Lula confirma escolha de Minc para vaga de Marina

O substituto de Marina Silva na pasta do Meio Ambiente será mesmo Carlos Minc, hoje secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro. O próprio Lula confirmou a escolha. “É o Minc?”, perguntou-lhe um repórter, na saída de solenidade do Itamaraty. E o presidente, seco: “É”.

Como Marina, Minc dedica-se à causa ambiental. É deputado estadual. Foi eleito pelo PT. Tornou-se, no ano passado, secretário de governo da administração Sérgio Cabral (PMDB).

Minc é um entusiasta dos biocombustíveis. Pressionando aqui, você assiste a uma entrevista recente do novo ministro. Enaltece o etanol e o biodiesel. Conta que, ao ser convidado para a secretaria de Meio Ambiente do Rio, resistiu uma, duas, três vezes.

Lula não teve tanto trabalho quanto Sérgio Cabral. Bastaram uma sondagem, na noite da véspera, e um convite, nesta quarta. Em viagem a Paris, Minc disse “sim” antes mesmo de conversar com o presidente. Cabral fez as vezes de pombo-correio.

Entre a sondagem e convite ao novo minsitro, Lula esteve com Jorge Viana (PT), ex-governador do Acre. Ele não quis sentar-se na cadeira de Marina.
Blog do Josias

Rizzolo: Carlos Minc Baumfeld é militante do Partido Verde , acredito que deva ser um bom nome, é bem cotado no Rio de Janeiro . É deputado estadual no mesmo Estado. Contudo, seu curriculum é controverso, segundo constatei numa perfunctória pesquisa na Internet, participou da luta armada. Será tudo isso verdade ? Ou os dados da Internet enganam os incautos como eu ? De qualquer forma, o que passou passou, não é ?

Desde o início, ficou claro que a ministra Marina não poderia harmonizar a concepção idealizada que tinha da Amazônia – de absoluta predominância da ocupação de um pouco de terra com agricultura de subsistência, de reservas indígenas e de preservação de comunidades de seringueiros e castanheiros – com os planos do governo e dos agentes econômicos privados, interessados em construir estradas, desenvolver projetos integrados de produção mineral e de geração de energia elétrica e fazendas voltadas para a produção intensiva.

O governo não fez sua parte em agir com o devido rigor contra o desmatamento para sustentar o desenvolvimento econômico com a linhagem ideológica da ministra. Fica patente que a culpa não é da ministra em si, mas em quem demorou e insistiu em mantê-la no cargo sabendo de antemão da incapacidade gerencial em fiscalizar a Amazônia.

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