Nem tanto ao mar nem tanto ao Serra

O cenário político brasileiro não nos dá opção. Quem quiser questionar a lisura dos políticos brasileiros, e fizer uma análise do que existe no “mercado da ética”, observará que a margem de opção é estreitíssima e concluirá, talvez, que a improbidade no trato com o erário público já faz parte da nossa cultura. Mas seria normal um País jovem como o Brasil se decepcionar com os partidos e com a classe política?

O escândalo dos cartões corporativos, envolvendo a gastança ministerial do governo petista, e os específicos efetuados pelos da Presidência da República, potencializada ainda, com a suspeição do PSDB também no uso dos cartões por José Serra no Estado de São Paulo, e nas “contas B” de FHC, nos conduz fatalmente a uma análise mais profunda do que pode ser os meandros da política partidária, e da mesmice na gestão pública, onde vivenciamos mais a política instrumental do que a capaz de promover as transformações sociais.

Poderíamos adiante, sermos surpreendidos com uma “aliança” PT e PSDB na disputa presidencial em 2010. Fotos amáveis de Serra com os filhos de Lula, conversas nos bastidores, ajuda de Serra junto ao PSDB na prorrogação da CPMF, identidade política afinada, popularidade e cartões corporativos, não deixam a menor dúvida, e nos levam a pensar nessa probabilidade. Nós como ficaríamos, então? Se terminando numa grande pizza teríamos que enfim, nos conformarmos com a vocação de ” pouca ética”, para não falar ” malandra” da classe política brasileira, nos impulsionando por falta de opção, a votar no mais íntegro, no menos ruim. Sim, porque o voto seria quantitativo em integridade, até porque, a CPI poderá nos mostrar que no Brasil todos sofrem do mesmo mal, “improbidade generalizada” ou, se quiser, a título de consolo, poderemos nos lembrar do notório aforismo atribuído ao presidente francês General Charles De Gaulle nos anos 60, na famosa “crise das lagostas” “Le Brésil n’est pás encore un pays sérieux” ( “O Brasil não é um país sério”) de lá para cá o Brasil pouco mudou, não há mais a Guerra das Lagostas, no entanto, o nosso inimigo agora são os roedores.

Fernando Rizzolo

Publicado em Política. 3 Comments »

3 Respostas to “Nem tanto ao mar nem tanto ao Serra”

  1. Adélia Nenevê Says:

    Concordo contigo, é triste um país novo como o Brasil com uma decepção atrás da outra, fala-se em saber votar, o problema é mais complexo, falta ética mesmo naqueles que achamos serem nossa melhor opção, volto acreditar no ditdo popular “o poder corrompe” é triste, mas é verdeiro…

  2. Marcos Camargo Says:

    É triste ver que fatos como estes acontecem no nosso país. Mas muitas vezes eu me pergunto se seria utopia esperarmos que o Brasil se torne um país puritano ou ao menos com menor indice de corrupção e impunidades.
    O fato de o Governo Federal através da Polícia Federal promover prisões e divulgar escandalos empresariais não impedem que seja publico e notório a corrupção que atinge a todos os poderes desta Nação, percebemos ainda que alguns órgãos e instituições estão até o momento ilesas a certos fatos como a nossa Justiça (que é o 3º poder deste pais), e da nossa Forças armadas.
    Por isso entendo que um trabalho em conjunto destes poderiam render alguns créditos a nossa Instituição Federal (digo poder Executivo e Legislativo).
    Porém para concluir, diz o dito popular:
    “Se você quer conhecer melhor uma pessoa, de poder a ela”.

  3. fernand barret Says:

    Es lamentable que los Gobiernos da AL não aprendan de las corrupciones de las administraciones publicas pasadas. Collor, Carlos Andres Perez y ahora Chaves , que despues de haber sido considerado el redentor de Venezuela y endiosado por la midia venezuelana en 97 y 98 , como el salvador de la patria ,y admirado por las izquierdas europeas no ha hecho absolutamente nada y hasta por el contrario ha permitdo exponenciar la corrupcion en un marco del socialismo del Siglo XXI. Un socialismo exclusivamente de importados de carros de lujos y de gran consumo de Combustible,cuentas milionarias de mordomia los nuevos burgueses revolucionarios etc. Mientras eso ,el tan amado Pueblo no tienen hospitales publicos decentes, continuan sin casas, las carceles es una verguenza y la pobreza critica no se resuelve.


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