Chineses exigem da rede de TV CNN desculpa pública por ofensas ao país

A Associação Nacional de Jornalistas da China (ANPCh) exigiu, no sábado, dia 19, que a rede norte-americana de notícias CNN e seu repórter Jack Cafferty peçam desculpas públicas pelas declarações desrespeitosas contra o país e seu governo.

Cafferty disse que os chineses são “basicamente o mesmo grupo de jagunços e brutamontes durante os últimos 50 anos”, no dia 9 de abril, enquanto se realizava o percurso da tocha olímpica na cidade de San Francisco.

Em entrevista à Agência Xinhua, o porta-voz da entidade chinesa afirmou que desde o dia 14 de março, quando foram provocados incidentes na capital do Tibet, Lhasa, alguns meios de comunicação estrangeiros, entre eles a CNN, “difundiram mentiras e armaram fraudes para culpar o governo da China por uma política repressiva que não existe”.

Na semana passada, a CNN emitiu um comunicado dizendo que “não foi intenção do senhor Cafferty, nem da CNN ofender o povo chinês”. Mas, no mesmo documento assinala que Cafferty “sustenta com firmeza” a opinião sobre o governo chinês.

No sábado, milhares de norte-americanos de origem chinesa e chineses residentes nos EUA se manifestaram na frente dos estudos da CNN em Los Angeles em protesto contra as agressões. “CNN, não enganes aos norte-americanos”, “Não à manipulação da mídia”, “CNN mentirosa”, se podia ler nas faixas que enchiam as ruas.

Na China, onde há, segundo a Xinhua, cerca de 240 milhões de internautas, foi lançado um portal web com o endereço http://www.anti-cnn.com em que se denunciam todas as falsificações, mentiras e truques fotográficos aparecidos na mídia ocidental dobre o Tibet.
Hora do Povo

Rizzolo: É o que eu sempre digo, a CNN é emissora tendenciosa e golpista. Não se sabe bem a quem estão a servir, mas eu desconfio. Não é possível que um jornalista estrangeiro emita opiniões tão desrespeitosas desse calibre. O pior, o desrespeito do jornalista se alastra ao ponto de vista étnico, haja vista a manifestação de milhares de norte-americanos de origem chinesa e chineses residentes nos EUA na frente dos estudos da CNN em Los Angeles. O teor das reportagens da emissora, é sempre pontuado por uma visão política republicana. Por sinal estou começando a ficar preocupado com o avanço de Hillary, com certeza isso me faz sentir algo em direção a Mc Cain, muito embora Barak Obama tem uma dianteira de 155 delegados sobre Hillary Clinton, conforme o cálculo do The New York Times, que registra um escore de 1.636 a a.481. A Associated Press dá 1.648 para Obama e 1.537 para Hillary, uma diferença de 111 delegados. Contudo, Barak Obama discordando de Hillary e Maccain, cria sim um ” gap” político e ameaça até o bipartidarismo americano.

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Lula pede empenho de aliados para barrar na Câmara aumento a aposentados

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende nesta quinta-feira cobrar dos líderes dos partidos da base aliada uma ofensiva para evitar que a Câmara aprove o pacote de medidas que já passaram pelo Senado e que podem causar prejuízos aos cofres da União. Lula convocou para amanhã uma reunião do conselho político para tratar de duas propostas previdenciárias e da emenda 29 –que destina mais recursos federais, estaduais e municipais para a saúde.

O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) almoçou nesta quarta-feira com os líderes partidários e apelou sobre a necessidade de a base aliada estar unida para evitar que as propostas –uma que acaba com o fator previdenciário e a outra que estende aos inativos o reajuste do salário mínimo, assim como a emenda 29– sejam aprovadas pelos deputados.

Com maioria na Câmara, Lula deverá ressaltar que as três medidas aprovadas pelo Senado vão provocar despesas extras à União que não teria de onde tirar mais recursos. Análise semelhante foi feita ontem pelo presidente durante reunião de coordenação política, no Palácio do Planalto, na qual participam o vice-presidente José Alencar e ministros.

No dia 9 de abril, a base aliada do governo no Senado se dividiu ao votar três propostas que agora estão sendo questionadas pelo Palácio do Planalto em decorrência do possível aumento de custos acarretados com suas aprovações.

Divergências

No dia 9, o plenário do Senado aprovou a regulamentação da emenda 29, que destinada recursos públicos para a área da saúde. A proposta rachou a base aliada que apóia o governo. O grupo liderado pelo senador Tião Viana (PT-AC), que é médico, saiu vitorioso e aprovou a medida.

Por essa proposta, a União deve repassar 8,5% da sua receita bruta para o setor. Até 2011, o percentual deverá chegar a 10%, o que deverá atingir R$ 23 bilhões, segundo parlamentares. Pela Emenda 29, os Estados deverão repassar 12% de sua arrecadação e os municípios 15% para o setor da saúde.

Na mesma sessão, o plenário do Senado aprovou o projeto que acaba com o fato previdenciário — que foi criado na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. O texto acaba com o fator.

O fator previdenciário é um mecanismo aplicado para o cálculo das aposentadorias por tempo de contribuição e por idade, sendo opcional no segundo caso. O fator previdenciário considera quatro elementos: alíquota de contribuição, idade do trabalhador, tempo de contribuição à Previdência Social e expectativa de sobrevida do segurado.

O secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, afirmou hoje que o governo não possui nenhum “plano B” para aumentar as receitas da Previdência caso o fim do fator previdenciário seja aprovado no Congresso. “Não temos nenhum projeto alternativo”, afirmou.

Ele disse que, apesar da queda no déficit registrada no primeiro trimestre de 2008, o equilíbrio do sistema ainda depende da manutenção das regras atuais de reajuste e do fator.

Schwarzer disse também que, desde 2000, o fator previdenciário já gerou ganhos de R$ 10 bilhões para os cofres públicos. Como o aumento é gradativo, conforme vão sendo concedidas as novas aposentadorias, somente no ano passado foram R$ 3,4 bilhões. Neste ano, segundo ele, a economia poderia ficar entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões.

Outra proposta aprovada no começo do mês foi sugerida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que é da base aliada do governo, que estende para aposentados e pensionistas do INSS o reajuste de 4,5%. A previsão é estender o percentual para os beneficiários que recebem até um salário mínimo. Segundo governistas, a medida poderá custar R$ 3,5 bilhões aos cofres públicos.
Folha online

Rizzolo: É impressionante como um governo que se diz preocupado com as minorias, acaba encomendando aos deputados a derrubada de um projeto que beneficia algo como 25 milhões de aposentados e pensionistas da Previdência. A proposta de Paim (PT) veio na forma de emenda, um projeto que o governo apresentara, para fixar em lei a política oficial de recomposição do salário mínimo: reajustes pela inflação, acrescidos de percentuais calculados segundo a variação do PIB, foi ela aprovada sob intensos festejos de governistas e, sobretudo, de oposicionistas. Agora, vem o presidente Lula e quer vetar uma proposta de um senador do próprio partido, é demais!

A verdade é que existe um discurso para a maioria em forma de Bolsa Família que dá sustentação e governabilidade, e outro para as minorias como os idosos, muitos dos quais, sustentam famílias inteiras. Salta aos olhos a insensibilidade do governo, aos idosos nada, absolutamente nada. Já está mais que provado que a Previdência é um valioso instrumento de transferência de renda. Ser contra a derrubada do fator previdenciário denota uma ingratidão aqueles que trabalharam, contribuíram, e merecem respeito, além de ser aético. Esse é o Partido dos Trabalhadores, onde os idosos nada valem.

Kassab confirma que fechou aliança com Quércia

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) confirmou que fechou mesmo um acordo com o PMDB de Orestes Quércia. Diplomático, disse que deseja inserir na articulação o PSDB de Geraldo Alckmin.

“A aliança com o PMDB não é com o Democratas. Ela está sendo feita com o candidato do PSDB e DEM”, disse Kassab. “No PSDB, o candidato é o Geraldo Alckmin. Se ele for o candidato [da aliança], contará com o nosso apoio porque o importante é manter a aliança”.

Trata-se, obviamente de uma lorota. A única hipótese de inserção do tucanato na costura ‘demo’-peemedebista seria a desistência de Alckmin de levar o seu nome à cédula de 2008. Alternativa que os aliados do ex-governador se apressam em refutar.

“Já estamos conversando com outros partidos, como o bloquinho [PSB, PCdoB e PDT], o PTB e o PV”, afirmou o deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP), lugar-tenente do candidato tucano. “Alckmin é um candidato forte nas pesquisas e popularmente forte, por isso buscamos alianças fortes para ele.”

DEM e a ala do PSDB alinhada a Alckmin travam agora uma queda-de-braço pela definição da data da oficialização das candidaturas. A Kassab interessa protelar, para submeter o rival a um processo de desidratação política: “Decidiremos tudo até o dia 30 de junho.”

A Alckmin interessa apressar. “A orientação da Executiva Nacional é para que as candidaturas sejam anunciadas o quanto antes, para que seja possível articular alianças e iniciar as campanhas o quanto antes”, disse Silvio Torres.

Ao atrair Quércia para o seu lado, além de se fortalecer como opção a Alckmin, Kassab impôs uma derrota ao petismo. Os operadores da candidatura de Marta Suplicy (PT) davam de barato que o PMDB paulistano cairia no colo da ministra do Turismo. Resta agora saber, para além do tempo de TV, se a sociedade com Quércia dá ou tira votos.
Fonte : Blog do Josias

Rizzolo: Já disse em várias outras ocasiões sobre a atual vocação do PMDB, principalmente em São Paulo. Podemos observar pelas manobras políticas, que o antigo partido que foi uma trincheira da luta democrática, hoje nada mais é do que uma “empresa de transferência de votos”, utilizam-se da máquina partidária, da estrutura montada para barganhar politicamente, no ” quem dá mais leva”.

O que comprova isso, é a aproximação e o recuo, estavam próximos do PT, de repente, não mais que de repente, se unem a Kassab, pura negociação e interesses. É, precisamos de uma reforma política patriota, mas aí vem algumas perguntas que não querem calar: Como fica a esquerda do PMDB em São Paulo? Como ficaria o projeto de Michel Temer e outros na aproximação do PMDB com o PT? No meu entender não foi uma boa escolha do Quércia, isso vai gerar com certeza muito conflito interno no partido.

Bate papo com Rizzolo

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Radio Rizzolo

Charge do Novaes para a Gazeta Mercantil