Baltimore processa banco Wells Fargo por racismo

A prefeita Sheila Dixon e a Câmara de Vereadores da cidade de Baltimore, EUA, estão processando o banco Wells Fargo por discriminação racial na hora de determinar a taxa de juros em seus empréstimos. Segundo o processo judicial, o Wells Fargo aumentou a taxa de juros de cerca de três porcento acima da marca federal de referência, em 2006, para 65% aos seus clientes negros, em 2007. Para os clientes brancos o aumento foi de apenas 15%.

Autoridades municipais denunciam que os negros que procuram o banco estão sendo discriminados também na hora do refinanciamento das dívidas, pois o Wells Fargo exige maior garantia dos clientes negros do que dos brancos para fechar a negociação.

Como conseqüência, a discriminação está gerando um grande número de execuções hipotecárias por parte do Wells Fargo e a cidade também cobra na Justiça os danos sofridos pela diminuição de receita devido ao alto número de residências abandonadas. O município também denuncia que mais de dois terços das execuções da Wells Fargo ocorreram em vizinhanças de maioria negra.

A prefeita Sheila Dixon declarou em entrevista coletiva que “essa prática predatória e discriminatória está levando embora nossos recursos e nossos esforços de levar a cidade para o progresso”.

Baltimore também exige o dinheiro dos reparos aos danos causados pelo abandono das casas, como aumento de proteção policial e de bombeiros e aumento de custos nas reformas e reabilitações das casas vagas.

Segundo Suzanne Sangree, chefe do Departamento Jurídico de Baltimore, “essa onda de execuções hipotecárias em vizinhanças negras está ameaçando minar os tremendos avanços que nossa cidade realizou em desenvolver as áreas menos favorecidas e de levar o município adiante economicamente. O Wells Fargo poderia ter feito muita coisa, como outros bancos, para impedir essa crise de execuções que a cidade está vivendo agora”.

Hora do Povo

Rizzolo: Os banqueiros irresponsáveis, esteio da política republicana de Bush, quer recuperar o que perderam, açoitando a comunidade negra mais pobre e mais vulnerável. De nada adianta o poder público intervir na selva capitalista americana, sempre a elite branca republicana dos EUA, fazem com que os negros e latinos paguem a conta da sua própria ganância. As argumentações da prefeita Sheila Dixon e da Câmara de Vereadores da cidade de Baltimore, são legítimas e devem ser acolhidas. Isso é o neoliberalismo, a selva, a ganância, e o desprezo pelas minorias. Tem gente aqui que acha isso lindo, não é? Racismo é uma coisa abominável, todos somos iguais. Nascemos e morremos da mesma forma, a misericórdia de Deus é a mesma a qualquer etnia, qualquer povo.

Aqui os que acham que moradores das favelas valem menos, são os mesmos que empreendem a truculência da polícia nos morros. Se estivessem nos EUA, seriam banqueiros do Wells Fargo. As elites, no Brasil, não acreditam, no íntimo, na soberania do povo. As diferenças entre elas e o populacho é de tal a ordem que a sabem intransponível e insuperável, a não ser naquele prazo tão longo que, na frase de Keynes, estaremos todos mortos.”

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