Rice diz que Rússia faz ‘jogo perigoso’ com os EUA

BRUXELAS – A secretária americana de Estado, Condoleezza Rice, disse hoje que a Rússia está jogando um “jogo muito perigoso” com os Estados Unidos e seus aliados e alertou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não permitirá que Moscou vença na Geórgia, desestabilize a Europa ou puxe uma nova Cortina de Ferro. No caminho para o encontro de emergência dos chanceleres de países da Otan sobre a crise entre a Rússia e a Geórgia, Rice disse que a aliança poderá punir a Rússia pela invasão do país do Cáucaso e manifestou apoio total à Geórgia e a outras democracias do Leste Europeu.

“Nós temos que rejeitar os objetivos estratégicos da Rússia, que claramente tentam minar a democracia na Geórgia, usar sua capacidade militar para danificar e em alguns casos destruir a infra-estrutura georgiana e tentar enfraquecer o governo de Tbilisi”, disse. “Nós estamos determinados a rejeitar o objetivo estratégico deles”, afirmou Condoleezza, acrescentando que qualquer tentativa russa de intimidar ex-repúblicas soviéticas e ex-Estados satélites de Moscou fracassará.

“Nós não permitiremos que a Rússia trace uma linha a esses países que ainda não estão integrados nas estruturas transatlânticas”, referindo-se à Geórgia e à Ucrânia, que ainda não aderiram à Otan e à União Européia, mas desejam fazê-lo. Rice não disse o que a Otan fará para deixar clara sua posição, mas afirmou que a organização falará com apenas uma voz para “indicar com clareza que nós não aceitamos uma nova linha divisória”.

Ao mesmo tempo, ela disse que a Rússia, ao mostrar seus poderes militares, como a retomada dos vôos dos bombardeiros estratégicos ao largo da costa do Alasca, embarcou em um política perigosa. “Esse é um jogo muito perigoso e talvez um que a Rússia queira reconsiderar”, disse. “Ninguém precisa da aviação estratégica russa ao largo da costa americana”, afirmou.

Reunião

Em meio a uma deterioração das relações com Moscou, os chanceleres da Otan deverão revisar uma série de atividades militares e ministeriais conjuntas que haviam planejado com a Rússia – e decidir, caso a caso, quais serão canceladas. Eles também discutirão o apoio a uma missão internacional de monitoramento para o Cáucaso e um pacote de apoio para ajudar a Geórgia a reconstruir a sua infra-estrutura, após a devastadora derrota que o país sofreu nas mãos das forças armadas russas.

Rice também sugeriu que o presidente da Rússia, Dimitri Medvedev, que assinou um acordo de cessar-fogo com a Geórgia incentivado pela França, “pode ser inábil em exercer seu poder sobre seu poderoso predecessor, o atual premiê Vladimir Putin, ou sobre os militares russos”. Dois oficiais graduados americanos disseram hoje, sob anonimato, que relatórios da inteligência indicam que os russos moveram para a Ossétia do Sul vários lançadores de mísseis SS-21, que foram apontados para Tbilisi.

Enquanto isso, Dimitri Rogozin, embaixador russo na Otan, alertou que a campanha de propaganda contra a Rússia poderá colocar em risco a atual cooperação na segurança. “Nós esperamos que amanhã as decisões da Otan sejam harmônicas e que as forças responsáveis no Ocidente desistam do total cinismo que tem sido tão evidente em nos levar de volta à era da Guerra Fria”, disse o embaixador russo. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.
Agência Estado

Rizzolo: É como costumo dizer em comentários anteriores, demorou por demais o fato de os EUA falarem numa linguagem ocidental e democrática com os russos. Os judeus da Rússia desde a época dos Pogrons, do czarismo, já sabiam que os russos só entendem uma linguagem: a força. A dialética do entendimento não funcionava na antiga União Soviética tampouco agora na Rússia. Observem as pretensões russas na América Latina, é óbvio que existe um caráter provocativo e intimidatório em relação aos EUA. Precisa falar “grosso”, sim. Enquanto isso Chavez e a esquerda da América Latina alisa russos, iranianos, chineses, e todos que detestam uma coisa chamada democracia. Triste isso, hein! Depois me malham porque defendo a presença da Quarta Frota, chamam-se de judeu à serviço do império. Jamais estive a serviço de qualquer império, apenas sou um patriota que ama a libedade. Eu gosto da liberdade e da democracia. E você ?

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