Uma nova opção de desenvolvimento

Uma das características da economia brasileira sempre foi a de os meios de produção privilegiarem ou direcionarem seus mercados às classes de maior poder aquisitivo. Com efeito, a população de baixa renda nunca foi disputada pelas grandes corporações, pelos seus produtos, até porque, o desenho e perfil dos bens eram delineados para outro tipo de público, geralmente pertencentes a um poder aquisitivo melhor. Com a inclusão dos 45 milhões de brasileiros nos programas sociais, o foco do mercado passou a integrar esse contingente de novos consumidores. O fortalecimento do mercado interno, como forma de blindar a economia, passou a ser visto como uma política necessária para fazer frente as eventuais turbulências do mercado internacional.

Na complementação do desenvolvimento econômico do mercado interno, as iniciativas que alavanquem o desenvolvimento socioeconômico tomam corpo, e passam a ser determinadas por iniciativas públicas de cunho estratégico. Dessa forma, o Ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unge revelou parceria com alguns Estados, como o Rio Grande do Sul, para implementação de novas políticas industriais e agrícolas aliando o Estado com a vanguarda produtiva emergente, fortalecendo as energias produtivas da maioria: pequenos empreendimentos e empreendimentos emergentes.

Contudo, a iniciativa do Ministério esbarra na dinâmica econômica do País, onde não basta dar o incentivo por parte do Estado, mas dar sustentabilidade do ponto de vista microeconômico, e isso, só se consegue com uma política monetária que privilegie os meios de produção e não apenas o capital. Com efeito, pouco que há que se fazer na implementação do desenvolvimento da pequena e média empresa, com as taxas e juro juro no atual patamar. Não há que se falar em desenvolvimento do mercado interno, quando aquele que necessita crescer, até para compra de bens de capital visando uma produtividade, sente a impossibilidade de investimento face à financeirzação da economia.

O grande desafio, é o desenvolvimento do mercado interno agregando e fazendo uma “inclusão empresarial das pequenas e médias empresas”, oferecendo o Estado financiamento e meios não só inicias de desenvolvimento, mas propiciando um ambiente econômico favorável para que esse novo mercado interno populacional inclusivo, não exclua as pequenas e médias empresas brasileiras. Caso contrario estaríamos promovendo uma inclusão do povo brasileiro, baseado na exclusão do pobre empresário nacional que é a maior vítima da política econômica do banco Central.

Fernando Rizzolo

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