10% mais ricos no Brasil detêm 75% da riqueza, diz Ipea

Os 10% mais ricos do país concentram 75,4% da riqueza. É o que aponta o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) em um detalhado levantamento sobre as desigualdades no Brasil.

Os dados, obtidos pela Folha Online, serão apresentados pelo presidente do Ipea, Márcio Pochmann, nesta quinta-feira ao CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social). O objetivo, segundo ele, é oferecer elementos para a discussão da reforma tributária, cuja proposta já foi apresentada.

A pesquisa também mostra como é essa concentração em três capitais brasileiras. Em São Paulo, a concentração na mão dos 10% mais ricos é de 73,4%, em Salvador é de 67% e, no Rio, de 62,9%.

Para Pochmann, a injustiça do sistema tributário é uma das responsáveis pelas diferenças. “O dado mostra que o Brasil, a despeito das mudanças políticas, continua sem alterações nas desigualdades estruturais. O rico continua pagando pouco imposto”, afirmou.

Apenas para efeito de comparação, ao final do século 18, os 10% mais ricos concentravam 68% da riqueza no Rio de Janeiro –único dado disponível.

“Mesmo com as mudanças no regime político e no padrão de desenvolvimento, a riqueza permanece pessimamente distribuída entre os brasileiros. É um absurdo uma concentração assim”, afirma.

A pesquisa do Ipea também mostra o peso da carga tributária entre ricos e pobres, que chegam a pagar até 44,5% mais impostos. Para reduzir as desigualdades, o economista defende que os ricos tenham uma tributação exclusiva.

Pochmann afirmou que um dos caminhos é discutir uma reforma tributária que melhore a cobrança de impostos de acordo com a classe social. “Nenhum país conseguiu acabar com as desigualdades sociais sem uma reforma tributária”, afirmou.

A pesquisa do Ipea também mostra um dado inédito. A carga tributária do país, excluindo as transferências de renda e pagamento de juros, cai a 12%, considerada por Pochmann insuficiente para que o Estado cumpra as suas funções.

Para chegar ao índice de 12% o Ipea excluiu os pagamentos previdenciários, as transferências de renda com programas sociais, como o Bolsa Família, o pagamento de juros e os subsídios a empresas. Os dados referem-se à carga tributária de 2005, que bruta chegou a 33,4%. Em 2007, esse índice subiu para 35,7%.

Folha online

Rizzolo: O destaque para o fato de que os pobres pagam mais impostos em função da tributação indireta, é uma realidade e uma distorção do sistema tributário brasileiro. Quando os pobres acabam por consumir mais, pagam também mais impostos indiretos e isso é na realidade é algo do ponto de vista econômico perverso e reprovável. O estudo mostra que a carga tributária atual equivale a 32,8% da renda dos 10% mais pobres, enquanto os 10% mais ricos pagam 22,7%. É de notar também, que dos 65% que o Estado arrecada, tem destinação às transferências de renda e juros, transferências estas, abaixo do exigível face a uma grande população pobre. O conceito de carga tributária é amplo e deve ser levado em consideração os fatores elencados pelo nobre economista, presidente do IPEA, e amigo Pochmann, um dos maiores cérebros pensantes na área econômica da atualidade.

Charge do Henrique para o Tribuna de Imprensa

Líder indígena de Ong estrangeira CIR diz que quer vender riquezas minerais da Amazônia para o Brasil

“Queremos que seja aprovado um Estatuto Indígena que regulamenta a exploração das nossas riquezas minerais, dos nossos recursos hídricos e que contempla outras áreas como educação e saúde. Não queremos ganhar migalhas de royalties, queremos vender o nosso produto ao Brasil. Também não queremos ganhar migalhas de royalties com a construção da hidrelétrica de Cotingo. Temos condição de construí-la e de vender energia ao estado”, afirmou em entrevista coletiva no dia 29 de abril, o líder indígena Júlio Macuxi, um dos diretores da Ong estrangeira CIR (Conselho Indígena de Roraima).

A entrevista foi concedida durante a apresentação de uma carta que foi entregue ao Supremo Tribunal Federal com informações para, segundo Júlio Macuxi, “subsidiar o STF” no julgamento das ações sobre a demarcação da reserva Raposa Serra do Sol.

A declaração foi dada no momento em que o índio reclamou da demora na aprovação do projeto sobre mineração em terra indígena que tramita na Câmara dos Deputados.

Macuxi e mais quatro tuxaias do CIR, também afirmaram: “Não aceitamos reduzir nem negociar a nossa terra. O que tinha de ser feito já foi feito e negociado, nem um palmo de terra mais”.

Na ocasião, Jacir de Souza Macuxi, outro tuxaua, anunciou que, “desde ontem” (dia 28, logo após os conflitos com arrozeiros do mês passado), a entrada na terra indígena se fará por meio de autorização das lideranças indígenas.

“Estamos exigindo o cumprimento do artigo 5º da Portaria do MJ nº 534 de 13 de abril de 2005, que proíbe o ingresso, trânsito e a permanência de pessoas ou grupos de não-índios dentro da nossa terra sem nossa autorização”, afirmou.

Os tuxauas do CIR também falaram sobre a decisão de iniciarem o controle dos casamentos entre índios e ‘não-índios’, uma espécie de purificação étnica. Segundo Jacir Macuxi, a união civil envolvendo índios passará pela análise de um comitê de tuxauas, que dará, ou não, a autorização. Para ele, é necessário haver um controle sobre os casamentos inter-raciais para que a comunidade indígena não seja obrigada a conviver com “maus elementos”.

Quando são esses os líderes da invasão à fazenda onde índios foram baleados, no momento em que o STF está prestes a votar sobre a situação da reserva indígena, a observação do governador de Roraima, Anchieta Júnior, é mais do que pertinente: “Essa atitude, neste momento, não me cheira bem. Há algo estranho por trás dessa invasão, já que havia uma promessa de ambas as partes de esperar pela decisão do Supremo. Qual seria a intenção de alguém invadir uma fazenda?”.

Hora do Povo

Rizzolo: Quando eu me debato tentando defender a Amazônia, me tornando repetitivo há mais de um ano neste Blog, quando recebo recados de petistas defensores dos ” indígenas”, quase que me insultando, ao ler um texto deste, me sinto reconfortado; podemos inferir que não estamos de todo errados. É impressionante como o Brasil quer na questão da Amazônia, quer em relação à questão indígenista, o governo está se tornando assustadoramente entreguista. Não é à toa que homens como o general Heleno se recusam a não falar, se recusam a não dar a sua opinião, tudo dentro da legalidade e do respeito. E os entreguistas gritam, porque talvez lhes faltam um sentido maior de patriotismo dentro do peito. Está aí, o texto claro e cristalino, não vê quem não quer. Leia artigo meu: Treze de Maio, Raposa Serra do Sol e os brasileiros
Veja também : Amazon in danger, environment Minister Marina Silva resigned

Lula confirma escolha de Minc para vaga de Marina

O substituto de Marina Silva na pasta do Meio Ambiente será mesmo Carlos Minc, hoje secretário de Meio Ambiente do Rio de Janeiro. O próprio Lula confirmou a escolha. “É o Minc?”, perguntou-lhe um repórter, na saída de solenidade do Itamaraty. E o presidente, seco: “É”.

Como Marina, Minc dedica-se à causa ambiental. É deputado estadual. Foi eleito pelo PT. Tornou-se, no ano passado, secretário de governo da administração Sérgio Cabral (PMDB).

Minc é um entusiasta dos biocombustíveis. Pressionando aqui, você assiste a uma entrevista recente do novo ministro. Enaltece o etanol e o biodiesel. Conta que, ao ser convidado para a secretaria de Meio Ambiente do Rio, resistiu uma, duas, três vezes.

Lula não teve tanto trabalho quanto Sérgio Cabral. Bastaram uma sondagem, na noite da véspera, e um convite, nesta quarta. Em viagem a Paris, Minc disse “sim” antes mesmo de conversar com o presidente. Cabral fez as vezes de pombo-correio.

Entre a sondagem e convite ao novo minsitro, Lula esteve com Jorge Viana (PT), ex-governador do Acre. Ele não quis sentar-se na cadeira de Marina.
Blog do Josias

Rizzolo: Carlos Minc Baumfeld é militante do Partido Verde , acredito que deva ser um bom nome, é bem cotado no Rio de Janeiro . É deputado estadual no mesmo Estado. Contudo, seu curriculum é controverso, segundo constatei numa perfunctória pesquisa na Internet, participou da luta armada. Será tudo isso verdade ? Ou os dados da Internet enganam os incautos como eu ? De qualquer forma, o que passou passou, não é ?

Desde o início, ficou claro que a ministra Marina não poderia harmonizar a concepção idealizada que tinha da Amazônia – de absoluta predominância da ocupação de um pouco de terra com agricultura de subsistência, de reservas indígenas e de preservação de comunidades de seringueiros e castanheiros – com os planos do governo e dos agentes econômicos privados, interessados em construir estradas, desenvolver projetos integrados de produção mineral e de geração de energia elétrica e fazendas voltadas para a produção intensiva.

O governo não fez sua parte em agir com o devido rigor contra o desmatamento para sustentar o desenvolvimento econômico com a linhagem ideológica da ministra. Fica patente que a culpa não é da ministra em si, mas em quem demorou e insistiu em mantê-la no cargo sabendo de antemão da incapacidade gerencial em fiscalizar a Amazônia.

Rizzolo indignado apoia leis severas nos crimes cometidos contra crianças

O senador Magno Malta (PR-GO) vai apresentar uma proposta no Senado para acabar com os benefícios de redução de pena que têm direito réus primários no caso de crimes contra crianças. Ele citou o caso Isabela para justificar a decisão. Malta acredita que foram o pai da menina, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, que assassinaram a criança no dia 29 de março em São Paulo.

Segundo o senador, “Um advogado me disse que vai dar pouca coisa (pena) para eles [Nardoni e Jatobá], pois são réus primários. O que é isso? Pode matar um filho [e se beneficiar] e ser réu primário?”, criticou.

Ele afirmou que vai entrar com o projeto nos próximos dias. O texto vai propor que quem cometer a perda da chamada primariedade – quando o réu não havia ainda respondido por processos na Justiça – em casos de crimes contra crianças. Com a perda da primariedade, o acusado não poderá se beneficiar de redução de penas, prisão domiciliar ou penas alternativas.

“Um réu tem que perder a primariedade em qualquer crime contra criança. A consultoria do Senado está analisando como é a melhor maneira [de entrar com a matéria], se um projeto de Lei ou se é [necessária] uma emenda à Constituição”, comentou.
Globo online

Veja também Rizzolo comenta caso Nardoni na TV Terra

Treze de Maio, Raposa Serra do Sol e os brasileiros

Era realmente algo novo, um sonho a ser realizado, talvez fosse a melhor opção, País distante, tão diferente, costumes, clima, os habitantes, mas havia uma certeza, um sonho de um futuro melhor: um País chamado Brasil. Assim foi para tantos imigrantes o imaginário que querendo ou não, povoavam as mentes e corações daqueles que vieram aqui buscar uma vida melhor, e definitivamente se integrarem ao povo brasileiro, amando e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil.

Sem ao menos se aperceberem, foram dia a dia se entregando e se integrando ao povo brasileiro, imigrantes, sabiam que as próximas gerações nasceriam em solo brasileiro, e disso se orgulhavam. Aqui ao chegarem, encontraram um povo bom, alguns de origem africana, outros índios, parte portugueses, todos irmanados e, ao contrário do que surgiu nos EUA, o ódio racial pouco era promovido; havia sim um racismo velado e contido, mas jamais de forma tão brutal como ocorreu no País ao norte.

Foi no dia Treze de Maio que 13 de maio de 1888, que então o governo imperial rendeu-se às pressões, e a princesa Isabel assinou famosa Lei Áurea, que extinguiu a escravidão no Brasil. Ainda hoje com todas as dificuldades, os negros brasileiros sofrem problemas de ordem discriminatória, contudo há de se ressaltar que uma nação como o Brasil é e foi constituída de várias etnias. O Brasil como os EUA, e hoje a Europa – com a integração entre os demais países pertencentes à Comunidade Européia – conta com a participação da diversidade étnica, onde a preservação dos valores não deve jamais ser confundida com a incitação ao separatismo étnico fragilizando o conceito de nação.

O que observamos no Brasil atualmente, infelizmente, é uma movimentação no sentido contrário ao que podemos chamar de “sedimentação patriótica”, ou seja, impõe-se uma discussão maior sobre as diversas etnias, raças, de forma a fazermos enxerga-las isoladamente, predispondo uma eventual luta segmentada, fragilizando dessa forma, o conceito que costumo definir como o de “sedimentação patriótica”. Não há quem conteste que uma nação se faz com a união de um povo, e ao que parece, fala-se muito em tratarmos os índios à parte, em considerarmos os negros de forma distinta, e o pior, esse conceito de segmentação étnica, se agiganta ao que poderíamos entender como o mais fundamental princípio de uma nação: que é a de um povo, no caso um povo único brasileiro.

A história nos mostra de forma farta, a que estrada essa política de várias raças lutando pelos seus direitos, acaba levando; na medida em que preterimos a priorização da unidade nacional de um só povo. Não entendo com isso, que as minorias sejam menos patriotas, muito pelo contrário, apenas ínsito que do ponto de vista macro social, ou seja, não integrar índios, negros, europeus, asiáticos a um projeto de um só povo brasileiro não é saudável tampouco o melhor caminho ao País.

Tive a oportunidade de ler um texto interessante do jornalista Ateneia Feijó, no Blog do Noblat, que nos remete a uma reflexão sobre a questão Raposa Serra do Sol. Talvez seria mais fácil nos envolvermos no conceito de povo brasileiro sem distinção, se a história regional fosse respeitada, e os interesses internacionais fossem minimizados. Promover e fracionar o povo brasileiro em raças e divisões é o melhor caminho para esquecermos de sedimentarmos uma maior noção de patriotismo.

Fernando Rizzolo

Assista o programa Rizzolo Live de Segunda à noite na TV Internet

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Em 4 anos, Brasil multiplica por 10 venda de petróleo aos EUA

O petróleo ganhou muita importância nas exportações do Brasil para os Estados Unidos – um país tradicionalmente comprador de produtos manufaturados brasileiros. Em apenas quatro anos, as vendas de petróleo para os EUA cresceram dez vezes em valor, saltando de US$ 330 milhões em 2004 para US$ 3,1 bilhões em 2007, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento.

Esse montante é equivalente a quase metade do superávit total de US$ 6,3 bilhões do Brasil com os americanos em 2007. Dois fatores influenciaram o resultado: o aumento das exportações de petróleo em quantidade e a explosão dos preços.

A participação do petróleo nas exportações brasileiras para o mercado americano, que não ultrapassava 2% em 2004, chegou a 12,5% em 2007. O combustível ocupou o posto de principal produto na pauta de exportação brasileira para os Estados Unidos em 2006 e 2007. No ano passado, o petróleo superou em US$ 1,3 bilhão as vendas de aviões para os americanos. Enquanto as exportações de petróleo para os EUA cresceram 60% em 2007 em relação a 2006, os embarques totais do Brasil para esse destino avançaram apenas 2,2%.

Os Estados Unidos quase dobraram a quantidade de petróleo que compraram do Brasil em quatro anos. Conforme o Departamento de Energia do governo americano, as importações de petróleo brasileiro saíram de 104 mil barris por dia em 2004 para 202 mil barris por dia em 2007. Mesmo assim, o país ainda é um fornecedor tímido e representa apenas 1% do petróleo importado pelos EUA.

Segundo a Petrobras, as exportações totais de petróleo bruto, em quantidade, ficaram estáveis em 2006 e 2007, pouco acima de 120 milhões de barris por ano. O volume de vendas para os EUA, no entanto, cresceu 20% no ano passado, atingindo 67 milhões de barris – metade das vendas totais. Esse desempenho foi possível devido à redução dos volumes exportados para outros países, notadamente para os asiáticos. “A principal razão é que o mercado norte-americano está pagando melhor pelo tipo de petróleo que exportamos, além do frete ser mais barato”, informou a empresa por meio de uma nota.

Venezuela

No mesmo período em que o Brasil aumentou as vendas para os EUA, a Venezuela reduziu os embarques para aquele mercado. As exportações da Venezuela para os Estados Unidos caíram 12%, de 1,554 milhão de barris por dia para 1,362 milhão entre 2004 e 2007. A Venezuela é um fornecedor importante de petróleo para os EUA, respondendo por cerca de 10% das importações totais. Alguns motivos explicam a redução das vendas da Venezuela para os EUA: queda na produção, diversificação de clientes, como a China, e atendimento prioritário para países aliados, como Cuba e Nicarágua.

Apesar das desavenças dos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e dos Estados Unidos, George W. Bush, os especialistas dizem que as compras de petróleo dificilmente seguem critérios políticos. “O petróleo é uma commodity. Para as refinarias, é indiferente se vem do país A ou B”, diz. Segundo Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), o petróleo é um mercado de “oportunidade” e “alta liquidez”. Ele diz que é normal que o Brasil aumente as vendas para os EUA na medida em que eleva suas exportações, já que os americanos são os maiores consumidores mundiais.

Fonte: Valor Econômico

Rizzolo: Não deixa de ser um dado interessante, quem poderia imaginar que em apenas quatro anos, as vendas de petróleo do Brasil para os EUA cresceriam dez vezes em valor, saltando de US$ 330 milhões em 2004 para US$ 3,1 bilhões em 2007. Contudo isso representa apenas 1% do petróleo importado pelos EUA. O fato curioso é em relação à Venezuela, que segundo o texto ” diversificou” seu mercado, exportando mais à China e seus aliados, Cuba e Nicarágua. Os EUA hoje compram 10% do seu petróleo consumido da Venezuela, de onde podemos concluir que a ideologia não passa pela commodity.

A Venezuela poderia ganhar muito mais se houvesse menos extremismo e mais diplomacia, afinal o socialismo bolivariano primeiro teria que ganhar terreno na própria Venezuela para poder Chavez enfim, ter correlação de força para se indispor com os demais países. Até que ele estava mais tranquilo este último mês, mas como ele nã aguenta ficar quieto, voltou neste domingo a criticar duramente o colega colombiano, Álvaro Uribe, acusando-o de buscar “uma guerra entre nós”.”Não sei como um irresponsável como esse é presidente de um país. Um embusteiro, é um embusteiro, manipulador.” Depois, chamou Uribe de “mentiroso”, “assassino” e “narcoparamilitar”.

Mas observem que ele já está cansando da retórica; promover o socialismo, mais justiça social, é uma causa nobre, mas precisa ser elaborada por alguem que tenha vocação, nível, e poder de argumentção em todas as classes sociais. Da forma em que foi proposta pelo chavismo, não vingará. E Chaves já sabe disso, e os EUA também.

Confiante, Lula anuncia nova política industrial para o país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta segunda-feira (12) o crescimento econômico do Brasil durante a apresentação na nova Política de Desenvolvimento Produtivo (Política Industrial), na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, e disse que o “país voltou a confiar em si mesmo”.

“Nenhuma nação do mundo conseguiu se desenvolver de forma vigorosa sem acreditar nas próprias forças”, afirmou Lula. “O Brasil está vivendo um novo momento, um momento de inflexão e de transformação”, completou.

Em relação às medidas que pretendem incentivar a exportação e o desenvolvimento tecnológico da indústria brasileira, o presidente disse que algumas partes virarão medias provisórias. “Provisoriamente, algumas coisas dessa política industrial terão que ser enviadas ao Congresso para virar medida provisória”.

Ainda sobre o plano apresentado nesta segunda-feira, Lula disse que o país terá que fazer muitos investimentos. “Se nós tivermos que fazer aqui no Brasil as plataformas, as sondas, os navios que nós precisamos, a indústria terá que fazer muitos e bons investimentos nos próximos anos”.

Dólar

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou que a queda do dólar não vai impedir o crescimento das exportações brasileiras, essencial para que o país atinja 1,25% do comércio mundial em 2010. A meta é uma das quatro principais da política lançada nesta segunda-feira.

Além do aumento da participação brasileira no comércio mundial – que no ano passado foi de 1,18% – o plano prevê a elevação do investimento fixo para 21% do PIB até 2010, contra 17,6% no calendário passado, o aumento do investimento privado em pesquisa e desenvolvimento para 0,65% do PIB em 2010 e a ampliação em 10% do número de micro e pequenas empresas exportadoras, o que significaria 12.971 micro e pequenas empresas brasileiras exportando em 2010.

Para Paulo Bernardo, a tendência de queda do dólar acontece no mundo inteiro e não adiantaria o governo brasileiro tentar inverter essa trajetória. “Seria muita pretensão nossa achar que temos condições de fazer uma política cambial capaz de reverter. Possivelmente nós gastaríamos muito dinheiro e não conseguiríamos reverter a tendência de queda do dólar”, disse Bernardo. Ele lembrou que, nos últimos cinco anos, o setor exportador brasileiro vem crescendo a despeito da queda contínua da moeda americana. “Não vi ninguém dizer que quebrou por causa do dólar.”

Bernardo negou ainda que o fundo soberano, cuja criação está em estudo pelo governo brasileiro, tenha como objetivo influenciar o câmbio. Segundo ele, o objetivo do fundo será fomentar a atividade de empresas brasileiras no exterior.

O ministro minimizou também as críticas à Política de Desenvolvimento Produtivo que está sendo anunciada. Segundo ele, os que dizem que deveria haver mais investimento em infra-estrutura não fizeram esse tipo de investimento nos últimos 25 anos. “O Brasil passou 25 anos sem investimento em infra-estrutura e o PAC e essa política são tentativas”, comentou.
Site do PC do B

Rizzolo: Isso tudo é muito bonito, é claro; contudo implantar essa política que visa estimular investimento com os juros nesse patamar, com o câmbio valorizado é que eu quero ver. Já a renúncia fiscal do governo que deve chegar a R$ 21,4 bilhões é muito salutar, muito embora, é uma promessa a ser convertida em realidade entre 2008 e 2011.

O problema como já disse várias vezes, é a gestão das medidas a serem implementadas, é muita coisa para a capacidade pobre de gerenciamento do governo, se não tomar o devido cuidado, a complexidade irá engolir os sonhos. No tocante ao Fundo Soberano não acredito que sua função tenha como objetivo influenciar o câmbio. Leia artigo meu na Agência Estado: Fundo Soberano uma questão política

Charge do Sponholz para o Jornal da Manhã (PR)

Governo dos EUA encomendou ‘dossiê’ sobre Dilma

‘Joana d’Arc dos subversivos torna-se chefe da Casa Civil’
‘Entrou para grupos clandestinos, organizou três assaltos’
‘Planejou assalto lendário –o roubo do cofre de Adhemar
Enfrentou ‘22 dias de uma brutal tortura de eletrochoque’
‘1º marido seqüestrou avião para Cuba e permaneceu lá’
‘No Congresso, reclamam que ela não entende de política’
‘Ela tem uma reputação de negociadora dura, persistente’

O documento tem quatro folhas. Traz o carimbo de “sensível”. Tem cara de dossiê. Um dossiê sobre Dilma Rousseff.

Produzido pelo Consulado dos EUA em São Paulo, foi ao banco de dados do Departamento de Estado norte-americano, em Washington. A migração ocorreu em 21 de junho de 2005.

Na véspera, Dilma assumira a chefia da Casa Civil de Lula. “Ela ocupou o lugar de José Dirceu, que caiu fora, semana passada, por causa de um escândalo de corrupção”, anota o texto remetido a Washington.

O documento foi obtido graças à lei de liberdade de informação dos EUA. Encontra-se publicado nas páginas do diário gaúcho “Zero Hora”, edição deste domingo (11), junto com outros papéis. Coisa fina. O texto sobre Dilma tem oito tópicos. Lendo-os, descobre-se que a ministra foi virada do avesso pela equipe de informação do consulado paulistano dos EUA.

Varreram a biografia de Dilma do nascimento, em 14 de dezembro de 1947, no Estado de Minas Gerais, à chegada ao Planalto. No geral, é apresentada como um cacto. Abundam no texto os adjetivos híspidos: “durona”, “exigente”, “workaholic”.

Não escaparam, porém, os detalhes mais lúdicos e prosaicos: “Ela gosta de cinema e música clássica. Recentemente, ela perdeu peso, depois de […] adotar a dieta do presidente [Lula]”.

Nos trechos dedicados à mocidade da ministra, o documento esboça o retrato de uma mocinha dona de agressivas certezas dogmáticas. Foi ao cárcere da ditadura precedida de inquietante legenda.

Diz o documento, a certa altura: “Ela foi capturada pelo Regime e aprisionada por três anos (o oficial se referiu a ela como Joana D’arc dos subversivos)”. Padeceu “22 dias de brutal tortura de eletrochoque”.

Vão abaixo algumas das informações guardadas nos arquivos de Washington:

Joana d’Arc dos subversivos torna-se chefe da Casa Civil: É esse o subtítulo do item dois do “dossiê Dilma”. Anota: “No dia 21 de Julho [de 2005], o presidente Lula nomeou Dilma Rousseff, 57, como sua nova ministra-chefe da Casa Civil. Ela ocupou o lugar de José Dirceu, que caiu fora, semana passada, por causa de um escândalo de corrupção. Dirceu estava envolvido profundamente nas estratégias políticas da administração, mas Rousseff anunciou na sua cerimônia de posse que tem a intenção de se focar mais em colocar em andamento a agenda política administrativa […]”;

Gestora durona: “Rousseff entrou para o PT em 2001 e trabalhou no processo de transição de governo em 2002. Ela é uma gestora durona e exigente, que vai perseguir a qualificação da implementação de políticas administrativas. Ela está menos para o político de holofote, como [José] Dirceu, de ringue político, por ser mais focada em atacar a “burocracia”.

Assaltos a banco e guerrilha: “Dilma Vana Rousseff nasceu em 14 de dezembro de 1947, o Estado de Minas Gerais. Seu pai era um promotor búlgaro, que se naturalizou e tinha cidadania brasileira. Ela se tornou ativamente envolvida com a oposição ao regime da dtadura mlitar em 1967, aos 19 anos, enquanto cursava Economia em Minas Gerais. Entrou para vários grupos clandestinos, organizou três assaltos a banco e então foi co-fundadora do grupo de guerrilha chamado Vanguarda Revolucionária Armada de Palmares”;

Theft of Adhemar’s Safe”: “Em 1969, ela planejou um assalto lendário conhecido como ‘o roubo do cofre de Adhemar’. A operação arrombou o apartamento carioca da amante do então governador de São Paulo, Adhemar de Barros, recolhendo US$ 2,5 milhões que Ademar guardava no local”;

Marido seqüestrador e eletrocoques: “Rousseff se separou do primeiro marido, Cláudio Linhares, que, em janeiro de 1970, seqüestrou um avião para Cuba e permaneceu lá. Naquele mesmo mês, ela foi capturada pelo Regime e aprisionada por três anos (o oficial se referiu a ela como Joana D’arc dos subversivos), incluindo 22 dias de brutal tortura de eletrochoque”;

Formação acadêmica e gostos pessoais: “Rousseff tem grau de mestre em Teoria Econômica pela Universidade de Campinas e um doutorado não concluído em Economia. Em 1992, ela participou como visitante de um programa internacional nos EUA. Ela está atualmente separada do seu segundo marido (que também era um militante da oposição). Ela tem uma filha, Paula, em Porto Alegre, onde ela passa os finais de semana. Ela gosta de cinema e música clássica. Recentemente ela perdeu peso, depois de, alega-se, adotar a dieta do presidente”;

Da desconfiança aos elogios: “Com seu background técnico e um estilo no-nonsense, Rousseff recebeu respeito relutante do setor da Energia. Enquanto as Cias. norte-americanas estavam inicialmente desconfiadas quando ela foi designada para o cargo de [ministra das Minas e] Energia, agora admitem que ela fez um trabalho competente. Em particular eles a saúdam por sua disposição em ouvir e responder posições e idéias, mesmo quando está inclinada a uma conclusão diferente. Ela tem a uma reputação de negociadora dura, ser persistente e de prestar muita atenção aos detalhes. Adjetivos usados aqui por aqueles que trabalham com ela incluem exigente e workaholic”;

Inapetência política: “Diferentemente de José Dirceu, Rousseff nunca foi eleita para cargo público e seus contatos com o Congresso são limitados, o que sugere que a coordenação política da administração será tarefa de outros. A imprensa diz que Lula espera que ela produza um “choque de gestão” na administração, a qual, por causa da ineficiência administrativa, entraves burocráticos e, mais recentemente, pelos muitos escândalos de corrupção, encontra-se estagnada.

Queixas de aliados: “Alguns no Congresso reclamam que Rousseff não entende de política partidária. Em abril [de 2005], o Senado rejeitou [uma] nomeação para a Agência Nacional de Combustíveis em retaliação pela oposição dela à nomeação de um aliado do partido PMDB para uma subsidiária da Eletrobrás, Companhia Estatal de Eletricidade (Rousseff optou por dar a posição para Adhemar Palocci, irmão do [então] ministro Antônio Palocci)”.

Fonte: Blog do Josias

Rizzolo: Na realidade o ” dossiê ” americano sobre Dilma, é “warm”(morno). Pode se inferir que ao mesmo tempo em que a colocam como um a pessoa que deve ser observada, monitorada, a elevam na condição de competente. Na verdade o passado de Dilma atrapalha sua projeção futura, denota uma personalidade de determinação, e quando, jovem, é claro, utilizou se meios ideológicos reprováveis. Deve-se fazer uma leitura sobre sua vida, abstendo-se de seu passado ainda quando jovem, influenciada pelo meio em que vivia.

De qualquer forma, aos olhos dos EUA , Dilma não é de confiança e com certeza está sendo observada de perto. Aliás, observados todos políticos são, uns mais de perto, outros mais de longe. Para uma observação de cunho ameaçador e elucidativos, existem meios melhores com a 4 Frota. Os EUA sabem defender seus interesses ” overseas”. E nós sabemos ?

Charge de Gilmar para charge on line

Que mãe manda na Casa Civil, a Dilma ou a Joana?

Lula vende a chefe de sua Casa Civil como quinta-essência da correção, supra-sumo da competência administrativa. Os últimos fatos dão ao presidente uma aparência de hóspede do mundo de Alice. Os acontecimentos como que desmentem a personagem que ele tenta criar.

O episódio do dossiê FHC demonstra que, se há no Brasil uma casa-da-mãe-joana, ela fica no ministério supostamente gerido por mãe Dilma. Senão vejamos:

1. Descobriu-se que a tropa da Casa Civil organizara um dossiê. Empilharam-se, em 27 planilhas eletrônicas, despesas sigilosas e exóticas. Gastos atribuídos ao casal FHC-Ruth e a ex-ministros tucanos;

2. Mãe Dilma saiu-se com um sem número de versões. Desmentidos que, por inconvincentes, não lograram estancar a gosma que escorria pelas páginas de jornais e revistas;

3. Em 4 de abril, a Folha revelou que as planilhas haviam saltado dos computadores do terceiro andar do Planalto. Dera-se em 11 de fevereiro. Sob holofotes, Dilma recorreu a duas armas traiçoeiras: a negaça e a ironia. Insinuou que o próprio jornal montara as planilhas. E trouxe à baila a figura do “espião com crachá”;

4. Na semana passada, Dilma foi espremida na comissão de Infra-Estrutura do Senado. Lero vai, lero vem disse que, havendo dossiê, ela seria a “grande vítima”. Eventuais vazamentos não visariam senão prejudicá-la. Curiosamente, afirmou que os dados relativos à gestão FHC não eram sigilosos. A ministra já sabia, àquela altura, o nome do “espião com crachá”. Sonegou-o, porém, aos inquiridores. Lula se disse “orgulhoso” do baile que a auxiliar dera nos senadores;

5. Menos de 24 horas depois da contradança, a ministra foi chamada, de novo, à pista. O “espião” foi pendurado nas manchetes: José Aparecido Nunes Pires. Não é um qualquer. Traz na biografia o carimbo de petista. Carrega no peito um “crachá” vistoso: secretário de Controle Interno da Casa Civil;

6. Funcionário de carreira do TCU, alçado à presidência por requisição de José Dirceu e mantido sob Dilma, Zé Aparecido tornou-se protagonista do inimaginável: remetera o dossiê ao amigo André Eduardo da Silva Fernandes, um assessor do gabinete do senador tucano Álvaro Dias (PSDB-PR). O quindim eletrônico foi à caverna da oposição por e-mail, em 20 de fevereiro;

7. Súbito, confirmou-se que o dossiê que a ministra dizia inexistir existia de fato. Em entrevista, Zé Aparecido negou a mensagem. Mas reconheceu que a Casa Civil colecionara dados. Apontou para o alto. Disse que, em 11 de fevereiro, o secretário de Administração da Casa Civil, Norberto Temóteo Queiroz, encomendara-lhe a cessão de dois funcionários. Para quê? Era preciso levantar as despesas de suprimentos de fundos de 98 pra frente. Em privado, disse que a ordem viera de cima: Erenice Guerra, a segunda da pasta de Dilma;

8. Em 20 de fevereiro, nove dias depois de Timóteo, por ordem de Erenice, ter encomendado mão-de-obra especializada a Zé Aparecido, Dilma participaria de um jantar com três dezenas de barões da indústria paulista. Deve-se ao repórter Elio Gaspari a recuperação dos ruídos do repasto: “Quem ouviu a ministra […] não teve a menor dúvida –ela informou que o governo estava coletando dados para incriminar o governo de FFHH na farra dos cartões corporativos”;

9. Sabe-se, por ora: a) o levantamento de informações foi supervisionado por Erenice Guerra; b) em jantar com a nata do PIB, Dilma disse quais eram os objetivos do Planalto; c) Antes que a revista Veja informasse sobre a existência do dossiê, os jornais já salpicavam notinhas sobre despesas exóticas da era FHC;

10. Há ainda uma penca de mistérios a elucidar. Trabalho para a Polícia Federal. Mas há também uma constatação que dispensa investigações: quem comanda a Casa Civil não é mãe Dilma. Deve-se aos caprichos de mãe Joana a atmosfera de desordem que se instalou no terceiro andar do prédio da presidência. Um ambiente em que os métodos heterodoxos se misturam ao descontrole. Um desgoverno que, por acentuado, permitiu que o filé bem passado de um Planalto petista fosse à boca de um senador tucano;

11. Salve a incompetência de mãe Dilma. Viva as artimanhas de mãe Joana. Graças a uma e a outra, a platéia pode exigir agora a elucidação integral do episódio. Que se expliquem todos –do assessor palaciano ao auxiliar do Senado, do senador tucano à ministra petista… Todos!

Blog do Josias

Rizzolo: Hoje tanto o governo quanto a oposição sofre do mal aético. Todos sabemos que o PT não é dado a uma organização, a uma gestão, o que na maioria das vezes transforma sua administração em uma enorme bagunça que obviamente propicia fatos como este. Triste é a ministra Dilma afirmar várias vezes versões distintas quanto a origem do dossiê e sua natureza como sendo “um banco de dados”. Não devemos nos ater ao fato do dossiê em si, mas à administração petista.

O pobre povo brasileiro cansado de sofrer não tem outra opção sequer por hora, a não ser aplaudir Lula por saber que enfim possui mais poder aquisitivo. Vivemos uma crise de valores, mas isso apenas nós, mais esclarecidos, sabemos; a grande maioria do povo brasileiro vive anestesiado pelos discursos políticos e mal pode avaliar o que vem a ser ético ou não. Lula é um grande líder, que já se descolou da imagem do PT. E tem mais, não adianta petistas me insultarem, os problemas do Brasil não estão nos comentários dos homens livres, mas na podridão daqueles que querem calar o óbvio.

Assista gravação do programa Rizzolo Live TV Internet, deste sábado

Clicar abaixo, entrar em Menu, clicar em View Movies, clicar em Rizzolo Live
http://www.stickam.com/blogdorizzolo

Rizzolo comenta caso Nardoni na TV Terra – Portal Terra

Entendo que diante do clamor público, até por temer pela integridade física do casal, é benéfica momento a prisão preventiva.

Clique aqui para assisitir, apenas aguarde o comercial inicial da TV Terra

Entrevista Rizzolo TV Terra

Charge do Novaes para o JB Online

Aliado de Dirceu foi quem vazou o dossiê FHC

A Polícia Federal e a sindicância interna da Casa Civil identificaram o secretário de Controle Interno do órgão, José Aparecido Nunes Pires, como o vazador do dossiê elaborado no Palácio do Planalto com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
As duas investigações descobriram que houve uma troca de e-mails entre José Aparecido e o servidor do Senado André Fernandes, assessor do tucano Álvaro Dias (PSDB-PR).

Aparecido é militante histórico do PT. Foi levado para a Casa Civil por José Dirceu, o antecessor da ministra Dilma Rousseff. Funcionário de carreira do Tribunal de Contas da União, assessorou vários deputados petistas em CPIs, entre eles Dirceu, cassado em 2005 no escândalo do mensalão.

Os e-mails entre Aparecido e o assessor do senador tucano trazem conversas de natureza pessoal. Não fazem menção ao dossiê confeccionado dentro do Planalto ou ao levantamento das contas do governo passado. Mas, segundo a Folha apurou, tanto a PF como a sindicância interna têm provas de que foi anexada em uma dessas mensagens, datada de 20 de fevereiro, a planilha em Excel de 28 páginas com gastos editados e comentados de FHC, Ruth Cardoso e ex-ministros.

Na semana anterior ao vazamento, havia sido iniciada a montagem do dossiê por ordem de Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil e braço direito da ministra Dilma.

Leia a matéria completa, com extratos dos e-mails e entrevistas com os envolvidos na edição impressa da Folha desta sexta-feira, dia 9.

Outro lado

Procurada pela reportagem da Folha Online, a Casa Civil informou que não vai se manifestar sobre o caso. A pasta aguarda o final das investigações da PF e da sindicância interna sobre o caso para se pronunciar.

Dirceu informou por meio de sua assessoria que não vai comentar o caso. Álvaro Dias não foi localizado para falar sobre o vazamento.
Folha online

Rizzolo: Novamente José Dirceu volta à cena; os personagens dessa história já são bem conhecidos pelo povo brasileiro, e como não poderia deixa de ser petistas. O que precisamos refletir é a questão moral que assola o partido dos trabalhadores que é na realidade o governo. Por outro lado, como sempre digo, o pobre povo brasileiro, aquele trabalhador que em virtude do melhor desempenho econômico do País se encontra com maior poder aquisitivo, não lê jornais, não sabe o que é o dossiê, não entende o que significa a Casa Civil, mas sabe sim que Lula melhorou sua vida, e apóia o governo porque desconhece na sua ingenuidade o bem e o mal

A democracia é sagrada e só através da educação é que podemos transformar esse trabalhador em alguém crítico, com discernimento. Enquanto isso os personagens José Dirceu, o PT, e outros voltam à cena fazendo com que a crise moral continue assolando o País, ao mesmo tempo em que o povo humilde aplaude o presidente Lula. Tenho pena do povo brasileiro.

Charge do Novaes para a Gazeta Mercantil