Terceiro mandato, Roosevelt e o PT

Existe um ditado popular muito antigo que se diz ” não se mexe em time que está ganhando “, é claro que quando falamos em política a apreciação deste aforismo fica prejudicada, mais ainda quando a inserimos num contexto democrático. O Brasil com o governo Lula está crescendo, a economia apesar do modelo optado sofre pressões para que as diretrizes do banco Central sejam menos ortodoxas, a popularidade de Lula cresce a cada dia emprestando ao País certa estabilidade.

Por outro lado, o pleno exercício da democracia exige a troca de poder e impõe restrições a uma reeleição, ou a um terceiro mandato. A questão aqui abordada é extremamente polêmica mas pertinente pois esbarra em conceitos de democracia, nas declarações do vice-presidente José Alencar (PRB), e principalmente ao fato de podermos dar continuidade a este ciclo virtuoso de desenvolvimento que estamos presenciando no Brasil.

Sei que a partir de agora, muitos irão discordar e outros tantos irão concordar com meu ponto de vista. Mas gostaria de preliminarmente fazer uma observação política, não jurídica, até porque para um terceiro mandato é necessário que o legislativo encaminhe sugestões de Propostas de Emenda Constitucional (PECs) que possibilitem uma reeleição. O presidente Lula até o momento, realmente não acredita que nenhum desses ” filhotes” a presidência tenha condições e densidade eleitoral para fazer frente a um candidato da oposição. Essas viagens pelo Brasil, acredito que tenha sim, segundas intenções, todavia com todos os defeitos que atribuo ao presidente neste blog, é preciso fazer uma reflexão em nome da democracia, senão vejamos:

Fica patente que o exercício da democracia se faz com a renovação, este é modo saudável de se ver a alternância do poder, porem, tão nobre quanto a renovação é o direito assegurado por esta mesma democracia em se ouvir os clamores do povo brasileiro. Assim entendo que, se lá adiante Lula ou o Executivo tiver condições legais para consultar o povo sobre um terceiro mandato através de um plebiscito, a consulta terá com certeza base e esteio popular democrático para legitimar seu qual for seu resultado; muito embora hoje, o encaminhamento é uma exclusividade do legislativo.

Ao colocar meu ponto de vista, que sei ser controverso, reflito sobre fatos atuais de popularidade do presidente despindo me de interesses partidários. Afirmar que o povo ao ter condição de ser consultado, ao expressar seu desejo a um terceiro mandato, estaria ferindo a democracia, é como negar que a democracia seja o desejo da maioria na sua essência. Tampouco justifica a argumentação do vice José Alencar (PRB), ao invocar a memória de Franklin Roosevelt ( 1933-1945), ex-presidente dos EUA que chegou a ser eleito para quatro mandatos; ocorre que as circusntâncias na época eram outras, havia uma crise econômica nos EUA em 1933, que fora superada, logo após houve a explosão da Segunda Guerra, que justificava sua permanência.

Para finalizar, nos resta torcer para que essa manobra política por parte do PT não aconteça, até para que possamos avançar com um novo candidato que realmente esteja mais comprometido com o povo brasileiro, e menos com os banqueiros. Mas se o povo quiser, e assim decidir de forma democrática, nada podemos fazer, afinal democracia é isso, voto e respeito a maioria.

Fernando Rizzolo

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