Condor: Juiz italiano atropela soberania brasileira e acoberta torturadores da CIA

O juiz italiano Luisann Figliola resolveu emitir, há alguma semanas, uma ordem de prisão para 140 pessoas residentes na América do Sul, sob acusação de envolvimento na morte de militantes políticos durante as ditaduras implantadas no Cone Sul, na década de 70. As ordens de prisão seriam pela participação dessas pessoas na chamada “Operação Condor”. Entre os acusados estão 13 brasileiros, alguns já mortos, que, segundo os italianos, teriam entregue à repressão argentina militantes portenhos e cidadãos italianos que acabaram sendo assassinados.

Além de representar um evidente atropelo à soberania e à política interna do Brasil, e dos demais países do continente, a intromissão italiana peca também por uma omissão no mínimo estranha. É de conhecimento quase geral que a “Operação Condor” foi montada e supervisionada diretamente pelos Estados Unidos. A CIA teve participação ativa durante todo o processo de sua implantação. Vários instrutores americanos desembarcaram na região com a missão de ministrar aulas de tortura e ensinar métodos de assassinato de lideranças políticas. Era evidente o interesse americano em eliminar os “obstáculos” que resistiam a aceitar sua dominação política econômica sobre a região.

No entanto, apesar destes fatos serem de amplo conhecimento, nenhum americano aparece na lista do juiz Luisann. Nenhum dos instrutores que ensinaram refinadas técnicas de tortura, está sendo processado pelos italianos. Por que será? Nenhum integrante da CIA, ninguém do Pentágono está sendo molestado pelo zeloso juiz italiano.

É pouco provável que esse juiz não saiba que foram os EUA que implantaram quase todas as ditaduras na região. É menos provável ainda que ele não saibam do papel americano na “Operação Condor”. Portanto, o que parece mesmo é que esse juiz está sem outras coisas mais importantes para fazer e decidiu aparecer, às custas do Brasil e da América do Sul. Mas, se eles não têm, o Brasil tem coisas mais sérias com que ficar remoendo seu passado. Como dizia Caxias, patrono do nosso Exército: “maldição eterna aos que tentarem trazer de volta as nossas dissenções passadas”.

Hora do Povo

Rizzolo: Como já disse anteriormente, essa questão é inapropriada, e realmente não vai ao cerne da Operação Condor. Responsabilizar apenas os países da América Latina, sem eximir os verdadeiros atores dessa operação é no mínimo circense. Agora, o que não podemos aceitar é que setores militares brasileiros acabem se exacerbando numa causa que é passada, a qual, nós aqui já resolvemos com a Lei da Anistia. Ponto final. Esse juiz deve estar querendo comer brachola a nossas custas.

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