Oposição quer investigar cartões de ministros

Um dia após o Estado revelar que pelo menos 10 dos 37 ministros declaram gastos com cartões corporativos em nome de assessores e subordinados, a oposição voltou a cobrar investigação. Assim que terminar o recesso parlamentar, o DEM pretende se reunir com o PSDB para definir uma estratégia conjunta para apurar o uso dos 13 mil cartões do Executivo.

Os dois partidos divergem, porém, sobre a idéia de criar uma CPI agora. Enquanto o PSDB é favorável à instalação imediata da comissão, o DEM está reticente. “É obrigação da oposição investigar o uso desses cartões. Mas não sei se o mais eficaz é uma CPI”, disse o líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN). O PSDB já começou a recolher assinaturas para uma CPI conjunta da Câmara e do Senado – é preciso o apoio de 171 deputados e 27 senadores.

As chances de a comissão vingar são maiores no Senado, onde o Planalto já foi derrotado na votação da CPMF. “O governo não vai conseguir impedir a abertura de uma CPI no Senado”, garantiu o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM). Para ele, a comissão só não será instalada se o governo concordar em divulgar todas as despesas pagas com os cartões de crédito, inclusive as do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso, o tucano contou que usou o cartão de crédito corporativo no período em que esteve à frente da pasta da Articulação Política. “Usei o cartão através de um assessor. Mas a responsabilidade dos gastos é minha”, disse Virgílio. “O ministro pode delegar o uso do cartão a assessores. Mas o ministro tem de ser o responsável direto pelos gastos”, concordou Agripino.

Mesmo contrário à criação da CPI, o líder do PR na Câmara, Luciano Castro (RR), defendeu a investigação. “É preciso apurar nesse contexto quem abusou do uso dos cartões”, disse. Na sua opinião, apenas o presidente da República e integrantes da Polícia Federal deveriam ter direito a cartões corporativos sem limite de gastos.

PRESIDÊNCIA

Sob a alegação de que as despesas presidenciais devem ser mantidas em sigilo por questão de segurança, o governo excluiu do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU) informações sobre gastos com alimentação das residências oficiais de Lula bancados com cartões corporativos. Relatório do portal apontou que o assessor especial José Henrique Souza gastou R$ 114,9 mil em compras de itens como vinhos e carnes no ano passado. “Por que não querem divulgar os gastos com cartão corporativo do presidente Lula? Ele vai comprar urânio com o cartão?”, ironizou Virgílio.

Na opinião do ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega, sócio da Tendências Consultoria Integrada, a falta de fiscalização dos cartões desmoraliza um instrumento importante para aumentar a transparência dos gastos. “É muito melhor do que quando trabalhei no governo. Fazíamos um adiantamento ao funcionário e depois ele prestava contas.”

O Estado de São Paulo

Rizzolo: Alegar que as despesas presidenciais devem ser mantidas em sigilo por questão de segurança, e exclui-las excluiu do Portal da Transparência da Controladoria-Geral da União (CGU) informações sobre gastos com alimentação das residências oficiais de Lula bancados com cartões corporativos, é realmente lamentável numa democracia. Como bem disse Dom Cappio, quem governa agora é Luis Inácio da Silva, o Lula, já se foi há muito tempo, pena que mais uma vez o pobre povo brasileiro foi enganado. E não venham petistas oportunistas dizer que sou reacionário porque se tem alguém com história em militar na esquerda sou eu.

Não há como conceber partidos que se dizem de esquerda, apoiando uma gestão escancaradamente pródiga como a do PT, com isso, irão cada vez se desmoralizando. Infelizmente, Lula e o PT já deram provas suficientes de má gestão do ponto de vista ético. A secretaria de Imprensa do Planalto decidiu que não vai se manifestar sobre “temas relacionados à segurança do presidente ou seus familiares”. Se tem notícia que dois seguranças da equipe que protege a família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Bernardo do Campo (ABC paulista) gastaram nos últimos três anos R$ 149,2 mil com cartões de crédito corporativos do governo. Ora, ninguém está interessado em discutir sobre segurança. O que se deseja são explicações acerca de outro assunto: os gastos públicos.

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