77% dos colombianos apóiam terceiro mandato de Uribe

BOGOTÁ – Uma pesquisa de opinião divulgada neste domingo, 6, mostra que 77% dos colombianos apóiam uma segunda reeleição do presidente do país, Álvaro Uribe, após o resgate de 15 reféns na quarta-feira, entre eles a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, informou a revista “Semana”.

De acordo com a mesma pesquisa, se Uribe não concorrer nas eleições presidenciais de 2010, 31% votariam em Betancourt, que passou mais de seis anos seqüestrada pelos guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Uribe foi eleito em 2002 para seu primeiro mandato de quatro anos e reeleito em 2006, depois de uma reforma eleitoral que instituiu a reeleição.

Se Uribe for candidato de novo, 72% dos entrevistados votariam nele, 9% em Betancourt, 3% no ex-prefeito de Medellín Sergio Fajardo e outros 3% no ex-prefeito de Bogotá Antanas Mockus.

Segundo a enquete, se os candidatos fossem Betancourt e o atual ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, que comandou o resgate dos 15 seqüestrados, a ex-refém venceria por 52% a 40%.

Betancourt foi resgatada pelo Exército da Colômbia na quarta-feira junto com os americanos Thomas Howes, Keith Stansell e Marc Gonsalves, e 11 militares e policiais colombianos.

A pesquisa, com margem de erro de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos, foi realizada pelo Centro Nacional de Consultoria, e 1.151 pessoas foram entrevistadas por telefone. Uribe precisa mudar a Constituição para concorrer ao terceiro mandato.

Agência Estado

Rizzolo: Fica patente que a questão da libertação dos reféns por parte do governo de Uribe da forma realizada, tem o apoio popular; não podemos de forma alguma conceber grupos armados agindo dentro de um Estado democrático. Agora o que me causa perplexidade, é o gesto tímido de cumprimento e reconhecimento pela coragem do ato de resgate dos reféns, pelo governo brasileiro.

O que sentimos, é que existe uma atitude dúbia, fraca no apoio da ação. Ao que parece, a esquerda brasileira ainda no fundo flerta com os ideais das Farc, e isso faz com que grupos dentro do governo, pressionem o presidente no sentido de não demonstrar muito entusiasmo, até para não magoar Chaves e outros esquerdistas na América Latina. O governo da Colômbia é um parceiro dos EUA, e conta com o apoio militar americano. Enquanto a Colômbia luta para restabelecer uma verdadeira democracia tentando eliminar as Farc, aqui no Brasil infelizmente o governo vocifera contra a Quarta Frota americana de forma quase infantil, em coro com Chaves . Uma pena, continuamos do lado errado.

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