Governo elabora pacote para deter alta de alimentos

Por ordem de Lula, reuniram-se nesta quarta-feira (30), em Brasília, os ministros Guido Mantega (Fazenda), Reinhold Stephanes (Agricultura) e Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário). Discutiram a crise de alimentos que se espraia pelo mundo. Acertou-se que, nas próximas semanas, o governo anunciará um pacote de providências para aumentar a produção brasileira.

Entre as providências em cogitação estão: 1) Aumento do crédito; 2) Aperfeiçoamento do sistema de garantia de preços à produção agrícola; 3) Ampliação dos seguros concedidos aos agricultores; e 4) Medidas de estímulo à modernização das lavouras.

A discussão ocorre no instante em que as pastas da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário definem os seus respectivos planos de safra. No pacote que começa a ser esboçado, o governo planeja dar atenção especial a oito tipos de produtos: arroz, feijão, milho, mandioca, trigo, leite e carne (bovina e de aves).

Na avaliação do governo, expressa em declarações de Guilherme Cassel, a crise, além de séria, tem tudo para ser longeva. Coisa para cinco a dez anos. Diz o ministro do Desenvolvimento Agrário:

“Uma análise geral aponta que esta crise é real e tem muitas razões, entre elas o fator especulativo, questões climáticas no mundo e o aumento da demanda dos países em desenvolvimento. Esses fatores jogam os preços para cima. Por isto, sabemos que esta crise pode ser de longa duração. Os fundos de ações, especialmente depois da crise norte-americana, migraram para as commodities, comprando até três safras antecipadas. Isto nos aponta que a crise pode ser de cinco a 10 anos”.

Embora menos sujeito aos efeitos da crise, o Brasil não está imune a ela. Longe disso. Citando dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), Cassel diz que, nos últimos 36 meses, o preço dos alimentos subiu, no mundo, uma média de 83%. No Brasil, a alta foi de 25%. Há impacto direto no comportamento da inflação, que aponta para cima. Daí a decisão do governo de agir.
Blog do Josias

Rizzolo: Essa crise tem um componente especulativo grande. O fato da Ásia estar consumindo mais alimento, levou especuladores a prever num tempo curto um problema em relação ao custo dos alimentos no mundo. Muitas foram as acusações e atribuições a esse aumento, contudo, a nós resta reagirmos e produzirmos mais, de forma a obter créditos do governo para principalmente mecanizar e modernizar a agricultura. O Brasil é um país geograficamente privilegiado para enfrentar essa crise e se, conseguirmos aumentar a produção com os novos incentivos, poderemos deter a alta dos preços no mercado interno e por conseguinte aumentarmos nossas exportações no mercado de commodities. Como o momento da definição se dá nos planos de safra, e isso é extremamente salutar e pontual. Vamos reagir!

Charge do Henrique para A Tribuna da Imprensa

FHC atribui alta dos alimentos ao aumento da demanda

RIO – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) atribuiu o aumento da inflação mundial dos alimentos principalmente ao aumento da demanda. “E, na verdade, há um pouco de especulação também”, disse. O ex-presidente considera “um exagero” afirmar que o aumento da inflação seja por conta dos biocombustíveis. “Há um certo efeito. Não da cana-de-açúcar, que não compete com a alimentação, pelo menos até agora. Mas há a questão dos Estados Unidos, do milho”, afirmou.

Segundo o ex-presidente, o aumento da demanda por alimentos é positivo, mas “até que se ajuste a oferta, leva tempo”. Por isso, considera que “algumas ações têm de ser tomadas para evitar que os preços disparem e que a fome maltrate ainda mais as populações pobres”.

Fernando Henrique deu as declarações ao chegar para a reunião da Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia, fundada por ele e pelos ex-presidentes da Colômbia, Cesar Gaviria, e do México, Ernesto Zedillo.
Agência Estado

Rizzolo: Bom, mas isso é o óbvio, a Ásia principalmente a China está consumindo mais alimentos, e quando me refiro a alimentos considero vegetais e animais. Como a maior parte da população consome carne animal, os animais também consomem mais alimentos até o abate, portanto a cadeia aumenta. Um dos maiores argumentos dos segmentos vegetarianos da atualidade, é que se os seres humanos não consumissem carne animal sobraria mais alimento para a humanidade, vez que os animais estariam fora da cadeia de consumo.

Quanto a afirmativa de FHC, é claro que o aumento dos alimentos não se dá única e exclusivamente face aos biocombustíveis, mas como se diz em inglês ” it helps”. A utilização do milho como matéria-prima para os combustíveis é condenável, contudo a cana-de-açúcar é a grande opção. Não podemos esquecer que precisamos regulamentar com urgência o plantio dessa cultura, medida que já está sendo implementada pelo governo federal. Vamos ver se isso é sério..

Alckmin reage à ala serrista e confirma candidatura em SP

Horas depois de um ato de tucanos serristas em favor da reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) declarou-se ontem (28), pela primeira vez, candidato à Prefeitura de São Paulo. Alckmin discursou para simpatizantes após a Executiva Municipal do PSDB decidir que no dia 5 de maio a pré-candidatura será lançada oficialmente. “O PSDB sempre teve candidato em São Paulo. Aprendi que, na política, a gente deve seguir os ideais de uma vida, não as conveniências de momento”, afirmou o ex-governador.

Alckmin disse também estar “certo” de que receberá o apoio do governador José Serra assim que o PSDB oficializar sua pré-candidatura. Declarando-se ?muito zen e tranqüilo?, Alckmin, depois de discursar, partiu para o primeiro corpo-a-corpo em uma padaria no centro da cidade. “É a primeira (ação) de muitas que faremos com essa campanha que começa agora”, afirmou o deputado Edson Aparecido.

Enquanto isso, na zona leste da cidade, tucanos favoráveis à entrada do PSDB na coligação pró-Kassab, que ganhou o reforço do PMDB na semana passada, organizaram um ato para rechaçar a candidatura própria. O movimento contou com políticos ligados diretamente a Serra, como o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman. Reunidos na sede da Associação de Amigos do Bairro de Ermelino Matarazzo, eles lançaram um documento intitulado Juntos pela aliança até a vitória.

Antes de saber que Alckmin havia se lançado candidato, Feldman afirmou que o documento poderia ser sintetizado em cinco tópicos: 1) defesa da candidatura de Alckmin ao governo do Estado em 2010; 2) defesa da manutenção da aliança PSDB-DEM na cidade de São Paulo; 3) apoio a Kassab prefeito em 2008; 4) direito a indicação de um vice do PSDB na chapa do prefeito, e 5) apoio a Serra candidato à Presidência da República em 2010.

Fonte: O Estado de S. Paulo

Rizzolo: Vejo isso com muita tristeza, não sou do PSDB, não gosto da ideologia do partido, mas não admitido falta de lealdade. Ora, como podemos entender que grupos dentro de um mesmo partido passe a apregoar alianças externas ao mesmo tempo em que se propõem a preterir um candidato próprio de peso e densidade eleitoral como Alckmin. Conheço pessoalmente Alckmin e imagino como deve ser complicado para uma pessoa com o seu caráter constatar esse tipo de deslealdade partidária como se natural fosse. O PSDB que tanto apregoa a ética, há de se levar em consideração uma coisa chamada ética partidária. O bom comportamento começa na própria casa, realmente muito feio esse papel.

Lula:um cantor pronto para cantar o bis

O teatro tinha acabado de ser reformado, o cantor pouco conhecido em Buenos Aires, estava na época , galgando sucesso. Como havia ganho os ingressos, e como bom judeu, não poderia perder a oportunidade de aproveitar a gentileza, fui assisti-lo. O diretor artístico do músico, um senhor gordo de origem ítalo-argentina, recomendava ao artista nos bastidores, num tom de voz suficiente para eu ouvir seus conselhos, dizia: “mira, cuando acabaste, fique pronto pra “el bis”. Achei interessante a observação, ou seja, ele já contava com o bis, estava pronto para realiza-lo porque a popularidade do artista era boa.

Como o combinado, mal acabou o show, mal as cortinas de fecharam, as palmas começaram e alguem gritou, “bis”. A reação do artista foi tão rápida, tão mal ensaiada que ele mesmo abriu a cortina e começou novamente a cantar. Essa cena marcante me marcou durante anos e comecei a observar que o bis muitas vezes já faz parte do show. O fato de 50,4% dos entrevistados na última pesquisa CNT/Sensus aprovarem alterações na Constituição para permitir que o presidente Lula concorra a um terceiro mandato é conseqüência natural do aumento da popularidade do presidente. E não é por menos, o País cresce, o número de mepregos formais aumenta, e o Bolsa -Família atinge 25% das famílias brasileiras.

Ao saber explorar seu marketing pessoal promovendo através do PAC sua superexposição, Lula sabiamente conquista a adesão dos eleitores e se torna uma referência de governo que promove o desenvolvimento. Muitas vezes, quando ainda era pecado falar em reeleição, de forma poderada fiz algumas abordagens sobre essa questão que é polêmica, mas que está inserida no exercício democrático, uma vez que haja uma emenda constitucional aprovada em dois turnos na Câmara e no Senado, por um quórum de três quintos, ou seja, 308 deputados e 49 senadores em cada um dos turnos.

Os números da pesquisa pertencem ao presidente Lula, e ao meu ver são números pessoais e intransferíveis, portanto, se for a vontade do povo, deverá prevalecer. Menos ruim seria se Lula não estivesse preparado para um terceiro mandato, até porque as outras opções não existem no PT, e dificilmente com esta popularidade, Lula não sairá do show sem cantar um belo bis. Como dizia o velho ítalo argentino produtor do cantor em Buenos Aires, ” Mira, hay que estar pronto para cantar otra vez, el bis”. Não sei se é bom ou ruim para País, mas o povo parece que quer bis; da forma que as coisas andam, logo Lula dirá ” Está bom, vai, eu canto !. Ou você não gosta de bis ?

Charge do Simanca para o A Tarde

Rizzolo convida para um bate papo aos sábados

Financial Times: Brasil é solução óbvia para crise alimentar

O Brasil é uma “óbvia solução” para a situação de crise em que se encontra a segurança alimentar mundial, ameaçada pela alta dos preços, mas vem sendo “em grande parte ignorado”, segundo reportagem do diário financeiro britânico Financial Times (“FT”).

“O país tem reservas enormes de terra arável não utilizadas, a maioria utilizadas atualmente para pastagem, que poderiam com facilidade e a baixo custo serem revertidas para a produção de grãos e outros alimentos. O problema é que muito do que as fazendas do Brasil produzem continua a encarar tarifas proibitivas e outras barreiras para entrar nos mercados dos países da Europa e nos EUA”, diz a reportagem.

O jornal destaca, no entanto, que o Brasil tem sua parcela de culpa. “O país tem sido notavelmente lento em fazer campanha junto aos países desenvolvidos e em divulgar sua enorme capacidade produtiva”, diz o texto. “O país fez pouco para conter a histeria sobre a suposta ameaça do álcool para a floresta amazônica, por exemplo: uma ameaça que, se existe, se deve mais à falta de legislação na região do que aos imperativos econômicos da produção de álcool.”

O “FT” diz que os países desenvolvidos têm sido “propositalmente míopes” para as oportunidades apresentadas pelo Brasil e diz que a intensificação da produção de gado no país a fim de liberar terra para a agricultura “irritaria os agricultores ricos dos EUA e da Europa – um preço que aparentemente não vale a pena pagar”.

Em entrevista ao “FT”, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse na semana passada que a “resposta correta” para a crise é dar prioridade em países mais pobres à produção de alimentos. “E dar prioridade ao combate à raiz do problema: os enormes subsídios nos países ricos que minam a produção dos países em desenvolvimento”, disse. “A fome no mundo não é resultado de falta de oferta, mas principalmente dos baixos salários nos países pobres.”

Rizzolo: O reconhecimento de que os países ricos impõem barreiras aos produtos agrícolas brasileiros é claro. Contudo, mais do que divulgar o potencial brasileiro é nós aqui determinarmos uma política de desenvolvimento agrícola que se coaduna com o desenvolvimento das diversas culturas como a cana-de-açúcar Há de haver uma regulamentação do plantio da cana-de-açúcar, mesmo porque esse cultivo envolve problemas sociais já conhecidos por nós todos. Temos na realidade um enorme potencial para produção de alimentos, basta uma abertura dos países ricos, e menos protecionismo, menos subsídios agrícolas aos produtores dos países ricos que vivem à custa dos enormes lobbies, desestimulando a produção dos demais países.

Lula: ‘Ninguém faz tudo em oito anos de mandato’

Por encomenda da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), os pesquisadores do instituto Sensus foram, de novo, às ruas. Descobriram o seguinte: 1) entre fevereiro e abril, a aprovação ao governo subiu de 52,7% para 57,5%; 2) a aprovação à atuação de Lula, que já roçava as nuvens (66,8%), escala a estratosfera: 69,3%.
Descobriu-se mais: a maioria dos eleitores brasileiros apóia a permanência de Lula num terceiro mandato. Entre os 2.000 entrevistados, 50,4% declararam ser a favor do terceiro reinado. Uma minoria situada no patamar de 45,4% mostrou-se avessa à tese do poder longevo.

No mesmo dia em que os números voltaram a lhe sorrir, Lula disse, em Guarulhos (SP), do alto de mais um pa©mício: “Ninguém consegue fazer tudo em oito, nove ou dez anos.” Para evitar desvirtuamentos interpretativos, o presidente clarificou: “É preciso que a gente tenha um grupo de pessoas que assuma compromissos e que cada um faça mais do que o outro.”

Lula começou falando da gestão de Elói Pietá, o prefeito petista de Guarulhos. Elói Pietá (PT), que se desempenha o seu último mandato: “Nós agora temos que trabalhar para que quem vier no lugar do Elói faça mais que o Elói. Não pode fazer igual ou menos.”

Depois, o presidente inseriu a si mesmo no discurso: “Quem vier depois de mim… Só tenho que pedir a Deus para que seja uma pessoa mais abençoada que eu e faça mais que eu. Que olhe para os pobres mais que estou olhando.”

Em entrevista publicada na véspera, Lula classificara a pregação em torno do terceiro mandato de “uma coisa obscena.” A oposição, porém, continua com o pé atrás. O deputado José Aníbal (SP), líder do PSDB na Câmara, por exemplo, afirma: “O Lula já se definiu que uma metamorfose ambulante. Quem garante que daqui a pouco não estará dizendo e fazendo coisa diferente?

Blog do Josias
Rizzolo:
Numa democracia que se preze, a opinião do povo é a de maior valia. Muitas vezes me coloquei na posição de um interpretador de quais são as aspirações do povo brasileiro, se por um lado não é nada saudável um terceiro mandato, por sua vez a voz popular deve ser levada em consideração, até porque se houvesse uma proposta, uma mudança constitucional, que levaria a uma consulta popular, constataríamos o que nos diz a pesquisa.

Agora, Lula é um grande líder, fala a língua e o dialeto do povo. Encontrar alguém melhor para representar Lula, é tarefa difícil, mormente em se tratando do que existe aí, e o pior, esses candidatos apoiados por Lula me parecem com passado radical, e perigoso. E vejam ,não adianta “maquiar”, dar uma melhorada, passado é passado, ou foi conciliatório ou radical. Como se dizia antigamente a ” raposa perde o pelo, mas não perde a mania”, o resto fica para vocês pensarem. Leia também : Terceiro mandato, Roosevelt e o PT

Cúpula do PT: ” ruim de serviço” ou “ruim de aliança” ?

Se existe uma expressão até hoje vigente no interior do Estado de São Paulo capaz de descrever a forma exata daquele que não sabe trabalhar, não tem vocação, ou é incompetente, é a expressão caipira ” ruim de serviço”. O camarada que não é bom prefeito, então ele é ” ruim de serviço”, o próprio ex-governador Orestes Quércia, que é do interior do Estado e um político sábio se refere aos políticos incompetentes como ” ruins de serviço”, pode -se também se referir a um mal profissional aí ele seria um sujeito ” ruim de serviço”, e por aí afora, atrarvés dos anos a expressão se consolidou no interior do Estado de São Paulo.

Agora para coroar a política petista de cunho “coronelista federal” onde os caciques lulistas entendem o PT como tendo prestígio de sobra para não depender de alianças, podemos confortavelmente afirmar que o PT é ” ruim de aliança”; como no caso de BH em que em Nota dura a Executiva Nacional do partido, condena veementemente a aliança na capital mineira. Além disso, condena, não só a aliança, mas também o governo Aécio Neves. Repetindo uma resolução do Diretório Regional, que dizia: “O Governo Aécio não se coaduna com o que o PT quer para Minas Gerais e muito menos para o Brasil.”

Esse gosto petista pela hegemonia pode sair caro, o conceito de alianças é essencial na política e apostar apenas no prestígio lulista que os programas do governo como o Bolsa -Família emprestam pode ser um grande erro. Não há dúvida que a ” marca registrada” dos programas saem diretamente do governo federal para os habitantes dos municípios, transformando o prefeito em personagem secundário, mero agente do governo Lula, porem, esse conceito pode ser um engano principalmente em Minas Gerais onde os mineiros sabem bem aonde querem chegar.

Do ponto de vista estratégico o PMDB age de forma distinta, é um partido federado. Em São Paulo, por exemplo, Michel Temer tem um acordo com Orestes Quércia: Temer não se mete no PMDB paulista e Quércia não se mete no PMDB nacional. Alem disso, o veto e o “bater pezinho” da direção nacional do PT à aliança com o PSDB de Aécio Neves poderia abrir janela para o ingresso do PMDB na chapa de Márcio Lacerda (PSB), o candidato patrocinado pelo governador tucano em Belo Horizonte.

Enganam-se aqueles que entendem ou emprestam aos acontecimentos da semana passada uma derrota de Aécio Neves visando 2010. Minas é o segundo maior colégio eleitoral do Brasil, Aécio Neves representa uma volta de Minas ao cenário político federal, existe um sentimento de ” poder mal resolvido”, um vácuo com a morte de Tancredo Neves, será a oportunidade de se explorar e se apregoar a volta de um mineiro à presidência da república. Alem disso, Minas está geograficamente, entre duas bandas, os Estados do norte e do sul, bem na divisória de poder; com certeza virá com toda a força a imagem de Tancredo, de Juscelino Kubitschek de Oliveira, nascido em Diamantina – MG, e o direito e a vez de Minas Gerais no Planalto.

Ao acertar-se com com o PMDB, Aécio daria o troco no seu rival tucano José Serra, a quem atribui a costura do acordo que uniu o peemedebista Orestes Quércia ao prefeito Gilberto Kassab (DEM), em São Paulo. Todo cuidado é pouco principalmente em se tratando de PMDB, e do rebelde diretório municipal do PT em Belo Horizonte, o qual desafiou a Executiva Nacional do partido e confirmou a aliança com o PSDB na capital mineira nas eleições municipais deste ano. Podemos assim afirmar, que se a cúpula do PT é ” ruim de serviço”, por outro lado o diretório municipal do PT mineiro e o PMDB são ” bons de aliança”!

Fernando Rizzolo

Charge de Bessinha para A Charge Online

Serra e Aécio vão às previas tucanas em igualdade

A dois anos e meio da sucessão de 2010, José Serra figura em todas as pesquisas eleitorais como franco favorito. Aécio Neves amarga uma constrangedora terceira colocação. Na queda-de-braço que travam pelo controle da máquina do PSDB, porém, os dois ostentam uma igualdade que contrasta com a sondagem pública.

Dissemina-se pelo tucanato a impressão de que não são negligenciáveis as chances de que, numa eleição prévia, o azarão Aécio prevaleça sobre Serra. Atento ao risco, o governador de São Paulo abriu janelas em sua agenda para correr os Estados. Algo que Aécio já vinha fazendo desde 2007 e que intensificou neste ano.

Serra arrosta dificuldades mesmo no diretório de São Paulo, Estado que governa. Ali, embora majoritário, Serra vê o pedaço do partido fiel a Geraldo Alckmin bandear-se para o lado de Aécio. A secção mineira, em contraposição, devota fidelidade canina a Aécio.

Estrategistas do partido começaram a mapear a disputa que se avizinha. Na extremidade inferior do mapa, verifica-se que, se a disputa fosse hoje, Aécio bateria Serra no Rio Grande do Sul, perderia em Santa Catarina e dividiria ao meio o Paraná. No outro extremo do país, Serra tem dificuldades de entrar.

No Amazonas, maior Estado da região Norte, Serra é praguejado como inimigo da Zona Franca de Manaus. Ali, Aécio tende a disputar votos não com seu rival número um, mas com o amazonense Arthur Virgílio, líder tucano no Senado, que declara-se disposto a disputar a vaga presidencial. Não há aferição confiável nos demais Estados da região. Mas imagina-se que não estejam alheios ao discurso anti-São Paulo que impregna o Amazonas.

No Nordeste, verifica-se flagrante equilíbrio entre os dois principais contendores tucanos. No diretório do Ceará, protegido por barricadas erguidas pelo senador Tasso Jereissati, Aécio anula Serra. Na Bahia, dá-se o oposto. Ajudado pelo deputado Jutahy Magalhães Jr., um amigo de décadas, Serra é favorito.

O Rio Grande do Norte pende para Serra. Pernambuco, para Aécio. A Paraíba é uma incógnita. Em 2006, o governador tucano Cássio Cunha Lima ficou ao lado da candidatura presidencial de Alckmin, contra Serra. Agora, não se sabe que posição irá adotar. Na dúvida, os dois candidatos fazem-lhe a corte.

A engrenagem partidária da Paraíba, de Alagoas, e de Sergipe está dividida entre Serra e Aécio. A posição do Piauí é, por ora, ignorada. Mais ao centro, Serra é majoritário em Mato Grosso do Sul. Há uma divisão na máquina do partido em Mato Grosso. Goiás aguarda por uma definição do senador Marconi Perilo, mandachuva do tucanato local.

Conhecido como um partido de cúpula, o PSDB parece decidido a democratizar a escolha de seu candidato às eleições de 2010. A realização de prévias foi aprovada pela Executiva nacional tucana, ainda sob a presidência de Tasso Jereissati (CE), o inimigo cordial de Serra. Sérgio Guerra (PE), substituto de Tasso, toma agora as providências para que a consulta ocorra.

Entre a saída de Tasso e a chegada de Guerra, sobreveio a decisão de Arthur Virgílio de submeter seu nome a teste. Aécio soltou fogos. Com três candidatos, diz ele, a prévia, antes apenas conveniente, passou a ser imprescindível. Na semana passada, Virgílio foi aos EUA especialmente para testemunhar a disputa dos democratas Barack Obama e Hillary Clinton na prévia da Pensilvânia.

Nas pesquisas que captam a intenção de voto de todo eleitorado, a vantagem de Serra é devastadora. Na última sondagem do Datafolha, divulgada em 31 de março, o governador paulista lidera em todos os cenários. Seus percentuais oscilam entre 36% e 38%. Aécio balança entre 11% e 14%. Fica atrás de Ciro Gomes (PSB) e até de Heloisa Helena (PSOL).

É curioso que, submetido a tais indicadores, Aécio consiga ombrear com Serra na disputa interna. Fica a impressão de que o discurso anti-São Paulo e a propalada antipatia de Serra, quando confrontadas com o também lendário jeitinho mineiro de fazer política, encontra eco nas engrenagens do partido.

Atento aos fenômenos, Serra resolveu se mexer. Nos últimos três meses, esteve no Ceará, em Pernambuco, no Rio Grande do Norte e na Bahia. Prepara nova visita a Pernambuco. Move-se como se estivesse decidido a encurtar a distância que separa a curva das pesquisas externas dos gráficos que medem os votos internos. Tempo não lhe falta. A eleição ainda é um ponto longínquo no calendário. O problema é que Aécio não está e não vai ficar imóvel.

Blog do Josias

Rizzolo: Não podemos subestimar as possibilidades do governador de Minas Aécio Neves. O governador de Minas já está se articulando há um bom tempo e muito bem em todo o Brasil. Sua aproximação com o PT, a insatisfação do eleitorado mineiro que há tempos não elege um presidente da república – o último, Tancredo Neves tornou-se uma relação de poder mal resolvida face à sua morte -e tendo o segundo maior colégio eleitoral em suas mãos, o faz um candidato de peso.

Não há dúvidas que a forma de Aécio fazer política, é agregadora, conciliatória, bem ao estilo mineiro. Serra por sua vez, enfrenta alguns problemas no próprio Estado de São Paulo. Estrategicamente do ponto de vista físico ou geográfico, Aécio tem a sua disposição duas bandas bem definidas de atuação, ao norte de Minas e ao sul de Minas. Quanto ao PT com sua maneira péssima no tocante à capacidade de fazer alianças, entende ser um partido hegemônico, não precisam de ninguém, se bastam com Lula. Cuidado, isso é no mínimo um ledo engano. Precisamos saber qual a capacidade de Lula na transferência de votos.

Exército colombiano denuncia ataque das Farc a partir do Equador

BOGOTÁ, 26 Abr 2008 (AFP) – O comandante do Exército da Colômbia, general Mario Montoya, denunciou neste sábado que a guerrilha das Farc executou na sexta-feira, a partir do Equador, um ataque com explosivos que deixou um oficial ferido.

“Ontem (sexta-feira) às 11H15 locais (13H15 de Brasília) foram lançados cinco cilindros carregados de explosivos do território equatoriano para o território colombiano. O soldado Uriel Muñoz sofreu uma fratura e ferimentos no tórax”, disse à imprensa.

O general, que qualificou o ataque como um “atentado terrorista”, o atribuiu à frente 48 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.

A denúncia militar colombiana acontece em meio à tensão diplomática com o Equador, após a ruptura de relações por parte de Quito depois do ataque do Exército colombiano a uma base das Farc situada em território equatoriano, perto da fronteira, no dia 1º março.
Folha online

Rizzolo: As Farc tem com certeza bases no Equador e conta com a complacência de Correa, um esquerdista de primeira linha. A Colômbia denuncia há vários anos que as Farc utilizam o território do Equador para preparar ataques contra as Forças Armadas e para fugir da perseguição militar, em meio ao conflito interno de mais de quatro décadas com milhares de mortos.

O grande problema dos governos neopopulistas é que na sua essência existe a cumplicidade ideológica que em nome dela tudo é permitido. A tentativa de se espalhar a guerrilha a partir de países da América Latina é grande, prova disso é a nova visão do governo americano em determinar comandos militares específicos para atuarem na América Latina, se preciso. É claro que o governo equatoriano vai negar essa incursão, no meu entender as acusações procedem. Todo cuidado é pouco.

Kedoshim- leitura de Pessach


Preparação antes do Pessach (óleo sobre tela)

Como de costume, todo Sábado procuro não escrever textos que não estejam relacionados com o Shabbat e com o estudo da Tora. Sem ter a intenção de dar uma conotação pessoal religiosa ao que escrevo, permito dirigir me a você, que acompanha minhas reflexões diariamente, e compartilhar com o amigo(a), de uma forma humilde, esses momentos de introspecção dos meus estudos no Shabbat, que se iniciam todas às sextas-feiras, quando me recolho duas horas antes da primeira estrela surgir no céu, numa Sinagoga ortodoxa que freqüento em São Paulo.

Como já disse anteriormente, tenho profundo respeito por todas as crenças, religiões, e acima de tudo sou um brasileiro patriota, amo meu país e o povo brasileiro, e tenho sim, uma grande satisfação espiritual em ao estudar a Parashá (Porção da Tora semanal) relacioná-la ao que vivemos nos dias atuais. Shabbat é um dia de paz, descanso e harmonia. Devemos nos abster das tensões e às exigências da vida cotidiana.

Como é uma reflexão de estudo pessoal, baseada na introspecção bíblica, recomendo a todos que acompanhem no Antigo testamento (Torah ) os comentários aqui expostos, para que possamos ter uma semana de paz; e que através dos estudos judaicos, possamos compreender nossas vidas e encontrar formas de superar as adversidades na visão de Hashem (Deus). Isso nos dará energia e um “Idiche Kop” ( perspicácia particular), para que enfim tenhamos condições de construir um Brasil cada vez mais digno e com mais justiça social, que é a base do Judaísmo, do Cristianismo, do Islamismo, e de todas as religiões que levam a um mesmo Deus.

E lembre-se, Deus não quer apenas que você ore, mas que você aja com um parceiro dele aqui neste mundo, promovendo mudanças, estudando, se aperfeiçoando cada vez mais em sua área de atuação, e lendo, lendo muito. Quem não lê não pensa, e quem não pensa será para sempre um servo . Nesses aspectos, Ele Hashem ( Deus), precisa mais de você do que você dele. Somos aqui nesse mundo, parceiros de alguém maior. Quando se dirigires a Deus, ” Um homem deve saber que, durante sua prece, ele se acha no palácio do rei e que não vê senão o rei. Ele se esquecerá então até da sua existência ” Rabi Nahman de Bratslav”.

A parashat desta semana chama-se Kedoshim (Vayicrá 19:1-20:27) inicia-se com a ordem de D’us para toda a nação de Israel para ser santa, imitando a suprema santidade do próprio Criador. A Torá prossegue delineando uma infinidade de mitsvot através das quais podemos atingir a santidade, abrangendo uma grande variedade de assuntos, tanto mandamentos positivos como inferências negativas, lidando com nosso relacionamento ímpar com D’us e com nosso próximo.

Recebemos ordens de temer nossos pais, guardar o Shabat e abstermo-nos da adoração de ídolos. D’us nos instrui a deixar vários presentes de nossa colheita para os pobres e oprimidos, incluindo o canto dos campos e os feixes que caíram por acaso ao serem juntados. Devemos manter a justiça, fazer negócios honestos com nossos vizinhos, não praticar a maledicência, e de forma geral ter pelos outros a mesma consideração que temos por nós mesmos.

Segue-se uma descrição de várias categorias de kilayim (misturas proibidas) – hibridação de animais e plantas, e vestir shatnez (uma mistura de lã e linho em uma rmesma peça de roupa) – a Torá discute orlá, a proibição de consumir frutas nos primeiros três anos após o plantio de uma árvore. A porção continua com uma lista das punições a serem impostas às pessoas que transgridem e participam das várias relações proibidas relacionadas na porção da semana anterior. A Parashá Kedoshim conclui com o mandamento, mais uma vez, para que sejamos um povo santo e distinto dentre as nações do mundo.

Estilos de cortes de cabelos
por Daniel Lasar

Há uma importante correlação entre a porção da Torá de Kedoshim e a antecedente, Acharê Mot. Em Acharê Mot, D’us ordena ao povo judeu: “Não use a prática da terra do Egito na qual você habitou, e não use a prática da terra de Canaã à qual Eu o trouxe, e não siga as tradições deles” (Vayicrá 18:3). Na porção que se segue, Kedoshim, o Criador se dirige o povo judeu: “Sereis santos, pois Santo Eu sou, Hashem, vosso D’us” (ibid. 19:2). Estes dois versículos fornecem uma ênfase esclarecedora sobre não apenas como vivemos como judeus, mas do modo que vivemos no contexto de onde vivemos.

Em Pirkei Avot (1:7), o sábio Nittai desenvolve: “Distancie-se de um mau vizinho, e não se associe com uma pessoa perversa.” Não é preciso ler muitos jornais para estar informado dos sérios problemas de moralidade ameaçando nossa sociedade nos dias de hoje. É próprio da natureza humana ser influenciado pelos traços de caráter e padrões de valores presentes entre nossos vizinhos. Entretanto, é imperativo que nos esforcemos para seguir o código de conduta eterno que D’us prescreve na Torá.

Um símbolo sutil, embora vital, do repúdio da influência da sociedade ocidental é encontrado até mesmo no modo em que cortamos o cabelo. Muitas pessoas hoje têm as costeletas aparadas, de muitas maneiras um reflexo dos estilos sempre mutantes do mundo contemporâneo. A Torá declara o contrário na porção desta semana: “Não cortarás o cabelo de vossa cabeça em redondo, e não raspareis (com navalha) vossa barba” (Vayicrá 19:27); os homens judeus também não podem raspar completamente as costeletas, nem barbear as faces com lâmina. Assim, em algo simples como uma ida ao barbeiro, devemos permanecer cônscios de que é a Torá que guia nosso comportamento, não aquilo que a sociedade define como “legal.” Muitos de nossos hábitos, como usar kipá ou vestir modestamente, ajudam-nos a lembrar de nossa distinção e papel especial neste mundo.

Infelizmente, o último século tem mostrado uma taxa alarmante de assimilação. Não é surpresa que isso pode ser atribuído em grande parte à sociedade convidativa em que vivemos. Ao contrário de antigamente, quando nossas mães caminhariam quilômetros para ir até o micvê, ou quando nossos pais conseguiriam juntar somente o dinheiro suficiente para honrar o Shabat com vinho para o kidush, nós felizmente possuimos infinitas oportunidades para cumprir mitsvot sem sacrifícios. Porém, tragicamente é muito tentador agir “em Roma como os romanos” e desejarmos nos encaixar na maioria. Recebemos ordem, entretanto, de não imitar valores que são antiéticos para a Torá. Ao contrário – devemos ser santos – seguirmos o estilo de vida da Torá. D’us tem Suas razões para prescrever a maneira correta pela qual devemos pautar nossa vida.

Estamos agora no período entre os dias de Pêssach e Shavuot, o intervalo de sete semanas no qual o povo judeu se purgou dos costumes egípcios e preparou-se para receber a Torá no Monte Sinai. Assim também, devemos inventariar nossas próprias atitudes e valores, notando que não são as novidades efêmeras da cultura ocidental que devemos incorporar, mas sim os padrões perenes da Torá. Se nos lembrarmos disso, então seremos verdadeiramente uma luz entre as nações.

Respostas Judaicas.

Por que é recomendado o uso da barba?

RESPOSTA:

Consta no Zôhar, a barba está ligada às treze medidas de misericórdia Divina. Ao deixar a barba crescer, o homem torna-se um recipiente para receber as bênçãos Divinas de saúde e sustento, tanto para ele quanto para sua família. No entanto, como toda mitsvá, devemos cumpri-la por ser um preceito da Torá, e não para obter a recompensa.

É proibido usar navalha, mas é possível aparar a barba com tesoura ou utilizar o barbeador. Neste caso, deve-se cuidar para que não seja “Double action” (dupla ação, com duas ou mais lâminas), o que vem indicado no próprio aparelho. A maioria dos aparelhos, salvo isto, não apresentam problemas.

Fonte Beit Chabad

Que você tenha uma semana e um sábado de muita paz !

Fernando Rizzolo

Charge do Passofundo para O Nacional

Aposentados pedem que Câmara revogue o “fator previdenciário”

Representantes dos Sindicatos Nacionais de Aposentados e Pensionistas da CUT, Força e CGTB propõem aos deputados que mantenham a decisão do Senado Federal e ponham fim ao perverso redutor dos proventos imposto pelo desgoverno FHC

Representantes dos Sindicatos Nacionais de Aposentados e Pensionistas da CUT, Força e CGTB se reuniram terça-feira em São Paulo para organizar ações unitárias para assegurar que a Câmara Federal mantenha a decisão do Senado de pôr fim ao fator previdenciário e estender o aumento do salário mínimo ao conjunto das aposentadorias.

JUSTIÇA

Com o apoio das centrais, os sindicatos decidiram lançar um documento unificado resgatando o significado do fim do fator, para que se faça justiça social com milhões de aposentados que tiveram seus proventos violentamente arrochados ao longo do período de vigência da medida neoliberal. Os sindicalistas farão corpo-a-corpo com os deputados em Brasília, enfatizando a necessidade da aprovação dos dois Projetos de Lei do Senado, o PLS 296/03, que prevê a extinção do fator previdenciário, e o PLS 58/03, que garante a isonomia no aumento salarial dos benefícios pagos pela Previdência Social. Ambos projetos, de autoria de Paulo Paim (PT-RS), foram aprovados em regime de urgência e seguem agora para apreciação da Câmara.

Antiga reivindicação dos aposentados, o fim do fator previdenciário é considerado chave para impedir que os trabalhadores continuem sendo obrigados a trabalhar mais do que o tempo de contribuição, caso não queiram perder parte dos salários ao se aposentar. O mecanismo de arrocho inventado pelo desgoverno de Fernando Henrique é calculado considerando, na data de início do benefício, a idade e o tempo de contribuição do segurado, a expectativa média de sobrevida para ambos os sexos e uma alíquota de 31%, que equivale à soma da alíquota básica de contribuição da empresa (20%) e da maior alíquota de contribuição do empregado (11%).

CONTRABANDO

O presidente do Sindicato dos Aposentados da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (Sindapb/CGTB), Oswaldo Lourenço, afirmou que “o movimento sindical vem batalhando há anos para acabar com este contrabando imposto pelo governo Fernando Henrique, que vem forçando os trabalhadores a se aposentarem mais tarde, apesar de já terem contribuído mais de 35 anos com a Previdência”. “O fator obriga o trabalhador a esperar até os 65 anos de idade para se aposentar, caso ele não queira perder até 40% do valor da pensão. Os mais penalizados são os trabalhadores mais humildes, que começam a trabalhar ainda jovens e em serviços pesados. Isso os abriga a contribuir, em alguns casos, mais de 40 anos para não perderem o que têm direito”.

Hora do Povo

Rizzolo: O mais interessante nessa questão, é a posição do governo de desrespeito aos aposentados. Não há dúvida que o ato de apoio dos Representantes dos Sindicatos Nacionais de Aposentados e Pensionistas da CUT, Força e CGTB é um gesto louvável e acima de tudo ético para com aqueles que com a mísera aposentadoria muitas vezes acabam sustentando famílias inteiras como filhos até netos.

A previdência como já afirmei várias vezes, é um instrumento de distribuição de renda no Brasil, e não há como conceber que o governo petista vire as costas para os trabalhadores e conspire na contra mão dos interesses dessa minoria pobre. O fator previdenciário é uma vergonha que deve ser abolida, na verdade um perverso redutor dos proventos imposto pelo desgoverno FHC. Agora o que não podemos é aceitar as elegações do governo petista que não tem dinheiro suficiente para os aposentados, mas para conceder aumento aos 20.000 comissionados petistas que trabalham na administração federal tem de sobra, alem disso criam novas secretarias inchando mais ainda a máquina federal. Sem contar o Bolsa família com reajuste acima da inflação, porque é ano eleitoral.

Os defensores do fator previdenciário procuraram transmitir a idéia de que o trabalhador poderia escolher entre retardar sua aposentadoria ou ver o valor de seu benefício reduzido. Na prática, porém, essa liberdade de opção do trabalhador é limitada drasticamente por um mercado de trabalho caracterizado pelas altas taxas de desemprego, longos períodos de procura por uma nova ocupação, baixa formalização e grande dificuldade de reinserçãodos trabalhadores acima dos 50 anos no mercado. Esses fatores empurram a grande maioria dos que atingem condições de se aposentar a optarem, mesmo que a contragosto, por um benefício reduzido. É triste ver o presidente Lula desprezando os idosos, ou seja, para os petistas tudo , para os aposentados nada ! Vamos nos mobilizar, divulgue o Blog do Rizzolo !

Obs. Leitores, agora temos o domínio próprio: http://www.blogdorizzolo.com.br

Dilma vai a fórum de executivos com Bush nos EUA

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, participarão de um fórum de altos executivos americanos e brasileiros, em Washington, que contará também com a presença do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.
A primeira parte do fórum se deu em Brasília, com um encontro realizado em outubro do ano passado. Na ocasião, empresários dos dois países foram também recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A versão americana do encontro binacional terá início neste domingo e reunirá pelo menos nove representantes de empresas brasileiras e o mesmo número de altos executivos dos Estados Unidos.

Entre os participantes brasileiros, estão representantes de companhias como Votorantim, Grupo Camargo Corrêa, Odebrecht, Embraer, Vale e Alcoa. Do lado americano, Citibank, Intel, General Motors, Cargill e Coca-Cola, entre outras.

Idéias

Os executivos apresentarão as suas sugestões para a ampliação de negócios entre os dois países a representantes dos governos brasileiro e americano, no domingo.

Dilma e Miguel Jorge representarão o Brasil, e os Estados Unidos serão representados pelo secretário do Comércio, Carlos Gutiérrez, e pelo assessor econômico da presidência americana, Dan Price.

Na segunda-feira, os executivos serão recebidos pelo presidente Bush, na Casa Branca, em encontro que também contará com a presença de Dilma e Miguel Jorge.

PAC

Dilma e Miguel Jorge também se encontrarão na segunda-feira com o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson.

De acorco com a embaixada, o representante do Tesouro teria interesse em saber mais sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com vistas a setores contemplados pelo programa nos quais os Estados Unidos poderiam investir.

Paulson teria ficado frustrado com a ausência de participação de conpanhias americanas na recente licitação de rodovias no Brasil.

Iniciativa

O fórum foi uma iniciativa do embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel, que se valeu de sua experiência no setor privado e de uma iniciativa anterior semelhante, firmada pelos Estados Unidos com o governo da Índia.

Depois do primeiro encontro do fórum em Brasília, executivos americanos e empresários brasileiros formaram grupos de trabalho que se reúnem em seus respectivos países a cada 15 dias e que se mantêm em contato por emails e conferências telefônicas.

Entre as propostas que os empresários que integram o fórum elegeram como prioritárias estão a de impedir a bitributação de produtos, ampliar o prazo para a concessão de vistos de cinco para 10 anos e promover um maior número de vôos entre Estados Unidos e Brasil.

Interesses

Segundo a Embaixada do Brasil em Washington, o interesse pelo Brasil na realização do fórum começou a crescer a medida que o país passou a ampliar o número de produtos que exporta para os Estados Unidos.

Tanto empresários como o governo do Brasil têm entre suas prioridades vender o país como um lugar seguro para atrair investimentos americanos.

Os Estados Unidos deverão investir um total de US$ 20,7 bilhões em projetos no Brasil até 2012. Atualmente, o total de investimentos diretos pelo Brasil nos Estados Unidos é de US$ 6,3 bilhões.

BBC Brasil

Rizzolo: A ampliação dos negócios entre o Brasil e os EUA devem ser alavancados, na realidade a participação das empresas americanas no Brasil deve ser reavaliado pelo governo dos EUA, a disposição de investimentos em projetos por parte dos EUA no Brasil é na ordem de US$ 20,7 bilhões nos próximos anos. Existe um problema de relação comercial e de comunicação entre o Brasil e os EUA, por mais que se tente negar, o governo republicano dos EUA não aprecia o envolvimento do Brasil com governos populistas como os da Venezuela e os demais da América Latina; no fundo, a diplomacia americana gostaria de um alinhamento do tipo exercido por Álvaro Uribe, isolacionista. Porem os EUA estão se dando conta, que não há como deixar de participar dos projetos brasileiros como o PAC, para isso se valem de uma reavaliação das questões protecionistas . Fica patente que se os EUA enxergarem o Brasil do ponto de vista ideológico, e sua relação com os demais países da América Latina, não terão participação nos projetos de desenvolvimento brasileiro. Ser republicano sairia caro demais, e isso também eles não apreciam.

Charge do M. Aurelio para o Zero Hora