Para o Brasil, Colômbia deve desculpas ao Equador

Lula saiu a campo para tentar auxiliar na obtenção de uma saída negociada do conflito diplomático que opõe Colômbia e Equador. Embora recuse a qualificação formal de “mediador”, o presidente conversou, nesta segunda-feira (3), com o colega colombiano Álvaro Uribe e com o equatoriano Rafael Correa. Deu-se depois de uma reunião com ministros, na qual Lula ouviu um relato do chanceler Celso Amorim.

A opinião do governo brasileiro foi explicitada, em entrevista, pelo chanceler Amorim. Segundo disse, a diminuição da temperatura depende de um pedido de desculpas da Colômbia ao Equador. Na conversa com Lula, Uribe dissera que, do seu ponto de vista, as escusas já foram manifestadas. Mas, a julgar pelo que disse Amorim, a manifestação deve ser mais enfática.

Segundo Amorim, o primeiro pedido de perdão de Uribe a Correa foi “acompanhado de outras condicionantes”. Por exemplo: a necessidade de combater eventuais ataques das Farc no território equatoriano. “Deve haver um pedido de desculpa não qualificado, que abaixaria a temperatura da crise. Algo que contribuiria e muito seria um pedido de desculpas não tão limitado”, sugeriu o ministro brasileiro.

A refrega diplomática, tonificada por manifestações em timbre belicista feitas pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, será tema de uma reunião, nesta terça-feira (4), do conselho da OEA (Organização dos Estados Americanos), em Washington. Para Amorim, vai à mesa um debate sobre a incursão militar da Colômbia em território equatoriano.

Uma incursão que o ministro condenou. Acha que houve “violação territorial é algo condenável. É uma infração que coloca em insegurança os Estados menores.” Amorim esquivou-se de jogar água na fervura representada pelo envolvimento de Hugo Chávez. “O incidente envolveu as forças colombianas e equatorianas”, desconversou.

De resto, o chanceler brasileiro manifestou-se confiante quanto às chances de que o encontro da OEA represente um primeiro passo rumo a uma solução negociada para o episódio que ele classifica assim: “É uma situação muito grave, que inspira muita preocupação.”

Blog do Josias

Rizzolo: Uribe se porta de forma a não colaborar no ” resfriamento” das relações com o Equador, muito menos aos ataques da Venezuela. O governo brasileiro age de forma sensata, e conduz da melhor forma diplomática o incidente, levando a Uribe a um mais explícito pedido de desculpas ao Equador. Tem-se a impressão que existe uma tentativa de enfrentamento e provocação tanto por parte de Uribe quanto de Chavez, que como disse anteriormente, se aproveita da situação para capitalizar simpatizantes da esquerda que ainda se impressionam com a voz alta e a roupa vermelha. Agora, não há a menor dúvida face aos documentos que surgem a cada dia provenientes dos computadores das Farc, que tanto Chavez como Correa sempre foram coniventes com a organização, o que é uma vergonha.

Não há que se falar no momento em eventual conflito armado, contudo, ao que parece, Uribe demonstra mais ânimo e preparo para uma eventual ação armada. Gosta de se portar como o representante dos EUA na América Latina. Uribe e Chavez são perigosos e ambos representam interesses opostos, a essência de um radicalismo que ainda sobrevive na pobre América Latina.

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