Importação bate recorde e superávit comercial cai 44% no ano

SÃO PAULO – O superávit comercial do País somou US$ 2,719 bilhões em junho, o segundo melhor resultado do ano, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Apesar disso, o saldo da balança acumulado no primeiro semestre de 2008, de US$ 11,370 bilhões, é 44,74% menor que no mesmo período de 2007.

Essa redução no saldo comercial acontece devido ao crescimento desproporcional das importações ante as exportações brasileiras. No mês passado, as compras do País somaram US$ 15,875 bilhões, crescimento de 62,6% ante 2007 e recorde histórico. Enquanto isso, as vendas externas foram de US$ 18,594 bilhões, alta de apenas 35% na comparação com o ano passado.

No acumulado em 12 meses, a balança comercial acumula superávit de 30,818 bilhões, 35,1% menor que o saldo anterior, que foi de US$ 47,502 bilhões.

Meta

Com o resultado do semestre, o ministro interino do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Meziat, afirmou nesta terça-feira, 1º, que a meta de exportações para este ano, que é de US$ 180 bi, deve ser revista para cima. Ele comentou que as exportações já passaram de US$ 90 bilhões este ano até junho.

Segundo Meziat, no segundo semestre as exportações tendem a aumentar. Ele observou que apesar da taxa de câmbio não ser favorável às exportações, desde o fim de 2002, o dólar só cai e as exportações só sobem.
Agência Estado

Rizzolo: É lógico que esse resultado do aumento das importações afetando a balança comercial que acumula superávit de 30,818 bilhões, 35,1% menor que o saldo anterior, que foi de US$ 47,502 bilhões tem tudo a ver com a política econômica de juros estratosféricos. Ora, se os juros aumentam, há uma maior entrada de dólares o que faz o real se valorizar inviabilizando as exportações. Mas ocorre que a vontade de frear o crescimento do Brasil é maior. Aí surgem aquelas medidas de ” incentivo ” a alguns setores da exportação, que nada adiantam face à violência macroeconômica impetrada pelo BC e o Copom. O que podemos esperar daqui para frente é piorar o quadro das exportações, vez que a justificativa da alta dos juros é a ” pseudo inflação” que está sim dentro do aceitável e da meta pré estabelecida. O resto é puro terrorismo. Pelo que observamos, Meziat aplaude as medidas do BC. É uma pena ver em que mãos estamos.

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