Quércia desistiu de reclamar: ‘Lula virou santo’

Cada vez mais próximo de uma composição com a petista Marta Suplicy, o mandachuva do PMDB paulista, Orestes Quércia, tem muitas queixas do relacionamento que seu partido mantém com Lula. “Pode-se dizer que aconteceu tudo, menos a coalizão que ele prometeu”, diz aos companheiros de partido.

Para Quércia, o PMDB “não participa das decisões fundamentais do governo.” Acha, de resto, que o fato de o partido ter cavado cinco pastas na Esplanada não significa que esteja convenientemente representado em Brasília.

Quércia desce aos exemplos. Segundo a sua ótica, quem indicou o ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) foi o governador petista da Bahia, Jaques Wagner. Quem “fez” Edison Lobão (Minas e Energia) foi José Sarney. Em suma, diz ele, “não foram nomeações discutidas e deliberadas pelo PMDB.”

O que fazer?, perguntam os amigos a Quércia. E ele: “Nada. Essa questão do governo federal não se altera nunca mais. Agora o Lula virou santo. Não tem mais jeito!” Como se vê, o ex-governador, demonizado pelo PT em outros tempos, tem sacrossantas razões para se render ao catecismo petista. Noves fora, evidentemente, a indicação do vice de Marta e a segurança de suporte à candidatura de senador que pretende lançar em 2010.

Blog do Josias

Rizzolo: Uma das intercorrências políticas mais triste nesse país, é fazer uso da máquina partidária como se uma empresa fosse. Observem que o PMDB se tornou um partido que está sempre olhando para dentro de si, está sempre lamentando o que perdeu em termos de interesses próprios, de grupos, se assemelha por vezes como uma ” grande empresa partidária” que barganha seu apoio por cargos, posições, e eu perguntaria: Isso é bom para o Brasil?

Quando se fala em “participar das decisões fundamentais do governo”, soa como falta de poder, mas um poder que não se relaciona, na realidade, com a representatividade ideológica partidária, até porque no Brasil os partidos não expressam posições ideológicas claras, ficando então a questão do poder, para grupos que tem a sigla nas mãos e que lutam entre si. Isso só irá resolver com uma reforma política descente.

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