementação do Imposto de Renda.

Podemos também diminuir o superávit primário. Que tal ? Que problemão, hein ! Apesar de achar essa possibilidade pouco provável, pois isso elevaria a divida brasileira. Mas não há dúvida que é uma opção. Outra opção, menos simpática até não tão democrática, seria a recriação da CPMF por meio de medida provisória, o que também não preconizo .

Enfim, como disse anteriormente, a imaginação tributária pode ser exercitada a partir do momento em que os poderosos decidiram não mais financiar os projetos e o desenvolvimento dos pobres, que no Brasil constituem 45 milhões de pessoas. Vamos nos exercitar e começarmos lançar mão de recursos legais, visando repor a sangria imposta pela direita impiedosa. Nada mais temos a fazer a não ser agir em nome do povo.

Fernando Rizzolo

Ex-agente da CIA: “decisão de torturar vem da Casa Branca”

Em entrevista à rede de TV norte-americana ABC John Kiriakou confirmou que a decisão de torturar um prisioneiro “é uma política feita na Casa Branca em combinação com a Agência Nacional de Segurança e o Departamento de Justiça”

O ex-agente da CIA John Kiriakou, que chefiou a operação de captura de Abu Zubaidah, um dos dois presos cujos vídeos da tortura foram destruídos, afirmou em entrevista à rede de TV norte-americana ABC que a ordem de tortura partiu da Casa Branca. “A coisa não funciona assim: um agente acorda pela manhã, meio em dúvida, e decide que vai aplicar uma técnica intensificada [tortura] num prisioneiro. Essa é uma política feita na Casa Branca, em combinação com a Agência Nacional de Segurança e o Departamento de Justiça”, revelou. A tardia admissão, pelo governo Bush, de que centenas de horas de vídeos com a tortura do prisioneiro Zubaidah foram des-truídas, está causando um vendaval político em Washington. Na entrevista, o ex-agente confirmou que o preso foi torturado, inclusive através do “water-bording” (afogamento). O vazamento da queima de arquivo, através das páginas do “New York Times”, ocorreu, curiosamente, uma semana após as principais 16 agências de espionagem dos EUA terem desmentido em uníssono Bush sobre o “iminente perigo nuclear do Irã”.

RUMSFELD

A declaração de Kiria-kou – de que a ordem veio de cima, “da Casa Branca” – não chega a ser uma surpresa. Afinal, durante o período mais crítico, para o governo Bush, do escândalo de Abu Graib, ficou patente que o secretário do Pentágono, Donald Rums-feld, acompanhava passo a passo, inclusive com instruções e recomendações de próprio punho, a tortura dos “alvos” tidos como mais importantes. E fazia isso, porque essa era a política oficial do governo dos EUA, intensamente discutida entre ele, Cheney e Bush, e consagrada basicamente em dois pontos. O primeiro: o desconhecimento das Convenções de Guerra de Genebra e a negação da condição de presos de guerra aos cativos. O segundo, os memorandos do Departamento de Justiça oficializando a tortura. Política mantida mesmo após o escândalo de Abu Graib.

Como disse adiante Kiriakou, a tortura é orientada a partir de cima “passo a passo”, até mesmo nos “passos mínimos”. O que é confirmado em outros dados. Como o de que o comandante geral das tropas no Iraque, na época o general Ricardo Sanchez, foi consultado e aprovou vários “cronogramas” de tortura. Também não é nenhuma novidade que o general Miller, chefe do campo de concentração de Guantánamo, e depois, o enviado especial de Bush ao Iraque, funcionava como uma espécie de diretor-geral do serviço de tortura dos campos de concentração norte-americanos.

VÍDEOS

Diante da situação criada com a revelação de que os vídeos da tortura foram queimados, a tática do governo Bush tem sido de lançar a responsabilidade sobre o capo das operações clandestinas da CIA de então, um certo José Rodri-guez Jr. Nessa versão, Rodriguez teria passado por cima do diretor-geral da CIA na época, Porter Goss, e até de supostos pareceres contrários da Casa Branca, do Departamento de Justiça e do Congresso. Isso, “para proteger” os agentes terceirizados de “retaliações da Al Qaeda”, apesar do agente Kiriakou não parecer achar isso provável, já que foi à TV dar entrevistas.

Então, quem é que está, realmente, necessitando de proteção a ponto de mandar destruir, no registro do “New York Times”, “centenas de horas de vídeos” gravados com tortura? Não é a ralé que executou o “serviço” quem tem a autoridade para mandar Rodriguez passar por cima até, supostamente, da Casa Branca. Quem tem tal autoridade são os mandantes, ou seja, W. Bush e Richard Cheney. Se mostradas ao mundo essas cenas de tortura, a conclusão pertinente seria que W. Bush e Cheney – os mandantes – são criminosos de guerra, torturadores. Ou, como disse uma dessas “fontes” das quais o NYT é tão íntimo, as cenas causariam “grande comoção”. Uma coisa é ouvir falar da tortura; outra, vê-la “ao vivo e a cores”. Que o diga Abu Graib. Acionado judicialmente, ou por requerimento dos parlamentares, o governo Bush negou sempre a existência dos vídeos que agora confessou ter destruído.

Segundo Kiriakou, que foi agente da CIA durante 14 anos e operou no Paquistão de 1998 a 2002, a tortura em Zubaidah foi cometida por “comandos aposentados contratados pela CIA”. Blackwater? Baleado na operação de captura, o paquistanês chegou a estar em coma; o interrogatório começou já no hospital, mas nessa fase, na qual Kiriakou participou, não houve tortura segundo ele. Depois, o norte-americano voltou a Washington, para outras missões, mas seguiu acompanhando o caso. Zubaidah, de acordo com jornais dos EUA, havia sido levado clandestinamente para uma prisão secreta da CIA na Polônia. Foi ali que ele foi submetido ao “water-boarding”. No dia seguinte, conforme Kiriakou, Zubaidah contou aos torturadores que havia sido “visitado na cela por Alá”, que o havia orientado “a colaborar”.

XÍCARA DE CHÁ

Pela narração, parece que os torturadores levaram a sério. E a partir daí, para evitar a tortura, Zubaidah falou pelos cotovelos qualquer coisa que ele percebia que era aquilo que seus algozes queriam ouvir, como contou aos seus advogados depois que foi levado para Guantánamo, no final do ano passado. A CIA alega que foi a partir de Zubaidah que teria chegado aos “masterminds” dos ataques ao navio de guerra USS Cole, no Iêmen, e do 11 de Setembro, respectivamente Abd al-Rahim al-Nashiri e “KSM” – Khalid Sheik Mohamed. Este teria batido o recorde de demora para falar no “water-boarding”: dois minutos. Mas desde que começou, bastava uma xícara de chá para falar. Arrumou uma fábula atrás da outra para entreter seus “inter-rogadores”, só faltando confessar o assassinato de Papai Noel. (Talvez tenha confessado e ainda não fomos informados). Está também em Guantánamo atualmente. Quanto ao ex-agente Kiriakou, registre-se que sua entrevista não é propriamente uma denúncia da CIA ou negação cabal da tortura, embora chegue à admissão de que “waterboarding” é tortura.

ANTONIO PIMENTA

Hora do Povo

Rizzolo: Muito embora, a Casa Branca afirme que os Estados Unidos não praticam tortura, silenciou sobre o escândalo dos vídeos de interrogatórios destruídos pela CIA. “O que posso dizer é que todos os interrogatórios foram legais e que sempre prestamos contas ao Congresso dos Estados Unidos”, disse a porta-voz Dana Perino. “Os Estados Unidos não praticam tortura”, afirmou. O ex-agente da CIA John Kiriakou confirmou que, durante interrogatórios de supostos membros da rede terrorista Al Qaeda, foi aplicada a “técnica do afogamento”. O que mais dizer ? Alegar que essa técnica era necessária ? Aonde esta os princípios de Direitos Humanos tão apregoados pelos EUA ? A verdade é que hoje os EUA vivem uma crise de ética, de moral, e de valores jamais vivenciados pelo povo americano. Essa é a democracia republicana. Uma beleza , não ?

Cristina denuncia EUA “operação lixo” dos EUA contra Argentina

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A recém-empossada presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, qualificou nesta quinta-feira (13) como uma “operação lixo” as alegações do governo dos Estados Unidos, sobre suposto financiamento ilegal venezuelano à sua campanha eleitoral. “São operações lixo, que mostram como alguns concebem a política internacional”, disparou Cristina, para quem a Casa Branca deseja “países empregados”.

“Mais que países amigos, querem países empregados e subordinados”, avaliou a presidente. “Com essa forma de operar a política regional, quero dizer a eles que não vão conseguir resultados. Esta presidente pode ser mulher mas não vai se deixar pressionar, disse Cristina durante um ato na Casa Rosada (sede do governo). O discurso duro e incisivo, embora sem citar os Estados Unidos pelo nome, foi visto como estréia do estilo da presidente, que tomou posse nesta segunda-feira após vencer no primeiro turno a eleição presidencial.

Indicação tragicômica

“Há lixões da política internacional que, mais que indicar crescimento ou desenvolvimento, indicam tragicomicamente a involução do desenvolvimento das relações internacionais”, disse ainda Cristina. A cerimônia em que as declarações foram feitas destinava-se justamente a lançar um plano de erradicação e limpeza de lixões na área de Matanza-Riachuelo.

As afirmações foram uma resposta à detenção de quatro indivíduos em Miami, EUA, acusadas de pressionar o empresário venezuelano Antonini Wilson para que ele não revelasse o destino dos US$ 800 mil com que tentou entrar na Argentina. O episódio foi explorado durante a campanha eleitoral pela oposição conservadora, que denunciou um suposto financiamento ilegal da campanha de Cristina por forças ligadas ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, hoje o principal alvo sul-americano dos ataques de Washington.

Relações com a Venezuela

Depois das detenções em Miami, o Departamento de Justiça dos EUA divulgou um comunicado dando apoio à versão eleitoral. Segundo os textos, o dinheiro, conforme os detidos, destinava-se à campanha de um candidato presidencial, não identificado.

Cristina foi igualmente explícita ao reafirmar a relação da Argentina com a Venezuela de Hugo Chávez. “Vou continuar afirmando nossa relação de amizade com nossos países latino-americanos e também com a Venezuela. Vou continuar afirmando a necessidade de aprofundar e ampliar o Mercosul”, avisou.

Site do PC do B

Rizzolo: Na verdade, não há nada que prove esse nexo causal, entre o dinheiro encontrado, e a relação desse dinheiro com o governo Venezuelano, ademais, Wilson é cidadão americano, não precisamos dizer mais nada. Ao que tudo indica, o governo dos EUA ainda não está devidamente satisfeito com a popularidade de Chavez, mesmo tendo ele perdido o referendo . As relações entre os EUA e a Argentina, podem esquentar com o temperamento de Cristina, que já de plano, reivindicou as Malvinas à Inglaterra, e como todos nós sabemos, EUA e Inglaterra andam de mãos dadas. No meu entender isso é uma forma de desmoralizar o governo Chavez e de Cristina , uma ação para desmoralizar ambos, no atacado.

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Direita impiedosa golpeia e ceifa R$ 40 bilhões aos pobres

Nesta manhã nublada em São Paulo, para não dizer triste, acordei com a notícia de que por 45 votos a favor e 34 votos contra, a prorrogação da CPMF foi rejeitada no Senado. Eram necessários 49 votos a favor. Tentei até certa hora da madrugada acompanhar, os trabalhos, mas já imaginava o pior ao povo brasileiro. Quando num momento histórico de crescimento, há a distribuição de renda , uma esperança, a elite representativa egoísta, ceifa os sonhos dos mais humildes. Retirar R$ 40 bilhões do dia para a noite foi votar contra o povo brasileiro, contra o desenvolvimento social, contra a injustiça e a favor da sonegação que corre solta entre os poderosos.

O governo federal deve sim, impor de forma urgente, um Plano B para que a população pobre não fique desassistida com uma possível revisão nos projetos sociais, o momento é de coragem, de enfrentamento, até porque, conversa, acordo, gentileza, sorrisos, cartas, isso a direita não quer , não sabe, e não está interessada, haja vista os esforços de alguns como Serra e Aécio que nada conseguiram. É hora de aumentar o tom, e falar mais grosso em nome dos 58 milhões de votos, e daqueles que ainda acreditam no presidente em que votaram.

Nos jornais, grupos representando a direita menos comprometida se abraçavam na alegria pela derrota do governo, cujo preço quem pagará sera o pobre trabalhador da periferia, o pobre que nada tem, as crianças que dependem dos hospitais públicos. No meu entender, foi uma derrota da democracia representativa, e uma amostra até que ponto pode ela chegar, na defesa dos interesses dos poderosos. Que isso sirva como exemplo, para que rejeitem cada vez mais o modelo perverso desse tipo de democracia; definitivamente implantando, um sistema onde o povo seja ouvido , regulamentando os instrumentos de participação popular contemplados no artigo 14 da nossa Carta Magna, como o referendo , o plebiscito e a iniciativa popular. Se fosse pelo povo , a CPMF tinha sido sim aprovada. Como havia dito num artigo, vamos ouvir o morro. Mas calaram o morro, e deixaram os pobres no total abandono. Apenas um pedido: Serra não fique mais de boca fechada, vamos ” Cerrar fileiras ” em nome do povo brasileiro, abandone a UDN !

Fernando Rizzolo

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Habitação e saneamento, fatores de dignidade.

É sabido que o Ministério das Cidades, quer aumentar o orçamento de empréstimos habitacionais com os recursos do (FGTS). A idéia seria elevar em R$ 3 bilhões o orçamento de 2008, já aprovado, que prevê até agora R$ 5,4 bilhões para habitação. Na realidade, por lei, até 60% dos recursos anuais do FGTS têm de ser aplicados na área de habitação, mas outros até 40% devem financiar projetos de saneamento. Hoje um dos maiores problemas brasileiros, é o déficit habitacional, déficit este, por volta de 6,5 milhões de moradias. Para acabar com esse verdadeiro problema social, será necessário aplicar de R$ 12 bilhões a R$ 13 bilhões por ano em habitação, ou seja, precisamos construir de 600 mil a 700 mil moradias por ano.

Não há dúvida que os recursos advindos do FGTS, tem sido instrumento de desenvolvimento nesse segmento habitacional carente de recursos. Mas não só podemos nos basear na questão habitacional, senão também, no espectro da saúde pública, cujos recursos para esse fim também são contemplados no FGTS em 40 % financiando projetos de saneamento básico. O que podemos inferir, é que há pouca disposição do poder público na implementação das políticas de saneamento básico, até porque, elas não dão o devido impacto eleitoral. Isso, vem sendo alvo, de inúmeras discussões principalmente em áreas protegidas pela Lei de Mananciais.

A questão habitacional no Brasil passa pelo conceito de priorização social, onde durante muitos anos os recursos drenados pelo Estado eram de certa forma instrumentos de financiamentos de imóveis de luxo, acomodando interesses da elite, que assistia do alto dos edifícios luxuosos, a miséria daqueles que em barracos vivem. Podemos presenciar isso na capital paulista, onde em determinadas áreas como na Av. Luiz Carlos Berrini, vivem o luxo e a miséria, num contraste arquitetônico já estudado até por arquitetos italianos, e estudiosos da relação espaço versus dignidade humana.

Hoje, 10% dos recursos do FGTS são destinados para a chamada faixa especial, ou seja, para quem ganha até R$ 4.500 por mês. Temos que ainda que reduzir, gradualmente, esse percentual para poder beneficiar mais famílias de baixa renda. Estima-se que mais de 90% do déficit habitacional esteja concentrado nas famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos. Dessa forma estaremos beneficiando o povo brasileiro, e não mais compactuando com uma política elitista que nos contornos da cidade cria demarcações sociais que saltam aos olhos daqueles que vivenciam ideais de justiça social.

Fernando Rizzolo

Filme de Brian de Palma denuncia crimes norte-americanos no Iraque

O cineasta norte-americano, Brian de Palma, foi impedido, pelo governo dos EUA, de participar do 29º Festival do Novo Cinema Latino-americano, em Cuba, onde apresentaria seu filme “Redacted”. O filme, cujo título significa “editado” denuncia os crimes norte-americanos no Iraque.

Ao descrever o filme Brian de Palma afirmou: “Nem posso dizer o nome da cidade onde o episódio no qual ‘Redacted’ é baseado realmente ocorreu. Só posso indicar as cinco palavras que você deve colocar na sua busca on line: EUA, soldados, Iraque, estupro, assassinato. Está tudo lá, para quem quiser saber”.

A frase foi dita pelo diretor referindo-se a Mahmudiya, cidade iraquiana em que soldados americanos cometeram estupro coletivo e assassinato de uma menina de 14 anos enquanto sua família, que depois seria morta, era mantida presa num cômodo da casa, posteriormente incendiada para encobrir as provas do crime.

O diretor não participou do evento porque lhe foi negado pelo Departamento de Estado visto para que entrasse em Cuba. Uma mensagem sua foi lida durante a apresentação. “Me identifico muito com sua cultura. Parece que o meu Departamento de Estado não pode encontrar um visto para mim. Brindem com um café com leite por mim”.

O presidente do festival, Alfredo Guevara, deu as boas-vindas aos cineastas de todo o continente. Em sua mensagem, Guevara evocou o 40º aniversário de Viña del Mar, “expressão de insurgência e busca”, do qual surgiu o que mais tarde foi o Novo Cinema Latino-Americano e considerou que “a América Latina semeia hoje alvoradas e as novas gerações trazem mensagens animadoras”.

Até o dia 14, Havana será a capital do cinema latino-americano e exibirá de mais de 500 filmes.

“Redacted”, foi exibido na abertura do Festival no Teatro Karl Marx, em Havana. O teatro com capacidade para 5 mil pessoas estava lotado e o filme foi aclamado pelos presentes que se emocionaram. A película rendeu ao cineasta o prêmio de melhor diretor no Festival de Cinema de Veneza 2007.
Hora do Povo

Rizzolo: As atrocidades cometidas pelo governo Bush , violam o conceito de ética apregoado pela essência protestante enraizada na cultura americana. Quem poderia imaginar, que os republicanos chegariam tão longe ? Hoje nos EUA, o cinema como denunciador das violações dos direitos humanos tem sido instrumento de conscientização. Temos em Michel Moore e outros, a tarefa de demonstrar ao mundo o que os republicanos estão fazendo sob os auspícios de Bush e principalmente ao povo americano, que na realidade, é vítima desse regime que abandonou o conceito de direitos humanos e de democracia.

A consagração dessa estupidez republicana, se constata com o fato da noticia acima, onde Brian de Palma fora impedido pelo governo dos EUA, de participar do 29º Festival do Novo Cinema Latino-americano, em Cuba, onde apresentaria seu filme “Redacted”. Que bela democracia , hein !

Hugo Chávez: “dinheiro que está depositado nos bancos do Norte deve ser convertido em investimentos”

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou no domingo, em Buenos Aires, que o Banco do Sul é um instrumento de libertação e um “esforço de nossos países da América do Sul para derrotar a pobreza, a miséria, a marginalidade, o analfabetismo, para assegurar aos nossos povos educação, saúde, moradia e emprego digno”.

“Só unidos é que poderemos ser verdadeiramente independentes, verdadeiramente livres”, disse Chávez, acrescentando: “Sem igualdade não há pátria, sem igualdade não projeto de país, sem igualdade não há sociedades possíveis, nem de continente possível”.

Chávez defendeu que as reservas internacionais – “dinheiro que está depositado nos bancos do Norte” – sejam utilizadas em investimentos. “O Banco do Sul deve ser o primeiro passo para começar a trazer os capitais que são nossos, que são de nossos povos e convertê-los em investimentos, investimentos para o desenvolvimento, investimentos na luta contra a pobreza, contra a miséria”.

“Nós não somos párias, nem somos mendigos. E o presidente Kirchner demonstrou isso, graças ao povo argentino e à sua firme vontade, quando libertou a Argentina da dependência do Fundo Monetário Internacional”, ressaltou o presidente venezuelano.

Chávez concluiu dizendo que o Banco do Sul nasce de uma firme vontade política e enfatizou a unidade dos países sul-americanos. “Façamos realidade o Banco do Sul, façamos realidade a união energética do sul, façamos realidade a união, a Unasul, só assim seremos livres”.

Hora do Povo

Rizzolo: Leia uma pequena reflexão minha no artigo:

Banco do Sul um agente da integração

Muito embora os conservadores alegam que o Banco do Sul não passa de uma “invenção de Hugo Chavez”, e afirmam que o governo brasileiro esta sendo usado como massa de manobra nas más intenções dos seus idealizadores, o presidente Lula, nesse domingo, afirmou em seu discurso na Argentina, que o Banco do Sul servirá para financiar projetos na área de infra-estrutura, ciência e tecnologia, para reduzir a pobreza e as diferenças sociais e econômicas na região. Na verdade o Banco do Sul que será lançado no primeiro semestre de 2008, sera uma espécie de Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) da América do Sul, com recursos próprios para financiamento de desenvolvimento e integração.

Como se tivessem na contramão dos interesses da América Latina, os opositores da iniciativa, declaram que a “aventura do Banco do Sul” conta agora com a aquiescência de Guido Mantega, que como dizem, está menos refratário aos objetivos do Banco, o que certamente os irrita. No elenco de afirmações “vazias”, afirmam que o Brasil será manipulado pelo Conselho de Administração, pelos “discípulos de Hugo Chavez”, e que também beneficiará a Argentina que tem conseguido rolar sua dívida, graças ao apóio da Venezuela.

O que não dizem em nenhum momento, é que o Banco do Sul vem de encontro à criação de uma instituição financeira que irá contribuir para que os países latino-americanos rompam a dependência a mercados de capitais globalizados, incertos e altamente especulativos, propiciando a própria capacidade de reserva, a detenção de fuga de capitais e a inversão de recursos em forma consistente, com os direitos e as necessidades dos povos. Tenho dito que não podemos ficar à mercê das políticas perversas editadas pelo Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Observem que na própria Ásia , países que já sentiram de perto os efeitos de crises, estão estudando a formação de Fundo Monetário Asiático mais conhecido como a Iniciativa de Chiang Mai e começou basicamente pela criação de uma rede de acordos bilaterais de “swaps”, cuja finalidade é prover financiamento de balanços de pagamentos em situação de emergência. Os países participantes são a China, o Japão, a Coréia do Sul e os dez membros da Asean, a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Indonésia, Tailândia, Malásia, Filipinas, entre outros).

O fracasso da rodada de Doha deixa cada vez mais claro que neste mundo de impérios globalizados, só tem vez os blocos coesos de interesses compartilhados. O Banco do Sul seria um amplificador vigoroso da voz e dos interesses latino-americanos, o que contraria interesses dos EUA que através do Brasil insistiram, desta feita, em não fazer do Banco do Sul um substituto do FMI, cuja política visa, na verdade, apenas os interesses do governo americano, haja vista o que ocorreu na gravíssima crise cambial e financeira asiática de 1997-98, que definitivamente mudou a percepção desses países. Houve descontentamento, e até revolta, com o modo como os EUA e o FMI abordaram a crise.

As recomendações de política econômica foram consideradas em grande parte medidas contraproducentes. Além disso, parece ter ficado evidente que os EUA estavam se valendo do Fundo e de outras instituições sediadas em Washington para promover o seu interesses nacionais. “O FMI tem feito mais para promover a agenda comercial e de investimento dos EUA na Coréia do que 30 anos de entendimentos comerciais bilaterais”, disse na época Lawrence Summers, então subsecretário do Tesouro do governo Clinton.

Fica claro, que para conseguir seu desiderato, o conservadorismo exulta e se delicia com a promoção de divergências via mídia e Congresso Nacional entre o Brasil e os países da América Latina, em especial à Venezuela, onde vêem a oportunidade de isolar o Brasil, deixando-o numa situação refratária a uma maior integração Latino Americana, para que talvez, finalmente, se sinta socorrido e alinhado aos interesses do EUA, até mesmo do ponto de vista militar, onde os investimentos das Forças Armadas são tímidos e precários frente a outros países da América Latina, e que certamente nos leva a uma reflexão, a uma pergunta. A quem isso serve?

Fernando Rizzolo

CPMF – Vamos ouvir o morro

Em um ponto todos concordam, o maior prejudicado com o fim da prorrogação da CPMF é a população pobre. De um lado a oposição capitaneada pelo PSDB e DEM , representantes da direita, do capital, uma oposição que conspira para que o governo não tenha o recurso necessário para levar adiante projetos de inclusão, vez que isso traria uma maior densidade política , maior popularidade a Lula e isso eles não querem. Pensar no povo então, nem se fale, isso passa longe das mentes raivosas, sedentas para liquidar com o imposto que é acima de tudo difícil de sonegar.

Por outro lado, até mesmo dentro da oposição, políticos como Serra e Aécio, que ainda possuem sanidade social, investem em tentar cooptar membros da oposição, numa verdadeira catequese medieval. Por alguns motivos talvez o façam dessa forma, ou visando um governo futuro com o recurso, ou pelo passado ideológico de comprometimento com os mais humildes. Até não poderia ser diferente, as pessoas envelhecem mas as idéias de conteúdo ético, de justiça social, continuam sendo sua coluna vertebral ideológica, como é o caso do governador Serra, que apesar de ter ” se engando ” ao se unir com os direitosos, hoje vive uma mistura de constrangimento e indignação. Talvez até porque não imaginava, que um partido que se dizia ” socialdemocrata” se tornaria um reduto da extrema-direita. Imagino que deve haver um drama interno nas emoções de Serra, batalhas que se travam entre o bem e o mal entre o que ele foi, e parte do que restou ainda, mas que na verdade, não pode ser revelado ideologicamente.

Levar adiante conceitos de um partido em crise como o PSDB e tê-los que sustentar, não deve ser empreita tão fácil de ser levada. Dessa forma, o que vemos: uma oposição oportunista, com catequistas tentando abranda-la e contorna-la e grupos exigindo mais e mais para negociar, lucrar; outros grupelhos ainda mais agressivos exigem mais concessões, para que com certeza menos o povo obtenha. Temos então a vítima: o povo brasileiro, aquele que deu seu voto a esse bando, aquele coitadinho que ganha um salário de fome, que não tem saúde, que não tem como alimentar seus filhos, que não tem moradia, vive a democracia representativa como se fosse um refém de si mesmo, daquilo que ele criou, entregando sua confiança em mandatos outorgados pelo seu voto a pessoas que trabalham arduamente contra ele, a democracia desta feita, se volta contra ele mesmo.

Até quando o povo brasileiro ficara refém dessa turma? Já que o maior interessado na CPMF é o povo, não seria razoável submetê-lo a um referendo? Por que não? Qual é medo? Se o povo não quiser, sua vontade sera feita como assim o foi no referendo da Venezuela. Não é mais digno? Não é mais nobre ? Porque calar o povo! Mas não, isso eles não querem, querem aguardar os efeitos da conspiração, quem sabe ela vai dar certo? Quem sabe alguem mais sofra uma fratura. Quanto ao povo? Dizem eles, ora, o povo…que se dane……

Fernando Rizzolo

Banco do Sul um agente da integração

Muito embora os conservadores alegam que o Banco do Sul não passa de uma “invenção de Hugo Chavez”, e afirmam que o governo brasileiro esta sendo usado como massa de manobra nas más intenções dos seus idealizadores, o presidente Lula, nesse domingo, afirmou em seu discurso na Argentina, que o Banco do Sul servirá para financiar projetos na área de infra-estrutura, ciência e tecnologia, para reduzir a pobreza e as diferenças sociais e econômicas na região. Na verdade o Banco do Sul que será lançado no primeiro semestre de 2008, sera uma espécie de Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) da América do Sul, com recursos próprios para financiamento de desenvolvimento e integração.

Como se tivessem na contramão dos interesses da América Latina, os opositores da iniciativa, declaram que a “aventura do Banco do Sul” conta agora com a aquiescência de Guido Mantega, que como dizem, está menos refratário aos objetivos do Banco, o que certamente os irrita. No elenco de afirmações “vazias”, afirmam que o Brasil será manipulado pelo Conselho de Administração, pelos “discípulos de Hugo Chavez”, e que também beneficiará a Argentina que tem conseguido rolar sua dívida, graças ao apóio da Venezuela.

O que não dizem em nenhum momento, é que o Banco do Sul vem de encontro à criação de uma instituição financeira que irá contribuir para que os países latino-americanos rompam a dependência a mercados de capitais globalizados, incertos e altamente especulativos, propiciando a própria capacidade de reserva, a detenção de fuga de capitais e a inversão de recursos em forma consistente, com os direitos e as necessidades dos povos. Tenho dito que não podemos ficar à mercê das políticas perversas editadas pelo Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Observem que na própria Ásia , países que já sentiram de perto os efeitos de crises, estão estudando a formação de Fundo Monetário Asiático mais conhecido como a Iniciativa de Chiang Mai e começou basicamente pela criação de uma rede de acordos bilaterais de “swaps”, cuja finalidade é prover financiamento de balanços de pagamentos em situação de emergência. Os países participantes são a China, o Japão, a Coréia do Sul e os dez membros da Asean, a Associação das Nações do Sudeste Asiático (Indonésia, Tailândia, Malásia, Filipinas, entre outros).

O fracasso da rodada de Doha deixa cada vez mais claro que neste mundo de impérios globalizados, só tem vez os blocos coesos de interesses compartilhados. O Banco do Sul seria um amplificador vigoroso da voz e dos interesses latino-americanos, o que contraria interesses dos EUA que através do Brasil insistiram, desta feita, em não fazer do Banco do Sul um substituto do FMI, cuja política visa, na verdade, apenas os interesses do governo americano, haja vista o que ocorreu na gravíssima crise cambial e financeira asiática de 1997-98, que definitivamente mudou a percepção desses países. Houve descontentamento, e até revolta, com o modo como os EUA e o FMI abordaram a crise.

As recomendações de política econômica foram consideradas em grande parte medidas contraproducentes. Além disso, parece ter ficado evidente que os EUA estavam se valendo do Fundo e de outras instituições sediadas em Washington para promover o seu interesses nacionais. “O FMI tem feito mais para promover a agenda comercial e de investimento dos EUA na Coréia do que 30 anos de entendimentos comerciais bilaterais”, disse na época Lawrence Summers, então subsecretário do Tesouro do governo Clinton.

Fica claro, que para conseguir seu desiderato, o conservadorismo exulta e se delicia com a promoção de divergências via mídia e Congresso Nacional entre o Brasil e os países da América Latina, em especial à Venezuela, onde vêem a oportunidade de isolar o Brasil, deixando-o numa situação refratária a uma maior integração Latino Americana, para que talvez, finalmente, se sinta socorrido e alinhado aos interesses do EUA, até mesmo do ponto de vista militar, onde os investimentos das Forças Armadas são tímidos e precários frente a outros países da América Latina, e que certamente nos leva a uma reflexão, a uma pergunta. A quem isso serve?

Fernando Rizzolo

Socialismo Bolivariano, um modelo mal explicado

Existem questões muito claras que devemos nos ater e fazermos uma reflexão ao analisarmos a derrota de Hugo Chavez na sua proposta de reforma constitucional. Ainda me lembro de uma antiga história muito contada nos EUA nos anos 70, em que um Senador republicano americano sob a indignação de todos na época, havia enviado seu filho mais velho a conhecer a antiga URSS. O senador, conhecido por suas posições reacionárias, estava sendo criticado pela então chamada direita americana; numa explicação didática, disse que o motivo principal da sua ida se dava ao fato de seu filho ser ” esquerdista”, e portanto, a melhor forma, no seu entender, era manda-lo à URSS para se tornar enfim como seu pai, um reacionário.

Na verdade, em política, não existe avanço sem derrota, estive na Venezuela há alguns meses atrás, conheci parte daquilo que é o Socialismo Bolivariano, conversei muito com a população, conversei com empresários, e com o Ministro de Planejamento. A Venezuela que conheci é ao mesmo tempo próspera, com projetos avançados de desenvolvimento social, e ao mesmo tempo calada, medrosa, incerta , e apreensiva.

Numa análise não tão aprofundada, podemos dizer que há muita esperança por parte da população pobre, mas presente também esta, no bojo da esperança, um receio, um temor que fora na verdade bem aproveitado e apregoado pela direita, por aqueles que em contra partida conseguiram absorver no inconsciente do povo venezuelano, o temor pelo desconhecido. Tenho para mim que não há mais como coexistir avanço social vinculado a discurso assustador, é um engano supormos, que o povo pobre, humilde, se engaje na sua totalidade às correntes que se inspiram nos velhos símbolos já explorados pelos conservadores e pela mídia, e que amedrontam o eleitor com pouca conscientização política.

A começar pelas vigas mestres do ” Socialismo do Século XXI” que até o momento vai de Trotsky a Jesus Cristo, encenando uma ideologia confusa onde tenta-se ressuscitar figuras antigas da esquerda com ídolos libertadores, num caldeirão nacionalista , religioso e revolucionário. Sendo que alguns desses ídolos serviram com instrumento da direita na alienação do povo venezuelano durante anos de exploração. Os trajes vermelhos, os símbolos revolucionários, os bonés tipo MST, as palavras de ordem, isso tudo tem sua validade ideológica, mas não a sua aplicabilidade nos dias de hoje junto às massas. O que a esquerda atual ainda não entendeu, é que existe sim um trabalho de muitos anos por parte da mídia em desqualificar esses símbolos de forma jocosa, desqualificando-os, e vinculando-os a um perigo.

Outra questão, que no meu ponto vista, contribuiu foi a falta ao comandante de postura pessoal. Chavez definitivamente não é um ditador, e nem diria que não é por vocação, mas sim por não haver espaço para essa condição nos dias de hoje na Venezuela. Não há como conceber, palavrões como esteio argumentativo de derrota, falta modos, e isso também foi de certa forma usado pela oposição como uma desqualificadora; uma coisa é o rei da Espanha se ríspido, outra, infelizmente é Chavez se expor por debaixo do manto da vulgaridade.

A crítica proveitosa, vem da análise feita com imparcialidade, e não resta dúvida que à parte, das questões elencadas, Chavez promoveu e esta promovendo um desenvolvimento nunca vista anteriormente na Venezuela, muito embora favorecido pela alavanca do petróleo em alta, tornou-se também um porta-voz contra os desmandos republicanos de Bush e um agente do contexto de desenvolvimento social na Venezuela e na América Latina. Mas isso não basta.

O sentido maior político, nos leva a refletir sobre de que forma um avanço no social deve ser conduzido, para que a população reverta o medo pela consciência, minimizando e enfraquecendo as forças de oposição; com certeza será com democracia, com transparência, no enfrentamento da elite egoísta, e acima de tudo, com um modelo bem explicado, claro, provido de coluna vertebral, com um discurso sem agressividade, e principalmente com postura pessoal, e educação, elementos que emprestam confiabilidade. Isso é o mínimo que o povo, o investidor estrangeiro, e a democracia participativa, merecem.

Fernando Rizzolo

Prosseguem renúncias republicanas no Congresso dos E.U.A.

Washington, 8 dez (PL) O veterano legislador Jim McCrery somou-se a debandada republicana do Congresso estadunidense, que confirmou hoje sua aposentadoria em breve.

O representante do estado de Louisiana engrossou assim a vintena de correligionários do presidente George W. Bush que anunciaram em 2007 planos de aposentadoria das câmeras parlamentares norte-americanas.

A onda de saídas por parte de titulares do chamado Velho Grande Partido, caminho às eleições gerais de 2008, é uma oportunidade para os democratas de apoderar-se de muitas cadeiras do Congresso, comentou o jornal Boston Globe.

No últimoo dia 26, o senador Trent Lott, o segundo republicano mais influente na Câmara Alta estadunidense, assegurou que renunciará a sua cadeira antes do fim do ano.

Assim, converteu-se no sexto partidário de Bush no Senado que se decide pela aposentadoria em 2007.

Lott, de 66 anos e quem tinha sido re-eleito em 2006 para um quarto mandato, esclareceu que não existe nenhum argumento relacionado com sua saúde na decisão de abandonar o Capitólio.

Simplesmente emergiram oportunidades pessoais e empresariais que planejo priorizar. Já não terei tempo para gestões legislativas, apontou.

Durante os últimos 11 meses, cinco senadores e 12 membros da Câmara de Representantes pelo partido vermelho afirmaram que se retirarão do cargo parlamentar.

Entre os democratas, serão só duas perdas.

Rizzolo: Essa é realamente uma boa notícia e abre espaço para os democratas. Segundo informações o influente senador Trend Lott desculpou-se perante as organizações negras e outras por sua postura e disse que muitas vezes foi mal interpretado. A verdade é que os republicanos estão cada vez mais desmoralizados, e não vêem possibilidade de terem maior densidade eleitoral no momento. Quanto a eleições americanas, a briga continua entre Obama e Hillary, Obama formado em ciências sociais com ênfase em relações internacionais, Obama também é advogado especializado em direito civil, professor e escritor. Filho de um universitário queniano em intercâmbio pelos EUA e operária americana sempre fez trabalhos voluntários e chegou a negar trabalho em grandes escritórios para trabalhar como voluntário em programas de ajuda a famílias carentes no Illinois. Obama ficou conhecido no senado por estar sempre trabalhando com judeus, mulçumanos, cristãos, republicanos e democratas, enfatizando sua postura diplomática.

Já Hillary filha de pais severíssimos tem mais experiência que Obama no poder, tanto por ter sido primeira dama do Arkansas por 4 anos e dos EUA por 8 anos como por ter entrado no senado há mais tempo. Advogada formada em Yale, ela também tem experiência como escritora e trabalhou como voluntária no Fundo de Defesa às Crianças logo depois de se formar. Quanto a comandar as forças armadas, Hillary, desde que entrou para o senado pelo estado de NY logo após o 11 de setembro fez da segurança nacional e a melhoria dos sistemas de comunicação e de inteligência seu foco.

Os dois

– Ambos representam algo inédito na presidência americana. Um negro e uma mulher.

– Os dois falam abertamente contra a guerra no Iraque, mas Hillary foi uma dos 29 democratas que votaram a favor da invasão do Iraque em 2002.

– Hillary também pecou por votar contra uma resolução que propunha a produção de carros que consumissem pouca gasolina (40 milhas por galão). Já Obama foi minoria votando a favor.

– Em compensação, Obama vota em mais propostas de Bush do que Hillary, embora a diferença entre os dois seja muito pequena.

– Em relação ao casamento homossexual Obama e Hillary, por serem cristãos, acreditam que casamento deve ser entre um homem e uma mulher, mas apoiam a união civil (não religiosa).

Tudo isso dificulta a escolha do partido democrata americano. Os dois representam quase a mesma coisa. O ideal seria que um fosse vice do outro, porém, quem seria o presidente? Talvez alguém que fizesse peso contra Rudolph Giuliani do partido republicano que com certeza representaria uma oposição forte. Em Nova Iorque onde foi prefeito, ele possui o apoio e o carinho de democratas e republicanos.