PT busca um empresário para ser o vice de Marta

O PT tenta transformar infortúnio em vantagem política. Como não conseguiu atrair nenhum partido de relevo para a campanha de Marta Suplicy, o petismo ficou livre para escolher o companheiro de chapa que bem entender.

A solução mais simples seria pinçar um vice dos quadros do PT. O partido decidiu, porém, fugir do convencional.

Tenta acomodar na cédula, ao lado de Marta, um nome que traga enganchado na biografia algo além da militância política.

Discute-se nos subterrâneos a hipótese de convidar para o posto de vice de Marta um empresário. Os operadores políticos do PT voltam os olhos para o “Comitê pró-Lula”.

Trata-se de um grupo de empresários que apoiou Lula nas campanhas de 2002 e de 2006. Na primeira campanha, somavam 30. Na segunda, reduziram-se a menos de duas dezenas.

Soprada nos ouvidos de petistas que assessoram Lula, no Planalto, a idéia foi bem recebida. Foi vista como chance de transformar limão da falta de alianças em limonada.

Um auxiliar do presidente citou ao blog um nome que reuniria os predicados que freqüentam os sonhos do PT de São Paulo: Lawrense Pih.

É dono do maior moinho de trigo da América Latina: o Moinho Pacífico. Funcionou como espécie de coordenador do Comitê pró-Lula.

Mal comparando, tenta-se repetir com Marta uma fórmula adotada por Lula. Foi ao Planalto, em 2002, tendo o dono da Coteminas, José Alencar. Repetiu a dose em 2006.

Na seara paulistana, a escolha do vice ganha relevo especial. Embora não admita, Marta deseja voar alto em 2010. Mira o governo de São Paulo. Cultiva ambições presidenciais.

Ou seja, se for eleita, Marta, hoje a mais bem-posta nas pesquisas de São Paulo, dificilmente exercerá o mandato de prefeita até o final, em 2012.

De resto, se tiver êxito na estratégia de acomodar um “nomão” ao lado de Marta, o PT imagina que oferecerá aos eleitores um diferencial que seus adversários não terão como igualar.

Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) estão amarrados em costuras tradicionais.

Alckmin deve ter como vice o deputado estadual Campos Machado, presidente do PTB em São Paulo. Kassab terá de absorver um indicado de Orestes Quércia, mandachuva do PMDB.

Resta agora saber se, uma vez convidado, um empresário vai topar a troca dos rigores da atmosfera privada .
Blog do Josias

Rizzolo: Marta fez uma ótima administração quando esteve à frente da prefeitura de São Paulo, é competente muito embora tenha um gênio extravagante. A proposta em ter como vice um empresário é excelente, até porque é extremamente saudável para a imagem de Marta se descolar do PT, ou seja, da matéria-prima humana petista que como todos já sabem é problemática. Até mesmo Lula prefere nomes que não tenham participação política petista, como Dilma Roussef, enfim Marta deve seguir o exemplo e ficar o máximo possível longe dos políticos de carteirinha do partido. Marta está caminhando bem, deve-se aproveitar a máquina petista, o prestígio de Lula, e distância dos petistas. Apenas o lado bom, no fundo é a operação ” despetizar “, agrega-se empresários ligados ao PT e não petistas.