Charge do Sinfrônio para o Diário do Nordeste

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Empresa é multada por fazer funcionária se vestir de palhaço

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) confirmou nesta segunda-feira (31) uma decisão da justiça trabalhista de Minas Gerais que condena a TNL Contax S.A, terceirizada da Telemar, a indenizar uma supervisora por danos morais. A empresa foi condenada em R$ 4 mil após obrigar a funcionária a se fantasiar de palhaço, caipira e baiana para “animar” a equipe que comandava.

Segundo a sétima turma do TST, uma decisão diferente da tomada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-MG) necessitaria de reexame de fatos e provas, o que é proibido por uma súmula do tribunal superior. As informações são do site do TST.

A funcionária que ganhou o direito a indenização trabalhou na Telemar de Belo Horizonte de dezembro de 2003 a junho de 2005, sempre com contrato com empresas terceirizadas.

Segundo testemunhas ouvidas no processo, a autora da ação e outros supervisores trabalhavam diariamente fantasiados para alegrar a equipe, por determinação do gerente da Telemar, e se submetiam às ironias dos colegas.

De acordo com a assessoria do TST, a Contax alegou, em sua defesa, que a funcionária não era obrigada a se fantasiar “diariamente” e que o fato ocorreu apenas em ocasiões especiais, como na festa do “dia das bruxas”.

Na ação, ajuizada inicialmente na 10ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, a supervisora também teve reconhecidos o vínculo empregatício com a Telemar e indenização por assédio moral.

Ao analisar os recursos das empresas e da trabalhadora, o TRT-MG avaliou que expor a funcionária a situações de vexame resultou em violação a sua dignidade e integridade psíquica e emocional. No recurso, o tribunal também decidiu aumentar a indenização de R$ 2 mil (estipulada pela Vara do Trabalho) para R$ 4 mil.

O TRT entendeu também que a situação causou sofrimento moral e violou o direito de personalidade da funcionária, o que fez ela se sentir inferiorizada e ridicularizada perante os colegas. A decisão também determinou a culpa da empresa, pois o procedimento era determinado pelo gerente.

Site do PC do B

Rizzolo: Isso apenas é para se ter uma idéia até que ponto a exploração chega. Ao que parece a supervisora era compelida a se fantasiar de palhaço para ” animar a equipe”. Ah! mas isso é uma barbaridade, ou seja, imaginem o gerente da sua empresa fantasiado de palhaço apenas para animá-lo naqueles dias em que você está tristinho. Até que seria engraçado, hein ! Agora, é uma situação vexatória, que por bem foi rechaçada pelo Tribunal. Cabe aí uma breve reflexão, se o gerente era obrigado a se fantasiar para animar os subalternos, imaginem o que estes últimos eram obrigados a fazer para animar os porteiros…( risos..)

DEM protocola ação contra Lula na Justiça Eleitoral

O deputado Rodrigo Maia (RJ), presidente nacional do DEM, protocolou no TSE, nesta segunda-feira, uma ação contra Lula. Acusa o presidente de fazer campanha eleitoral ilegalmente. E pede ao tribunal que determine a abertura de “investigação judicial.”

Na ação, o DEM incluiu um pedido de liminar. Deseja que o tribunal proíba Lula de realizar eventos fora de Brasília até 26 de outubro de 2008, data em que se realizará o segundo turno das eleições municipais.

O partido faz uma referência indireta à ministra Dilma Rousseff, apelidada por Lula de “mãe do PAC”. O DEM sustenta no texto de sua ação que o governo usa os programas sociais como motes de campanha. “No caso, a utilização desses programas para fins eleitorais é tão evidente que o investigado já o atribui a maternidade, como também já se refere ao pleito de 2010, posto que proclama que fará o sucessor”.

Num instante em que Lula coleciona um recorde atrás do outro nas pesquisas de opinião, o DEM pede ao TSE que imponha a Lula a cassação do mandato do presidente e a declaração de sua inelegibilidade por três anos. Pede ainda a aplicação de multa por suposta afronta à legislação eleitoral –cerca de R$ 53 mil.

O DEM menciona especificamente na ação o Programa Territórios da Cidadania. Refere-se ao decreto que criou a novidade como “ato de flagrante ilegalidade”. Desrespeitaria o parágrafo 10 do artigo 73 da lei eleitoral (9504/1197).

Eis o que anota a lei no trecho mencionado: “No ano em que se realizar eleição, fica proibida a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o Ministério Público poderá promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa”.

O partido alega, de resto, que Lula vale-se do novo programa para fazer campanha antecipada. Para exemplificar, cita evento realizado na capital do Ceará, em 28 de fevereiro. A escolha não foi casual. Nesse dia, Lula fez-se acompanhar no palanque de uma candidata petista à reeleição, a prefeita Luizianne Lins. Foi, no dizer do DEM, “um verdadeiro comício eleitoral, montado com dinheiro público, ao lado de aliados políticos, como a atual prefeita de Fortaleza”.

Quem conhece a rotina da Justiça Eleitoral sabe que são nulas as chances de o TSE cassar o mandato de Lula por conta dos pa©mícios que ele vem realizando. Se arrancar do tribunal uma reprimenda pública e a imposição de uma multa, o DEM já sai no lucro. A despeito de tudo, prevaleceu entre os ‘demos’ a convicção de que o partido não poderia assistir de braços cruzados à escalada eleitoral do presidente.

Blog do Josias

Rizzolo: Não resta a menor dúvida que o pedido do DEM junto ao TSE é procedente. Lula se vale das pretensas inaugurações de obras, que muitas vezes nem sequer estão prontas, para que tenha oportunidade de falar ao Brasil via palanque o que pensa, e ao mesmo tempo, se promover e promover seus candidatos. A intenção é clara, palanque para ” inauguração das obras de terraplenagem “, ora, se cada passo da obra tem uma inauguração, é um palaque por mês ! A grande vantagem do palanque é que só ele fala, e não há perguntas. Dessa forma a relação entre Lula e os jornalistas fica prejudicada. Ademais, observem que sempre no palanque ocorrem fatos curiosos, hoje por ontem por exemplo, o governador do Rio, Sergio Cabral (PMDB), chamou ” por engano” Dilma de presidente. Está mais do que claro que foi sim um afago ao PT, a mim não engana. Entendo que até por uma questão ética, Lula não deveria fazer essas viagens de cunho eleitoreiro ou se as fizesse, não deveria discursar face à questão eleitoral; cabe ao TSE coibi-lo e detê-lo, a ação proposta tem legitimidade.

Uma coisa é o programa Territórios da Cidadania, que é muito bom, e que destina 9,3 bilhões de reais (valor próximo do valor do Bolsa-Família) a 958 municípios situados nas regiões mais pobres do país, outra é se aproveitar de forma não ética das oportunidades eleitoreiras em seu benefício.

Serra lidera disputa presidencial de 2010, mostra Datafolha

A dois anos e meio da eleição, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), lidera a disputa pela Presidência com pelo menos 16 pontos de vantagem sobre o principal adversário, o deputado federal Ciro Gomes (PSB), mostra pesquisa Datafolha publicada nesta segunda-feira na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Segundo pesquisa, Serra aparece como favorito nos três cenários em que é apresentado como o candidato do PSDB, com taxas que variam de 36% a 38% de preferência. O PT fica em quarto lugar em seis diferentes cenários apresentados pelo instituto. O Datafolha ouviu 4.044 pessoas de 25 a 27 de março

Ciro Gomes assume a liderança, com até 32%, nas três simulações em que Serra é substituído pelo governador de Minas, Aécio Neves.

A pesquisa mostra ainda que o PT não teria chance de permanecer na Presidência se as eleições fossem hoje. No partido, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, é quem aparece como mais forte. Ainda assim, fica em quarto lugar, com máximo de 11% sem Serra no páreo.

Folha online

Rizzolo: Realmente os candidatos que Lula procura viabilizar com seu prestígio não decolam. O mais interessante nessa disputa, é que a popularidade de Lula é personalíssima, ou seja, não acredito que Lula subindo no palanque de algum candidato seu transfira seus votos. Essa sensação de transferência de prestígio eleitoral é muito subjetiva; hoje o povo brasileiro apóia a pessoa Lula, aos olhos do povo o partido PT é apenas um agregado. Já Serra liderando a disputa no momento precisa de cautela, até para que as correlações de forças que possui não se desintegrem. Da forma que caminha o governador, não prestigiando um eventual candidato do próprio partido, dificulta a coalizão partidária e enfraquece internamente o universo tucano.

O melhor nome para o PT em 2010 ainda é a Marta Suplicy, prestigia-la seria bem mais interessante do que investir em Dilma Rousseff a ” Mãe do Pad “, até porque Marta tem um história política e tudo para dar certo.

Seria a Dilma a ” Mãe do Pad ” ? ( Produção Antecipada de Dossiê)

Ainda me lembro daquela reunião. O que parecia ser um encontro do “coletivo” para uma discussão mais aprofundada sobre determinando assunto, acabou por tornar-se um bate -papo informal. Estávamos nos anos 70, portanto eu ainda jovem, naquela fase em que participar de um grupo de esquerda na época, era no mínimo ” chique”, existindo naquilo um bom conteúdo de ” adrenalina”. Comentava-se na conversa descontraida, que os ” companheiros presos” pouco tinham o que fazer, a não ser estudar e ler, tudo é claro, menos leitura marxista; afinal eram presos políticos. Lia-se de tudo principalmente, diziam, livros de Direito.

Após ter lido nos jornais tudo a respeito da questão do dossiê contra FHC envolvendo os cartões corporativos e contas B, promovido pela Esplanada dos Ministérios com o propósito de constranger o ex-presidente e a oposição, fiz um reflexão sobre os caminhos que levaram a secretária executiva da ministra Dilma, a utilizar os dados sigilosos para a elaboração desse documento sem a devida autorização judicial. A argumentação que tem como esteio, a utilização de eufemismos e retórica esdrúxula na tentativa de minimizar um ato no mínimo delituoso como este, a quase ninguém convence ou impressiona, até porque, dossiê é o produto final da coleta de um banco de dados, ou seja, bando de dados é a matéria-prima elaborativa, existindo no caso perfeita adequação em termos de nexo causal quando falamos em dossiê.

Não poderíamos nos colocar como ingênuos iniciando uma análise, partindo do pressuposto petista de que ” ninguém de nada sabia”. Com efeito, muito embora não se tenha uma prova concreta, recai sobre a ministra Dilma Rousseff a acusação de ser a mentora da elaboração deste documento, que provavelmente, se comprovada sua participação, obteve sua inspiração jurídica no Código de Processo Civil. A ministra como público é o fato, ficou presa por ter em nome da organização Comando de Libertação Nacional (COLINA), ter participado, na época, da ação que roubou o cofre do ex-governador paulista Adhemar de Barros onde foram subtraídos US$ 2,6 milhões de dólares americanos.

É claro, que teve ela um passado de luta, muito embora de cunho terrorista o que culminou com a sua prisão entre 1970 a 1973. Imagino que talvez nessa época, até para se ocupar, tenha se aprofundado no estudo dos institutos jurídicos das provas, previsto no Código de Processo Civil com o título de ” produção antecipada de provas” tema este, que pelos fatos elencados e ocorridos, nos leva a pensar ser de sua predileção. Na realidade a prova antecipada, é uma espécie de ação cautelar, está prevista nos artigos 846 ao 851 do Código de Processo Civil brasileiro, muito semelhante, e talvez inspiradora, da manobra elaborada pela Esplanada dos Ministérios.

A principal finalidade da medida cautelar é assegurar a produção da prova antes do momento processual adequado e reservado para tal, já que, se tiver que ser aguardado, o momento oportuno poderá se perder, e, desse modo, comprometer a elucidação da causa de mérito. A principal semelhança como já disse anteriormente, é a antecipação da coleta de provas. Já na primeira semana de fevereiro, muito antes de a Comissão Parlamentar de Inquérito(CPI) dos Cartões ter sido instalada, o Palácio do Planalto, mobilizou toda a Esplanada dos Ministérios para coletar informações e montar um dossiê com dados sobre gastos de FHC, e ao que tudo indica sob os auspícios de Dilma, que não hesitou talvez, em relembrar suas leituras dos tempos de repressão.

A pergunta que fica sobre toda essa questão, mais uma vez passa pelo exemplo da integridade moral. Que tipo de exercício político temos hoje, que instrumentalizado é, por quebra de sigilo despido de mandado judicial? Como bem disse o nobre presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto ” O agente público não pode gerir a coisa pública como se fosse um bem particular a seu bel-prazer “. Diante desse quadro temos apenas a certeza de que o modo petista de se fazer política muitas vezes se assemelha a conceitos processuais, mas por sorte, não exercidos por operadores do mundo jurídico e sim por amadores de pouco conteúdo ético. Mas a pergunta que me mais intriga é a inicial: Seria mesmo a Dilma, a ” Mãe do Pad ” ( produção antecipada de dossiê) ? Bem, isso terão que provar.

Fernando Rizzolo

O cuidado com os alimentos

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Como de costume, todo Sábado procuro não escrever textos que não estejam relacionados com o Shabbat e com o estudo da Tora. Sem ter a intenção de dar uma conotação pessoal religiosa ao que escrevo, permito dirigir me a você, que acompanha minhas reflexões diariamente, e compartilhar com o amigo(a), de uma forma humilde, esses momentos de introspecção dos meus estudos no Shabbat, que se iniciam todas às sextas-feiras, quando me recolho duas horas antes da primeira estrela surgir no céu, numa Sinagoga ortodoxa que freqüento em São Paulo.

Como já disse anteriormente, tenho profundo respeito por todas as crenças, religiões, e acima de tudo sou um brasileiro patriota, amo meu país e o povo brasileiro, e tenho sim, uma grande satisfação espiritual em ao estudar a Parashá (Porção da Tora semanal) relacioná-la ao que vivemos nos dias atuais. Shabbat é um dia de paz, descanso e harmonia. Devemos nos abster das tensões e às exigências da vida cotidiana.

Como é uma reflexão de estudo pessoal, baseada na introspecção bíblica, recomendo a todos que acompanhem no Antigo testamento (Torah ) os comentários aqui expostos, para que possamos ter uma semana de paz; e que através dos estudos judaicos, possamos compreender nossas vidas e encontrar formas de superar as adversidades na visão de Hashem (Deus). Isso nos dará energia e um “Idiche Kop” ( perspicácia particular), para que enfim tenhamos condições de construir um Brasil cada vez mais digno e com mais justiça social, que é a base do Judaísmo, do Cristianismo, do Islamismo, e de todas as religiões que levam a um mesmo Deus.

E lembre-se, Deus não quer apenas que você ore, mas que você aja com um parceiro dele aqui neste mundo, promovendo mudanças, estudando, se aperfeiçoando cada vez mais em sua área de atuação, e lendo, lendo muito. Quem não lê não pensa, e quem não pensa será para sempre um servo . Nesses aspectos, Ele Hashem ( Deus), precisa mais de você do que você dele. Somos aqui nesse mundo, parceiros de alguém maior. Quando se dirigires a Deus, ” Um homem deve saber que, durante sua prece, ele se acha no palácio do rei e que não vê senão o rei. Ele se esquecerá então até da sua existência ” Rabi Nahman de Bratslav”.

A parashat desta semana chama-se Shemini (Vayicrá 9:11-11:47) começa discutindo os eventos que ocorreram no oitavo e último dia de melu’im, serviço de inauguração do Mishcan. Após meses de preparação e antecipação, Aharon e seus filhos são finalmente instalados como cohanim, em um serviço elaborado.

Aharon abençoa o povo, e toda a nação se rejubila quando a presença de D’us paira sobre eles. Entretanto, o entusiasmo é interrompido abruptamente quando os dois filhos mais velhos de Aharon, Nadav e Avihu, são consumidos por um fogo celestial e morrem no Mishcan, enquanto ofereciam ketoret, incenso, sobre o altar. A Torá declara que eles morreram porque trouxeram um “fogo estranho” no santuário interior do Mishcan, cujo significado é discutido pelos comentaristas à exaustão.

Aharon recebe ordens de que os cohanim são proibidos de entrar no Mishcan enquanto impuros, e a Torá continua a relatar os eventos que ocorreram imediatamente após a morte trágica de Nadav e Avihu. A porção termina com uma lista dos animais casher e não-casher, e várias leis sobre tumá, impureza.

A porção Shemini discute os animais puros que são permitidos consumir, e os impuros, que somos proibidos de ingerir. A Torá fornece dois sinais para reconhecer um animal puro: ser ruminante e ter os cascos fendidos.

Uma das razões oferecidas para as leis dietéticas é que tudo que a pessoa come transforma-se em carne e sangue, tornando-se parte integrante daquela pessoa. Portanto, a Torá proíbe determinados alimentos para impedir o homem de assimilar as más características da comida proibida.

Se há uma proibição contra comer animais que não ruminam e não têm o casco fendido (para impedir a assimilação das características daqueles animais), a conduta apropriada para o homem deveria ser uma que adotasse os conceitos de um casco fendido e ruminar a comida.

O casco deve ser inteiramente fendido, de cima a baixo. O casco é dividido em dois, para indicar que nossa caminhada na terra, i.e., nossos envolvimentos mundanos, devem incluir dois princípios básicos: aproximar-se daquilo que é bom e afastar-se daquilo que não é.

Mas o sinal de um casco fendido em si não é o suficiente. Deve também haver o sinal de ruminar a comida. É preciso ser muito cuidadoso para “ruminar” toda atividade mundana que se pretende aceitar. Deve-se esclarecer e determinar, de uma vez por todas, se realizará determinadas tarefas, e se for este o caso, de que forma deverá fazê-lo. Somente então a ação em si será comparada a um “animal puro” – algo que pode e é usado para nossa missão espiritual na vida.

Quanto às aves, não confiamos somente nos sinais, mas também exigimos uma tradição afirmando a pureza dessas espécies. Alguém poderia perguntar por que precisamos dessa tradição. Observar os sinais deveria ser suficiente. No entanto, isso vem nos ensinar que não se pode confiar na própria inteligência. É possível estudar o Código da Lei Judaica e até seguir um tipo de comportamento que o próprio intelecto determina como sendo “além da letra da lei.”

Deve-se seguir a tradição. A palavra hebraica para tradição é messorá, que está relacionada à palavra messirá – devoção e ser atado junto. Para seguir esta tradição judaica devemos ser devotados e nos ligar com outros judeus e líderes de Torá, que podem ensinar-nos os caminhos de nossa tradição.

Leitura talmúdica

Por que os judeus separam a carne do leite?

RESPOSTA:

Consta na Torá: “Não cozerás um cabrito no leite de sua mãe.”

Nossos Sábios aprenderam daqui em detalhes a proibição de cozinhar, ingerir ou ter qualquer proveito da mistura de carne e leite.

As leis de Cashrut embora contribuam para a saúde física do ser humano, não é este seu principal objetivo. Há significados mais profundos, nem todos a nosso alcance.

D’us criou os seres do mundo em 4 níveis: mineral, vegetal, animal e o ser humano. Cada um foi criado para se elevar e alcançar um nível espiritual acima daquele em que foi criado, aproximando-se desta forma do Criador.

Quando uma planta é regada, a água, um mineral inanimado, eleva-se ao nível do vegetal. O mesmo ocorre quando um animal se alimenta de plantas. Também o homem tem o dom de elevar seu alimento, e deve também tentar se elevar a um nível acima de seu próprio – o Divino – ligando-se a D’us pelo cumprimento das mitsvot.

Certos alimentos, porém, foram proibidos pela Torá, pois o Criador das almas sabe que são prejudiciais à alma judaica; ou seja, o homem não tem força suficiente para elevá-los. Estes rebaixam o homem a níveis inferiores, afastando-o de D’us.

Um exemplo é a ingestão de sangue, proibida pela Torá. O sangue provém da fonte espiritual de severidade (guevurá). O sangue pode até ser positivo, mas necessita de uma força muito especial que o homem não possui para elevá-lo. Por isto, era jogado no Altar do Templo Sagrado, onde obtinha energia suficiente para trazer benefícios desta força severa de sua natureza, elevando-o para a santidade. Por não possuir esta força, foi proibido ao ser humano o consumo de sangue.

O Talmud diz que “o sangue se transforma em leite”. No momento em que a severidade do sangue é quebrada e subdividida durante a gestação do bezerro, por exemplo, uma parte alimenta o feto, enquanto a outra se transforma em leite; e torna-se possível ingeri-lo.

A carne do animal casher pode ser ingerida, pois provém da quebra do sangue que o ser humano tem força para elevar; também o leite pode ser ingerido. Mas no momento em que carne e leite se misturam volta-se à composição sanguínea original, de severidade, que faz mal à alma humana.

Um renomado médico de Jerusalém publicou um estudo que diz que a carne manda certas transmissões ao cérebro, enquanto o leite manda outras transmissões; se houver cruzamento, podem se afetar mutuamente. O lapso de tempo necessário para que o trabalho da carne termine até que o cérebro fique limpo para receber novas transmissões é de exatamente 6 horas (o tempo exigido pelas leis de cashrut para ingestão de leite após carne).

Desta forma entendemos que as leis de cashrut são muito especiais e trazem para a alma e o lar judaico muita santidade, atingindo níveis superiores. D’us é o grande Médico especialista do mundo – não apenas fornece o remédio para a cura em caso de doença, mas faz um tratamento preventivo; orienta através da Torá e mitsvot todos os passos dos seres humanos: como deve se comportar e que dieta deve seguir, a fim de que não adoeça espiritualmente.

Fonte : Beit Chabad

Tenha um sábado e uma semana de muita paz !

Fernando Rizzolo

Everyone’s a little bit Jewish