Dilma vai a fórum de executivos com Bush nos EUA

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, participarão de um fórum de altos executivos americanos e brasileiros, em Washington, que contará também com a presença do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.
A primeira parte do fórum se deu em Brasília, com um encontro realizado em outubro do ano passado. Na ocasião, empresários dos dois países foram também recebidos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A versão americana do encontro binacional terá início neste domingo e reunirá pelo menos nove representantes de empresas brasileiras e o mesmo número de altos executivos dos Estados Unidos.

Entre os participantes brasileiros, estão representantes de companhias como Votorantim, Grupo Camargo Corrêa, Odebrecht, Embraer, Vale e Alcoa. Do lado americano, Citibank, Intel, General Motors, Cargill e Coca-Cola, entre outras.

Idéias

Os executivos apresentarão as suas sugestões para a ampliação de negócios entre os dois países a representantes dos governos brasileiro e americano, no domingo.

Dilma e Miguel Jorge representarão o Brasil, e os Estados Unidos serão representados pelo secretário do Comércio, Carlos Gutiérrez, e pelo assessor econômico da presidência americana, Dan Price.

Na segunda-feira, os executivos serão recebidos pelo presidente Bush, na Casa Branca, em encontro que também contará com a presença de Dilma e Miguel Jorge.

PAC

Dilma e Miguel Jorge também se encontrarão na segunda-feira com o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson.

De acorco com a embaixada, o representante do Tesouro teria interesse em saber mais sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com vistas a setores contemplados pelo programa nos quais os Estados Unidos poderiam investir.

Paulson teria ficado frustrado com a ausência de participação de conpanhias americanas na recente licitação de rodovias no Brasil.

Iniciativa

O fórum foi uma iniciativa do embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel, que se valeu de sua experiência no setor privado e de uma iniciativa anterior semelhante, firmada pelos Estados Unidos com o governo da Índia.

Depois do primeiro encontro do fórum em Brasília, executivos americanos e empresários brasileiros formaram grupos de trabalho que se reúnem em seus respectivos países a cada 15 dias e que se mantêm em contato por emails e conferências telefônicas.

Entre as propostas que os empresários que integram o fórum elegeram como prioritárias estão a de impedir a bitributação de produtos, ampliar o prazo para a concessão de vistos de cinco para 10 anos e promover um maior número de vôos entre Estados Unidos e Brasil.

Interesses

Segundo a Embaixada do Brasil em Washington, o interesse pelo Brasil na realização do fórum começou a crescer a medida que o país passou a ampliar o número de produtos que exporta para os Estados Unidos.

Tanto empresários como o governo do Brasil têm entre suas prioridades vender o país como um lugar seguro para atrair investimentos americanos.

Os Estados Unidos deverão investir um total de US$ 20,7 bilhões em projetos no Brasil até 2012. Atualmente, o total de investimentos diretos pelo Brasil nos Estados Unidos é de US$ 6,3 bilhões.

BBC Brasil

Rizzolo: A ampliação dos negócios entre o Brasil e os EUA devem ser alavancados, na realidade a participação das empresas americanas no Brasil deve ser reavaliado pelo governo dos EUA, a disposição de investimentos em projetos por parte dos EUA no Brasil é na ordem de US$ 20,7 bilhões nos próximos anos. Existe um problema de relação comercial e de comunicação entre o Brasil e os EUA, por mais que se tente negar, o governo republicano dos EUA não aprecia o envolvimento do Brasil com governos populistas como os da Venezuela e os demais da América Latina; no fundo, a diplomacia americana gostaria de um alinhamento do tipo exercido por Álvaro Uribe, isolacionista. Porem os EUA estão se dando conta, que não há como deixar de participar dos projetos brasileiros como o PAC, para isso se valem de uma reavaliação das questões protecionistas . Fica patente que se os EUA enxergarem o Brasil do ponto de vista ideológico, e sua relação com os demais países da América Latina, não terão participação nos projetos de desenvolvimento brasileiro. Ser republicano sairia caro demais, e isso também eles não apreciam.

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