Para Ipea, investimento público em 2008 será recorde com obras do PAC

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, avaliou que os investimentos públicos neste ano poderão passar de 0,5% para 1% do PIB em função das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). De acordo com ele, a taxa de investimento deverá atingir crescimento recorde na casa dos 19%. Além disso, Pochmann espera um crescimento de 12% na formação bruta de capital fixo (FBCF), que “mede o quanto as empresas aumentaram os seus bens de capital, ou seja, aqueles bens que servem para produzir outros bens. São basicamente máquinas, equipamentos e material de construção”, explicou o Ipea. No ano passado, as importações de bens de capital cresceram 33%, e a produção nacional também aumentou, em taxas entre 18% e 20%.

De acordo com o diretor de Estudos Macroeconômicos do Ipea, João Sicsú, as medidas anunciadas para compensar o fim da CPMF não vão reduzir a oferta de crédito, tampouco desacelerar a economia: “Os analistas que dizem que as medidas vão afetar o crescimento e, portanto, que as medidas foram negativas, são aqueles mesmos que defendem que o Banco Central não deve reduzir a taxa de juros básica porque a economia está superaquecida. Afinal, o que eles querem?”.

Sicsú defendeu a ampliação do Estado, e que a contratação de mais funcionários públicos deveria ser considerada como investimento. “O Estado já mostrou sua necessidade para promover justiça social e desenvolvimento. A participação ativa do Estado tem se mostrado útil tanto nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Para cumprir essa função, o Estado brasileiro precisa contratar milhares de servidores, principalmente médicos, professores, policiais, fiscais e engenheiros. E pagar bons salários para que permaneçam como servidores públicos. A despesa com a contratação de funcionários que atuam em atividades-fim deveria ser considerada investimento público”, disse o diretor do Ipea.

Hora do Povo

Rizzolo: A visão do Estado mínimo esta enraizada nos amantes do neoliberalismo. Com o intuito puro e simples de boicotar o governo, a oposição deixou de aprovar a prorrogação da CPMF. O governo, por sua vez, tomou as medidas necessárias compensatórias e necessárias para não comprometer o PAC; aqueles que dizem que as medidas tomadas irão prejudicar e afetar o crescimento, como afirma Sícsu, são os mesmos que alegam o superaquecimento da economia e justificam a manutenção das altas taxas de juros. Na realidade, querem amarrar o desenvolvimento do país promovido pelo operário Lula.